O que é Colonialismo – Século XVI

Colonialismo

Neste artigo você entenderá o que é colonialismo. A palavra colonialismo chegou aos nossos dias com seu sentido pejorativo plenamente justificado: sempre diz respeito a uma realidade penosa, injusta e freqüentemente brutal. Ou seja, colonialismo significa que uma determinada nação submeteu outra nação (ou um grupo de nações) pela força militar e econômica ou pela superioridade tecnocientífica, explorando suas riquezas e recursos em proveito próprio.

Na verdade, historicamente o colonialismo não é um fenômeno recente. Foram potências colonialistas: O Egito Antigo, a democrática Atenas, Roma e a República de Veneza a índia e a China em seus momentos de apogeu, o Islão e diversos remos da Africa negra.

Os modos de exploração podem diferir de império para império, mas a essência do colonialismo é a mesma. Na Idade Moderna, em pouco mais de três séculos (da metade do século XVI ao inicio do século XX), primeiro a Espanha, Portugal e a Holanda, em seguida a Inglaterra e a França e, finalmente, a Alemanha e a Itália estenderam seu poderio sobre boa parte do mundo.

Colonialismo: Um só objetivo

A maneira pela qual se processou a penetração européia nos diferentes continentes variou segundo a época, o lugar e as circunstâncias, mas a palavra de ordem dos diversos governos foi uma só: apoderar-se de terras onde se pudessem encontrar metais preciosos, especiarias e matérias-primas; descobrir “mercados” onde se vendessem com lucro os produtos fabricados pela “metrópole”; de preferência, anexar regiões das quais fosse possível explorar as riquezas sem correr riscos excessivos e sem precisar fazer grandes gastos.

No caso do enorme império colonial espanhol, que compreendia a maior parte das Américas, tratou-se de uma típica conquista militar: Hernán Cortês, no México, Francisco Pizarro, no Peru, e outros conquistadores destruíram os impérios Asteca e laca, submetendo os indígenas pela força das armas.

Desde o início da colonização, o principal objetivo da Coroa espanhola consistiu em localizar reservas de ouro e prata, que seriam transferidos para a metrópole ao longo dos séculos. Suas possessões nas Américas tornaram-se, assim, colônias de exploração.

Na América do Norte, as penetrações inglesa e francesa tiveram outro caráter. Tanto no Canadá como nos territórios que depois iriam constituir os Estados Unidos, a colonização foi efetuada basicamente por indivíduos e famílias que abandonavam a Europa por causa das guerras religiosas e pretendiam se estabelecer num novo mundo onde pudessem professar livremente seu credo.

Os portugueses criaram, por assim dizer, um terceiro modelo de colonização. Para eles interessava fundar, além de portos e empórios, bases navais e comerciais ao longo da rota que levava ao Oriente. Mesmo no Brasil, nos primeiros decênios da colonização foi utilizado esse modelo. Só a partir do século XVII configurou-se a exploração comercial de produtos tropicais como a cana-de-açúcar e, mais tarde, o fumo e o algodão.

Um quarto modelo do colonialismo

O quarto modelo de penetração colonial foi aquele levado a efeito por companhias e sociedades comerciais. Estas eram geralmente chamadas de Companhia das Índias (Orientais, quando comerciavam com o Extremo Oriente; e Ocidentais, quando seus interesses se encontravam nas Américas). Na maior parte das vezes tratava-se de sociedades de caráter privado, pelo menos no início, que obtinham de seus respectivos governos autorização para comerciar de forma monopolista (isto é, sem concorrentes) com as colônias; além disso contavam com ajuda financeira e, eventualmente, até militar.

Na França de Luis XIV, o Rei-Sol, as companhias tornaram-se estatais, exemplo depois seguido pela Holanda e também pela Inglaterra. Apresentando-se nas diversas regiões com a única pretensão de comerciar e traficar, as companhias foram de modo geral muito bem-sucedidas. Foi essa aparência “desarmada” que possibilitou a penetração européia na Índia e nos países do Extremo Oriente.

A ação dos missionários Parte importante desse processo de expansão consistiu no trabalho realizado pelos missionários católicos, principalmente os jesuítas. Muitos sacerdotes, alguns bastante cultos, conseguiram penetrar na Índia e na China, colocando à disposição dos governantes desses paises as últimas descobertas da ciência e da técnica ocidentais.

Conquistada a confiança dos soberanos, eles foram elevados à categoria de funcionários em funções como a de astrônomo, matemático assessor militar, agrônomo e administrador. Na China, o idealizador desse eficaz método de aproximação foi Mateus Ricci, que em 1601 conseguiu se fazer admitir nos serviços imperiais, obtendo assim permissão para fundar várias missões católicas.

Colonização da Índia

A partir de 1526, a península indiana conheceu um novo período de esplendor. Um príncipe de Kabul (Afeganistão), Babur, conhecido como O Conquistador,tomou Délhi e toda a região setentrional do rio Indo ao rio Ganges, até Bengala. Afirmando ser descendente de Gêngis Khan e Tamerlão, e, portanto, um mongol, sua dinastia tomou o nome de Mogol.

Ele mesmo, bem como seu filho e sucessores, intitulou-se grão-mogol. Até o final do século XVII, o Império Mogol foi poderoso e a índia desfrutou de uma estabilidade política e administrativa sem precedentes; mas quando Akbar – neto e sucessor de Babur – morreu, em 1605, seu filho Salina não teve pulso para preservar a obra de seus antecessores, e a dinastia entrou num processo de decadência.

A índia passou, então, a ser dilacerada pelas lutas entre diferentes príncipes, e os europeus aproveitaram-se da confusão interna para lançar suas bases no país: os franceses instalaram-se em Pondichéry e Surat; os ingleses estabeleceram-se em Bombaim, Madras e Calcutá.

Essa dominação sofreria uma série de modificações em conseqüência da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), durante a qual se opuseram mais uma vez as duas grandes potências européias. Derrotados na guerra, os franceses foram obrigados a se retirar da Índia, dcixando o caminho aberto aos ingleses.

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