Sistema de “encomiendas” e Mita – História

sistema de encomiendas

O sistema de “encomiendas” foi um marco importante na colonização da América Latina. Num primeiro momento, os espanhóis procederam à pilhagem e à escravização pura e simples dos povos americanos. Mas logo perceberam que esta Ultima era bem menos rendosa que a exploração do trabalho organizado sobre as seculares comunidades indígenas. Surgiram, então, as encomiendas de servicio.

O que foi o sistema de encomiendas?

Tratava-se de um privilégio, de uma autorização especial que as autoridades concediam aos colonos. Estes recebiam direitos sobre enormes áreas, que chegavam a abranger várias aldeias indígenas. Podiam cobrar tributos em dinheiro, em espécie e em trabalho (a forma geralmente utilizada) aos índios encomendados, devendo, em troca, instruílos na religião católica. Bartolomeu de Las Casas denunciou o que realmente acontecia e, por volta de 1548, a encomienda transformara-se em puro trabalho forçado, que se apresentava como sucessor da mita dos incas e de outras instituições de povos “pagãos”.

Escravos e plantações – Sistema de “encomiendas”

Em várias regiões o privilégio da encomienda foi concedido a donos de enormes fazendas, muitas vezes do tamanho de províncias ou de Estados europeus. Nesses latifúndios criava-se gado e cultivavam-se produtos tropicais que alcançavam altos preços na Europa: cana-de-açúcar, cacau, banana, café etc.

Mas os indígenas que trabalhavam nessas fazendas, em condições de servidão ou “liberdade” – estes últimos recebiam o pagamento em espécie -, não agüentavam a exploração e morriam aos milhares. Era preciso substitui-los – e, na segunda metade do século XVI, começaram a aportar, no litoral atlântico, navios carregados de escravos africanos.

Bartolomeu de Las Casas sugerira a substituição pensando numa emigração voluntária da África para a América; os donos de plantações das Américas portuguesa, espanhola e inglesa partiram para a escravização em massa, mas sem renunciar à exploração dos indígenas.

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