Brasil República – Governo e Como foi

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Os dois anos do governo Deodoro levaram à beira do rompimento a aliança, vitoriosa a 15 de novembro, entre os representantes dos cafeicultores paulistas e o Exército de Floriano Peixoto recriaria essa unidade frágil e em seguida modificaria seus termos, desapontando os “florianistas” e entregando aos civis a hegemonia no jovem Brasil República.

O Brasil República

Com o Brasil República Consolidado em 15 de novembro reunia alguns dos mais ilustres nomes do movimento republicano: Benjamim Constant (Guerra), Quintino Bocaiúva (Relações Exteriores). Rui Barbosa (Fazenda). Campos Sales (Justiça). O Ministério da Agricultura coube a Demétrio Nunes Ribeiro substituído em janeiro de 1890 por Francisco Glicério.

A frente da pasta do Interior estiveram dois parlamentares do Império: Aristidcs da Silveira Lobo e José Cesário de Faria Alvim; o almirante Eduardo Wandenkolk era o porta-voz da Marinha. Com Brasil República consolidado foi-se responsável por medidas modernizadoras importantes, como a se paração entre a Igreja e o Estado.

Outras medidas, porém, resultaram no afastamento de torças que se haviam colocado contra a monarquia. Foi o caso da política financeira de incentivo à industrialização o Encilhamento.

 

A Constituição de 1891

Decretada a 17 de janeiro de 1890, a política financeira foi severamente criticada por Aristides Lobo. Campos Sales e Demétrio Ribeiro, cuja renúncia à pasta da Agricultura exprimiu o sério desacordo da cafeicultura à política de industrialização a qualquer preço. A partir de 15 de novembro de 1890. a Assembléia Constituinte foi o cenário deste confronto.

Prudente de Morais foi conduzido à vice-presidência do Senado – e à presidência da Assembléia – e conseguiu modificar o projeto de Constituição. reduzindo de seis para quatro anos o mandato do presidente do Brasil República: era derrotado o bloco militar-positivista, favorável a Deodoro.

A 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a Constituição: no dia seguinte, realizaram-se ideações. A escolha era entre os líderes das Forças Armadas, Deodoro-Eduardo Wandcnkolk, e a surpreendente chapa Prudente de Morais Floriano Peixoto os cafeicultores estabeleciam novas alianças.

Foram eleitos Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. A 3 de novembro de 1891, Deodoro dissolveu o Congresso e decretou o estado de sítio; no dia 21, um decreto estabelecia a realização, em 1892, de eleições para a segunda Constituinte.

A 23 de novembro. porém, sob a liderança do almirante Custódio de Meio, eclodiu a revolta da tripulação dos mais poderosos navios de guerra ancorados na baía da Guanabara, levando o país à beira da guerra civil. No mesmo dia. Deodoro re-. nunciou à Presidência.

O Marechal de Ferro

De 1891 a 1894 o militar alagoano apoiado pelos cafeicultores transformou-se no Marechal de Ferro, cuja firmeza triunfou sobre as duas mais sérias crises dos primeiros tempos de regime do Brasil República: a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, e a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro.

A Revolução Federalista representou o coroamento de três anos de conflito entre os seguidores de Gaspar Silveira Martins, conselheiro do Império, e do positivista Júlio de Castilhos.

Este apoiava Deodoro, e perdeu o poderem 1891; depois de tentar reconquistá-lo pelas armas, aproximou-se de Floriano, num bloco antifederalista: em janeiro de 1893.

Castilho presidia novamente o Rio Grande do Sul. A 2 de fevereiro, começava a guerra civil. Foram 31 meses de hostilidades, que provocaram 12 000 baixas. Os cobra- dos ou maragatos, partidários de Silveira Martins, dominaram Desterro (atual Florianópolis) em Santa Catarina e chegaram a ocupar Curitiba; mas não puderam fazer frente à aliança entre as forças de Castilhos e as guarnições do Governo federal no Brasil República.

Em agosto de 1895. Com o Brasil República já no governo Prudente de Morais, um acordo “honroso” pôs fim à mais sangrenta guerra civil da história brasileira.

A Revolta da Armada

A 6 de setembro de 1893, o almirante Custódio de Meio tornou a hastear o pavilhão da revolta na baía da Guanabara. Floriano, porém, não seguiu o exemplo de Deodoro: resistiu aos bombardeios e adquiriu nos Estados Unidos navios quase obsoletos.

Confiada a mercenários norte-americanos, a chamada “esquadra de papelão” mostrou-se fundamental para que se obtivesse a rendição dos rebeldes, em ló de abril de 1894. Muito antes, porém, a Revolta da Armada já havia sido “domesticada”.

No início as cidades do Rio de Janeiro e Niterói foram bombardeadas a esmo; 100 000 pessoas fugiram da Capital Federal. Com o Brasil República as potências estrangeiras exerciam pressões junto ao Governo e aos rebeldes, que se comprometeram a não mais bombardear a capital.

A revolta se auto controlava, perdia seu impacto; o apoio aos federalistas, com o estabelecimento de um “governo provisório” em Santa Catarina, veio dividir as suas forças e enfraquecê-la ainda mais.

Ao assumir o comando da esquadra rebelde, o almirante monarquista Saldanha da Gama Comunicou às potências estrangeiras que chegara ao fim a “luta entre cavalheiros”: entre dezembro e fevereiro travaram-se os mais cruéis combates da Revolta da Armada.

O auge do conflito ocorreu a 9 de fevereiro, na ponta da Armação, em Niterói, Cuja bateria era a única capaz de danificar o Aquidabã, o mais poderoso navio rebelde. Lutou-se até no centro de Niterói, mas os florianistas conservaram suas posições.

Depois veio a “esquadra de papelão”, e Saldanha da Gama seguiu para o sul, para lutar ao lado dos federalistas. Ali tombaria em combate em junho de 1895, pouco antes da “paz honrosa” entre federalistas e castilhistas.

República da Espada

Após a derrota da Revolta da Armada, Floriano era o senhor absoluto dos destinos do Brasil. A jovem oficialidade esperava que se implantasse uma ditadura militar ­regeneradora: confiantes no acordo estabelecido em 1891, os republicanos paulistas indicaram Prudente de Morais para a sucessão presidencial.

Após a vitória de Prudente de Morais, os setores militares resolveram impor a Floriano um fato consumado: quando este e o candidato eleito chegassem ao Senado para a cerimônia de transmissão da presidência, seria impedido o ingresso do líder civil e Floriano continuaria no poder.

Desconfiado do golpe de opereta que deveria ocorrer a 15 de novembro, Floriano não compareceu à posse de Prudente de Morais. Sua omissão pôs fim à “República da Espada”, consagrando a sucessão republicana.

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Imagem-  ultimosegundo.ig.com.br

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