Genghis Khan Quem Foi, Filhos e Neto

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Neste artigo falaremos sobre a história de Genghis Khan. No ano de 1212, um poderoso exército formado por centenas de milhares de homens, oriundos das longínquas estepes asiáticas, galgou, como uma onda de mar tempestuoso, a Grande Mural/ia e espalhou-se pela China, iniciando a conquista.

GENGHIS KHAN

Eram os nômades mongóis, descendentes dos antigos hunos de Atila, que tanto pavor haviam infundido ao extinto Império Romano. Bastante primitivos, os mongóis desprezavam qualquer tipo de trabalho que não fosse a caça, a guerra o pastoreio e a captura de animais selvagens (sobretudo cavalos). Suas riquezas constituíam-se não só do número (te ove/has, camelos e cavalos que possuíam, mas também do produto tios saques que faziam.

Os constantes deslocamentos e as contínuas guerras entre as tribos mongóis impediam que esse povo se organizasse cm um Estado.

E foi em 1167. num estágio de total fragmentação política, que nasceu Tamudjin. o futuro Géngis Khan. Filho de lasugai. chefe de um importante clã (o dos kiyatas), tinha cerca de 8 anos quando seu pai foi envenenado em um banquete oferecido por uma tribo tártara.

Mas nesse ano de 1175, ao receber o chicote e o estandarte. símbolos do chefe de tribo. Tamudjin comandava apenas um punhado de mulheres e crianças: os guerreiros de seu pai, não aceitando a liderança de um menino, tinham passado ao comando de outro clã (o dos taitchutas).

Aos IS anos, porém, Tamudjin conseguiu obter o apoio dos keraitas. governados por Togril Khan, antigo aliado de seu pai, e, com a sua ajuda, empenhou-se em constituir um reino mongol, submetendo à sua autoridade todas as tribos. Com essa determinação, venceu os merquitas (1196), os tártaros (1202).

Além de dominar outros povos vizinhos. Finalmente voltou-se contra seus aliados, os keraitas. conseguindo subjugálos após a morte do chefe Togril. Em 1206. durante urna assembléia das tribos mongóis, foi aclamado khw, supremo. ou Gêngis Khan. “rei universal.

A CONQUISTA DE UM IMPÉRIO

Senhor de vastos territórios e um poderoso exército. Gêngis Khan lançou-se à conquista de novas regiões. A primeira meta: “cuspir para o sul — . ou seja. atacar a China. A guerra, iniciada em 1211, foi difícil porque a Grande Muralha barrava-lhes o caminho.

Finalmente Gêngis Khan dividiu seus soldados em três exércitos, que. ao mesmo tempo, atacaram em pontos diferentes, rompendo as linhas de defesa dos adversários. Matando e saqueando. submeteram quase todo o território chinês. Pequim que havia licado fora do alcance, foi destruída e dominada em 1215.

No ano seguinte Gêngis Khan deixou alguns de seus generais na China, avançou para o oeste e conquistou o Império dos Kara Kitai (1218) e o de Kharesm (1221). onde se localizava a próspera cidade muçulmana de Samarcanda. Em 1221, voltou à Mongólia, enviando dois de seus melhores generais.

ChebeNoyen e Sabutai Bahadur, para as regiões banhadas pelo mar Cáspio, a fim de preparar o caminho para a grande invasão da Europa. em 1238.

Gêngis Khan, na paz e na guerra Além de bravo guerreiro, Gêngis Khan foi um excelente administrador. Durante seu reinado, o Império Mongol, cuja capital era Karakorum, passou a dispor de eficiente estrutura administrativa, graças à qual mantiveram-se unidos os territórios conquistados.

Para tanto, colocou em prática a ferrenha disciplina codificada no Jasaq, conjunto de normas de caráter penal, civil e administrativo que reunia costumes nómades e instituições de sociedades sedentárias. O Jasaq. leis escritas e válidas para todos, contribuía para unificar as tribos, fazendo delas uma nação: mas era sobretudo a autoridade do Khan supremo que mantinha a unidade.

Seus bilib ou ordens, eram transmitidos por um corpo especial de mensageiros a cavalo. Uma das disposições do iasaq previa que o Grande Khan deveria ser escolhido entre os membros da Horda de Ouro, ou seja, entre os descendentes de Géngis Khan – a suprema elite do império.

Outro grande mérito de Gêngis Khan era seu talento bélico. Os contingentes militares distribuíam-se em grupos múltiplos de 100, sob o comando de competentes oficiais. Unidades de 200.000 a 300.000 homens, comandadas pelos kivat, não eram raras.

Gêngis Khan comandava diretamente a ‘Guarda”, corpo selecionado e mais bem treinado. e detinha o comando supremo das forças armadas, que funcionavam como unia verdadeira máquina infernal.

A marcha para oeste

Com a morte de Gêngis Khan, em 1227. os territórios do império foram divididos entre seus quatro filhos. Dentre eles destacou-se Ogodai. eleito Grande Khan pela assembléia de nobres em 1229; ele completou a obra iniciada por seu pai. ocupando a Coréia (extremo leste da Asia) e consolidando o domínio mongol no Irã e na Rússia. Entre 1236 e 1241.

Um exército chefiado por Batu (neto de Gêngis Khan) e Sabutai atravessou o Volga e conquistou os principados russos da região. A seguir, foram devastadas a Galícia, a Polônia e a Silésia. no norte da Europa. Em 1241, concentrados na Hungria. os mongóis aniquilaram as tropas do rei Bela IV.

A Europa estava aterrorizada com as invasões e conquistas, que se concretizavam a cada dia. Os mongóis encontravam-se às portas de Viena. quando Ogodai morreu e, com ele, o projeto de conquista do Ocidente. Foi sucedido por outro neto de Gêngis Khan, Mongca,que, para que os domínios mongóis ficassem sob a Horda de Ouro, entregou o Irã a seu irmão Hulagu e o norte da China a outro irmão, Kublai (ou Kubilai).

Em 1260 o título de Grande Khan passou para este último. Kubtai conquistou o sul da China e transferiu a capital de Karakorum para Pequim.

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Formação da Monarquia Francesa

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A monarquia francesa começou a se desenvolver sob a dinastia dos Capetos. Ao longo de três séculos e meio (987-1328), a França foi governada por treze soberanos descendentes de Hugo Capeto, que se tornou rei com a morte de Luís V, o último carolingio.

Caminho da França e sua Monarquia

As principais armas dos soberanos para consolidar o poder central e enfraquecer o dos grandes feudatários eram seu prestígio junto aos camponeses, aos artesãos, aos burgueses e ao clero (interessados numa realeza forte, capaz de defendê-los da arbitrariedade dos grandes senhores) e a estratégica localização dos domínios reais: entre os cursos médios dos rios Sena e Loire, as mais importantes vias de comércio da França central e setentrional.

Isto favoreceu enormemente a aliança real com os comerciantes, além de enriquecer os soberanos, que cobravam impostos pelas mercadorias negociadas. Essa medida, oficializada no reinado de Filipe II Augusto (1180-1223), garantiu à coroa excelente fonte de renda.

Foi esse Capelo, além disso, que enfrentou os Plantagenetas – linhagem dos reis da Inglaterra; lutou contra os filhos de Henrique II, Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra – e retomou os feudos ingleses em solo francês: Anjou, Normandia e outros.

Aliado à burguesia, combateu o poder dos nobres. Organizou um exército de mercenários e centralizou a justiça por intermédio de bailios e senescais, funcionários da coroa que aplicavam a justiça em nome do rei. Filipe IV, o Belo (rei em 1285-1314), regulou o direito dos burgueses (1287), garantindo seu apoio e simpatia.

Anexou a Aquitânia, feudo inglês em território francês, e vários feudos do Império Romano-Germânico na França. Taxou os bens do clero e proibiu a remessa de ouro e prata para os Estados Pontifícios, o que provocou sua excomunhão.

Vingou-se fazendo prender o papa Bonifácio VIII (Benedetto Gaetano) e impondo, após sua morte, em 1303, a eleição de Clemente V (Bertrand de Gol, francês); além disso, transferiu a sede do papado de Roma para Avignon, cidade do sul da França. Por quase setenta anos (1309-78), os papas ficaram à mercê dos reis franceses, no chamado Cativeiro da Babilônia.

Depois do caos, a reorganização

A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) interrompeu o processo de fortalecimento da monarquia na França. Os camponeses arruinaram-se e o comércio se desorganizou.

Eclodiram graves rebeliões: em março de 1358, os burgueses, tendo à frente Etienne Marcel, líder dos Estados-Gerais, pretenderam colocar a monarquia sob o controle de um conselho formado por nobres, clérigos e burgueses (os “três Estados”); em maio estourou a Jaqueria, sublevação de camponeses contra a servidão (“Jacques Bonhomme” era o nome dado pelos nobres aos camponeses).

A revolta foi brutalmente esmagada pelos exércitos da nobreza. Esta, atemorizada pela disposição revolucionária dos comerciantes e camponeses, passou a apoiar todas as reivindicações reais, e o poder político tornou-se mais centralizado ainda, reduzindo-se drasticamente as prerrogativas dos senhores feudais.

Leia também: Formação Dos Reinos na Europa – Monarquia e Carta Magna

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Formação Dos Reinos na Europa – Monarquia e Carta Magna

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Falaremos aqui sobre os principais Reinos na Europa e os principais acontecimentos.

Formação dos Reinos na Europa – o avanço francês

Os alemães intervinham de modo expansionista no leste, mas tinham suas fronteiras ocidentais retraídas devido às investidas dos franceses.

Carlos de Anjou, irmão mais moço do rei francês Luís IX e conde de Provença, recusara-se a prestar vassalagem ao imperador Frederico II, embora este, sendo também rei de Borgonha, fosse suserano do senhor de Provença.

Por outro lado, o papa Urbano IV (Jacques Pantaléon) havia sido expulso de Roma por Manfredo, filho natural de Frederico II, que, com a morte do imperador, herdara o trono da Sicília. Em 1254, Manfredo fora obrigado a entregar seu reino ao papado, ficando só com Taranto como feudo.

Logo, porém, rebelarase, conquistando o sul da península Itálica e a Sicília, fazendo-se coroar rei em Palermo em 1258. O papa Clemente IV (Guy Foulques) coroou Carlos rei de Nápoles e da Sicília em 1266. No mesmo ano, Carlos derrotou e matou Manfredo em Benevento.

A capital do reino foi transferida de Palermo para Nápoles, e o regime de terror infligido pelos franceses aos italianos (sobretudo aos sicilianos) foi tamanho que, na segunda-feira de Páscoa de 1282, irrompeu em Palermo violenta insurreição popular, conhecida como Vésperas Sicilianas, resultando na morte de milhares de franceses.

Pedro III, rei de Aragão e genro de Manfredo, foi em socorro dos rebeldes sicilianos, mas, após uma série de lutas, as partes chegaram a um acordo: os franceses ficaram com o Reino de Nápoles e os aragoneses, com o da Sicília.

Da Reconquista nasce a Espanha

A partir da segunda metade do século XI, boa parte da península Ibérica foi controlada pelo império muçulmano dos almorávidas, berberes do norte da Africa. No início do século XII, porém, esse domínio começou a ser ameaçado pelos almóadas, outra dinastia berbere. Aproveitando a crise em que se debatia a Espanha islâmica, os cristãos retomaram a luta pela chamada Reconquista, que já vinha desde o século VIII.

Foi ao longo dos avanços e recuos desse período de lutas que se formaram muitos reinos ibéricos: Astúrias, Leão, Castela, Navarra, Portugal e outros. Até a segunda metade do século XV, foram freqüentes os choques entre Portugal e Castela, ou Castela e Aragão, pela definição das fronteiras.

Finalmente, em 1469, Fernando, herdeiro de Aragão, e rei da Sicília, e Isabel, herdeira de Castela, casaram-se. A união permitiu a centralização do poder na Espanha.

Fernando e Isabel, chamados os Reis Católicos, organizaram a Inquisição espanhola (1478), guerrearam os mouros (1482-92) e expulsaram os judeus (1492), conquistando afinal o Reino de Granada, último baluarte muçulmano da península Ibérica. Em 1512, já depois da morte de Isabel, que ocorrera em 1504, Fernando incorporou Navarra à Espanha.

O Reino de Portugal

No século X, a região compreendida entre os rios Douro e Minho, pertencente ao Reino de Leão, começou a ser chamada Terra Portucalis ou Portus CaIle (nome romano da cidade do Porto, localizada na desembocadura do Douro).

Em 1095, o rei Afonso VI de Leão e Castela concedeu essa fatia de território a seu genro Henrique de Borgonha, como feudo de Leão. Estava constituído, assim, o Condado Portucalense. Em 1139, o filho e sucessor de Henrique, Afonso Henriques, tendo vencido os mouros na batalha de Ourique, declarou o condado independente de Leão e proclamou-se rei.

A independência seria reconhecida em 1143 por Afonso VII de Castela e em 1179 pelo papa Alexandre III. Em 1249, ao incorporar o Algarve, reconquistando aos mouros o último território a sudoeste da península que lhes restava, Afonso III daria a Portugal suas fronteiras atuais.

O processo de centralização do poder consolidou-se, efetivamente, com D. João 1, fundador da diriastia de Avis, que subiu ao trono (1385) graças ao apoio da burguesia urbana, sobretudo lisboeta. Devido a esse suporte, Portugal pôde iniciar o movimento dos descobrimentos marítimos.

OS REINOS DA INGLATERRA E DA FRANÇA

A consolidação da monarquia na Inglaterra foi muito lenta e difícil. Contribuiu para isso o fato de que, politicamente, a ilha constituía um prolongamento ultramarino do Ducado da Normandia, desde que fora tomada em 1066, pelos normandos, comandados por Guilherme, o Conquistador.

Assim sendo, seu domínio era atribuído ao soberano francês, através de um laço de vassalagem. Com a morte de Guilherme, subiu ao trono Henrique II, conde de Anjou, o primeiro soberano inglês da dinastia Plantageneta, que estabeleceu as primeiras bases da centralização do poder.

Entre as medidas que adotou, estava a criação de um imposto destinado à organização de um exército permanente, eliminando a dependência do serviço militar prestado pelos senhores feudais. Assim, os nobres passaram a pagar uma taxa em dinheiro, o que fortalecia o monarca. Mas, no reinado de Ricardo 1, filho e sucessor de Henrique li, a nobreza retomou parte do poder perdido.

Para saber mais sobre a França leia: Formação da Monarquia Francesa.

A Magna Carta

Dos dez anos em que foi rei (1189-99), Ricardo 1, chamado Coração de Leão, só passou seis meses na Inglaterra. O resto do tempo esteve na III Cruzada, prisioneiro do imperador romanogermânico Henrique VI (pendente de resgate) e lutando contra Filipe II da França. João Sem Terra, irmão e sucessor de Ricardo, não teve melhor sorte.

Perdeu para Filipe (1204) os feudos ingleses da França. Em 1209, foi excomungado, por confiscar terras da Igreja e por recusar-se a aceitar o arcebispo de Cantuária nomeado pelo papa: Os barões, excluídos do governo e obrigados ao pagamento de pesados impostos para financiar as guerras, revoltaram-se e obrigaram João a assinar a Magna Carta (1215), que é considerada a primeira constituição na História.

Entre outras coisas, o documento proibia que o monarca decretasse taxas e impostos sem o consentimento do Grande Conselho do Rei, organismo formado pelos nobres e pelo alto clero, e estabelecia que representantes da nobreza só poderiam ser julgados por seus pares (pessoas da mesma condição social).

Para garantir o cumprimento da carta, foram eleitos 25 nobres, que também se reservavam o direito de expropriar territórios e castelos do rei.

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Monarquia na Europa – Interregno, Reinos e Burguesia

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Neste artigo faremos um resumo sobre a Monarquia na Europa. Uma das principais características do feudalismo era a dispersão do poder público entre numerosos senhores feudais. A partir de um certo momento, porém, a burguesia em formação, interessada na constituição de mercados nacionais unificados, apoiou a luta dos monarcas pela centralização do poder.

BURGUESIA E ESTADO NACIONAL

Durante o apogeu do feudalismo (séculos X a XIV), o papa e o imperador do Sacro Império Romano-Germânico foram as duas máximas autoridades “universais”. Protagonistas de históricos e às vezes furiosos embates, eles dominaram, absolutos, o período em que a Europa compunha um mosaico de domínios territoriais envolvidos numa extensa rede de relações de vassalagem.

Já a partir do século XI, porém, a situa- ção começou a se modificar lentamente: na Itália e em outras regiões da Europa constituíram-se as comunas (cidades autônomas), frequentemente unidas em ligás que alcançaram grande poderio.

Pouco a pouco, as principais populações do continente formaram Estados, e a figura do rei se afirmou de modo indiscutível sobre os senhores feudais.

O processo de formação dos Estados nacionais europeus estendeu-se bem além da Idade Média, chegando a sua expressão acabada só depois da unificação da Itália (1866) e da Alemanha (1871) e do desmantelamento do Império Austro-Húngaro e do Império Otomano (1918, ao término da Primeira Guerra Mundial).

Entretanto, foi dentro do próprio feudalismo que teve início esse processo, e um dos fatores mais importantes para que ocorresse foi a formação de uma nova classe social: a burguesia (do latim, burgus = fortaleza; muitos castelos medievais originaram cidades, e burguês era o “cidadão”, isto é, o habitante das cidades).

Dedicados a atividades como empréstimos e outras transações financeiras, ao comércio, à exportação e à importação de mercadorias, os burgueses não eram nobres nem servos – eram a “classe média” do feudalismo.

Embora originários da classe aristocrática, os monarcas procuravam formas de se libertar dos intrincados laços de suserania e vassalagem, que faziam com que eles reinassem mas não governassem, pois seu poder era entravado pelos grandes feudatários, verdadeiros soberanos dentro de seus domínios.

Para os senhores feudais, o exercício da função estatal se confundia com o interesse privado, e eles tinham poderio suficiente para desfrutar monopólios, exigir taxas e serviços, e arrecadar impostos. Isso criava um antagonismo também com os burgueses.

Nos caminhos que percorriam, os usurários e comerciantes estavam sujeitos a ataques não só de salteadores como também dos ”homens de guerra” dos senhores feudais.

Além disso, em cada feudo por onde passavam, tinham que pagar pedágio, o que encarecia as mercadorias e diminuía os lucros. A burguesia, que tinha prestígio e dinheiro, não só apoiou politicamente a realeza como também a financiou.

Com os recursos fornecidos pelos burgueses, os reis deixaram de depender da ajuda militar da nobreza, e puderam constituir seus próprios exércitos. Essa aliança levaria ‘a formação dos Estados nacionais ou Estados-nações. Esse conceito se baseia na tradição jurídica segundo a qual o Estado é a nação politicamente organizada.

Os Estados modernos, contudo, formaram-se principalmente sobre bases econômicas, às vezes como resultado de guerras. Com isso, vários deles são multinacionais, abrigando grupos com tradições e interesses diferentes.

Na Espanha de hoje, por exemplo, três povos com língua e cultura próprias reivindicam autonomia: os bascos (que, do século IX ao XVI, constituíram o Reino de Navarra), os catalães (que tiveram em Barcelona um dos principais centros medievais e que tiveram importante papel na expansão do Reino de Aragão a partir do século XII) e os galegos (que integraram o Reino de Astúrias nos séculos IX e X).

O IMPÉRIO DECLINA, OS REINOS FLORESCEM

Na segunda metade do século XIII, a Itália estava desmembrada em Estados independentes. No norte, ao lado de Estados feudais, como o Ducado de Sabóia, encontravam-se várias repúblicas independentes como Milão, Veneza, Gê- nova, Florença e outras.

Eram núcleos de mercadores, onde o comércio, convenientemente protegido, desenvolvia-se, enriquecendo cada vez mais a burgue- sia.

No centro, onde se localizavam os, Estados Pontifícios, a característica era a luta constante entre as altas linhagens que disputavam a nomeação papal. Ao sul, havia o reino fundado pelos normandos no século XI (Nápoles e Sicília).

Foi nessa Itália dividida que se travou uma grande batalha envolvendo o papado e o império. Frederico II, rei da Sicília em 1198-1250 e imperador em 1220-1250, atraiu para sua corte em Patermo cientistas e homens de letras.

Entre seus planos estava a criação de uma espécie de confederação entre os vários Estados nacionais: França, Espanha, Portugal, Inglaterra, Hungria, Alemanha e Itália, sob a égide do Império Romano-Germânico.

Seus sonhos de poder chocavam-se no entanto com muitos interesses: do papado (império e papado guerreavam abertamente e Frederico foi excomungado três vezes), dos senhores feudais alemães (a quem não interessava o fortalecimento do poder central) das comunas italianas (que lutavam por uma autonomia cada vez maior); e dos franceses (que reivindicavam o Reno e os Alpes, territórios do império).

“Grande interregno”

período que sucedeu à morte de Frederico Ii caracterizou-se por um vazio de poder. Essa época – 1250-73 -, que ficou conhecida como o “Grande Interregno”, assinalou a desagregação do Império Romano-Germânico.

Ao mesmo tempo que, no seio da nobreza alemã, se reiniciava a luta entre as grandes famílias, desenvolvia-se nas cidades a atividade mercantil. Lübeck, Hamburgo e outros centros constituíram a Liga Hanseática, organização comercial que, principalmente no século XIV, dominada o comércio da Europa setentrional.

A decadência do império propiciou também o fortalecimento da ordem monástico-militar dos Cavaleiros Teutônicos, que, ao longo do século XIII, se dedicou a conquistar e a explorar economicamente as regiões habitadas pelos eslavos não cristãos.

As campanhas dos Cavaleiros Teutônicos, que se caracterizaram por extrema violência, reduziram populações inteiras à servidão; simultaneamente, burgueses alemães passaram a ser os senhores do comércio, das manufaturas e das atividades extrativas nas regiões submetidas.

O “Grande interregno” terminou com a eleição do imperador Rodolfo 1, de Habsburgo (1273), mas a hegemonia do império já estava abalada. Rodolfo procurou manter relações amistosas com o papado e garantiu para seus filhos o Ducado da Áustria e o da Estíria.

Internamente, porém, a Alemanha prosseguiu numa crescente divisão, desmembrando-se em um número cada vez maior de territórios independentes. O poder dos príncipes consolidou-se definitivamente em 1356, quando o então imperador Carlos IV promulgou a “Bula de Ouro”, que reconhecia aos donos das terras direitos soberanos em seus domínios.

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Ciência e Cultura Medieval

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Neste artigo falaremos sobre a ciência e a cultura da Idade Média. Normalmente a Idade Média é vista como um período negro da cultura européia, uma fase em que o saber das civilizações antigas permaneceu esquecido. Não foi bem assim. No início da Idade Média, a Europa realmente mergulhou nas trevas, mas nos séculos seguintes houve uma retomada cultural.

O ensino foi sendo reativado, surgiram as primeiras universidades, e a medicina alcançou progressos. Ao mesmo tempo, com o desenvolvimento do comércio, a própria cultura oral também se ampliava.

Através dos mercadores que viajavam por toda a Europa, mesmo o povo das pequenas aldeias tomava conhecimento do que ocorria em terras distantes, das conquistas da ciência, do avanço na literatura e nas artes

O analfabetismo era regra, mas a Igreja era cultura

Em um mundo dominado pela Ignorância as Igrejas surgiam como Instituições cultas. Sendo os únicos que tinham conhecimentos suficientes para ler e fazer discursos assim como os reis. Nas Igrejas e conventos conservam-se sobre as antigas conquistas do gênero humano, como: A língua, a literatura, a ciência, a arquitetura, a escultura, a pintura, as artes e técnicas mais preciosas, ou aquelas que dão ao homem pão, roupa e casa.

Por ordens de São Benedito, Mosteiros e Igrejas haviam Bibliotecas o que contribuíam para o ensinamento e aprendizado da escrita e da leitura.

UNIVERSIDADE E CIÊNCIA

A escola anexa à catedral inglesa de Winchester acolhia seus alunos com o seguinte aviso em latim: Aia disce, aia discede; manet sors terna caedi. Isto é: “Aprenda ou vá embora; fica uma terceira possibilidade, a de apanhar”.

Realmente, o chicote era considerado um instrumento pedagógico não menos importante que a língua latina, na qual eram ensinadas todas as matérias. Apesar disso, o ensino progrediu consideravelmente a partir da época de Carlos Magno, dando origem a uma instituição que adquiriu enorme importância no mundo moderno: a universidade.

As primeiras universidades

Discute-se qual a universidade mais antiga, mas acredita-se que tenha sido a de Salerno, fundada no século X. Muito antigas também são outras universidades italianas, como as de Bolonha, Roma e Nápoles; a Sorbonne (de Paris) e a de Montpellier, ambas na França; as de Oxford e Cambridge, na Inglaterra; e as de Salamanca e Sevilha, na Espanha.

Todas foram criadas entre os séculos Xl e XIII. Mas as universidades medievais eram muito diferentes das que existem atualmente, constituindo-se, em geral, a partir de corporações de estudantes.

Os próprios alunos contratavam pessoas de notável capacidade intelectual, os doutores da época, e se cotizavam para pagar o salário desses professores. Evidentemente, esse sistema envolvia certos riscos. Quando o curso não satisfazia, o mestre era multado, destituído, e, em casos mais extremos, podia até levar uma boa surra.

Já a Sorbonne organizou-se em moldes diferentes. Não era uma corporação de estudantes, mas de professores, dirigidos por um deão eleito. O norte da Europa copiou esse modelo, que sobrevive até hoje em Oxford e Cambridge.

Apesar de todo esse progresso no sistema educacional, a maioria da população européia continuava ignorante e supersticiosa. Acreditava em magia, bruxas, mau-olhado e mantinha, um profundo sentimento de religiosidade, beirando o fanatismo.

Em meio a esse clima de misticismo, as comunidades universitárias representavam uma categoria social à parte, espécie de refúgio contra a ignorância. Nessas circunstâncias, estudantes e professores nem semprc eram vistos com bons olhos.

O pouco interesse pela ciência

Em geral os currículos das universidades medievais incluíam pouquíssimas aulas de ciências naturais. Isso refletia a situação da época, uma das mais pobres em termos de realizações científicas de toda a história da Humanidade,
Uma grande exceção foi a medicina, fazendo estudos e progressos por conta própria.

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Quinta, Sexta, Sétima e Oitava Cruzadas

CRUZADAS

Abaixo seguem alguns cruzadas importantes da história e seus resumos:

Cruzada das Crianças (1212) – Resumo

1212 – A ‘Cruzada das Crianças”: o escândalo da Quarta Cruzada levou à crença de que só inocentes e devotas crianças poderiam libertar o Santo Sepulcro. Pregadores fanáticos convenceram os pais de 30 000 crianças a deixálas partir desarmadas e sem suprimentos. Em Gênova encontraram capitães que as transportaram para o Egito e a Tun(sia, em vez de para a Palestina; muitas foram vendidas como escravas; outras morreram de fome e doenças.

Sexta Cruzada (1228-1229) – Resumo

1228-29 – Depois do fracasso de uma expedição de 1218-21, a última em que o papado esteve envolvido e que só chegou ao Egito, o imperador germânico Frederico II, inimigo do papa, negociou uma trégua de dez anos com os muçulmanos e conseguiu Jerusalém. Finda a trégua, contudo, disputas entre templários e hospitalários permitiram a retomada pelos turcos, em 1244.

Sétima Cruzada (1248-1254) – Resumo

1248-54 – Sexta Cruzada: Luís IX, rei da França, depois canonizado pela Igreja, liderou uma expedição contra o Egito. Conquistou a cidade de Damieta, mas depois, derrotado em La Mansurah, foi aprisionado junto com seu exército. Voltou à França após o pagamento de um resgate fabuloso.

Oitava Cruzada (1270)

1270 – Sétima Cruzada: obstinado, Luís IX voltou, desembarcou na Tunísia, disposto a destruir para sempre o poderio muçulmano. Mas a peste matou-o, bem como grande parte do seu exército.

Nona Cruzada (1271-1272)

1291 – Acre, a última cidade-Estado latina no Oriente Médio, foi conquistada pelos mamelucos.

Quarta Cruzada – Objetivos e Resultados – Datas

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A Quarta Cruzada, também conhecida como “Cruzada de Veneza” ocorreu entre os anos 1202-1204.

Assim que assumiu o papado (1198), Inocéncio 111 impôs aos soberanos cristãos a obrigação moral de resgatar o Santo Sepulcro. O comando da Quarta Cruzada foi confiado a Bonifácio, conde lombardo de Montferrat, mas a verdadeira beneficiada foi Veneza.

Esta controlava a maior pane do Mediterrâneo oriental e forçou os cruzados a aceitar, por seu transporte para o Egito, um preço que não podiam pagar. O doge de Veneza, Henrique Dãndolo, propôs perdoar a dívida se os cruzados se desviassem para conquistar Zara, cidade húngara cristã do Adriático, concorrente comercial de Veneza. Isso foi feito em cinco dias.

Em seguida, o filho de Isaac II (imperador deposto de Bizâncio) pediu aos cruzados uma intervenção em Constantinopla, a fim de devolver o trono ao pai. Em troca, prometeu recompensas financeiras, privilégios e subordinação à Igreja de Roma.

O projeto encantou o doge e, assim, Constantinopla foi invadida e sitiada pelos cavaleiros da cruz. Extensos territórios foram entregues aos venezianos ou tomados pelos mais poderosos chefes cruzados, passando a constituir o Império Latino do Oriente.

Posteriormente, o Império Bizantino foi reconstruído, mas sua estrutura já havia sido solapada. Veneza não possuía mais rivais comerciais no Mediterrâneo oriental e os muçulmanos continuaram ocupando a Terra Santa. O Saldo da Quarta Cruzada foi só um exemplo do que significaram as Cruzadas: um grande fracasso militar, mas um grande sucesso comercial.

Objetivos e Resultados (consequências)

O objetivo inicial dos cruzados da Quarta Cruzada era a conquista da Terra Santa (Jerusalém). Porém, a consequência e resultado final foi o saqueamento pelos cruzados da cidade de Constantinopla em 1204.

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Terceira Cruzada (dos Reis) – Causas e Consequências

terceira cruzada

 

A Terceira cruzada “Cruzada dos Reis” ( 1189-1192 ):Quarenta anos após a Segunda Cruzada, cristãos e muçulmanos coexistiam pacificamente nas cidades do Oriente Próximo. Muitos ex-soldados cristãos haviam desposado mulheres árabes ou palestinas, passando a adotar hábitos orientais.

Enquanto isso, negociantes venezianos e genoveses obtinham um sucesso comercial extraordinário. O personagem mais notável da época era Saladino (Salah-al-Din), sultão do Egito, que estendera seu domínio sobre uma grande parte do Levante, estabelecendo relações diplomáticas e de boa vizinhança com os cristãos.

Inicio da terceira cruzada – Cruzada dos Reis

Entretanto, diversas violações de acordos e pactos, sobretudo por parte de alguns senhores cristãos mais fanáticos, provocaram novamente a guerra na Terra Santa. Em 1187, Saladino derrotou os cristãos na batalha de Hattin, e entrou vitorioso em Jerusalém.

Foi o sinal para a Terceira Cruzada, iniciada em 1189, que passou para a História como a “Cruzada dos Reis”; dela participaram Frederico Barba Roxa, imperador germânico. Filipe II Augusto, rei da França, e Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra.

Enquanto as forças de Filipe e Ricardo tomaram o caminho marítimo, Frederico conduziu seus soldados por terra, atravessando o Bósforo com seu exército intato e penetrando na Cilícia em 1190, certo da vitória. Ao banhar-se num rio, porém, o imperador, que tinha 67 anos, afogou-se. Seu filho, Frederico da Suábia, não tinha autoridade suficiente para impedir a dispersão dos seus homens.

Os remanescentes seguiram-no para atacar a cidade de Acre, onde ele morreu. O comando do ataque a essa poderosa cidadela muçulmana foi assumido por Filipe e Ricardo, que, de agosto de 1189 a julho de 1191, a sitiaram.

Foi a mais sangrenta das operações militares dos cristãos no Oriente: nela morreram dezenas de milhares de soldados de ambos os lados – em combate, por inanição ou pelas epidemias. Acre acabou se rendendo aos europeus, mas Jerusalém, apesar dos numerosos ataques que sofreu, não capitulou.

Resultado do Acordo final – Fim e Consequências

Em 1191, desgastado e impaciente, Ricardo assinou um acordo com Saladino, pelo qual ganhava uma faixa costeira entre Tiro e Jafa, e os cristãos tinham garantida a permissão para visitar os lugares santos da Palestina sem serem molestados; em troca, o rei inglês comprometia-se a desistir da ideia de “libertar” Jerusalém. Filipe, discordando de Ricardo e dos chefes militares germânicos, havia muito retomara à pátria. O acordo com Saladino favoreceu as repúblicas marítimas italianas. Foi o fim da terceira cruzada (cruzada dos reis). A trégua, porém, durou só três anos.

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Legnano e as Batalhas das Comunas

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Neste artigo falaremos sobre Legnano e as Comunas em Batalhas e as Comunas em batalhas. A noroeste de Milão, na planície lombarda, ambos os exércitos – o das comunas e o imperial – mediram suas forças, procurando desferir o ataque apenas quando julgassem estar em superioridade de posição.

As tropas comunais enviaram, sem cobertura, um contingente de cavaleiros. Seu exército estava colocado em tomo do Carroccio (uma “carroça gigante”), símbolo da liberdade das comunas e poflto de referência para os soldados da liga.

A Batalha de Legnano

Na ala direita investia a vanguarda de trezentos cavaleiros que Alberto de Giussano recrutara para constituir a Companhia da Morte, assim chamada pelo juramento feito de vencer ou morrer. Ao avistar o contingente imperial, os cavaleiros comunais recuaram em galope.

Por sua vez, pensando num confronto isolado, a vanguarda imperial perseguiu a vanguarda das comunas, enquanto a ala direita da formação de Barba Roxa, convencida de que acabaria rapidamente com aqueles cavaleiros comunais, também os seguiu.

Conta-se que o próprio imperador gritava desesperado aos seus comandados para não irem atrás do que lhe parecia ser claramente uma armadilha. De fato, a vanguarda comunal fingiu refugiar-se  dentro do próprio contingente, e ao se sentirem seguros, os cavaleiros voltaram-se para atacar o contingente da tropa imperial que os havia seguido.

A Companhia da Morte e a ala esquerda das comunas fechou num espigão as forças imperiais. Os experimentados soldados e cavaleiros do império, assediados, tentaram romper o cerco dirigindo-se contra o Carroccio.

A resistência dos comunais, porém, foi violentíssima, e o golpe decisivo foi dado pelos cavaleiros sobreviventes de Alberto de Giussano: chegando pela retaguarda do exército imperial, fecharam-no numa armadilha.

Paz e acordo com as comunas

As perdas do exército imperial na realidade não tinham sido muito grandes, mas a batalha de Legnano (26 de maio de 1176) foi de tal modo encarniçada e confusa que o próprio imperador havia sido dado como morto. De fato, Frederico 1, tendo perdido o cavalo, havia conseguido salvar-se por milagre.

Só três dias mais tarde, coberto de lama, pôde voltar a Pavia, onde encontrou a corte chorando a sua morte. Entretanto, vendo a inutilidade do prosseguimento da luta armada, Barba Roxa tentou resolver a questão por vias pacíficas recorrendo para isso à mediação do papa. A reconciliação foi em Veneza.

Onde Frederico foi reconhecido pela Santa Sé como legítimo imperador e este reconheceu Alexandre III como Sumo Pontífice. Em troca ta paz entre império e papado, estabeleceu-se uma trégua de seis anos entre império e comunas.

Finalmente, em 1183, foi assinado em Constança, na Suíça, um tratado de paz pelo qual as comunas reconheciam a autoridade do imperador e se declaravam súditos devotos; em troca conservavam os direitos de autonomia que Barba Roxa lutara inutilmente para recuperar.

Mas o Privilégio de Constança, que selou a paz entre ambas as partes, marcou definitivamente o triunfo das comunas, livres para crescer e florescer com o consentimento do imperador.

O ÚLTIMO ATAQUE

Por diversas vezes Frederico 1 marchara contra a Itália chefiando um exército de homens e máquinas de guerra, com trompas e tambores incitando os soldados à luta. Três anos após a paz de Constança, Frederico partiu mais uma vez para a Itália, mas, então, seu séquito era esperado e até desejado.

Cortesões e damas substituíram os soldados; citaras e flautas, os tambores militares; flores e presentes, as máquinas de guerra.

Barba Roxa seguiu para a Itália devido às núpcias de seu filho, uma verdadeira obra-prima política, cujo desenvolvimento ele não viveu para ver.

O neto de Barba Roxa não escondia de ninguém que pretendia a unificação do império sob seu domínio. O aviso era válido não apenas para os senhores feu- dais da Alemanha, mau sobretudo para as comunas.

Como Frederico II residia

a maior pane do tempo no sul da Itália, as comunas, temendo medidas hostis devido à proximidade do imperador, reforçaram a Liga Lombarda e prepararamse para um novo confronto com o império. Em 1237, Frederico II conseguiu vencer as forças comunais na batalha de Cortenova, próximo de Bérgamo.

Para afirmar a superioridade do exército imperial, Frederico II celebrou a vitória segundo a tradição militar da antiga Roma: desfilou pelas estradas da Lombardia à frente de um grande cortejo, do qual fazia parte como presa de guerra o famoso Carroccio, símbolo da vitória das comunas em Legnano; no carro, algemado, estava o prefeito de Milão.

Terminada a festa, tão amarga para os lombardos, o Carroccio foi enviado a Roma, para o Capitólio.
A reviravolta O Carroccio em Roma foi uma humilhação, mas também um incentivo à resistência das comunas contra o império. A tática, no entanto, tinha que ser outra. As cidades decidiram não mais afrontar diretamente as milícias do império num confronto em campo aberto.

Dispostas a enfraquecer as tropas de Frederico II, criaram condições para que elas fizessem longos cercos, muito mais cansativos para os que assediavam do que para os cidadãos atacados. Enquanto isso, o papa Gregório IX empenhava-se em combater tenazmente o imperador, exco- mungando-o e desobrigando os súditos

O fim do império

Não houve vitórias ou derrotas decisivas na luta entre comunas e império; assim, o conflito continuou ainda por muitos anos, mesmo após a prematura morte de Frederico li, em 1250. O imperador não conseguira concretizar sonho de unificar a Itália e fortalecer o poder imperial.

No entanto, por essa causa, enfrentara, ao longo de trinta anos, o papado e as comunas, dois inimigos que, unidos, revelaram uma força extraordinária. Frederico II, chamado por volta de 1240 de “Assombro do Mundo”, graças às suas façanhas militares, era tido pela Igreja como um verdadeiro Anticristo.

Até mesmo seu excepcional triunfo diplomático, que devolveu Jerusalém à Cristandade (ideal supremo da Idade Média, em virtude do qual se fizeram as Cruzadas), foi minimizado pela Igreja. Com a morte de Frederico II desagregou-se o Império Germânico.

Na Alemanha, os grandes feudos ganharam força e autoridade, e as comunas, a exemplo das italianas, também se uniram em ligas ou hansas, que conquistaram e mantiveram sua autonomia.

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Imagem- hugovogado.blogspot.com.br

Segunda Cruzada – Causas, Resultados e Consequências

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Nesse artigo você saberá tudo sobre Segunda Cruzada. A desforra muçulmana começou com a reconquista de Edessa em 1147, e nesse mesmo ano os exércitos da Segunda Cruzada, convocada por São Bernardo de Clairvaux e liderada por Luis VII da França e Conrado III, imperador germânico, colocaram-se em marcha. No entanto, cada um dos soberanos enfrentou os muçulmanos por sua conta, em localidades diferentes.

As tropas de Conrado III foram arrasadas em Doriléia; os sobreviventes foram para Jerusalém, onde se encontraram com as tropas de Luís Vil. Ambos os monarcas decidiram, então, realizar um esforço conjunto para assediar Damasco, governada pelos turcos seldjúcidas.

A expedição, porém, foi um fracasso e, ao tomarem conhecimento da chegada de reforços muçulmanos vindos de Alepo e de Mosul, os cristãos levantaram acampamento e retornaram à Europa. Em apenas dois anos, o prestígio dos cruzados caíra tanto que provocara nos europeus o desejo de uma desforra. Esse desejo cresceu quando, em 1187, Jerusalém foi novamente tomada pelos muçulmanos.

O que causou a segunda cruzada

A cruzada foi iniciada por São Bernardo, tendo como motivo a conquista da cidade de Edessa, pelos islâmicos.

Consequências – Resultado

A Segunda Cruzada não obteve o sucesso esperado. A única vitória cristã foi a reconquista de Lisboa em 1147.

 

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