Descobrimento do Brasil, Data, América e Portugueses

 

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O descobrimento do Brasil se deu em num momento em que todas as energias portuguesas se voltavam para o domínio das fontes de especiarias do Oriente, o Brasil, representou, durante algum tempo, simples aguada para os navios que seguiam para as Índias.

Mais tarde veio a riqueza, com os canaviais, a decadência do império asiático português, e o Brasil tornou-se a mais bela joia da Coroa lusitana.

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

O Brasil foi descoberto devido a duas revoluções. Uma revolução sócio-econômica, que teve início uns 300 anos antes do nascimento de Pedro Alvares Cabral.

E uma revolução política, que tornou Portugal o primeiro país moderno do continente europeu. A primeira revolução diz respeito à reativação do comércio e ao crescimento das cidades, desde o fim da Idade Média.

Veneza, Amalfi, Gênova e Nápoles podiam manter, por via marítima, o processo de trocas com a cidade de Constantinopla, antiga capital do Império Romano do Oriente (o Império Bizantino), onde chegavam produtos de todas as regiões asiáticas.

Paralelamente, das cidades do norte da Itália partiam caravanas rumo à Europa central, chegando ao mar do Norte e ao Báltico, onde outras cidades, geralmente portuárias, se encarregavam de distribuir os produtos recebidos.

DATA

No dia 22 de abril de 1500, a esquadra de Cabral avistou o litoral baiano . Na região, os portugueses oficiaram duas missas e mantiveram contato com os índios tupiniquim.

A PARTIDA

A partida A 9 de março de 1500, toda Lisboa acorreu ao Tejo, para as cerimônias de embarque da frota de Cabral. Houve missa solene e, depois dela, Dom Manuel 1 em pessoa entregou ao comandante o estandarte real, símbolo de seu poderio.

Logo a seguir, à vista do povo que se apinhava nas praias, zarparam as naus, que já no dia 14 estavam ao largo do arquipélago das Canárias.

UM DESASTRE, UM ACHADO

Poucos dias depois, acontece um desastre até hoje inexplicado. “Sem haver tempo forte ou contrário, para isso poder ser”, como escreveria espantado Pero Vaz de Caminha em sua carta, perdesse a caravela de Vasco de Ataíde. Todas as buscas mostram-se infrutíferas. Passam-se dois dias, perdem-se as esperanças e o almirante decide prosseguir por aquele “mar de longo”.

De repente – teria sido “de repente” mesmo? —e na “terça-feira das Oitavas de Páscoa” – 21 de abril de 1500 – surgem sinais de terra: “muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno” – estava acontecendo o Descobrimento do Brasil.

No dia seguinte, pela manhã, outro indício de terra próxima: “aves a que chamam fura-buxos”, reporta Caminha. E, entrando em detalhes, fala primeiramente de “um grande monte, mui alto e redondo”; e depois de “senas mais baixas, ao sul dele”; em seguida, “terra chã, com grandes arvoredos”.

Cabral chamou o monte de Pascoal e à terra toda deu o nome de Vera Cruz. Essa “terra toda” era parte do Estado da Bahia, ao sul de sua capital, Salvador, ali estaria para acontecer o começo de um novo país, estaria acontecendo o Descobrimento do Brasil.

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PRIMEIROS CONTATOS

Cabral deu ordem de reunir todo mundo e combinou com seus capitães a melhor forma de pôr os pés no território novo.

No dia 23, o comandante Nicolau Coelho desceu à terra. Era o primeiro português em chão brasileiro. Na praia, junto à foz de um rio, havia gente a esperá-lo: eram os indígenas, habitantes daqueles confins que a Europa desconhecia, Ali acontecia os primeiros contatos portugueses no Descobrimento do Brasil.

Quando Nicolau Coelho estava chegando à praia, já havia um comitê de recepção formado, indo a seu encontro. Inicialmente, informaria Caminha, “vinham todos rijamente em direção ao batel”, arcos erguidos, por via das dúvidas. Mas, a um sinal do capitão português, baixaram as armas.

Assim começaram – num clima de paz, amizade e curiosidade mútua – as relações entre indígenas e portugueses. E houve troca de brindes: os índios ganharam barretes vermelhos, roupas de linho, sombrinhas pretas e facas, os portugueses receberam cocares de penas vermelhas e pardas, colares de contas brancas e miúdas.

Tudo ficou por isso mesmo nesse primeiro encontro, porque o mar encrespado obrigou a expedição a buscar outra pousada.

Conversa vai, conversa vem — por gestos, naturalmente —, dão a entender que existe ouro e prata no continente. Pelo menos, foi isso que os portugueses entenderam ou quiseram entender, quando um dos indígenas apontou para o colar do capitão, para um castiçal de prata e a seguir para a terra.

Nas palavras de Pero Vaz de Caminha, autor do relato deste encontro, “isto tomávamos nós nesse sentido, por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria ( … ) o colar, isto não queríamos nós entender, por que não lho havíamos de dar!”

De qualquer modo, era muita emoção junta e os nativos ficaram cansados. Sem medo, deitaram-se e adormeceram. A possibilidade de existência de ouro era um bom motivo para continuar os contatos com os indígenas, mesmo que a informação não fosse verdadeira.

DUAS MISSAS

Após o Descobrimento do Brasil em  um Domingo, 26. Frei Henrique de Coimbra reza a primeira missa em território brasileiro. Os tupiniquins assistiram à cerimônia repetindo os gestos dos europeus — provavelmente, divertiram-se a valer com o espetáculo, assim como haviam “rido como crianças” com as danças e cabriolas executadas neste mesmo dia por Diogo Dias, irmão de Bartolomeu Dias.

Dia 1 de maio, nova missa — como cerimônia de posse — em frente a uma grande cruz que Cabral manda implantar, para servir de marco da soberania portuguesa naquelas paragens.

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CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA

“Terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram vinte e um dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando distantes da dita ilha, segundo diziam os pilotos, obra de 660 ou 670 léguas… E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves que chamam fura-buxos. Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!”

Esta é, em resumo, a história do Descobrimento do Brasil, contada por Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de Cabral, na famosa carta que enviou ao rei de Portugal, Dom Manuel, dando conta de todos aqueles acontecimentos.

Como boa certidão de nascimento – embora sem firma reconhecida—, a carta de Peru Vai fixou definitivamente a data do contato da História com o Brasil, ou, se Preferirem da entrada do Brasil na História.

Antes de conhecido esse famoso relato da descoberta, pretendia-se que nossa terra tivesse sido conhecida dos portugueses a 3 de maio de 1500— festa religiosa da Invenção da Santa Cruz.

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