Cadeia Alimentar- Carnívoros, Herbívoros e Decompositores

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Para viver e crescer consome-se necessariamente energia. E para conseguir energia é preciso comer. De fato, todos os animais comem; mas as plantas vivem e crescem, embora não comam. Assim todos da natureza fazendo parte do ciclo da cadeia alimentar.

Cadeia Alimentar

Ocorre que, de modo diverso dos animais, elas conseguem obter energia diretamente dos raios solares, por meio da fotossíntese, função clorofiliana.

Utilizando essa energia, gás carbônico e substâncias inorgânicas contidas no solo (e absorvidas pelas raízes), as plantas produzem matéria viva. São por isso conhecidas como produtores.

Herbívoros

Os animais são incapazes de captar energia diretamente do Sol. Podem, no entanto, alimentar-se dos seres que apreenderam dessa forma a energia que utilizam – ou seja, as plantas.

Quem obtém por esse meio a energia indispensável à vida é chamado de herbívoro ou, ainda, de consumidor de primeira ordem.

Carnívoros

O animal que consegue energia comendo outro animal é denominado carnívoro. Os ecologistas, porém, fazem ainda uma outra distinção: se a presa do carnívoro for um herbívoro, chamam ao predador de consumidor de segunda ordem; definem como consumidor de terceira ordem o carnívoro cuja presa é outro carnívoro.

Esta série de organismos plantas ou produtores, herbívoros ou consumidores de primeira ordem e carnívoros ou consumidores de segunda e terceira ordens -, que, conforme o caso, comem ou são comidos, constituem o que a ecologia chama de cadeia alimentar.

Decompositores

A cadeia alimentar que descrevemos é aberta: tem início nas plantas – que, pode-se dizer, constituem a base da pirâmide alimentar – e termina com os carnívoros “superpredadores”.

Todos esses organismos, porém, acabam morrendo, e seus restos não se perdem definitivamente, mas vão alimentar uma multidão de organismos, os decompositores.

Com estes, o ciclo se fecha, pois restituem ao solo as substâncias inorgânicas que estão contidas nos restos dos organismos mortos substâncias que, mais tarde, serão absorvidas pelas plantas.

Para poder funcionar, esse ciclo necessita de um suprimento de energia contínuo, proveniente do exterior. O que não constitui problema, pois ela é fornecida, em grande quantidade, por uma fonte praticamente inesgotável: o Sol.

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Evolução e Origem Humana – Homem Primitivo

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Saara, a península Arábica e toda a área que se estende desde o planalto iraniano até a índia.

E bastante provável que tenha sido justamente nessas regiões que o ramo que daria Evolução e Origem humana, destacou-se do antigo tronco original dos primatas.

A vida livre e perigosa nos grandes espaços abertos, fora do ambiente protetor das florestas, obrigou nossos antiquíssimos antepassados a tirar o máximo proveito das próprias capacidades, aperfeiçoando-as e melhorando sempre mais, “inventando” sempre novas estratégias para tentar sobreviver nesse novo mundo, cheio de promessas mas também de contínuos perigos e ciladas.

Evolução e origem do homem

O homem, portanto, descende de símios já desaparecidos. E quanto a esses símios, qual seria sua origem? A Evolução humana se daria por conta deles.

Insetívoros ou primatas?

Em tempos muito remotos, há mais de 60 milhões de anos, alguns insetívoros adaptaram-se à vida sobre as árvores. Foi dessa forma que surgiram na face da Terra os primeiros representantes da ordem dos Primatas, à qual pertencem tanto os homens como os símios.

Quanto à aparência dessas espécies primitivas, acredita-se que fossem semelhantes aos tupaias, animaizinhos parecidos com pequenos esquilos e que vivem ainda hoje no sudeste da Ásia.

Durante muito tempo os zoólogos ficaram incertos, sem saber se os classificavam entre os insetívoros ou, como muitos preferem atualmente, entre os primaras.

Prossímios e símios, antes da Evolução do Humana

Os primaras primitivos deram origem a dois diferentes grupos de animais: o primeiro, compreendendo sobretudo espécies de hábitos noturnos, abrigava os antepassados dos prossímios, hoje encontrados apenas em Madagascar e em algumas outras regiões tropicais da África e da Ásia; o segundo reunia espécies de hábitos principalmente diurnos.

Este último grupo encontra-se na origem tanto dos símios sul-americanos quanto daqueles do Velho Mundo, o que inclui os antepassados do homem.

Homens e os símios

Se hoje ainda existisse nosso longínquo progenitor, o ramapiteco, todos o considerariam simplesmente um macaco. Os nossos antepassados mais distantes, portanto, eram símios, mas diferentes de qualquer espécie atual de macaco.

No entanto, qual o último “progenitor comum”, que teria dado origem ao homem, bem como a alguns dos símios atuais?

Para encontrá-lo, é preciso recuar no tempo quase 20 milhões de anos: foi nesse período que viveu o procônsul, um símio africano do qual derivam, conforme creem os cientistas, tanto o driopiteco (provável progenitor do chimpanzé e do gorila) como o ramapiteco, nosso mais que provável antepassado.

Dentre as espécies atuais, a que provavelmente mais se assemelha ao procônsul é o chimpanzé, que, portanto, em certo sentido, atualmente é o nosso parente mais próximo.

Não se trata, de qualquer forma, de um parentesco estreito: as diferenças entre homem e chimpanzé são certamente profundas.

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Os Australopitecos

Na história da evolução humana posterior dos hominídeos há um lugar muito importante ocupado pelos australopitecos (do latim e grego, “símios meridionais”).

Trata-se de seres não muito grandes mediam cerca de 1 ,5 m de altura caminhavam em posição quase ereta e , que eram capazes de utilizar ferramentas primitivas.

Infelizmente, ainda não se conseguiu encontrar fósseis dos australopitecos mais antigos (faltam justamente da- dos sobre hominídeos que viveram entre 10 e 14 milhões de anos atrás), embora se conheça bem a história dos australopitecos mais recentes.

Entre estes, distinguem-se dois agrupamentos de espécies, diferentes pela forma do crânio e dos dentes. Ao primeiro grupo, no qual provavelmente se encontra o progenitor dos homens, pertencem espécies com o crânio “leve” e com os dentes bastante pequenos.

Ao segundo grupo, que para alguns cientistas forma um gênero próprio (Paranthropus), pertencem espécies com o crânio maciço e a dentadura robusta, cujo regime alimentar era quase exclusivamente vegetariano.

Este segundo grupo sobrevivia ainda na África quando já existiam os homens propriamente ditos (gênero Homo), extinguindo-se sem deixar descendentes.

Os “homens” do vale do Orno

Até alguns anos atrás, quase todos os cientistas reconheciam como último progenitor do gênero Homo a mais comum espécie de australopiteco, o Australopithecus africanus, cujos primeiros fósseis foram descobertos em Taung, na África meridional.

No entanto, essa opinião teve de ser reformulada quando foram encontrados alguns importantes testemunhos na região de Atar e no vale do rio Orno, na Etiópia.

Tratava-se de restos fósseis contemporâneos dos australopitecos comuns, mas definitivamente mais adiantados na linha evolutiva que teria levado ao homem.

Os primeiros, mais antigos (quase 3 milhões de anos atrás), foram atribuídos a um australopiteco particularmente “desenvolvido”, batizado Australopithecus africanus.

Os segundos (com cerca de 2,5 milhões de anos) pertenciam, no entanto, a uma espécie já descoberta alguns anos antes em Olduwai, na Tanzânia, e denominada Homo habilis, pois junto aos fósseis foram encontrados utensílios e instrumentos grosseiramente trabalhados.

Ambas as espécies, de qualquer forma, eram intermediárias entre os homens e os australopitecos. Seus antepassados diretos são desconhecidos, mas é provável que se assemelhem ao Australopithecus africanus, que, apesar de não ser mais antigo, certamente é mais primitivo.

 

O “resultado final”

Os primeiros restos fósseis que podem ser atribuídos com relativa segurança à nossa espécie, forno sapiens, têm mais de 300 000 anos.

Não eram seres iguais ao homem atual, mas homens muito primitivos, pertencentes a subespécies já extintas.

Entre estas, a mais célebre é o homem de Neanderthal (forno sapiens neandertalenses), uma subespécie que prosperou durante as grandes glaciações e que, provavelmente, não é antepassada direta do homem atual.

Quase certamente, ambos derivam de uma subespécie mais primitiva, comumente chamada homem de Steinheim (forno sapiens steinheimensis).

De qualquer forma, após o desaparecimento do homem de Neanderthal, o gênero humano passou a ser representado exclusivamente pela subespécie atual, forno sapiens sapiens, à qual pertencem também os famosos homens pré-históricos, como o homem de Cro-Magnon.

Nesse ponto, a evolução física do ser humano, como o conhecemos hoje, completou-se; os grandes progressos seguintes dependeram, única e exclusivamente, da evolução humana cultural da espécie, daquilo que foi criado e transmitido socialmente.

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O que é Célula? Partes e Estrutura Celular

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O que é Célula? Para responder isso devemos pensar que muitas são as diferenças entre planta, animal e pedra. Diferenças de estrutura e aparência, forma e cor, tamanho e peso.

Mas, sobretudo, existe entre eles uma diferença fundamental: presença ou ausência de vida. A pedra é um ser inanimado, desprovido de movimento próprio.

Sua massa e sua forma só se modificam se houver um agente exterior responsável pela mudança, enquanto a planta e o animal estão sujeitos a ciclos biológicos, isto é, a contínuas transformações e a um constante refazer interior.

O que é Célula?

A planta e o animal têm vida, nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem, e são constituídos, além disso, de elementos capazes de se desincumbir por si mesmos das funções vitais.

O que é Célula? Esse elemento é, a menor unidade morfológica e funcional com existência autônoma.

Essa autonomia significa que cada célula age como um indivíduo: alimenta-se por si, elimina o que não lhe é útil e, na maioria dos casos, pode reproduzir-se em células idênticas a si mesma.

A multiplicação do número de células é que determina as dimensões de qualquer ser vivo, animal ou vegetal.

Os protozoários e as bactérias são dotados de uma única célula, enquanto nas baleias e em outros animais de grande porte o número de células chega a superar o quatrilhão.

Para o ser humano adulto, este número é calculado em aproximadamente 50 000 bilhões.

Estrutura Celular

Para entender o que é Célula? Devemos aprender que apresentam-se sob as mais variadas formas: esferas, cubos, espirais, estrelas, globos gelatinosos etc., intimamente relacionadas com as funções que elas desempenham.

Os glóbulos sanguíneos, por exemplo, são achatados e esféricos, o que facilita o transporte rápido de oxigênio e dióxido de carbono, que as células conduzem por todo o organismo.

Já as células nervosas têm prolongamentos delgados, através dos quais transmitem e recebem, mensagens.

Toda célula compõe-se de três elementos básicos:

  • Núcleo
  • Citoplasma
  • Membrana envolvente.

O que é Célula? Composição da Célula

Para entender o que é Célula, devemos entender que ela é formada pelo citoplasma que é formado por uma substância gelatinosa e viscosa, da consistência da clara de ovo. Nele existem estruturas diminutas, as organelas, que desenvolvem as várias atividades celulares.

As principais organelas são as mitocôndrias e os lisossomos. As mitocôndrias são as “centrais energéticas” da célula.

Nestes corpúsculos ocorre a oxidação da glicose com desprendimento da energia que a célula necessita para sua atividade metabólica, seu crescimento, reprodução e desenvolvimento.

Os lisossomos são arredondados e têm como função digerir as substâncias que entram na célula e cujos resíduos são depois eliminados.

Entre as organelas do citoplasma destacam-se ainda o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi e os ribossomos.

O retículo endoplasmático é um conjunto de canais comunicantes que serve para o transporte de diversas substância para o interior da célula.

Ao complexo de Golgi, formado por vesículas achatadas, cabe a função de recolher substâncias químicas produzidas pela célula e remetê-las para o exterior, sob a forma de grãos de secreção, através da membrana celular.

Os ribossomos são minúsculas organelas arredondadas (as menores entre as conhecidas até hoje), que exercem uma função importantíssima: a construção das proteínas.

Os cloroplastos são um tipo de organelaque só existe nas plantas: portam a clorofila, pigmento necessário à realização da fotossíntese.

Núcleo e Cromossomos

O núcleo é o centro que dirige o funcionamento da célula. É no interior do núcleo que se encontram os cromossomos, filamentos finíssimos responsáveis pela transmissão das características hereditárias, pelo armazenamento das instruções necessárias tanto ao funcionamento de cada célula como de todo o organismo.

Uma célula humana tem 46 cromossomos, dispostos em 23 pares. A maior proeza do núcleo ocorre no momento da divisão celular.

Ele se divide e surgem dois novos núcleos, que vão para duas novas células – é o fenômeno da reprodução celular.

O terceiro elemento básico é a membrana celular ou membrana envolvente, que se dispõe ao redor do núcleo e do citoplasma, servindo-lhes de parede externa protetora. E através dela que os alimentos penetram na célula, sendo rejeitados os inúteis ou prejudiciais.

Desse modo, a célula permanece em continuo intercâmbio com o ambiente externo, mantendo-se, porém, sempre protegida. A espessura média da membrana envolvente é de 1 centésimo de milésimo de milímetro.

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Os Tecidos

Quando um organismo é formado por um conjunto de células diferenciadas, ocorre uma divisão de tarefas bem definida, e os vários tipos de célula especializam-se em funções especificas.

Células do mesmo tipo, agrupadas, constituem um tecido. Estes reúnem-se para formar os órgãos – as raízes e folhas das plantas, o coração e os pulmões dos animais, que devem funcionar conjuntamente para a manutenção da vida.

Tecido epitelial

As células epiteliais asseguram o revestimento e a proteção do organismo, seja na parte externa, onde formam a pele, ou na interna, onde forram as cavidades dos diversos órgãos com um revestimento protetor que se denomina mucosa.

Tecido conectivo

Este tecido tem, principalmente, a tarefa de fornecer sustentação ao nosso corpo e estabelecer a conexão entre as várias partes que compõem o organismo.

Os dois subtipos mais importantes do conectivo são o tecido ósseo e o tecido cartilaginoso.

Tecido muscular

Os músculos são formados por células alongadas, dispostas em feixes (fibras musculares), capazes de se contrair e de produzir assim os movimentos do corpo. O tecido muscular divide-se em dois tipos de fibras lisas e de fibras estriadas.

As fibras lisas realizam movimentos involuntários, como as batidas do coração, as contrações dos órgãos digestivos etc.

As fibras estriadas constituem os músculos propriamente ditos, como os dos braços, da barriga e dos pés, que se movimentam segundo a nossa vontade.

Tecido nervoso

E formado por células munidas de longas ramificações, com a tarefa de transmitir os estímulos nervosos, irradiados à distância pelo cérebro.

Tecido sanguíneo

É constituído pelas células do sangue. Suas tarefas principais consistem no transporte de oxigênio, efetuado pelos glóbulos vermelhos, e na defesa do organismo contra agentes externos prejudiciais, a cargo dos glóbulos brancos.

Estruturas Complexas

No decorrer da evolução da vida na Terra, desenvolveram-se estruturas cada vez mais complexas: átomos, moléculas e células.

No início, as células procarióticas; depois, as células eucarióticas, mais desenvolvidas e complexas, que abriram caminho à evolução dos grandes organismos pluricelulares.

Uma mosca, uma urtiga, um cavalo, um álamo, são, cada um deles, um conjunto organizado de células. Viver significa exercer muitas funções coordenadas entre si: alimentar-se, respirar, produzir energia, mover-se, reconstruir o material gasto, expelir os resíduos, reagir às mudanças ambientais e reproduzir-se…

Portanto, é necessário que no organismo existam órgãos capazes de exercer todas essas funções. É preciso, além disso, que trabalhem em perfeita sintonia.

Esses órgãos também são constituídos de células: células que se especializaram em executar uma tarefa específica, tanto que, para executá-la melhor, assumiram uma forma particular: por exemplo, as células dos músculos motores são delgadas e alongadas.

As células dos tecidos nervosos possuem prolongamentos nas extremidades que se entrelaçam com aqueles da célula nervosa vizinha, formando um “fio” continuo; as células da superfície de uma folha são achatadas como ladrilhos etc.

Organismo e Célula

Portanto, numa planta ou num animal pluricelular, grupos de células especializadas trabalham em conjunto para cumprir tarefas específicas: tais grupos se chamam tecidos.

Em geral, todas as células de um tecido são mais ou menos semelhantes. São tecidos animais, por exemplo, o nervoso, o conectivo (ossos e cartilagens), o muscular (dos músculos), e outros.

São tecidos vegetais o parênquima, onde se realizam os mais importantes processos vitais da planta adulta (preparação, transporte e armazenamento das substâncias nutritivas, respiração, armazenamento da água); o esclerênquima, que é um tecido de sustentação; o meristema, tecido responsável pelo crescimento das plantas.

A madeira é um composto de vários tecidos. Outros tecidos funcionam em conjunto com estruturas especializadas chamadas órgãos (do grego órganon = instrumento).

São órgãos animais, por exemplo, o coração, o cérebro, os pulmões, o olho, a pele. São órgãos vegetais, a flor, o fruto, a folha, as raízes, a semente.

Os grupos de órgãos são reunidos em aparelhos (ou sistemas; não existe diferença entre os dois termos, embora haja quem defina sistema como aquele constituído de tecidos do mesmo tipo: sistema nervoso, sistema ósseo, aparelho digestivo, aparelho respiratório).

A união de todos os aparelhos, que funcionam coordenadamente, constitui o organismo, o indivíduo completo. Resumindo: em um organismo pluricelular, os aparelhos são constituídos de órgãos, os órgãos de tecidos, os tecidos de células, as células de estruturas celulares, as estruturas celulares de moléculas e as moléculas de átomos.

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Origem da Vida na Terra: Como Surgiu? Primeiros Seres Vivos

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A 3 bilhões de anos algo importantíssimo acontece: A Origem da Vida na Terra. Trata-se no momento de seres microscópicos e de organização extremamente simples, mas que já apresentam as duas características fundamentais da “matéria viva”: capacidade de nutrir-se e de reproduzir-se.

Origem da Vida na Terra – Primeiros seres vivos

Como Surgiu?

As condições para a formação desses primeiros organismos vivos surgiram lentamente nos oceanos, através de uma série de reações químicas favorecidas pela composição da atmosfera vapor de água, hidrogênio, metano e amoníaco e pelas condições de calor, luz e descargas elétricas.

Segundo pesquisas que não têm mais de 30 anos, os primeiros sinais desse acontecimento remontam a 3,7-3,8 bilhões de anos.

A origem da vida na terra, aconteceu num período muito precoce da história do nosso planeta, mas sua evolução deu-se de forma muito lenta.

De 3 a 1 bilhão de anos atrás

Durante este período, a origem da vida na terra é exclusivamente aquática e vegetal. Inicialmente as águas são habitadas apenas por organismos microscópicos, constituídos de uma única célula.

Em seguida começam a desenvolver-se seres mais complexos, as algas de maior dimensão, formadas pela união de muitas células. São os primeiros organismos pluricelulares.

Outra importantíssima “conquista” desse período é a fotossíntese: capacidade que os organismos têm de fabricar seu próprio alimento a partir do gás carbônico, água e luz. As algas asseguram assim sua sobrevivência, bem como a de todas as formas vivas que delas se alimentam.

De 1 bilhão a 570 milhões de anos atrás

Nesse período registra-se um fenômeno de grande importância: o aparecimento dos primeiros animais. Das formas mais primitivas evoluem organismos cada vez mais complexos, num processo bastante rápido.

Tanto que, no final do período, já existem os principais filos inferiores de invertebrados: protozoários, poríferos (esponjas), celenterados, moluscos, equinodermários e diversas espécies de vermes.

Nesse meio tempo, as algas continuam a proliferar. São elas que, dotando a atmosfera de oxigênio livre, sustentam a população de invertebrados marinhos. Surgem também os artrópodes.

De 570 a 500 milhões de anos atrás

Nesse período aparecem animais ainda mais complexos, com aparelho digestivo e sistema nervoso bem desenvolvidos, freqüentemente protegidos por um esqueleto rígido.

A fauna se enriquece: já existem cerca de 1 500 espécies. A evolução dos artrópodes prossegue com o surgimento do trilobita (ilustração abaixo), antepassado distante dos camarões e das lagostas.

Alguns trilobitas são dotados de um órgão que lhes assegura grande vantagem sobre os outros animais: os olhos. Todos os seres habitam exclusivamente a água: as terras emersas são ainda áridas e sem qualquer traço de origem de vida na terra.

De 500 a 395 milhões de anos atrás

Nas águas dos lagos e dos rios aparecem os primeiros vertebrados, peixes de esqueleto interno cartilaginoso. Alguns deles vivem principalmente nos fundos e apresentam uma couraça que os protege dos gigantescos escorpiões aquáticos e de diversos predadores; outros, menos couraçados, nadam livremente.

No final desse período, plantas e animais começam a “sair” da água: primeiro as algas revestidas de uma carapaça que lhes permite manter a umidade; depois as primeiras plantas propriamente de terra firme, os musgos. Os primeiros animais que puderam sair da água foram os escorpiões, também protegidos por couraças.

De 395 a 345 milhões de anos atrás

Nesses 50 milhões de anos verificam-se acontecimentos fundamentais para o desenvolvimento da origem da vida na Terra. Samambaias gigantes e os antepassados das atuais coníferas formam as primeiras florestas, que se propagarão intensamente no período seguinte. Nos bosques vivem aranhas, centopeias e escorpiões.

Surgem os primeiros insetos e entre eles alguns semelhantes às baratas atuais. Proliferam várias espécies de peixes ainda fortemente couraçados, e que em alguns casos alcançam 9 m de comprimento.

Essas espécies, porém, estão condenadas a desaparecer brevemente. Formas rudimentares de pulmões desenvolvem-se em alguns peixes, permitindo-lhes distanciarem-se da água por certos períodos.

Desses peixes derivam os primeiros anfíbios, seres de “vida dupla”, que se adaptam às regiões de contato entre água e ar seco; suas quatro patas-nadadeiras permitem-lhes deslocar- se no solo.

Surgem também os vertebrados terrestres. No mar, vivem ainda enormes espécies de escorpião e os trilobitas, dominantes na época precedente, estão próximos da extinção.

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De 345 a 280 milhões de anos atrás

Florestas exuberantes, como a que vemos na ilustração abaixo, com árvores de até 30 m, recobrem boa parte da terra emersa. No bosque vivem artrópodes enormes; centopeias com meio metro de comprimento e libélulas ainda maiores.

Numerosas espécies de anfíbio habitam as profundezas de lagos e pântanos, de onde não se distanciam, uma vez que seus ovos só podem desenvolver-se na água.

Os primeiros répteis, ao contrário, põem seus ovos – que são protegidos por uma resistente casca calcária – em lugares secos. Com o surgimento dos répteis, os vertebrados completam a “conquista” da terra firme.

De 280 a 230 milhões de anos atrás

No início desse período, a maior parte das terras emersas encontrava-se coberta pelo gelo. Devido a essa drástica transformação climática, as florestas úmidas desapareceram e, com elas, muitos dos anfíbios de grande porte que as povoavam.

Com o retrocesso do gelo, os terrenos secos tornam-se dominantes. Ao novo ambiente adaptaram-se os répteis, entre os quais algumas espécies gigantes, dotadas, no dorso, de enorme crista. Extinguem-se os gigantescos escorpiões marinhos e também os peixes couraçados.

Os Répteis, de 230 a 140 milhões de anos atrás

Os répteis, especialmente os dinossauros, dominam incontestavelmente nosso planeta. Espécies de formas e dimensões o mais variadas possível vivem em terra firme, no mar e no ar.

Nesse período aparece o Diplodocus, dinossauro reproduzido na página seguinte, no alto. Animal tipicamente lacustre, com imenso corpo, pernas curtas e fortes, ultrapassava os 20 m de comprimento.

Os Mamíferos, de 26 a 1,8 milhões de anos atrás

É o grande momento dos mamíferos; povoam a Terra muitas das espécies atuais, ao lado de várias já extintas, como o mastodonte e o tigre-dente-de-sabre (ilustração à direita).

Nos mares vivem mamíferos de enormes dimensões: baleias – maiores seres vivos que apareceram no planeta – e cachalotes. No início deste período destaca-se um grupo de primatas, os driopitecos.

Deles derivam os chimpanzés, gorilas, orangotangos e ramapitecos – estes últimos importantíssimos porque constituem a ponte entre o macaco e o homem.

Os ramapitecos são um dos três gêneros da família do homem, e o mais primitivo deles. Os outros são os australopitecos e o Homo.

De 1,8 milhão de anos atrás

Nesse período grandes ondas de frio invadem a Terra; as calotas polares chegam muitas vezes a cobrir um terço do planeta, para depois se retraírem lentamente.

Os mamíferos, no momento em grande expansão, multiplicando-se e adaptando-se a todos os ambientes – tal como o haviam feito noutro período seus antecessores répteis – são duramente atingidos.

Algumas espécies conseguem resistir, revestindo-se de longos pelos: apareceram rinocerontes, ursos, bois e elefantes lanudos. Muitas, porém, foram vítimas de sucessivos extermínios.

Nesse período, o homem completa a sua evolução. Cerca de 1,2 milhão de anos atrás surge o Homo habilis: em seguida o Homo erectus e, finalmente, o Homo sapiens, espécie à qual pertence, com outras subespécies extintas, o homem atual.

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História do Cinema: Origem, Como Surgiu e Quem criou

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28 de dezembro de 1895, Paris. Em frente à entrada do Grand Café, no n°14 do Boulevard des Capucines, está exposto um vistoso cartaz a cores no qual está escrito em letras imensas: “Cinématographe Lumière”.

Alguns transeuntes são atraídos por aquela extraordinária palavra, “cinematógrafo “, e entram no local, onde estão arrumadas algumas fileiras de cadeiras diante de uma grande tela branca.

Que é que a gente vai ver naquela tela? – alguém pergunta. – Dizem que fotografias em movimento… Na sala, as luzes se apagam. O público, emocionado, prende a respiração.

Um barulho de engrenagens que começam a funcionar, uma nuvem de fumaça branca que se espalha pelo local… A grande tela se ilumina, e aparece unia locomotiva a vapor que corre em direção aos espectadores.

Fascinados, estes observam aquelas imagens trêmulas, e se dão conta de estar assistindo a alguma coisa memorável. E era exatamente isso: aquelas pessoas estavam assistindo aos primeiros passos da História do Cinema.

Veremos aqui Tudo sobre a História do Cinema!

História do Cinema: Origem e como surgiu

pois da invenção da fotografia – uma imagem fixa da realidade -, no fim do século XIX procurou-se conseguir imagens em movimento.

O problema, de caráter exclusivamente técnico, seria resolvido com um aparelho que projetasse as imagens à mesma velocidade em que eram tomadas.

Com efeito, o princípio em que se baseiam as imagens em movimento já era conhecido havia dois mil anos e, no século XIX, fora aplicado em brinquedos como o zootrópio.

Esse princípio, o da persistência da imagem, baseia-se no fato de que uma imagem persiste ou permanece impressa na retina por uma fração de segundo após o término da visão.

Se, por exemplo, girarmos rapidamente um cigarro no escuro, nós veremos um círculo luminoso e contínuo, Analogamente, se Lima sdrie de fetos 6 projetada h velocidade de 24 fotogramas por segundo (a velocidade padrão dos filmes de hoje), as imagens se fundem na retina dando a impressão de movimento.

Quem criou o Cinema?

Quem criou o Cinema? Bom, não se pode atribuir a invenção do cinema a uma única pessoa. Ela foi o resultado do trabalho de muitos pioneiros, sendo que três deles deram uma contribuição decisiva: o americano George Eastman que, em 1889, inventou o filme fotográfico de celuloide.

William Dickson sócio do inventor Thomas Alva Edison, que construiu um aparelho capaz de registrar no filme de celuloide 46 imagens por segundo; e, por fim, o próprio Edison, que criou o cinetoscópio, aparelho que reproduz o efeito de movimento pela projeção de fotografias fixas sucessivas.

A partir desse invento, em 1895, na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière construíram o cinematógrafo propriamente dito. Um aparelho de projeção de fotografias animadas.

Primeiros espetáculos

O primeiro espetáculo público da história da história do cinema consistia de dez curtíssimos documentários, entre os quais: a saída dos operários da fábrica Lumiêre; o jogo de cartas; a demolição de um muro; o desfile militar; ondas do mar e a chegada de um trem.

O jornal parisiense La Poste comentou assim esses filmes: “E a vida pela vida. O movimento da existência cotidiana”.

Primeiros Filmes do Cinema

O francês George Méliês, ilusionista e inventor de brinquedos, foi o primeiro a contar histórias com argumento, trama e atores.

O “mago de Montreuil”, como era chamado, realizou filmes fantásticos como Viagem à Lua e A Conquista do Pólo, utilizando diversas novas técnicas de filmagem. Algo que mudaria a História do Cinema.

Uma fusão, exposição múltipla, uso de maquetes, truques ópticos, precursores do que hoje chamamos de “efeitos especiais”. Foi uma explosão de fantasia graças à qual o cinema nasceu.

Quando perguntamos “Quem criou o Cinema?” Não podemos esquecer dos maiores contribuidores para arte.

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Cinema Mudo: A marca de uma História

A História do Cinema mudo é imortal também devido aos filmes cômicos. A comédia tornou-se um gênero clássico graças à contribuição de atores magistrais, e alcançou altíssimos níveis poéticos e interpretativos por obra de Charlie Chaplin e BusterKeaton, entre outros.

Charlie Chaplin, ator e diretor inglês radicado em Hollywood, criou, em 1924,0 imortal personagem Carlitos, o homenzinho símbolo da liberdade e dignidade do homem contra todas as formas de violência social.

Keaton, apelidado de “cara de pedra”, levou para a tela um personagem sempre sério c imperturbável diante de quaisquer adversidades.

Unia máscara trágica que, paradoxante, resulta numa irresistível comicidade, símbolo tragicômico da solidão humana e do absurdo da vida.

O filme mudo foi uma forma de arte em si. Era uma meio de comunicação universal, que podia ser entendido por qualquer pessoa em qualquer lugar.

Naturalmente, os filmes mudos não eram desprovidos de som. A maioria era projetada com um acompanhamento musical executado, de acordo com a importância do filme e da sala cinematográfica, por um pianista ou por uma orquestra.

A evolução do Cinema

Graças ao sistema Vita phone, que permitia a reprodução simultânea de imagens e sons em 6 de outubro de 1927 morreu o cinema mudo e nasceu o cinema falado.

Naquele dia, os espectadores presentes à estréia do filme O Cantor de Jazz, dirigido por Alan Crosland e produzido pela Warner Bros.

Quase não acreditaram em seus ouvidos quando ouviram AI Jolson cantar, quase em perfeita sincronia com as imagens. Nascia ali o cinema com som. Outra coisa que mudaria a História do Cinema.

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O Cinema de hoje

Nos últimos trinta anos na História do Cinema teve muitos grandes momentos: a preocupação social do free cinema (cinema independente) inglês; a metamorfose do cinema americano nos anos 70 o glorioso crepúsculo do western.

A valorização das cinematografias emergentes na  América Latina e Ásia; a descoberta das novas fronteiras da ficção científica de 2001 Uma Odisséia no Espaço, Guerra nas Estrelas e Blade Runner.

Hoje, o cinema enfrenta numerosos problemas: o superpoder da televisão e a progressiva disseminação do videocassete, a diminuição do número de espectadores.

O progressivo fechamento de salas, as insistentes notícias a respeito de uma crise irreversível- Apesar disso o “velho” cinema se encaminha para completar um século de vida em boa saúde.

Qual é o seu segredo? A capacidade de ainda ser uma inexaurível fonte de emoções, entretenimento, maravilha e ternura.

Existe uma bela imagem de um filme recente: uma enorme lua cheia brilhando na tela, atravessada pela bicicleta de um menino que consegue salvar um pequeno alienígena, náufrago na Terra, da maldade dos homens, levando-o consigo num voo surrealista e poético.

E uma viagem extraordinária, inesquecível e comovente de E.T., filme dirigido por Steven Spielberg, que prega a amizade e a solidariedade como valores universais.

Um conto de fadas moderno com final feliz, aparentemente fruto de mirabolantes e sofisticados efeitos especiais, mas na verdade inspirado na vontade de maravilhar e de se maravilhar própria do cinema dos primórdios e de sua eterna magia.

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Fontes: 1, 2, 3
imagens: maxiverso.com.br, blog.365filmes.com.br, coxinhanerd.com.br

O que é prosa? Tipos, Significado e Origem

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Para saber  o que é prosa? temos que entender que ração teríamos ao ouvir na escola, entre dois jovens, um diálogo como este: “Estudou o teorema? Não, fui ao cinema. Enfiar o nariz no caderno, só se for no inverno”. No mínimo, cairíamos na risada, nos perguntaríamos se aqueles dois jovens estão brincando ou se fizeram alguma aposta: criar uma poesia de repente, só por diversão.

Mas também pensaríamos que aquele diálogo certamente não é poesia, mas um ajuntamento de rimas mal-engendradas. Sabemos que poesia é bem mais do que isso, é a mais elevada expressão dos sentimentos.

Com a poesia convém não brincar nem usá-la sem propósito. Para a comunicação diária, para falarmos, usamos a prosa. De uma pessoa que se expressa com emprego apropriado da linguagem e de forma fluente, se diz: “Sua prosa é clara”.

De um escritor que usa palavras difíceis, períodos confusos, se diz: “Sua prosa é obscura”. Afinal, O que é prosa?

No dicionário, lemos que é “a maneira natural de falar ou de escrever, sem forma retórica ou métrica, característica da linguagem habitual de comunicação e de informação, por oposição à poesia”.

Com a prosa, fala-se e escreve-se. Com a prosa, os escritores enveredam pelos mais diversos gêneros literários: novela, conto, romance…

E a prosa de cada gênero possui características específicas. Há a prosa poética, a jornalística, a popular. E se poderia continuar relacionando um grande número de variedades.

Mas vejamos alguns exemplos práticos entre os gêneros literários mais conhecidos, nos quais muitos prosadores provaram ser verdadeiramente “grandes”.

O que é prosa e Poesia? Diferenças

Prosa

O que é prosa? É um texto comum. Sendo um gênero que se preocupa mais nas questões racionais e lógicas, tem como objetivo tratar de assuntos envolvidos em questões sociais, emoções do ser humano e retratar os objetos do cotidiano.

O uso da narrativa e a linguagem descritiva é algo constante nas prosas. As palavras possuem sentido literal, dando importância as coisas do nosso mundo.

O texto em prosa pode aparecer de várias formas. Apesar de se enquadrar melhor como um texto comum, em versos e sem continuidade, pode aparecer se estiver relacionado a alguma questão lógica, externa e não ao interno do ser.

Poesia

A poesia se utiliza de rimas e versos, apresentando sua principal diferença a questão principal e expressão.

Focada em tratar nos pontos emocionais, internos; o locutor entra em questões próprias onde são mencionados temas como as paixões, aflições, conflitos internos, perda, depressão etc.

Sem ser narrativa nem descritiva, ela se fixa em aspectos intagíveis, tendo assim várias interpretações.

A poesia tem ênfase nas palavras em seu sentido figurado.Tendo como foco a importância de se expressar.

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O que é Poesia? Conceito, Definição Significado e Tipos

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“É uma obra muito poética…” Com essa frase, hoje, define-se um filme, um quadro, uma música, uma escultura, urna peça de teatro. Veremos aqui, a O que é Poesia? .

Considera-se poético um pôr-do-sol, o canto de um pássaro; enfim, fala-se em o que é poesia? É dizer que aquilo que vemos ou ouvimos nos suscita emoções, intensos estados de alma.

E, assim, a palavra se amplia, assume conceitos diferentes do que lhe é básico; isso, porém, aconteceu bem recentemente: do início do século XIX em diante, com o romantismo.

O que é Poesia? Definição

A palavra “poesia” vem do grego poièsis e não é apenas a expressão de sentimentos e de imagens, de ocorrências e de conceitos; é também uma linguagem específica, com seus ritmos e suas leis.

Dante Alighieri, em uma de suas obras, o Convívio, afirma que a poesia é feita de palavras per megalesíaco armenizante, isto é, organizadas de acordo com um critério bem preciso, como o são as peças de um mosaico, assim repondendo a questão o que é poesia?.

Para saber o que é poesia a épica (do grego epos, poesia heroica) é um gênero bastante antigo e comum a muitos povos e civilizações: tem como tema façanhas extraordinárias realizadas por heróis ou por personagens sobrenaturais, com freqüentes alusões a figuras mitológicas.

Do mundo grego nos chegaram dois dos mais famosos poemas épicos, a Odisseia, atribuídos a Homero; e do mundo romano, a Eneida, de Virgílio

Tipos de Poesia

  • Dramática: Sentimentos e emoções dos narradores são apresentadas através dos versos.
  • Romântica: o Autor cita suas dores e aflições em relação a como ele próprio se sente.
  • Realista: poemas que abordam fatores importantes como a sociedade e a política.

Épica e Medieval

Com um salto através dos séculos, estamos na Idade Média, riquíssima em poemas épicos. A tradição heroica germânica, dotada de espiritualidade notável, encontrou a sua exaltação no ciclo dos Nibelungos, poema épico de 10 mil versos.

A obra é datada de cerca do ano 1200 e se inspira em várias sagas (lendas nórdicas). Heróis invencíveis, lindas princesas, criaturas mágicas, tesouros ocultos, amores e vinganças se entrelaçam nesse poema alemão.

Da Islândia e da Escandinávia chegaram até nós as Ex/as, breve coletânea de versos sobre a mitologia nórdica, bastante sugestivos: escrita entre os séculos IX e XIII, narra os combates e os conflitos entre divindades gigantes e heróis, sempre em luta por nobres ideais.

Espanha e a Poesia

Também a Espanha possui seu herói inspirador da poesia épica, El Cid. ou Ruy Diaz de Bivar, que viveu no século XI. Cavaleiro andante, ora a serviço de príncipes cristãos ora de personagens pagãs. o grande guerreiro foi protagonista de façanhas lendárias. Na França, mais que uma poesia propriamente épica, floresceu a poesia cavalheiresca.

Entre os séculos XI e XII, difundiu-se a Canção de Gesto, obra dos trovadores errantes que, de cidade em cidade, de castelo em castelo, cantavam as façanhas heroicas dos cavaleiros andantes, acompanhando-se com uma viola.

O título mais famoso é A Canção de Rolando, atribuída a Turoldo, trovador do século XII.

Rolando, o protagonista, era conde da Bretanha; o evento histórico no qual o poema se inspira é a expedição de Carlos Magno na Espanha, no fim do século VIII, que se concluirá com a derrota de Roncisvalle, onde encontrarão morte heroica muitos cavaleiros andantes franceses, incluindo-se Rolando.

Em Portugal, assistia-se, no século XII, às primeiras manifestações literárias, influenciadas pela cultura leiga, em língua vulgar e já com características próprias.

Era transmitida a princípio por via oral, em jograis. Surgiu uma poesia épica, da qual se encontram vestígios nas Quatro Crônicas Breves de Santa Cruz de Coimbra.

Poesia na Grécia

Na Grécia antiga os poetas declamavam seus versos marcando o ritmo com batidas de pé e fazendo o acompanhamento de um instrumento musical, a lira. Daí nasceu o termo “poesia lírica”.

Na península Ibérica, esse gênero da poesia, que canta os estados de espírito, os sentimentos, as sensações mais profundas, deu seus primeiros passos nos séculos XII e XIII.

Esses versos foram coletados nos Cancioneiros: distinguiam-se as Cantigas de Amor, com voz masculina, de influência provençal; as Cantigas de Amigo, com voz feminina, de inspiração popular, tradicional e autóctone; e as cantigas satíricas, ditas de Escárnio e Maldizer.

A revolução do poema

No século XIV a Itália viu surgir uma obra poética universalmente considerada uma obra-prima de todos os tempos. Trata-se da Divina Comédia, de Dante Alighieri (12651325), na qual o autor expressou, com suas idéias político-sociais, seu profundo sentimento religioso.

A Divina Comédia foi escrita em língua “vulgar” (não em latim, como escreviam os sábios daquele tempo), e Dante é considerado o “pai da língua italiana”.

Na Itália, o século XIV também foi marcado pela grande poesia de Francesco Petrarca (1304-1374), homem de extraordinária cultura, sensibilidade e religiosidade, que fez da lírica o espelho da alma.

Num linguajar muito semelhante à que se fala hoje na Itália, ele descreve as paixões humanas em toda a sua profundidade, anuviadas às vezes pela melancolia, pela angústia diante do tempo que foge.

A poesia espelhava a alegria de viver, o desejo de se deleitar com a beleza em todas as suas formas. E Lourenço não se limitou a proteger c a encorajar os artistas, mas se arvorava ele mesmo um poeta.

No famosíssimo Triunfo de floco, aconselha a desfrutar plenamente cada momento do presente, a viver o dia-a-dia sem pensar no amanhã.

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Quais as Funções da Literatura? Tudo Sobre e O que é

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Quais as Funções da Literatura? é “o conjunto das obras escritas em determinada língua, que possuem relevância cultural”.

Se recuarmos o conceito de “Quais as Funções da Literatura?” como a entendemos nos dias de hoje e deslocarmos seu nascimento até quando os homens, por intermédio da escrita, começaram a difundir seus pensamentos, a análise dos sentimentos e da vida, a própria imaginação.., então nos encontraremos diante de uma ,imensa quantidade de obras.

Quais as Funções da Literatura?

Assim como existe o vinho “de origem controlada” (DOC), reservado para grandes ocasiões, e o vinho comum de mesa, para todos os dias, às vezes não muito puro, existe também uma literatura mais refinada e outra de maior consumo.

Há o grande romance de autor famoso, que se difundiu pelo mundo todo, e aquele de escasso valor literário, mas que conquista uma grande faixa de público justamente porque é acessível a qualquer um, explora os sentimentos mais comuns e os expressa de forma usual, não artística.

Quando falamos sobre quais as funções da literatura? Os próprios canais de distribuição desses dois tipos de literatura são diferentes.

Aquela “imortal”, com L maiúsculo, é encontrada nas livrarias, nas grandes bibliotecas; a denominada “popular” engrossa as vendas de bancas de jornais e supermercados.

História da Literatura

Quando falamos sobre Quais as Funções da Literatura? não podemos esquecer da popular tem origens muito antigas. Era oral e não escrita, sendo difundida por trovadores e jograis. Contavam-se as  façanhas dos antigos cavaleiros andantes, histórias das cortes, episódios sangrentos.

Depois, os trovadores foram substituídos pelos contadores ambulantes de histórias, que, com frequência, paralelamente ao texto usavam grandes cartazes divididos em quadros, cada um dos quais ilustrando um momento importante da história que estava sendo contada.

Quando ler e escrever deixou de ser um privilégio de poucos e o papel impresso se multiplicou, a literatura popular abandonou a tradição oral e invadiu as edições econômicas e os jornais.

Literatura popular

No século XIX nasce o “folhetim”, que tem esse nome porque é publicado nos jornais, juntamente com o noticiário e a crônica, e tem por objetivo aumentar o número de leitores com histórias impressionantes; dividi-las em capítulos, então, aumenta o suspense.

A literatura popular daquele século ostenta nomes consagrados como Alexandre Dumas, Emilio Salgari, Carolina Invernizio, Eça de Queirós e Machado de Assis.

Quase todos os escritores que se dedicaram a esse gênero literário têm uma produção muito elevada, pois seu produto é de consumo imediato.

Dizem que Alexandre Dumas, para fazer frente às exigências do mercado, contratava vários ghost-writers, isto é, escritores anônimos que, por dinheiro, concordavam em entregar aquilo que produziam a quem anônimo já não o era fazia tempo, e assinava como autor.

Hoje escrevem-se livros com o computador: o sofisticado instrumento já se tomou indispensável para boa parte dos escritores que têm de produzir em pouco tempo textos que serão transformados em livro em prazos ainda mais curtos.

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História da Dança – Contexto, Importância, Origem e Evolução

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Pés batendo no chão, braços erguidos, mãos espalmadas. movimentos dos quadris e dos ombros… Na praça de uma aldeia, no palco de um teatro ou sobre a areia do deserto…

Em todos os lugares e em todos os tempos, homens e mulheres dançam: ouvem o ritmo, marcam o tempo e, então, seu corpo inteiro descreve e expressa a alegria, a beleza, a vida. Assim começa a História da Dança!

Origem

A História da Dança é uma das mais antigas formas de expressão da humanidade, encontrada em rituais mágico-religiosos, nas festas e celebrações de uma comunidade ou, ainda, quando o aspecto estético adquire predominância, como uma manifestação artística.

As crianças, logo que conseguem ficar em pé, ensaiam pulinhos ritmados: temos a impressão de que sabem dançar antes mesmo de haver aprendido a andar.

História da Dança – O que é Dança?

A dança pode ser definida como a organização rítmica do movimento, e, assim, sua prática c também sua história são ligadas à música embora ambas atividades possam existir de modo separado. Como imaginar o nascimento de uma dança?

Na História da Dança, a procura de um gesto, a imitação de um animal (como no teatro ou na pantomima) podem ocorrer em silêncio, mas, ao se compor urna sequência de movimentos do corpo, criam-se simultaneamente uma dança com um ritmo.

O bater dos pés da solo e a repetição do gesto podem ser acompanhados com a voz ou com palmas; ainda hoje, na África negra, o principal acompanhamento da dança é o tambor.

Contexto

No ritmo da vida. Nas sociedades primitivas de ontem e de hoje, a dança ocupa um lugar de grande destaque. Dança-se para cada evento importante da vida: nascimento, matrimônio, funeral.

Atividade de um só indivíduo ou de todo o grupo, a dança estabelece e renova o vínculo entre os membros da comunidade; acompanha o trabalho na lavoura, da semeadura à colheita, ou em cerimônias especiais .

Há danças reservadas às mulheres, algumas apenas às jovens; outras são exclusivas dos homens (danças de guerra).

Há também na História da Dança algumas executadas no meio de um círculo de espectadores, por apenas um membro da comunidade, em solo: pode ser um dançarino exímio ou alguém que exerce funções religiosas.

Na História da Dança, em determinados cultos animistas , o xamã dança com movimentos, convulsivos ou suaves, característicos de cada espírito ou divindade com que se comunica.

Um contexto que diz muito sobre a História da Dança.

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Danças Sagradas

A História da Dança começa de cunho religioso é encontrada no islamismo entre os mede,’, confraria que se desenvolveu na Turquia. Acompanhados por música própria, executada por flautas, instrumentos de cordas e tambores, os dervixes rodopiam cada vez mais rápido, em êxtase.

Na índia, há mais de três mil anos, a dança é praticada tanto em cerimônias religiosas quanto em espetáculos. Representa as histórias dos deuses, heróis e reis dos grandes ciclos de lendas, como o Ramayana.

Com guizos nos tornozelos, pulsos e quadris, as bailarinas marcam o ritmo com batidas de pé, enquanto descrevem, com movimentos muito expressivos, personagens e situações como “a donzela”, “a gazela”, “a floresta” etc.

Na Europa

Na Europa, as danças sagradas, por serem provenientes de outras religiões que não a católica, foram, durante a Idade Média, proibidas pela Igreja. No repertório folclórico no entanto, sobreviveram algumas danças tradicionais ligadas as rituais “pagãos”. uma triste verdade da História da Dança.

O costume de se dançar ao redor da ‘árvore de maio”, por exemplo, evoca ritos de fertilidade; as danças em volta do fogo procedem de tradições anteriores ao cristianismo e têm significados de purificação e iniciação. A dança típica dos cossacos, a dança das espadas, sem dúvida apresenta um caráter guerreiro.

A Evolução da Dança: Balé Clássico

Surgimento do balé

Na Idade Média, os bailarinos e trovadores que iam de castelo em castelo divertir os senhores se exibiam sobretudo em jogos de destreza e acrobacias.

No século XIV, nas principais cortes italianas e francesas, os espetáculos, incluindo os figurinos e os temas abordados, tornaram-se mais elaborados e os nobres, inclusive reis, passaram a participar de festivais e bailes animados.

Luís XIV (1643-1715), rei da França, adorava dançar e com freqüência participava dos bailes da corte fantasiado de Sol. Ele deu ao italiano, naturalizado francês, Jean-Baptiste LuIli o encargo de compor a música para esses espetáculos e, ao seu professor de dança, o de estudar os passos e as mesuras, ou seja, estabelecer uma coreografia.

Nas comédias de Molière, foram introduzidos entreatos de dança, e, em 1661, Luís XIV criou a Academia Real de Dança.

Os coreógrafos codificaram as figuras de dança, as diversas sequências de passos, os saltos, e assim foram elaboradas as normas que originaram algo importantíssimo na História da Dança a dança clássica.

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Importância da Dança

Em 1713, é inaugurada a escola de dança da Academia: já se trata de um grupo de profissionais que executa balés para a platéia real.

A técnica tornara-se muito difícil para as pessoas da corte. No século XIX, graças à influência do coreógrafo Jean-Jaques Noverre, os bailarinos superaram a simetria mecânica dos movimentos para expressar os sentimentos.

E em pleno período romântico, em 1865, a frágil bailarina italiana Maria Taglioni cria a dança na ponta dos dedos No final do século XVIII, haviam sido criadas escolas de dança e academias de balé em toda a Europa,  mas foram os russos que, a partir de 1850, conquistaram a supremacia na área.

No Teatro Imperial de São Petersburgo foram criados os balés Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, com músicas de Tchaikovski.

No início do século XX, um sopro de novidade percorreu o mundo da dança clássica quando o coreógrafo russo Michail Fokine relançou a dança característica e valorizou o papel do bailarino.

Ele criou. com Sergei Diaghilev, um balé que uniu a produção artística russa com os movimentos de renovação modernistas do ocidente.

Para Diaghilev, a dança devia aliar-se à pintura e à música contemporânea, e, com este propósito, valeu-se das obras dos melhores artistas de seu tempo.

História da Dança clássica no Brasil

No Brasil, o primeiro balé, dirigido por Lacombe, foi apresentado no Real Teatro de São João (Rio de Janeiro) em 1813.

Um século depois, a atuação da Companhia de Diaghilev (com Nijinski, Massine, Karsavina e Lidia Lepokova) no Teatro Municipal da mesma cidade, seguida da visita da Companhia de Ana Pavlova, deu início a um permanente interesse pelo balé.

A Escola de Dança do Teatro Municipal foi fundada em 1927 por Maria Oleneva, e ali se formaram Madeleine Rosay, Leda Yuqui, Berta Rosanova, Carlos Leite, Manilha Gremo.

Outros corpos de baile foram criados por Vaslav Veltchek, Aurélio Milloss, Carlos Leite e Sansão Castelo Branco, Tatiana Leskova, Nina Verchinina, Dalal Achcar.

Entre os bailarinos da nova geração cumpre citar Davi Dupré, Aldo Lotufo, Marcia Haydée, Beatriz Consuelo, Sandra Dicken, Dennis Gray, Alice Colino, Ana Botafogo, Noêmia Wainer.

Compositores que contribuíram com partituras: Vila-Lobos, Lorenzo Fernandes, Luís Cosme, Alberto Nepomuceno, Heckel Tavares, Cláudio Santoro.

Na cenografia, deixaram sua marca: Di Cavalcanti, Burle Marx, Nilson Pena, Belá Pais Leme, Darci Penteado e Fernando Pamplona. Poetas como Manoel Bandeira e Vinícius de Morais contribuíram com libretos.

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Linguagem Musical: Comunicação, Elementos e Arte

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A linguagem musical, mais do que qualquer outra, tem o poder de elevar o espírito, estimular a fé, estabelecer uma comunicação misteriosa com a divindade.

Contexto Histórica da Linguagem Musical

Os achados arqueológicos, os grandes monumentos de épocas distantes, oferecem testemunhos de cerimônias grandiosas celebradas com a participação de centenas de músicos, cantores e dançarmos nas civilizações da Mesopotâmia e do antigo Egito.

A Bíblia está repleta de referências aos cânticos, às danças e à sua importância na vida espiritual do povo hebreu. O cristianismo manteve e ampliou o papel da música na adoração ao Senhor e, por algum tempo, a Igreja Católica normatizou e regulamentou a prática musical na Europa.

Encontramos, na música cristã, um grande número de obras-primas, ao lado de belos e comoventes cantos populares.

Hoje, os mais variados gêneros, do erudito ao folclórico, do gregoriano ao rock, estão pre- sentes nas diversas igrejas cristãs e não é raro ouvir-se o som severo do órgão junto com os acordes ritmados das guitarras e com coros.

Linguagem Musical

Em comparação com a poesia e com a literatura, a música está acima da barreira da língua. Um poema em francês ou um romance em alemão não nos dizem nada se não compreendermos essas línguas, mas podemos apreciar sem dificuldade a música francesa, alemã, americana etc.

Uma bonita música pode nos suscitar imagens, emoções e pensamentos ainda que não compreendamos sua letra.

Mesmo a música de civilizações e culturas muito diferentes da nossa que pode até nos chocar, pela diversidade dos padrões melódicos, rítmicos e harmônicos (além dos instrumentos e do uso da voz humana) pode ser intensamente usufruída.

Música dentro da Arte

Enquanto a linguagem das artes plásticas é constituída de elementos mais ou menos estáticos, a linguagem musical usa elementos que não podem ser imobilizados: melodia, harmonia e ritmo se desenvolvem no tempo.

Por isso, aquelas são consideradas artes espaciais, ligadas ao espaço, e a música, uma arte temporal, ligada a sucessão de elementos no tempo. Uma pintura ou uma escultura podem representar um objeto mais ou menos real, de algum modo reconhecível uma imagem “objetiva”, enfim.

A Linguagem Musical, ao contrário, prescinde da imitação de objetos ou elementos naturais. Pode representar algo que é sugerido pela imaginação do sujeito que a ouve.

Qualquer imagem, ideia ou sentimento é em boa parte subjetivo; o que existe de objetivo na música são apenas os sons e a maneira como são combinados entre si.

Um poema, um romance, um quadro, uma escultura, uma vez concluídos, existem como tais para sempre. Já a composição musical necessita sempre de quem a execute e, assim, a figura do intérprete tem um papel fundamental.

Ele é o artista capaz de transmitir as intenções, as idéias que o autor quis expressar, ou então de reinterpretar a obra, acrescentando-lhe novos valores. Pode-se dizer que uma obra musical renasce toda vez que é executada, sempre a mesma e sempre nova, como se tivesse acabado de ser

Papel da Música

Em qualquer tipo de espetáculo, a Linguagem Musical tem um papel insubstituível. Nas representações teatrais, acompanha os gestos, a coreografia, a declamação, para acrescentar algo mais à trama, para tornar o espetáculo mais fascinante e completo.

Certamente não há nada melhor do que a música para criar aquilo que se denomina “atmosfera”.

Ela pode indicar o sobrevir de um perigo em uma situação de aparente tranquilidade, contribuir para a caracterização de um personagem ou situação, predispor nosso ânimo ao espírito de um drama ou de uma comédia.

Quase sem exceções, o cinema e a televisão acompanham as imagens com a Linguagem Musical, que parece torná-las mais vívidas, mais emocionantes.

Quer o percebamos conscientemente ou não, a Linguagem Musical tem grande importância na maneira como apreendemos aquilo que estamos assistindo: é a linguagem musical que estimula a imaginação, acrescentando mais elementos ao que a encenação está transmitindo.

Em certos casos, como na ópera lírica, na opereta, no musical e no balé, a linguagem musical intervém como um dos protagonistas; aliás, pode-se dizer que se torna uma coisa só com a poesia, a ação, as artes cônicas, as danças.

O resultado é um espetáculo grandioso, capaz de proporcionar grande deleite aos olhos e aos ouvidos.

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