Disputas Holandesas no Brasil – insurreição pernambucana


disputas-holandesas

O aprendizado, na “guerra basílica”. Depois, a vitória sobre os holandeses nas duas batalhas de Guararapes, e a mobilização final contra o invasor – as elites coloniais afirmavam, de armas na mão, a sua própria vontade.

O começo das disputas Holandesas

O ano de 1640 começou mal para os adversários do Brasil holandês. Em janeiro, chegou a Pernambuco a mais poderosa frota luso-espanhola até então organizada, reunindo 86 naves de guerra. Deveria desembarcar 11 000 homens próximo a Olinda; em vez disso foi destroçada em combates sucessivos.



Ainda em 1640, a restauração da independência portuguesa afastou qualquer perspectiva de um novo esforço conjunto dos remos ibéricos. Ao contrário, para a dinastia de Bragança, recém-conduzida ao trono, a Espanha era o inimigo principal.

As chancelarias de Portugal e das Províncias Unidas firmaram, em 1641, uma aliança ofensiva e defensiva contra a Espanha; em relação aos territórios americanos, asiáticos e africanos sob domínio holandês, ficou estabeleci-
do um armistício de dez anos. Os brasileiros deveriam esperar.

Os senhores de engenho pernambucanos, líderes da resistência aos holandeses, decidiram em 1642 dar novo impulso à luta, desrespeitando a trégua. Era a primeira manifestação fundamental de divergência entre os interesses das elites dominantes da Metrópole e da Colônia.



A luta de Pernambuco

A resistência não tinha as armas nem a organização dos holandeses. Tinha porém o apoio de Antônio Teles da Silva, governador-geral do Brasil, que secretamente ajudava os líderes da resistência: o comerciante e senhor de engenho João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros (que mais tarde governaria Pernambuco e o Maranhão), o índio Poti (Filipe Camarão) e o negro Henrique Dias, organizador do Regimento dos Henriques, integrado por negros.

Assim, apesar dos espiões, apesar das toscas armas, apesar do acordo de trégua entre Portugal e Holanda, os pernambucanos derrotaram fragorosamente os holandeses, no monte das Tabocas, em 1645.

A luta estendeu-se, a seguir, a outras capitanias sob domínio holandês.

Portugal só enviou tropas ao Brasil em 1647, quando os holandeses desrespeitaram abertamente o armistício, invadindo a Bahia. Os dois países europeus trataram de reforçar os seus efetivos na América: o confronto era inevitável.

Ainda em 1648, o Conselho do Brasil holandês escrevia à Holanda, dizendo que os pernambucanos eram soldados valorosos, rápidos e muito hábeis na arte da emboscada, a chamada “guerra brasílica”.

Sua versatilidade na guerrilha deixava em desvantagem os holandeses, que, acostumados a uma rígida disciplina militar, só sabiam combater quando dispostos em formação.

A “guerra brasílica” estendeu-se até 19 de abril de 1648, quando, nos montes Guararapes, defrontaram-se 5 000 holandeses 2 500 luso-brasileiros, “com índios e Henriques”.

Confiantes na superioridade numérica, ouve disputas Holandesas em trincheiras do inimigo; sofreram sua primeira derrota de peso. Em 19 de fevereiro de 1649 travou-se a segunda batalha dos Guararapes, e mais uma as disputas Holandesas contribuíram para Portugal tomar o Brasil.



Conservavam, porém, o porto do Recife, e por ele podiam ser abastecidos (embora de modo precário) e ameaçar o comércio entre Portugal e o Brasil. Em dezembro de 1653, os portugueses começaram a cercar o Recife com sessenta navios e poderoso exército.

Sem condições nem munições, e com os soldados atemorizados e exaustos, as disputas Holandesas contribuíram para depor as armas. Em 1654, a rendição foi completada. Todo o Brasil voltava a ser português.

Essa situação prolongou-se até 1589, quando uma expedição sob o comando de Cristóvão de Barros, então governador interino do Brasil, conseguiu derrotar os índios e expulsá-los de suas aldeias.

Em seguida, fundou a cidade de São Cristóvão (1590), primeira capital de Sergipe. Alguns anos depois, a Coroa mandou construir uma vila às margens do rio Real.

A partir de então, a capitania prosperou; no início do século XVII, já exibia canaviais e engenhos que davam bons lucros a seus donos.

Insurreição Pernambucana (1645-1654)

Insurreição Pernambucana, também chamada de Guerra da Luz Divina, aconteceu durante as Disputas holandesas do Brasil, que resultaram na expulsão dos holandeses da região Nordeste do país tornando esta à coroa portuguesa.

A contrária posição dos portugueses em relação a presença dos holandeses ocorreu em decorrência da intensificação da cobrança de impostos, além disso a cobrança dos empréstimos realizados pelos senhores de engenho de origem portuguesa com os banqueiros holandeses e com a Companhia das Índias Ocidentais ajudou nesse processo contrário. A posição religiosa também culminou no acontecimento.

Gostou do nosso artigo sobre Disputas holandesas? Compartilhe!

Imagem- malasfeitasbrasil.blogspot.com.br