Império Romano – História, Guerras, Exércitos e Queda

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A expansão do império Romano começou efe4tivamente com a República de roma (509 a.C.) e estendeu-se pelos 350 anos seguintes.

Exércitos, Guerras e Batalhas do Império Romano

A boa organização e armamentos eficientes garantiram as sucessivas vitórias das legiões. A manutenção dos territórios conquistados e a rapidez com que o exército se movia deveram-se, sobretudo, à construção de estradas que ligavam as províncias a Roma.

A expressão “todos os caminhos levam a Roma” era verdadeira; nasceu, provavelmente quando os romanos descobriram que suas legiões, máquinas de guerra e tropas de reforço deslocavam-se com uma rapidez três vezes maior que a dos inimigos, por estradas pavimentadas, construídas pelos próprios soldados.

Além dos objetivos militares, as antigas estradas consulares (assim chamadas porque recebiam o nome do cônsul encarregado de coordenar os trabalhos da sua construção) foram as vias de difusão da civilização romana.

Até hoje representam a espinha dorsal do sistema viário italiano e, em menor escala, de outros países europeus, antigas colônias romanas. De 264 a 146 a.C., os romanos lutaram contra os cartagineses pelo controle do tráfego e do comércio no mar Mediterrâneo.

O longo conflito denominado Guerras Púnicas (púnica vem de poeni, designação latina para os fenícios) terminou com a vitória total de Roma, assegurando-lhe a hegemonia na região do Mediterrâneo e facilitando a conquista da maior parte da Europa.

A guerra no mar

Nos combates navais da época, as embarcações, movidas com a maior velocidade possível por meio de remadores, eram lançadas contra os flancos dos navios adversários.

Como a ponta da quilha era equipada com um esporão metálico, o resultado era um buraco na lateral do navio inimigo, abaixo da linha d’água, o que causava o seu afundamento, Os cartagineses pareciam imbatíveis no mar.

Seus remadores eram mais rápido e os marinheiros podiam frear bruscamente a embarcação, mudar a sua direção de modo a defendê-la do esporão inimigo e efetuar outras manobras. Em 241 a.C., Roma construiu, em sessenta dias, uma esquadra de duzentos quinquerremes.

Baseados no modelo cartaginês, mediam 40 m de comprimento e abrigavam uma tripulação de duzentos homens armados. Tinham, porém, uma inovação: o “corvo”, espécie de ponte levadiça que caía sobre a nave inimiga, transformando-se numa passarela.

Os soldados podiam, assim, passar ao navio adversário e fazer do combate naval um combate semelhante ao terrestre, no qual eram peritos.

O Exército Invencível

Na primeira fase da Segunda Guerra Pánica o exército romano sofreu severas derrotas. A partir da batalha de Canas, porém, estabeleceram-se novas regras de tática e disciplina que o tornaram quase invencível.

Curiosamente, muitas das táticas foram aprendidas dos próprios cartagineses e depois desenvolvidas, com sucesso, por oficiais romanos.

Só em Esparta a disciplina militar foi tão rigorosa quanto no exército romano. Este era, de início, um exército de camponeses – cidadãos que serviam dos 17 aos 45 anos.

Dos 45 aos 60 passavam à reserva, mas, frequentemente, eram chamados para guerrear ou formar um cor pode defesa da própria cidade. A importância do serviço militar era tanta que nenhum cidadão podia se candidatar a um cargo público sem ter sido soldado durante pelo menos dez anos.

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Crise moral

Jesus Cristo nasceu durante o reinado de Augusto e foi supliciado quando Tibério era imperador. Em pouco tempo o cristianismo difundiu-se por todo o mundo romano.

No mesmo período surgiram doutrinas filosóficas que falavam de coisas que um legionário das Guerras Púnicas teria considerado indignas de um “verdadeiro romano”: fraternidade, liberdade, piedade e justiça. Do ponto de vista da história da civilização, esses novos estilos de pensamento representavam um passo adiante.

 

Queda do Império Romano

 

A queda do império Romano, do mesmo modo que sua ascensão, não teve uma causa, mas muitas. E também não foi um processo súbito, mas provocado por diversos e numerosos fatores ao longo de trezentos anos.

O colapso da agricultura e das manufaturas; a perda do mercado das províncias; as importações que superavam as exportações e a consequente drenagem do ouro para o exterior; o crescente custo dos exércitos, da assistência militar, das obras públicas, da burocracia, cada vez maior, e da corte, à qual se agregavam milhares de parasitas; a depreciação da moeda.

As devastações da guerra, das revoluções e das grandes epidemias (a peste de 2601265 fez 5 000 mortes por dia durante muitas semanas); o declínio da população a partir de meados do século II; os altos impostos, que desestimulavam as atividades produtivas.

A decadência das instituições políticas, que levou os cidadãos a se desinteressarem pela participação na vida pública; o despotismo, a violência e a corrupção dos homens que detinham o poder.

A divisão do império e a multiplicação das capitais, que rompeu a unidade administrativa. Escreve o teólogo cristão Salviano, testemunha dos últimos anos do Império Romano do Ocidente.

Em todas as cidades, em todas as vilas existem tantos tiranos quantos cobradores de impostos. Os pobres estão reduzidos ao desespero; viúvas e órfãos são oprimidos.

Fuga dos Romanos

Até mesmo muitos romanos de nascimento ilustre e de boa educação preferem procurar refúgio junto aos inimigos para escapar da tirania do Estado. E é junto aos bárbaros que encontram aquela justiça e humanidade que no passado caracterizaram a civilização romana.

Eles são diferentes dos bárbaros nos costumes, no idioma e pode-se dizer que se incomodam com o mau cheiro dos farrapos dos seus hospedeiros.

Entretanto, isso lhes é preferível a tolerar a injustiça dos romanos; escolhem a realidade de serem livres sob uma aparência de escravidão, a serem escravos sob uma aparência de liberdade. No passado, o título de cidadão romano era disputado, estimado; agora é desprezado”.

Nessas condições não era difícil prever a derrocada final. Os problemas internos – mais importantes que os externos – minaram o império.

Os bárbaros só entraram em ação quando a fraqueza de Roma era tal que os próprios romanos se sentiam mais livres entre os seus inimigos. Esse era um sintoma evidente do fracasso político, econômico e moral responsável pela ruína do império.
Écjo

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Imagem-  paleoporch.com            historum.com

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