Império Persa – Origem, governo, sociedade e o que foi

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Dano forjara um Estado coeso, bem organizado, tolerante em relação às crenças religiosas e costumes dos povos que o integravam, dotado de uma eficiente rede de transportes e de um único sistema de pesos e medidas. Por tudo isso, foi definido como o primeiro império mundial da História. Nascia ali o famoso Império Persa.

Império Persa – Governo e origem

“O deus Marduk visitou todos os países e viu aquele que procurava para fazer dele um rei justo, um rei querido ao seu coração, que ele pudesse guiar pela mão.

Pronunciou o seu nome: Ciro de Anzã; indicou o seu nome dando-lhe a soberania sobre todas as coisas.” Esse texto não foi escrito por persas entusiastas de seu soberano, Ciro II, o Grande; Marduk era um deus da Babilônia, e foi nessa cidade, conquistada por Ciro em 539 a.C., que algum escriba o compôs.

Talvez seja lícito pensar que a vontade de agradar ao novo senhor forçasse os babilônios a serem pródigos em seus elogios, mas Ciro devia, pelo menos, ser visto com boa vontade.

Dez anos antes, ao se tornar rei dos medas, dera mostras de grande habilidade, conservando diversos privilégios da nobreza do reino subjugado; certamente agiu da mesma maneira em relação aos habitantes da Babilônia, transformada numa das capitais de seu império persa.

Um dos pilares de sua política foi a tolerância no terreno religioso, destinada a ganhar simpatias entre as dezenas de povos a ele submetidos. Tão logo entrou na Babilônia, Ciro ordenou a devolução a suas terras de origem de todos os ídolos dos povos subordinados aos babilônios.

Um deles eram os judeus, que não tinham ídolos; em 538 a.C.,um decreto revogou o seu exílio “perpétuo” em terras da Babilônia. É por isso que Ciro, o Grande, a quem os persas chamavam de “pai” e os babilônios de “querido ao coração de Marduk”, foi para os judeus o “Ungido pelo Senhor”, ou seja, o rei consagrado pelo deus único, Javé.

E motivos não faltavam. Além de autorizar o retomo dos judeus à Palestina, Ciro contribuiu com suas próprias riquezas para a reconstrução, na primavera de 537 a.C., do grandioso templo de Salomão em Jerusalém.

A conquista do Egito e a sociedade

Quando Ciro morreu numa campanha, em 529 a.C, o Império Persa ia das fronteiras da Europa ao centro da Ásia, de Sardes (na Ásia Menor, não muito longe do mar Egeu) até as margens do Indo. Seu filho e sucessor, Cambises, expandiu os domínios por um novo continente, realizando o mais ambicioso sonho do pai: a conquista do Egito.

Essa vitória, em 525 a.C., praticamente completou a construção de um Estado mundial, senhor das vias de comunicação entre Ocidente e Oriente. No entanto, Cambises não viveu o suficiente para organizá-lo de modo efetivo, pois morreu em 522 a.C.

O trono passou a Dano, casado com uma filha de Ciro e seu verdadeiro sucessor no título de Rei dos Reis. Foi acima de tudo um soberano justo e prudente, que organizou o império persa de tal modo que mereceu admiração até mesmo de seus inimigos.

O Apogeu

Entre 521 e 486 a.C., sob o governo de Dano, o Império Persa viveu a sua idade de ouro. Constava de oito remos subordinados e vinte satrapias (províncias), pois o Senhor das Quatro Partes do Mundo” colocara governadores (sátrapas), muitas vezes seus próprios familiares, junto a dinastias tradicionais.

Essa medida visava combater localismos, evitar o florescer de antigas lealdades; para impedir que os próprios sátrapas se autonomizassem, Dano criou um corpo de inspetores, “os ouvidos do rei” – uma espécie de serviço secreto.

Este policiamento restringia-se, no fundamental, às elites, “persas” ou tradicionais. Mesmo tendo de enfrentar várias rebeliões, Dano manteve a política de tolerância instaurada por Ciro em termos de religião, idioma, legislação, usos e costumes e forneceu a seus súditos um padrão único de troca e um único sistema de pesos e medidas.

Em contrapartida, seus vassalos deviam prestar ajuda militar em caso de necessidade e pagar tributo. E este não era pouco: calcula-se que, além dos valiosos presentes em espécie (vestuário, armas, animais de carga etc.), os cofres reais chegavam a reunir, a cada ano, quase 38 500 kg de ouro!

A primeira rede de estradas do mundo

Paralelamente, Dano continuou, e aprofundou, uma das políticas básicas dos soberanos persas, estabelecendo uma vasta rede de transportes no enorme império persa.

Eram as primeiras estradas da história: receberam bases de seixos nos trechos mais difíceis, onde poderiam desmoronar, pontes e viadutos sobre os cursos de água, e eram pontilhadas por postos de correio. A mais famosa era a “estrada real”, que unia Sardes, na Ásia Menor, ao centro administrativo de Susa, no coração do império persa.

O BEM E O MAL NUMA LUTA INCESSANTE

Ahura Mazdah, nome do verdadeiro deus, reúne dois elementos. Mazdah significa “t pensante” ou “‘o pensamento” em si mesmo; Ahura aparece como um ser espiritual, o Intelecto que regula o Cosmo inteiro, o Princípio do Bem, a Alegria universal.

Seu símbolo era o fogo sagrado, aceso em altares ao ar livre. Não havia necessidade de templos: “tudo no mundo é templo de Ahura”.

Criador de todas as coisas. Ahura tem um inimigo mortal, Ahriman: o Princípio do Mal. A luta teve início no dia da criação e terminará com a vitória definitiva do Bem – mas os homens devem tomar partido, praticar o bem, ‘de modo a tornar ainda mais próximo esse triunfo inevitável.

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Imagem- resumosacademicos.com

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