O que Marcou o Fim Da Idade Média – Anos

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Confira O que marcou a idade média. lix V, numa fase extremamente conturbada da Igreja católica. Na realidade, ele fora eleito em oposição a outro papa. Nicolau V e, em 1449, acabou por renunciar à tiara papal. Entretanto, conseguira reorganizar os Estados pontifícios, transformara-os em ducados e legara aos seus herdeiros uma sólida base de governo em Savóia, – Após a morte de Lourenço, o Magnífico, a Florença do fim do século XV parecia ter esquecido o tempo dos Medici.

Animado pela pregação de um fervoroso frade dominicano, Girolamo Savonarola (que condenava a corrupção do papado, o luxo dos ricos, a vida dos cidadãos que renunciavam à dignidade em troca do bem-estar), o povo de Florença instituiu a República.

Mas esse regime teve vida breve e conturbada: quase diariamente os chamados encolerizados (sequazes da República) se defrontavam com os palleschi (partidários dos Medici). Finalmente, Savonarola foi condenado à morte e os Medici restabelecidos no poder.

Marcos do Fim da Idade Média

Estrangeiros na Itália

Em Milão, Gian Galeazzo Maria Sforza, filho de Francisco, tomou-se tão tirânico que foi preciso eliminá-lo: morreu apunhalado em 1476, deixando um filho pequeno demais para governar. Cicco Simonetta foi nomeado regente, mas acabou, por sua vez, sendo eliminado pelo tio do futuro duque: Ludovico Sforza.

Ludovico foi um Sforza duro, mas sob seu governo Milão prosperou como nunca. Embora os milaneses gostassem de Ludovico, e ele fosse um notável governante de um ducado poderoso, não tinha o título para exercer o poder. Assim, algumas potências começaram a cobiçar Milão.

Por motivos de parentesco ou casamentos, havia pretensões tanto da parte do rei de Nápoles quanto da monarquia francesa. Ludovico, porém, cometeu um erro trágico: para enfrentar o soberano de Nápoles pediu a ajuda da França. Em 1500, foi aprisionado pelos franceses, vindo a morrer no cárcere.

Milão foi ocupada pelo exército francês e só em 1526, pelo tratado de Madri, a França abdicou a suas pretensões na Lombardia. Mas em 1535, tendo o último Sforza morrido sem deixar descendentes, seu suserano, Carlos V, anexou Milão aos domínios dos Habsburgo.

FAUSTO E DECLÍNIO

Festas e banquetes semelhantes aos que eram patrocinados pelos Medici, em Florença, costumavam ser realizados em inúmeros outros lugares da Europa, onde condes, duques, marqueses ou reis exercessem poder político.

De regra, gastava-se tanto com as forças mercenárias para manter no poder determinada família quanto para sustentar poetas famosos, cientistas ilustres, pintores notáveis, todos disputados a peso de muitos florins ou ducados pelos diversos senhores.

O “diretor artístico” das mais esplendorosas festas de Milão, por exemplo, foi nada menos que Leonardo da Vinci. No entanto, essa alegre e luxuosa Itália precipitava-se rápida e inevitavelmente para o abismo.

O fiel da balança Após a paz de Lodi, o “fiel da balançada política italiana – a garantia de paz que convinha a todos – foi Lourenço, o Magnífico. Por meios variados (dinheiro, alianças ou ameaças), ele soube manter estável o difícil equilíbrio entre os Estados italianos.

Lourenço, porém, morreu em 1492, com apenas 43 anos, provavelmente de câncer no estômago. Poucas semanas mais tarde, Cristóvão Colombo descobriria a América e a história da Europa sofreria uma grande reviravolta. No século seguinte, a Itália cairia sob a dominação estrangeira, na qual se manteve por 350 anos. No século XVI foi a vez de Portugal e da Espanha, as novas potências comerciais do Ocidente, tomarem o lugar que as cidades-Estado italianas haviam ocupado até então.

Gênova e Veneza no fim da idade média

Para conseguir a supremacia dos ma- res e o controle das rotas do Oriente, a frota de Gênova atacou e venceu a de Veneza, sua grande rival, ao largo da ilha de Cúrzola, na Dalmácia. esse fato marcou o período áureo de Gênova, a rainha do Mediterrâneo, cujos navios singravam todos os mares transportando as cargas mais preciosas.

Enquanto isso, Veneza preparava a revanche, expandindo-se para o interior do território italiano e empreendendo contra Gênova guerras periódicas.

Finalmente, a vitória coube a Veneza, que abateu a poderosa rival ao término da chamada “guerra de Chíoggia” (1378/81), durante a qual houve uma série de confrontos armados. – Gênova, afligida por contínuas lutas internas, passou alternadamente ao domínio de Milão e da França.

Os Estados pontifícios, após o vergonhoso cativeiro de Avinhão e numerosos escândalos envolvendo o papado, como a série de papas e antipapas, estavam totalmente enfraquecidos. – No lado ocidental, a dinastia de Savóia anexou definitivamente o Piemonte em 1418. Em 1416, Amadeu VIII havia obtido o título de duque.

Depois envolveu-se no jogo dos papas e antipapas; em 1439 chegou a ser eleito papa como Fé te. Nas indústrias florentinas de sua propriedade produziam-se tecidos que eram exportados para as mais importantes cortes europeias.

Do exterior, importavam artigos de luxo, que, por sua vez, eram comercializados na própria Florença ou em outras cidades italianas. Finalmente, donos de grandes somas de dinheiro, acabaram, graças à sua experiência administrativa, tomando-se banqueiros.

O grande golpe de sorte, porém, surgiu quando lhes foram confiadas a administração das finanças e a arrecadação dos impostos do papado, e a lavra das minas situadas nas regiões do Lácio e da Toscana meridional, pertencentes à Igreja. Na verdade, o principal talento financeiro da família Mediei era Cosme, que, em 1429, herdou todos os bens da família e soube investi-los de maneira brilhante.

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Imagem: historiadomundo.uol.com.br

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