Vikings: Quem Foram? Normandos, História e Origem


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No início de sua escalada, os normandos não se denominavam assim. Quem lhes atribuiu esse nome, que significa homens do norte, foram as populações da Europa que viviam ao sul da Escandinávia. Esse povo também era chamado de vikings.

Os Vikings

O nome viking, pelo qual muitos historiadores designam os normandos, é de origem incerta. Segundo alguns, deriva do antigo vocábulo islandês vik, que quer dizer baía ou enseada, provavelmente numa referência aos profundos fiordes escandinavos, onde se localizavam as bases de partida desse povo. Para outros, deriva do anglo-saxão vie, que significa acampamento militar.



Há quem afirme, ainda, que viking, em certos grupos normandos, designava o chefe encarregado das expedições militares. Era uma função semelhante ao romano dia (aquele que conduz) que, na Idade Média, originou a expressão duque.

Qualquer que fosse o nome — viking, normando ou varego -, era sempre sinônimo de morte e violência. “Do furor dos normandos, livrai-nos, Senhor” – suplicavam os povos da França. Itália e Espanha, lá pelos idos do ano 1000.

Intrépidos guerreiros, hábeis navegadores, os normandos, antes de se converterem ao cristianismo, o que aconteceu a partir do século X, faziam da própria bravura a sua fé.



Veneravam deuses da mitologia germânica como Woden ou Wotan (0dm), o deus supremo; Thor, deus dos trovões, sempre acompanhado de seu invencível martelo de pedra.

Um poema viking, A Balada do Excelso, diz que “o dia deve ser louvado antes do amanhecer, e a espada, depois de usada”. Isso dá a medida da importância da guerra para esse povo.

A expansão dos Vikings

Os vikings descendiam de povos nômades, principalmente lapões, que, por volta de 3000 a.C., se fixaram na região onde atualmente se localizam a Suécia, a Noruega e a Finlândia.

Vivendo da agricultura e da pesca, desenvolveram também, ao longo do tempo, pequenas oficinas artesanais e tornaram-se peritos construtores de embarcações.

Sua sociedade estava organizada em dás (agrupamentos de famílias). Um chefe ou rei liderava o clã, sobretudo em períodos de guerra. As decisões mais importantes, porém, eram tomadas pela thing – assembléia dos homens livres. Abaixo do soberano estavam os karl, ricos agricultores que eram também os chefes militares do exército viking.

A seguir, vinham os jarl, pequenos agricultores. O último patamar da escala social era ocupado pelos thrall – os escravos -, prisioneiros de guerra e antigos homens livres reduzidos à servidão por não terem conseguido pagar suas dívidas. Sobre os thratl. o proprietário tinha poder de vida e de morte.

O terror da Europa

Até que surgisse na Europa ocidental uma defesa efetiva, representada pelo exército de Carlos Magno, os vikings infligiram ao continente sérias devastações.

Entretanto, quando a proteção das fronteiras do Império Carolingio foi negligenciada e até mesmo abandonada pelos sucessores de Carlos Magno, mais interessados em combater-se uns aos outros pela posse de territórios, os normandos tomaram-se o terror da Europa setentrional.



Por volta de 830, invadiram o litoral da Holanda, da Inglaterra e da Irlanda, onde chegaram a se estabelecer. A seguir desceram pelas costas da península Ibérica e penetraram no mar Mediterrâneo.

Entre 859 e 862 realizaram expedições de pilhagem nas ilhas Baleares (Espanha), na Provença (França) e na região da Toscana (Itália).

Partindo da Suécia, outro grupo invadiu a Europa oriental, estabelecendo-se no coração da Rússia. Da Noruega atingiram a Islândia e de lá provavelmente chegaram à América do Norte por volta L do ano 1000.

Os Vikings e o comércio medieval

As redes de comércio abertas a partir do século VIII pelos judeus e frisões, na Europa oriental, foram substituídas no século X pelas dos normandos. Os vikings dominavam as vias comerciais russas, o tráfego pelo rio Dnieper até Bizâncio, e o do rio Volga até o mundo árabe.

O comércio com os árabes foi o mais importante: os vikings vendiam peles, escravos, jóias e metais preciosos. Essa atividade mercantil manteve-se ativa até cerca de 1050.

Colonização da Rússia

A partir do século IX, os varegues, vikings da Suécia, começaram a estabelecer entrepostos comerciais e a colonizar a região noroeste da Rússia, habitada por tribos eslavas. Após uma breve resistência, estas acabaram se submetendo aos invasores.

Em 860, o chefe escandinavo Rurik fundou Novgorod. Descendo os rios da Rússia, os vikings chegaram ao mar Negro e, entre 860 e 861, assediaram Constantinopla.

Em 882, o sucessor de Rurik, OIeg, o Sábio, estabeleceu a capital varegue em Kiev, embrião do futuro Estado msso – resultado da fusão de eslavos e vikings.

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Imagem- davi-historiadospovos.blogspot.com.br