Mesopotâmia – História, Origem e Importância


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A Mesopotâmia foi habitada desde o final da Idade da Pedra (quarto milênio antes de Cristo) por importantes civilizações (sumérios, babilônios e assírios, por exemplo) que nos legaram grandes conquistas e descobertas: o uso da roda nos transportes, a divisão do ano em doze meses, a do círculo em 3600 etc.

Devemos também às civilizações da Mesopotâmia uma conquista ainda mais importante: a invenção da escrita (obra dos sumérios, depois aperfeiçoada pelos fenícios, povo vizinho da Mesopotâmia).



Isso foi decisivo para a humanidade: com a escrita, teve início a história, pois os homens passaram a registrar os acontecimentos.

Assim, foi possível reconstituir a história documentada pelos povos que viveram muito antes de nós, através do trabalho de arqueólogos e de estudiosos ocupados em decifrar os antigos sistemas de escrita. No começo, a escrita suméria representava seres e objetos por desenhos simplificados (pictogramas).

Terra entre rios e a Mesopotâmia

O mapa mostra a posição da Mesopotâmia em relação às outras regiões do Oriente Médio. Atualmente, quase toda a região pertence ao fraque, enquanto as zonas periféricas se espalham pela Síria, pela Turquia e pelo Irá.



Periodicamente dois grandes rios o Eufrates, a oeste, e o Tigre, a leste – inundam essas terras, tornando-as férteis. Graças a esses rios, a região tomou o nome de Mesopotâmia, que significa “terra entre rios”.

Aos olhos dos homens que já haviam feito a revolução agrícola e se deslocavam em busca de terras cultiváveis, a Mesopotâmia devia parecer uma região favorável; uma terra difícil, mas que oferecia os recursos necessários a seu aproveitamento. Ali era possível plantar, caçar, pescar e navegar nos rios.

História e Sociedade

A história da Mesopotâmia está repleta de soberanos ilustres, de cidades majestosas e de grandes impérios, mas é, sobretudo, uma história de grandes trabalhos coletivos, de um esforço milenar de milhares de homens para controlar as águas dos rios e tomar férteis as terras da região.

Na primavera, o Tigre e o Eufrates estavam, como ainda hoje, sujeitos a grandes cheias. Quando logo após a enchente de um deles ocorre a cheia do outro, as conseqüências são, ainda hoje, desastrosas: inundações arrastam e submergem tudo.

No verão, porém, o sol escaldante (entre julho e agosto a temperatura alcança até 50°C) provoca períodos de grandes secas.

Na Antiguidade, as zonas cultiváveis da Mesopotâmia e de suas vizinhanças se estendiam da foz do rio Nilo até a do Eufrates, formando uma meia-lua; por isso, aquela região passou a ser conhecida como “o Crescente Fértil”, que abrigaria imponentes cidades, sedes de próspera atividade comercial.

Surgimento das pessoas na Mesopotâmia

Devido à fertilidade da terra, a Mesopotâmia era visitada desde a Pré-História por povos nômades, que lá se dedicavam à coleta de vegetais, à caça e à pesca.

Esses povos migravam nos períodos de secas e enchentes e lutavam entre si, disputando as regiões mais ricas. Segundo registros arqueológicos, o primeiro povo que se fixou na Mesopotâmia (derrotando os nômades e dedicando-se à agricultura) foram os sumérios.



Provavelmente vindo da Ásia central, esse povo dominou a região entre 3500 a.C. e 2000 a.C. e se destacou por seus grandes feitos de engenharia, que lhe permitiram drenar pântanos e irrigar regiões secas, tomando possível o trabalho agrícola.

O nome sumários vem de “Sume?’, palavra que na língua desse povo quer dizer “sul” e refere-se à região da Mesopotâmia habitada por ele.

O norte era chamado de Akkad e também chegou a abrigar cidades sumérias, embora fosse freqüentemente invadido por povos semitas (acádios). De acordo com os arqueólogos, a primeira cidade suméria teria sido Eridu, no sul da Mesopotâmia.

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Economia e Comércio

Durante séculos, os sumérios construíram diques (reservatórios de água) e canais para irrigar e fertilizar as terras onde eles cultivavam árvores frutíferas (como a tamareira) e cereais (como a cevada, que servia para fazer pão e cerveja). Plantava-se também cânhamo, cujas fibras eram usadas para fazer roupas.

Animais eram criados nos campos, e peixes nos diques. Essa fartura originou lendas como a do Paraíso terrestre (Jardim do Eden) a que se refere o livro do Gênese (Antigo Testamento), localizando-o entre os rios Tigre e Eufrates. Outra lenda bíblica oriunda da Mesopotâmia é a do dilúvio universal que consta nas tradições sumérias.

Crenças

Como a vida dos agricultores dependia inteiramente dos elementos e. dos fenômenos naturais, os sumérios, intimamente ligados à terra, acabaram por transforma-los em divindades. Anu era o deus do céu; Enlil, o deus do vento e das tempestades.

Enki ou Ea, o deus da terra e da água e havia muitos outros deuses menores. Cada cidade tinha seu deus principal e em sua homenagem os sumérios construíam um magnífico templo,. isolado no alto de uma colina, talvez para ficar mais “perto” do céu.

Os templos da Mesopotâmia (zigurates) tinham uma forma característica “em degraus”: uma série de terraços superpostos, em cujo topo ficava o templo propriamente dito. O acesso ao templo se fazia por escadas.

O zigurate era cercado de muralhas, que abrigavam também as casas dos sacerdotes, dos agricultores que lhes forneciam alimento, dos artistas que decoravam o templo com esculturas e dos “escribas”, que usavam uma espécie de “carimbo” com ponta triangular para imprimir tábuas de argila mole, que depois iam para um forno, para secar.

Essas inscrições triangulares (escrita cuneifonne) eram um aperfeiçoamento da escrita suméria (que no início”desenhava” os seres que queria representar): grupos de triângulos, formavam palavras diferentes, conforme, sua posição.

Essas tábuas de argila seca formavam as bibliotecas e os arquivos de documentos oficiais (reunião de leis etc.). O templo servia ainda como observatório astronômico. Profundamente religiosos, os sumérios consideravam o rei o representante dos deuses. A morte do soberano era seguida por rituais de lamentação.

Conflitos

Durante a dominação suméria, a Assíria era uma região pobre, isolada entre o rio Tigre e as montanhas do norte da Mesopotâmia. A principal cidade dessa região era Assur, cujo nome era uma homenagem ao principal deus assírio.

Depois da queda dos babilônios, que praticamente haviam escravizado os assírios, a Assíria passou para o domínio do reino Mitani (dos hunitas, povo que veio da Ásia central). Mas logo obteve apoio dos egípcios para rebelar-se contra a dominação mitánica e construir uma nação autônoma.

Os assírios acabaram passando para a história com a fama de guerreiros sanguinários, cujo nome em suficiente para incutir terror às populações. Sua força militar era extraordinária: empregavam carros de guerra, cavalaria e, a partir de 1200 a.C., armas de ferro.

Como os babilônios, também os assírios conheceram o esplendor e a decadência. Tiveram o primeiro período de glória entre 1800 e 1300 a.C, quando se formou o primeiro reino assírio; o segundo começou depois do declínio da Babilônia de Hamurabi.

O terceiro período de glória começou em 750 a.C., quando todo o mundo civilizado ficou sob domínio assírio. A cultura assíria fundiu-se nesse período com a civilização mesopotâmica.

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Imagem- portalmeudidatico.blogspot.com.br     hist6anoen2.blogspot.com.br