Primeira Cruzada: dos Mendigos (Popular) e Barões

Primeira Cruzada mendigos popular

 

Nesse artigo você saberá tudo sobre Primeira Cruzada: Popular ou dos Mendigos. Em março de 1096, 12 000 pessoas, entre elas mulheres acompanhando os maridos, crianças, velhos e camponeses desejosos de escapar à servidão feudal, levando ramos de palmeiras e cruzes, e acreditando poder derrubar os muros de Jerusalém apenas com a força da oração, partiram da França em direção à Terra Santa.

Objetivos Principais da Primeira Cruzada

Retomar o controle da Terra Santa (Jerusalém) que estava sob controle dos muçulmanos.

Datas:

  • Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096)
  • Primeira Cruzada (1096-1099

Como foi a cruzada dos mendigos (popular)

ram liderados por pregadores itinerantes como Pedro, o Eremita, e Gualtério, o Sem-Posses (Gauthier Sans-Avoir), e entre a turba só oito eram cavaleiros. Paralelamente, outras 5 000 pessoas partiam da Alemanha, conduzidas pelo padre Gottschalk. Um terceiro grupo, liderado pelo conde Emmich de Leisingen, avançou da Renânia.

Essa multidão tinha pouquíssimas armas e quase nenhum mantimento. Seguiu ao longo do Danúbio a fim de alcançar Constantinopla e, a partir de lá, a Palestina. A marcha desordenada foi marcada por atos de pavorosa crueldade, dos quais foram vítimas muitos judeus (vistos como “inimigos de Cristo”); cidades cristãs foram saqueadas para obter alimentos; essas violências freqüentemente provocaram a reação armada dos governos das regiões por onde passavam os cruzados.

Em julho de 1096, os viajantes alcançaram Constantinopla, onde o imperador de Bizâncio, Aleixo Comneno, aconselhou-os a não atravessarem o Bósforo e a esperarem a expedição oficial, que só sairia da Europa em agosto. Foi inútil.

A multidão prosseguiu até Nicéia, cidadela muçulmana, decidida a atacar. No entanto, foi suficiente a ação dos arqueiros turcos para fazer tombar a maior parte daqueles infelizes sonhadores. Os sobreviventes retomaram o caminho de volta, com exceção de alguns, entre eles Pedro, o Eremita, que se detiveram em Constantinopla, à espera dos exércitos regulares. Estes chegaram por diversos caminhos entre o fim de 1096 e o início de 1097.

 

Primeira Cruzada – A cruzada dos barões

A Primeira Cruzada, a dos barões Devido às lutas entre o papado, o império e diversos remos, Filipe 1 da França, Guilherme 11 da Inglaterra e o imperador Henrique IV da Alemanha haviam sido excomungados pelo papa.

Assim, nenhum monarca pôde comandar a Primeira Cruzada, que foi entregue a Godofredo de Bulhões (Godefroy de Bouillon), duque da Baixa Lorena; Roberto, duque da Normandia; Roberto 11, conde de Flandres; Raimundo (Raymond de Saint-GilIes), conde de Toulouse; Boemundo (Bohémond), príncipe normando de Taranto, e o sobrinho deste, Tancredo d’Hauteville.

Por isso, a expedição foi chamada “Cruzada dos Barões” Em Constantinopla, os exércitos, compostos de cerca de 30.000 homens, foram entregues ao comando único de Godofredo, tido como o cavaleiro mais valente da época. Aleixo fizera escoltar e proteger as tropas dos cruzados durante a travessia em território bizantino, o que, porém, não impediu incidentes, alguns graves, entre cruzados de um lado e soldados e população imperiais do outro.

Além das questões de abastecimento e abrigo, havia desconfianças e preconceitos dividindo os “francos” – como eram denominados os cruzados no Oriente – e aqueles que se viam obrigados a suportar sua presença.

Em troca da assistência e participação de Bizãncio na cruzada, o imperador solicitou a devolução das terras tomadas pelos turcos; as que fossem conquistadas ficariam com os príncipes cruzados na condição de feudos imperiais, conforme o costume ocidental. Exigiu, além disso, um juramento de fidelidade que a princípio encontrou oposição entre os “barões”. Finalmente, porém, obteve deles a promessa que desejara. Entre maio e outubro de 1097, os cruzados e um contingente bizantino atravessaram a Anatólia, derrotando os turcos seldjúcidas em brilhantes ações militares.

Com isso, o imperador recuperou o que lhe haviam prometido: a Nicéia, a Bitínia e outros territórios. Chegando à Síria, os cruzados assediaram Antioquia, onde encontraram uma tenaz resistência. Nos oito meses que durou o cerco, boa parte da tropa morreu de fome, frio e epidemias. Pedro, o Eremita, e outros desertaram, embarcando para a Europa em navios genoveses e venezianos.

Numerosos cruzados sobreviveram porque durante semanas a fio mascaram pedaços de “doces canas chamadas zucra ou sukkar, em árabe”: a Europa havia descoberto a cana-de-açúcar. Antioquia foi enfim tomada em junho de 1098 por Boemundo, que no entanto se recusou a reconhecer a suserania do imperador Aleixo, estabelecendo o Principado normando de Antioquia.

Diante dessa decisão, Aleixo retirou-se da Cruzada. Durante as lutas pela posse de Antioquia foi formado o Condado de Edessa, que resistiu aos contra-ataques turcos até 1144. A criação desse condado foi obra de Balduíno (Baudouin), conde de Hainaut e irmão de Godofredo. Em 1076, Jerusalém fora tomada pelos turcos aos fatimidas do Egito, mas em 1098 foi reconquistada por estes.

Os cruzados a assediaram e após dois meses a ocuparam, executando uma verdadeira carnificina contra judeus e muçulmanos (julho de 1099). Depois de tanto sangue derramado, os cruzados prostraram-se diante do Santo Sepulcro. Tinham conquistado Jerusalém.

Quase imediatamente foram instituídas ordens monástico-militares, encarregadas da tutela dos lugares santos. As primeiras foram a dos Hospitalários (1113) e a dos Templários (1119). Em 1191 seria criada a dos Cavaleiros Teutônicos.

Resumo – Resultados: a vitória dos cristãos

Cruzados conquistaram Jerusalém em 1099.

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