Idade dos Metais – O que é, história e Descoberta


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O primeiro metalúrgico involuntário provavelmente terá sido um oleiro curioso. Um dia, por acaso, no fogo onde ele cozia vasos de argila, caíram algumas pedras verde-azuladas. Enquanto o fogo ardia, o oleiro percebeu que as pedras mudavam de cor, ficavam avermelhadas e diminuíam de volume.

Quando o fogo apagou e as cinzas começaram a esfriar, o oleiro viu, com assombro, que aquelas estranhas pedras haviam se transformado em uma pasta vermelha incandescente, que formava uma poça e endurecia à medida que esfriava.



Quando o oleiro pôde tocá-la constatou que era mais dura que a madeira e a pedra. O oleiro conseguira, casualmente, a primeira fundição (fusão) de cobre da história da metalurgia, assim nascia a idade dos metais.

Início da idade dos metais

Os minérios de cobre foram os primeiros a serem usados na idade dos metais. O cobre é duro e resistente, mas sua característica principal é a maleabilidade.

Com um martelo podia-se modelá-lo na forma que se quisesse: em ponta, em curva, em ângulo e até sob a forma de recipiente.



O cobre, ainda líquido, era despejado em fôrmas escavadas em pedras lisas ou feitas a mão com argila e areia; obtinham-se assim lâminas de punhal, pontas de lança, foices e outros utensílios.

Comparados aos instrumentos de pedra, os de cobre apresentavam vantagens: uma lâmina metálica que tivesse perdido o fio podia ser amolada num piscar de olhos, apenas friccionando-a com uma pedra; um utensílio quebrado podia ser consertado através de solda. Na pior hipótese, os pedaços podiam ser fundidos novamente.

Foram os metais mais utilizados no início da idade dos metais.

Os primeiros metais

O cobre, por suas vantagens, logo se revelou um material muito útil, mas apresentava um problema: era pouco duro. Por meio de experiências, os artífices metalúrgicos procuraram eliminar esse defeito, mas foram necessárias muitas tentativas para que se chegasse a resultados satisfatórios.

Os metalúrgicos passaram então a misturar outros minérios ao cobre, durante a fusão. Eram pedras que continham chumbo, antimônio e estanho. Da mistura de cobre e estanho originou-se uma liga metálica mais dura que o cobre: o bronze.

Para se determinar as proporções exatas dos dois metais que originavam uma liga de consistência ideal, foram necessários muitos anos de experiências e tentativas. Finalmente, a proporção foi fixada na mistura “clássica” de 10 partes de estanho e 90 de cobre.

Começava ali, uma evolução na idade dos metais.

Surgimento do ferro

Havia, porém, um metal realmente “difícil”, um verdadeiro quebra-cabeça para os fundidores e metalurgistas. Esse metal era o ferro. Se o minério de cobre é bastante difundido na crosta terrestre, o de ferro é quinhentas vezes mais abundante.



Estaria para ser descoberto algo que mudaria a idade dos metais!

E provável que os metalúrgicos primitivos tenham lançado nos seus fornos alguns dos minérios de ferro (magnetita, hematita, limonita, siderita). Mas eles logo perceberam que esse metal não se fundia. Em vez de derreter.

O ferro se transformava em uma massa negra, esponjosa. Hoje sabemos que o ferro não funde com facilidade, pois seu ponto de fusão (a temperatura na qual o metal se toma líquido) é muito elevado (mais de 1 500 Cº), impossível de ser alcançado nos fomos primitivos.

Entretanto, os infatigáveis experimentadores das antigas fundições descobriram que aquela massa esponjosa podia ser trabalhada com o martelo.

A golpes repetidos, o ferreiro conseguia eliminar grande parte da escória (resíduos da fusão) e das impurezas e obtinha uma barra de ferro doce (macio), um metal cinza e pesado.

Contudo, transformado em lâmina, após duro trabalho de aquecimento e martelamento, esse metal não revelava nenhuma propriedade que o tornasse superior ao bronze. Ao contrário, ficava mais mole e perdia o fio com facilidade. Parecia ser, portanto, um metal inútil.

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Ferro e sua utilidade

Com o tempo, o processo de trabalhar o ferro tomou-se de domínio público. Há 3 000 anos a siderurgia (do grego sideron, que significa feno) já estava espalhada pelas regiões ao redor do mar Mediterrâneo, e 500 anos depois difundiuse por toda a Europa.

Simultaneamente, ocorreram outros progressos técnicos. Os metalúrgicos que trabalhavam no vale do rio Indo (atual índia) haviam aperfeiçoado a técnica de construção dos fomos, chegando a produzir temperaturas suficientemente altas para provocar a fusão do feno.

Esse metal, embora obtido por fusão, era sempre forjado e temperado a martelo. Calculando-se de maneira adequada a quantidade de carvão a ser usada, o sistema de têmpera, a velocidade de aquecimento e de resfriamento, podia-se fazer variar a qualidade do feno, de acordo com os fins a que era destinado.

Finalmente, a razoável abundância dos minérios de ferro favoreceu o surgimento de complexos siderúrgicos de grandes dimensões.

O ferro tornou-se um metal econômico, muito empregado também na fabricação de objetos e instrumentos de uso diário.

Em resumo, um metal “popular” tomava o lugar do bronze, oferecendo uma decisiva contribuição para o desenvolvimento de todas as atividades humanas e para a transformação da qualidade de vida, essa foi a idade dos metais.

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Imagem- megatimes.com.br     aulasonlinedehistoria.blogspot.com.br