Império Bizantino: Sociedade, Origem, Queda e Cultura

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Impulsionado sobretudo por Justiniano, que reinou de 527 a 565, o Império Bizantino conheceu um longo período caracterizado pela prosperidade econômica e pelo poderio militar.

Contratando um número cada vez maior de soldados profissionais para engrossar as fileiras do seu exército, Justiniano conseguiu re- constituir uma grande parte do império outrora conquistado por Roma: exata- mente a parte que lhe era necessária para dominar o Mediterrâneo, sobretudo o rico setor oriental.

Feitos do Império Bizantino

Mediante acordos, ofertas de dinheiro, ameaças ou exercício da força, o império bizantino retomou a fatia do Império Romano que lhes interessava.

No mesmo ano da insurreição do Nika, Justiniano garantiu a paz nas fronteiras orientais, assinando um tratado com os persas sassânidas.

E em 533, o imperador confiou ao general Belisário a execução do seu mais ambicioso projeto: a reconquista do Ocidente. O primeiro objetivo dessa campanha foi o reino dos vândalos, que compreendia a África setentrional (da atual Argélia até a Tripolitânia), as ilhas Baleares, a Sicília, a Sardenha e a Córsega.

Entre 533 e 534, Belisário venceu os vândalos, transformando seu reino em prefeitura do império. Em 535 Belisário foi enviado contra os ostrogodos, na Itália, conseguindo grandes vitórias: tomou Ravena (540) e aprisionou o rei Vítiges.

Mas em 540 mesmo, rompendo a “paz perpétua” que Justiniano obtivera, oito anos antes, o impe- rador persa Chosroês 1, da dinastia Sassânida, saqueou Antioquia. Com o objetivo de enfrentar o ataque dos persas, Justiniano chamou Belisário de volta, abrandando a pressão sobre a Itália.

Um novo acordo de paz com a Pérsia foi firmado, mas, en- tre 541 e 552, o rei Totila reconquistara os territórios dos os tmgodos na Itália.

O Império bizantino, a princípio comandados por Belisário e depois por Narses, retomaram a ofensiva. A derrota dos ostrogodos numa batalha travada na Umbria (552) e em outra próxima a Nápoles (553) garantiu a posse da Itália, que foi anexada ao império, como província, em 554.

Roma, tomada cinco vezes, saqueada, incendiada e arrasada, teve sua população reduzida de l milhão para 40 000 habitantes. Milão foi totalmente destruída e sua população, dizimada. Essas conseqüências tão desastrosas foram obra de Narses, o general que sucedera Belisário na campanha da Itália.

A Sociedade do Império Bizantino e sua cultura

O renascimento do Império do Oriente, tornado possível graças a Justiniano, alimentou e vitalizou o império bizantino por quase um milênio.

As conquistas militares de Belisário e outros generais do imperador foram de pouco significado, se comparadas às realizações da cultura bizantina, que deixou marcas profundas na maior parte das regiões sob sua influência.

 

O monopólio da seda

Desde os tempos dos primeiros imperadores romanos, a seda era o tecido mais valioso e procurado pelos ricos. Seu custo era realmente “astronômico” porque a seda, oriunda da China, era transportada por caravanas que percorriam difíceis caminhos através do coração da Ásia, ou por mar até um determinado ponto e em seguida por terra.

Durante a época de Justiniano, porém, a seda começou a ser fabricada em Bizâncio; foram provavelmente missionários cristãos ou então comerciantes que levaram as larvas do bicho-da-seda para Constantinopla.

A indústria da seda foi monopólio exclusivo do Império do Oriente. Rigorosamente regulamentados por editos e leis, a produção e o comércio foram por muito tempo uma das principais fontes de riqueza de Bizâncio.

Queda do Império Bizantino

Justiniano morreu em 565. Asconquistas feitas no Ocidente duraram pouco, e a peste enfraqueceu a capacidade dos bizantinos para enfrentar os ataques dos persas na Ásia. Ameaça ainda maior surgiu em 637, quando os árabes muçulmanos ocuparam a Síria e a Palestina.

Os eslavos fizeram o mesmo em diversas regiões da Grécia e da Ásia Menor, e os búlgaros chegaram aos arredores de Constantinopla. Mais tarde, os árabes tomaram todo o norte da África e a Sicília, além de Chipre, Rodes e outras ilhas.

Entre 726 e 843 o império foi abalado internamente pela disputa em torno do movimento iconoclasta, apoiado por vários imperadores, atacando as imagens religiosas. Foi-se estabelecendo o Grande Cisma, isto é, a separação entre a Igreja do Ocidente e a Igreja do Oriente.

No ano de 800, o papa Leão III deu ao rei dos francos, Carlos Magno, a coroa de “imperador dos romanos”. Caiam por terra as pretensões de universalidade dos herdeiros do Império Romano.

A partir de 867, com a ascensão da dinastia macedônica, o Império Bizantino tomou a iniciativa de combater os muçulmanos e, durante o reinado de Basílio II (976-1025), suas fronteiras alcançaram do Danúbio até Creta e do sul da Itália até a Síria. O comércio bizantino prosperava intensamente.

Domínio dos Turcos

O domínio dos turcos Os turcos, no entanto, logo enfraqueceriam o império. A perda da Anatólia para os seldjúcidas em 1071 foi o começo do fim. Ao lado dos ataques externos, o império bizantino foi sendo corroído por dentro por intrigas administrativas e os intermináveis conflitos de caráter religioso.

Os cruzados, chamados a auxiliar o império bizantino contra os turcos, saquearam Constantinopla. Isso ocorreu na IV Cruzada, financiada pelos venezianos, que, ao lado dos genoveses, impunham-se no comércio do Mediterrâneo sobre os bizantinos.

Em 1261, Miguel VIII, em Nicéia, restaurou o Império Bizantino, embora a Grécia ficasse dividida entre venezianos, catalães e franceses.

No século XIV o império estava reduzido a Constantinopla e a alguns territórios isolados. Os desacertos religiosos e comerciais impediram uma ação conjunta de Ocidente e Oriente contra os turcos.

Assim, em 1453, após um cerco que durou cinquenta dias, Constantinopla acabou caindo um mãos do sultão turco otomano Mohammed.

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Imagem- blogdopetcivil.com

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