Francos- Religião, Crenças, Economia e Quem Foram


francos

Os francos são mencionados pela primeira vez na História no ano de 235 da era cristã, quando foram fragorosamente derrotados pelos romanos chefiados pelo imperador Aureliano.

Anos depois, porém, eles já se encontravam na qualidade de federados do império e alguns de seus líderes tinham importantes posições na administração e no exército romanos.



Foi, aliás, o próprio contato com o mundo romano que os transformou “nos mais civilizados dentre todos os bárbaros” e também nos herdeiros de Roma, na Germânia ocidental e Gália, esta última depois chamada de França a terra dos francos.

Expansão do Francos

Nesse deslocamento os francos não abriram caminho só pelas armas, mas também pelas pacíficas migrações de famílias de agricultores e artesãos para áreas pouco povoadas.

De início concentraram-se no baixo Reno e na região que atualmente corresponde à Holanda. A partir daí expandiram-se rapidamente. ocupando zonas cada vez mais extensas. As numerosas tribos dividiam-se em dois grupos: os francos ripuários e os francos salmos.



Em 463, os primeiros tomaram a cidade fortificada de Colônia, fundada pelos romanos, e de lá seguiram em direção ao vale do Reno, desde Metz a Aquisgrana; algumas tribos ripuárias estabeleceram-se, ainda, na margem esquerda do rio.

Os francos salmos, ou seja, os que viviam às margens do rio Escalda, rumaram na direção sul e oeste, e já por volta do ano 356 ocupavam uma região da Gália compreendida entre os rios Mosa, Somme, e o oceano Atlântico.

Em 430 a Gália do norte já era parcialmente franca e o latim começava a se mesclar com uma língua germânica, criando um dialeto que, por sua vez, originaria o francês. Nessa época a base dos francos era a cidade de Tournai, situada na atual Bélgica.

A princípio, o projeto de unificar toda a Gália esbarrou com a oposição dos remos romano-bárbaros dos burgúndios e visigodos, assim como do reino de Siágrio – um general do exército romano -. a noroeste da Gália.

Crenças e Religião

A conversão dos francos O êxito da política expansionista de Clóvis não se deveu apenas às campanhas militares por ele empreendidas.

Esse sucesso foi conseguido, em grande parte, graças à sua conversão ao catolicismo, o que lhe garantiu o apoio da Igreja, na época a única força viva e atuante no sentido de preservar as tradições romanas, principalmente nas cidades.

A conversão foi sobretudo obra de Clotilde da Borgonha, com quem Clóvis se casou aos 27 anos. Clotilde, embora bárbara, era cristã e católica, o que constituía uma exceção, pois os bárbaros, naquele tempo, ou eram pagãos ou cristãos pertencentes à heresia ariana, que negava a Jesus a natureza divina.

Clóvis converteu-se ao catolicismo na noite de Natal de 496, para cumprir uma promessa feita às vésperas de uma perigosa batalha. Foi batizado na Catedral de Reims pelo bispo mais poderoso da Gália franco-romana, Remígio, que mais tarde seria canonizado.



Também se converteram, juntamente com Clóvis, 3 000 de seus melhores soldados. Com isso, as populações católicas da Gália passaram a considerar Clóvis e seus guerreiros não mais como novos invasores, mas como libertadores.

E a Igreja, suprema autoridade espiritual naquela Europa abalada pelas invasões de bárbaros pagãos e heréticos, viu nos francos providenciais aliados.

Seria exatamente a aliança entre a Igreja e os francos que modificaria o curso da História européia, sobretudo a partir do século VIII, com Carlos Magno. Muito hábil, Clóvis também obteve o apoio de Anastácio, imperador do Oriente, que de Bizâncio lhe outorgou o título de cônsul.

Tratava-se de um ato apenas formal, sem vínculo de subordinação, mas era um modo diplomático de manter a distância as forças bizantinas.

Roma alia-se aos francos

Astolfo, rei lombardo que assumiu o trono em 749, prosseguiu o projeto de Liutprando e procurou ampliar ao máximo as fronteiras do seu reino.

Em 751 conquistou Ravena, extinguiu o exarcado e pôs fim à dominação bizantina na Itália central. O papa Estêvão II tentou deter o avanço dos lombardos nos territórios bizantinos ao redor de Roma, por meio de gestões diplomáticas junto ao Império do Oriente, com o objetivo de promover a paz entre lombardos e bizantinos.

Entretanto, como seus esforços resultassem inúteis, recorreu aos francos, fazendo uma aliança com seu monarca, Pepino, o Breve.

No encontro que Estêvão II teve com esse soberano, em 754, ficou acertada a intervenção dos francos na Itália, para defender o papado dos ataques lombardos.

De fato, ainda em 754, acompanhado pelo papa, Pepino atravessou os Alpes, chefiando um grande exército para combater Astolfo, que, sem meios para enfrentá-lo, foi obrigado a pedir paz. A devolução da região de Ravena e outros territórios antes pertencentes a Bizâncio foi condição para a paz, finalmente conseguida.

Com o reconhecimento do rei dos francos, formou-se a Saneia Republica Romanorum, o Estado da Igreja (Estado Pontifício). Logo que Pepino retornou à França, Astolfo desrespeitou o acordo, assediando Roma. Os francos intervieram imediatamente, denotando os lombardos e obrigando-os à rendição ’em 756.

A restituição dos territórios conquistados pelos lombardos foi controlada pelos francos, e as cidades de Roma, Raveria, Rimini e outras foram reincorporadas ao Estado Pontifício.

O imperador do Oriente, Constantino V, protestou junto a Pepino, reivindicando os territórios cedidos ao papa, mas suas queixas não foram consideradas. Os lombardos, porém, continuaram a lutar pela posse desses territórios, mesmo sob o risco de guerra com os francos.

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Imagem- historiaparaoenem.blogspot.com.br