Etruscos: Roma, Arquitetura, Cultura, Origem e Quem Foram

etruscos

Grande parte das informações sobre os etruscos conhecidos na Antiguidade como tirrenos foi fornecida pela literatura e historiografia greco-latinas. mas ainda hoje sua origem continua sendo uma grande incógnita.

Segundo Heródoto, o “pai da História” grego, esse povo teria saído da região da Lidia, no oeste da Ásia Menor, passando antes pelo Egito e cruzando o Mediterrâneo em direção à península Itálica.

 Etruscos – Metalúrgicos e Negociantes

Os etruscos superaram todos os povos itálicos da época na metalurgia. Exploraram intensamente o subsolo, rico em minérios e, quando conquistaram a ilha de Elba, aumentaram consideravelmente seus recursos de ferro e cobre.

Em Populônia e Vetulônia, dedicavam-se à manipulação do metal bruto; o trabalho artesanal era feito em outras cidades. Armas e objetos de ferro, bacias, tripés e estátuas de bronze, além de adereços confeccionados em ouro e prata, enfeitavam as casas dos ricos e eram exportados para o exterior.

A pauta de importação incluía ouro, prata e marfim (do Oriente) e cerâmica de luxo (da Grécia). O desenvolvimento comercial intensificou-se nos séculos VII e VI a.C., quando os etruscos se tornaram concorrentes dos gregos e cartagineses no comércio marítimo do Mediterrâneo.

No século VI a.C., chegaram a dominar o mar Tirreno e o norte do Adriático (Que tem esse nome devido a Adria, uma cidade etrusca). Mas, como aconteceu com os gregos, os etruscos nunca chegaram a criar uma unidade política efetiva.

Embora estivessem vinculados por usos e costumes, laços étnicos, linguísticos e religiosos, sua história é igual a de muitas cidades-Estado, onde nem sempre a concórdia reinava. Frequentemente surgiam conflitos pela disputa do poder político.

Os governantes

O regime político tinha forma monárquica. As cidades eram governadas por reis e magistrados escolhidos numa casta aristocrática. Não se sabe se o cargo dos governantes era hereditário ou eletivo e, no caso de ser eletivo, se as funções eram vitalícias ou temporárias.

E provável que tenha havido uma diminuição progressiva do poder monárquico, pois a palavra lucumon acabou designando os magistrados e os membros das famílias aristocráticas das quais se originavam.

Durante o século V a.C. teria existido uma confederação de doze cidades – a dodecápolis etrusca – cujo centro era o santuário de Voltumna, situado, provavelmente, nos arredores da atual cidade de Bolsena.

Ignora-se, porém, sua duração e quais as cidades que dela faziam parte. Não parece, no entanto, que tal liga ultrapassasse o caráter religioso, constituindo um elemento de união política.

 Uma escrita indecifrável

As descobertas arqueológicas modernas, apesar de numerosas, não resultam em informações muito precisas; apenas esclarecem algumas dúvidas a respeito dos etruscos.

A escrita etrusca ainda permanece obscura. Dos inúmeros documentos encontrados – e que certamente contêm muitas informações – ainda não se conseguiu extrair muita coisa importante: decifraram-se somente nomes de pessoas e divindades.

A história dessa civilização é revelada sobretudo pelo culto que seus membros dedicavam aos mortos. Acredita-se que procurassem reconstituir nos sepulcros o ambiente em que os falecidos viviam.

É certo que houve escravos e acredita-se por outro lado que, pelo menos no período de grande florescimento econômico, chegou a existir um relativo igualitarismo. Este, porém, na decadência, foi cedendo terreno à dominação por parte dos aristocratas.

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A Religião

Pelo que se conhece, parece que a religião foi o elemento fundamental da cultura etrusca. Era particularmente importante a aruspicina, a arte de interpretar a vontade dos deuses através dos fenômenos naturais: a forma dos raios, o voo dos pássaros, as vísceras de animais oferecidos em sacrifícios etc.

Uma verdadeira “ciência” foi criada em torno dos presságios, reunindo-se os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, pela experiência, pela tradição e pela leitura dos textos sagrados.

Um ritual meticuloso presidia à leitura dos vaticínios feita por um especialista, o arúspice, que era procurado na esperança de que exercesse alguma influência sobre os poderes sobrenaturais, desvendando seus segredos.

Várias cerimônias realizavam-se nessas ocasiões: sacrifícios, consagrações, jogos públicos, procissões ou banquetes em homenagem aos deuses. Na vida do povo etrusco, o sacerdote desempenhava um papel mais importante que o dos políticos e dos guerreiros.

A originalidade das suas crenças e superstições, porém, não se verifica em relação às divindades que, em geral, foram adotadas da religião grega: Tinia (Zeus – Júpiter), Uni (Hera – Juno) e Menvra (Atena – Minerva) constituíam a tríade principal.

O terrível deus Charun governava o mundo dos mortos. Além disso, a cada fenômeno da natureza era atribuída uma presença divina, e tudo o que acontecia era ligado à vontade caprichosa e obscura de uma divindade.

As cores alegres da vida etrusca

Os afrescos dos túmulos revivem cenas de banquetes, danças e jogos, documentando a vida dos etruscos em cores vivas.

São eles o principal testemunho de que a alegria eia tão importante na vida do homem, que as imagens que faziam companhia ao morto deviam lembrar os momentos mais agradáveis da sua existência terrena.

Só no século IV a.C., no período de resistência à dominação romana, é que começam a ser representadas cenas sombrias e tristes, como que indicando que a infelicidade reinante na vida real se repetiria no além-túmulo.

O legado a Roma

Um dos principais divertimentos dos etruscos eram os jogos, que, a exemplo das Olimpíadas gregas, tinham significado religioso. As disputas eram de vários tipos: corridas, lançamentos, saltos e lutas corporais.

Acredita-se que se os etruscos não inventaram os combates de gladiadores pelo menos foram responsáveis pela sua difusão em toda a península Itálica.

Não foram só as lutas, porém, que a cultura romana incorporou da etrusca; muitos costumes, crenças, técnicas e mesmo leis passaram de um povo para o outro.

Arquitetura

Com os etruscos, os romanos aprenderam a construir pontes, cidades fortificadas e os característicos arcos etniscos, incorporados à arquitetura romana; adquiriram também conceitos básicos de agrimensura. A fé nos adivinhos e sacerdotes igualmente faz parte desse legado.

E o que foi mais importante para o papel que Roma desempenharia na História: de seus antigos conquistadores, os romanos assimilaram uma concepção do Estado e de sua organização militar que logo os capacitaria a dominar toda a península e em seguida a ultrapassar seus limites.

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