Reforma Protestante – Causas e o Que foi

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Neste artigo você saberá tudo sobre a Reforma Protestante, confira!

Causas

Muitos motivos alimentaram o grande protesto que foi a Reforma. Um deles foram os problemas políticos, que, na Alemanha, encontraram um clima propício à sua explosão.

Não existia um Estado nacional alemão. A região estava dividida em mais de trezentos Estados governados por príncipes subordinados nominalmente ao imperador do Sacro Império Romano-Germânico (ligado ao papa).

Os assuntos gerais eram- tratados pela Dieta Imperial, espécie de conselho formado pelos príncipes. -A ausência de um forte poder central era ao rflesmo tempo conseqüência do poder papal e causa de sua continuidade. Por outro lado, a transição da sociedade agrícola de subsistência para uma sociedade mercantil arruinara a pequena nobreza e os camponeses.

Só os grandes senhores de terra sustentavam seu poderio – e, desses, a maior parte era formada por eclesiásticos, de quem os comerciantes tinham verdadeiro ódio. Além disso, os alemães opunham-se à drenagem das riquezas para Roma, que recolhia o dízimo (10% dos rendimentos dos cristãos).

Por tudo isso, no início do século XVI, estava insuportável viver sob a tutela da Igreja – libertar-se dela era a solução que convinha a muitos príncipes e mercadores.

O que foi?

Quem Criou?

A reforma foi criada por Martinho Lutero, um monge da ordem agostiniana, Frade quando chegou a região e levantou questões sobre a situação da época, assim, criando a reforma.

Os erros da Igreja

Entre o final da Idade Média e o início da Idade Moderna (ou seja, entre o final do século XV e o começo do século XVI).

a Igreja atravessou uma grave e decisiva crise: havia várias centenas de anos que aumentava o contingente de fiéis que criticavam a corrupção dos eclesiásticos e a maneira como era transmitida a mensagem evangélica.

Censuravam o fato de a Igreja dedicar-se mais às coisas terrenas do que às espirituais; a não obediência ao voto de pobreza preconizado pelo Evangelho; e o excessivo envolvimento com as questões de natureza política.

O papa, por sua vez, comportava-se como um verdadeiro soberano e, por isso, agia da mesma forma que os chefes de Estado da época.

Cercado de uma corte luxuosa, oferecia proteção a artistas e estudiosos, ao mesmo tempo que se preocupava em embelezar Roma, a capital do Estado Pontifício, construindo magníficas igrejas e esplêndidos palácios. Mas era sobretudo a questão moral que suscitava escândalo maior.

Numerosos eclesiásticos levavam uma vida caracterizada pela ociosidade e pelo luxo; e a desmedida busca de prazeres e os costumes mundanos de grande parte do episcopado chocavam até os infiéis (principalmente os muçulmanos).

Não surpreendeu, portanto, que durante muito tempo santos, como por exemplo São Francisco de Assis, monges e pessoas realmente devotas pregassem a necessidade de uma volta à simplicidade do cristianismo primitivo.

Para isso era indispensável que se fizesse uma “reforma” na estrutura eclesiástica, a fim de que a Igreja e a fé cristã saíssem fortalecidas.

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Indulgências

No início do século XVI, Roma era um grande canteiro de obras. Os papas mandavam edificar ininterruptamente suntuosos templos entre os quais a fabulosa Basílica de São Pedro. Essas construções custavam aos cofres da Santa Sé uma imensa fortuna, obtida por meio de sistemáticas arrecadações dos fiéis de todos os países.

O principal “negócio” consistia no comércio das indulgências, em que era possível ao fiel salvar a sua alma das penas do purgatório mediante pagamento.

As indulgências também podiam ser adquiridas em nome de outros – parentes ou amigos falecidos. Inicialmente, para se obter uma indulgência, era preciso cumprir penitência como, por exemplo, empreender uma peregrinação a lugares santos ou participar de uma Cruzada.

Mas, pouco a pouco, ou por causa da preguiça dos fiéis ou da avidez de certos funcionários eclesiásticos, introduziu-se o hábito de simplesmente comprar indulgências, verdadeiros passaportes para o céu.

Essa questão refletia bem a avidez e a corrupção de uma parte considerável do clero e, se não foi a única razão que desencadeou a Reforma protestante, foi sem dúvida a chamada “última gota que fez transbordar o vaso”, onde estavam acumulados problemas muito mais sérios.

A própria Europa estava em plena mudança: os humanistas do Renascimento e suas traduções dos textos bíblicos e da Grécia Antiga contribuíam para desenvolver um novo espírito crítico, oposto ao dogmatismo medieval; a invenção da imprensa permitia a circulação de obras entre um público mais numeroso; e o progresso do comércio estimulava o desenvolvimento de uma mentalidade antifeudal e individualista.

Protestantes e católicos

Na Europa Em países como a Itália, a Espanha e Portugal, onde era mais forte a influência da Igreja, a Reforma não fez muitos adeptos. Mas na Alemanha, na Suíça, nos Países Baixos e, posteriormente, nas Ilhas Britânicas, a Reforma triunfou.

Aos motivos religiosos somavam-se razões políticas e sociais: príncipes que se opunham ao papa ou ao imperador (católico); burgueses, artesãos e simples camponeses, que viam na religião um pretexto para se rebelarem contra seus príncipes.

A verdade é que os humildes, até então explorados, viam na Reforma uma oportunidade de melhorar suas condições de vida e estabelecer na Terra uma situação mais justa.

A “segunda Reforma”

Nos países de formação ‘mista”, ou seja, em nações como a França, onde o elemento latino (católico) misturava-se ao germânico, o conflito foi terrível.

Parte do clero católico, liderado por bispos e sacerdotes empenhados numa renovação do catolicismo, levou a cabo uma espécie de reforma, antes mesmo que o próprio papa se propusesse a fazê-la. A austeridade e a devoção desses religiosos tranquilizaram muitos fiéis e mantiveram-nos leais ao catolicismo.

Houve, naturalmente, uma facção católica que reagiu à “heresia” protestante com processos, prisões em massa e condenações à morte na fogueira. Entre o final de 1534 e grande parte de 1535, numerosos protestantes franceses foram obrigados a abandonar o país para escapar às perseguições e à morte.

Entre os que procuraram abrigo em outros países estava João Calvino, responsável, segundo diversos historiadores, pela “segunda Reforma” protestante.

Dia da Reforma Protestante

31 de outubro de 1517.

 

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Imagens:  emaze.com      http://conscienciacristanews.com.br

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