Martinho Lutero – Suas Reformas e 95 Teses


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Martinho Lutero era um monge da ordem agostiniana. Orador brilhante. fazia conferência na Universidade de Wittenberg. recém-fundada por seu amigo Frederico. príncipe da Saxônia. quando chegou à região um frade, de nome Tetzel, vendendo indulgências.

As 95 teses de Martinho Lutero

Lutero. Revoltado contra a exploração da ignorância popular. feita pelo frade em nome do papa Leão X. elaborou uma série de 95 teses condenando a venda de indulgências e afixou-as à porta da igreja, segundo o hábito da época. Era o dia 31 de outubro de 1517.



Em pouco tempo se tornou claro que as teses de Lutero exprimiam os sentimentos de boa parte da população. Outras cidades aderiram, e Tetzel foi expulso da região. O papa interveio através do superior-geral da Ordem dos Agostinianos, que exigiu a retratação de Lutero.

Mas, protegido de Frederico da Saxônia, Lutero não apenas se recusou a retirar suas acusações, como deu início, no seio da própria Igreja, a uma campanha contra a corrupção e os costumes eclesiásticos.

A doutrina de Lutero

Lutero acreditava que o pecado original corrompera de tal modo o ser humano que ele nada podia fazer pela própria salvação esta só podia ser alc’ançada pela fé (e não por suas obras). Enquanto a Igreja Católica afirmava ser a única intérprete da verdade revelada pelas Santas Escrituras, Lutero sustentava que qualquer fiel tinha o direito-dever de ser iluminado pela leitura da Bíblia.



A livre e pessoal interpretação da Bíblia (livrearbítrio) tomou-se o eixo central da doutrina protestante, abalando a estrutura da Igreja. Lutero alterou o cerimonial da missa e substituiu o latim pelo alemão nos serviços religiosos. Rejeitou todas as hierarquias eclesiásticas.

Os sacerdotes obtiveram permissão de se casar; ele próprio casou-se com uma ex-religiosa em 1525. Dos sacramentos da Igreja Católica conservou o batismo, o matrimônio e a eucaristia. Essas mudanças, embora não pareçam drásticas, foram suficientes para revolucionar a sociedade da época.

Lutero excomungado

Em 1520, Leão X promulgara uma bula concedendo sessenta dias para que Lutero se retratasse. Este, porém, queimou a bula papal publicamente e foi excomungado. Pressionado pelo papa, Carlos V, o imperador do Sacro Império, tentou punir o rebelde, mas a sua autoridade não tinha valia sem a aprovação da Dieta, que congregava príncipes partidários de Lutero.

Em 1529, a tensão entre Carlos V e os príncipes católicos, de um lado, e os príncipes luteranos, de outro, conduziria a uma guerra.

Foi nessa época que surgiu o termo protestante, aplicado aos seguidores de Lutero. Para enfraquecer a posição de Carlos V, seu rival e inimigo. Francisco 1, rei da França, interveio na guerra em favor dos protestantes.

A longa luta enfraqueceu o poder imperial e, em 1555, Carlos V foi obrigado a reconhecer a existência do luteranismo. Nessa época, dois terços da população alemã já adotara a religião luterana.

A reforma e as reformas

Quando Martinho Lutero morreu, em 1546, a Reforma já estava consolidada, mas novas divisões e “protestos” se iniciavam.

O próprio Lutero previra que o surgimento do protestantismo daria origem a novas reformas que acabariam, por sua vez, dividindo os próprios protestantes, o que reforçaria, num determinado momento, a coesão dos papistas.



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Imagem- adventistas.org