Período Paleolítico – Idade da Pedra Lascada

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Até a descoberta dos metais, e por cerca de meio milhão de anos, a matéria-prima fundamental dos homens primitivos foi a pedra, assim sendo o Período Paleolítico.

As qualidades “industriais” da pedra são notáveis: várias rochas – se forem escolhidas no tamanho adequado e batidas de forma correta – podem ser transformadas em ótimas lascas afiadas e cortantes.

A técnica das pedras lascadas, descoberta pelos homens pré-históricos, evoluiu por mais de um milhão de anos, passando da produção de pedras lascadas grosseiramente para as mais finamente lascadas, até chegar aos instrumentos de pedra polida.

Evolução na Idade da pedra lascada (período Paleolítico)

Ao longo do tempo, nossos longínquos antepassados foram confeccionando utensílios cada vez mais eficientes e complexos. Abaixo, um resumo das conquistas mais significativas do progresso tecnológico do período paleolítico (Idade da pedra). 700 000 anos atrás.

O homem da Pré História passou a lascar pedras, criando as primeiras ferramentas capazes de satisfazer as exigências colocadas pela vida cotidiana. 300 000 anos atrás.

O homem do período paleolítico desenvolveu um machado de pedra pontiagudo de um lado, arredondado do outro e afiado nas bordas, foi, por mais de 100 000 anos, um dos utensílios mais empregados e difundidos entre os grupos humanos da África, India e Europa. 100-50 000 anos atrás .

O Homem de Neanderthal, espalhado pela Europa, África e Asia, fabricava ferramentas especializadas. Em substituição ao machado com múltiplas utilidades, criou divertes necessidades: pontas triangulares agudas que se amarravam a uma das extremidades dos dardos; buris finos e aguçados para gravar e furar madeira, osso, marfim e peles; raspadeiras afiadas para descascar e polir.

Outros utensílios além da pedra

A pedra não foi a única matéria-prima explorada pela indústria dos homens da chamada Idade da Pedra (período paleolítico). Outros recursos do ambiente em que viviam também eram aproveitados de maneira inteligente.

O reino mineral fornecia ainda a argila crua e o barro, que serviam para recobrir as paredes das cabanas. A estrutura interna dessas paredes era feita de galhos entrelaçados e de varas. Esse tipo de construção, denominada taipa ou pau-a-pique, continua sendo muito utilizado até hoje em diversas regiões do Brasil.

O reino vegetal fornecia ainda a madeira, sem dúvida o material de uso mais freqüente na vida diária. Das árvores extraíam-se também fibras para torcer ou trançar cordas; do vime e das folhas de bambu faziam-se cestos e esteiras.

As cascas também podiam se transformar em revestimentos para canoas ou eram usadas na indumentária.

Para o caçador pré-histórico os animais significavam uma fonte de alimentação e de matéria-prima: com os ossos, chifres e dentes confeccionavam-se diversos tipos de objeto; os tendões eram flexíveis e resistentes o bastante para se transformarem em cordas para o arco; a gordura alimentava as lamparinas e preservava o couro.

Arte

No “grande clã”, formado pelo conjunto dos dás irmãos, nem todos são caçadores e artífices que preparam as ferramentas e armas.

Há também outras funções indispensáveis à sobrevivência do grupo, como a de “artista”, ou seja, aquele que aprendeu a reproduzir as imagens dos animais de caça nas paredes das cavernas.

O grupo supõe que ele tenha poderes sobrenaturais, pois consegue transformar a pedra, gravando nela a imagem viva de um veado em movimento, de um bisão assustado ou de uma manada de bois selvagens ou renas.

Certamente a preocupação do “artista” não é decorativa, isto é, embelezar o interior das cavernas, pois as suas pinturas costumam ser executadas nas paredes mais escondidas das galerias.

Crenças

Eram em suas cavernas que se realizam ritos mágicos, cerimônias que levam o homem a crer que a caçada será bem-sucedida.

Quem conhece os segredos mágicos é um outro personagem importantíssimo: o feiticeiro, que faz o papel de intermediário entre o homem e as divindades.

Durante a cerimônia, com as vestes sagradas de um animal mítico, ele incorpora a divindade e investe-se de poderes mágicos que irão propiciar uma boa caçada. Após a dança ritual, os caçadores colocam suas mãos sobre os animais pintados nas rochas e, simbolicamente,. os transpassam com suas armas.

O gesto pressagia boa sorte e o homem sente como se a presa realmente tivesse sido capturada. Os caçadores acreditam nos poderes dos sacerdotes-feiticeiros, pois estes parecem conhecer o segredo das poderosas forças que regulam a vida e a morte dos homens e dos animais.

Na realidade, é apenas a excitação da cerimônia e a sua crença que provocam nos caçadores a sensação de força capaz de levá-los a enfrentar os perigos de uma caçada e abater muitas presas.

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Imagem- diarioeletronicodehistoria.com.br

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