O que é Poesia? Conceito, Definição Significado e Tipos


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“É uma obra muito poética…” Com essa frase, hoje, define-se um filme, um quadro, uma música, uma escultura, urna peça de teatro. Veremos aqui, a O que é Poesia? .

Considera-se poético um pôr-do-sol, o canto de um pássaro; enfim, fala-se em o que é poesia? É dizer que aquilo que vemos ou ouvimos nos suscita emoções, intensos estados de alma.



E, assim, a palavra se amplia, assume conceitos diferentes do que lhe é básico; isso, porém, aconteceu bem recentemente: do início do século XIX em diante, com o romantismo.

O que é Poesia? Definição

A palavra “poesia” vem do grego poièsis e não é apenas a expressão de sentimentos e de imagens, de ocorrências e de conceitos; é também uma linguagem específica, com seus ritmos e suas leis.

Dante Alighieri, em uma de suas obras, o Convívio, afirma que a poesia é feita de palavras per megalesíaco armenizante, isto é, organizadas de acordo com um critério bem preciso, como o são as peças de um mosaico, assim repondendo a questão o que é poesia?.



Para saber o que é poesia a épica (do grego epos, poesia heroica) é um gênero bastante antigo e comum a muitos povos e civilizações: tem como tema façanhas extraordinárias realizadas por heróis ou por personagens sobrenaturais, com freqüentes alusões a figuras mitológicas.

Do mundo grego nos chegaram dois dos mais famosos poemas épicos, a Odisseia, atribuídos a Homero; e do mundo romano, a Eneida, de Virgílio

Tipos de Poesia

  • Dramática: Sentimentos e emoções dos narradores são apresentadas através dos versos.
  • Romântica: o Autor cita suas dores e aflições em relação a como ele próprio se sente.
  • Realista: poemas que abordam fatores importantes como a sociedade e a política.

Épica e Medieval

Com um salto através dos séculos, estamos na Idade Média, riquíssima em poemas épicos. A tradição heroica germânica, dotada de espiritualidade notável, encontrou a sua exaltação no ciclo dos Nibelungos, poema épico de 10 mil versos.

A obra é datada de cerca do ano 1200 e se inspira em várias sagas (lendas nórdicas). Heróis invencíveis, lindas princesas, criaturas mágicas, tesouros ocultos, amores e vinganças se entrelaçam nesse poema alemão.

Da Islândia e da Escandinávia chegaram até nós as Ex/as, breve coletânea de versos sobre a mitologia nórdica, bastante sugestivos: escrita entre os séculos IX e XIII, narra os combates e os conflitos entre divindades gigantes e heróis, sempre em luta por nobres ideais.

Espanha e a Poesia

Também a Espanha possui seu herói inspirador da poesia épica, El Cid. ou Ruy Diaz de Bivar, que viveu no século XI. Cavaleiro andante, ora a serviço de príncipes cristãos ora de personagens pagãs. o grande guerreiro foi protagonista de façanhas lendárias. Na França, mais que uma poesia propriamente épica, floresceu a poesia cavalheiresca.

Entre os séculos XI e XII, difundiu-se a Canção de Gesto, obra dos trovadores errantes que, de cidade em cidade, de castelo em castelo, cantavam as façanhas heroicas dos cavaleiros andantes, acompanhando-se com uma viola.

O título mais famoso é A Canção de Rolando, atribuída a Turoldo, trovador do século XII.



Rolando, o protagonista, era conde da Bretanha; o evento histórico no qual o poema se inspira é a expedição de Carlos Magno na Espanha, no fim do século VIII, que se concluirá com a derrota de Roncisvalle, onde encontrarão morte heroica muitos cavaleiros andantes franceses, incluindo-se Rolando.

Em Portugal, assistia-se, no século XII, às primeiras manifestações literárias, influenciadas pela cultura leiga, em língua vulgar e já com características próprias.

Era transmitida a princípio por via oral, em jograis. Surgiu uma poesia épica, da qual se encontram vestígios nas Quatro Crônicas Breves de Santa Cruz de Coimbra.

Poesia na Grécia

Na Grécia antiga os poetas declamavam seus versos marcando o ritmo com batidas de pé e fazendo o acompanhamento de um instrumento musical, a lira. Daí nasceu o termo “poesia lírica”.

Na península Ibérica, esse gênero da poesia, que canta os estados de espírito, os sentimentos, as sensações mais profundas, deu seus primeiros passos nos séculos XII e XIII.

Esses versos foram coletados nos Cancioneiros: distinguiam-se as Cantigas de Amor, com voz masculina, de influência provençal; as Cantigas de Amigo, com voz feminina, de inspiração popular, tradicional e autóctone; e as cantigas satíricas, ditas de Escárnio e Maldizer.

A revolução do poema

No século XIV a Itália viu surgir uma obra poética universalmente considerada uma obra-prima de todos os tempos. Trata-se da Divina Comédia, de Dante Alighieri (12651325), na qual o autor expressou, com suas idéias político-sociais, seu profundo sentimento religioso.

A Divina Comédia foi escrita em língua “vulgar” (não em latim, como escreviam os sábios daquele tempo), e Dante é considerado o “pai da língua italiana”.

Na Itália, o século XIV também foi marcado pela grande poesia de Francesco Petrarca (1304-1374), homem de extraordinária cultura, sensibilidade e religiosidade, que fez da lírica o espelho da alma.

Num linguajar muito semelhante à que se fala hoje na Itália, ele descreve as paixões humanas em toda a sua profundidade, anuviadas às vezes pela melancolia, pela angústia diante do tempo que foge.

A poesia espelhava a alegria de viver, o desejo de se deleitar com a beleza em todas as suas formas. E Lourenço não se limitou a proteger c a encorajar os artistas, mas se arvorava ele mesmo um poeta.

No famosíssimo Triunfo de floco, aconselha a desfrutar plenamente cada momento do presente, a viver o dia-a-dia sem pensar no amanhã.

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Imagem- ube.org.br