Cretenses – Quem foram, Crença e Origem

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Creta, a maior ilha do mar Egeu, situa- se a sudeste da península Balcânica. Tem dimensões bem modestas: 8 379 2 de superfície, com formato alongado – 200 km de comprimento e largura variável entre 12 e 57 km.

Acredita-se que os primeiros habitantes Cretenses da ilha tenham vindo das costas da atual Turquia ou do Líbano, estabelecendo-se ali durante o período Neolítico (VI ou V milênio a.C.), mas foi entre 2600 e 2400 a.C. que começou a configurar-se a chamada cultura minoica.

Cretenses – Sociedade

Vilarejos e cidades praticamente independentes prosperaram, graças à agricultura (oliveiras, parreiras, frutas diversas, trigo), à criação (bois e ovelhas), à pesca e, principalmente, ao comércio marítimo com as ilhas vizinhas.

Os barcos cretenses, construídos com a madeira dos bosques, naquela época muito densos nas zonas montanhosas paralelas à costa sul, eram impelidos por velas e remos.

Os cretenses tornaram-se peritos em navegar pelo mar Mediterrâneo; durante o dia havia sempre o pico de urna montanha ou o perfil de uma costa conhecida para servir de referência – à noite podia-se aportar em uma praia e esperar o amanhecer paira prosseguir a viagem.

A experiência de séculos ensinou esses navegadores a se orientarem pelo Sol e pelas estrelas, indo de ilha em ilha até a Grécia e em seguida dando o “grande salto” até o sul da Itália, ou então, no sentido do oriente, até as costas do Líbano, para depois seguirem o litoral até o Egito.

A posição da ilha, no centro da rota de três continentes – Europa, Ásia e África -‘ teve grande influência no desenvolvimento ali de uma das mais brilhantes civilizações antigas.

Cultura Marítima

Por volta de 2400 a.C. teve início a “febre” dos metais. Ouro, prata e, sobretudo, estanho e cobre – necessários para fundir o bronze – começaram a ser as mercadorias mais procuradas por toda aquela região, do Egito à Grécia, da Itália à Mesopotâmia. Iniciou-se então o período de apogeu de Creta. A ilha não possuía minérios, mas tinha os barcos para transportá-los.

Nos portos estrangeiros, esses barcos descarregavam óleo, vinho, trigo e produtos artesanais, entre eles os saídos das fundições cretenses.

Em troca, embarcavam barras de estanho e cobre ou lingotes já com os dois metais combinados, formando a liga de bronze.

Essas peças eram revendidas ou trabalhadas pelos cretenses, em operações bem-sucedidas. Em questão de decênios, Creta tomou-se um vasto império marítimo, que foi capaz de suplantar pela força seus concorrentes.

Todas as naves cretenses dispunham de forte armamento, e os marinheiros-comerciantes eram excelentes guerreiros, atuando às vezes também como piratas.

Durante séculos ninguém disputou a supremacia da frota cretense: dominava totalmente as águas e sua presença assegurava proteção militar às ricas cidades da ilha.

Crenças

Outra singularidade da civilização cretense: apesar do contato freqüente com o Egito e a Mesopotâmia, esse povo não erigiu grandes construções religiosas.

O espaço divino restringia-se a poucas “capelas”, ou altares singelos. Cultuavam-se, além dos fenômenos da natureza, esfinges, grifos, gênios alados e homens e mulheres com cabeça de animal. Acredita-se que o touro fosse venerado como encarnação de uma “energia vital”.

Mas a abundância de representações femininas, a insistência em acentuar os quadris e desnudar os seios, bem como a presença constante da árvore (que, por dar frutos, em geral é associada à fertilidade), indicam que a divindade predominante era a Grande Mãe, deusa da terra e da fecundidade, presente em muitas religiões antigas.

Caminho para o Fim

Após 1700 a.C., o palácio de Cnossos, o de Festo e o de outras cidades foram construídos e Creta ganhou o esplendor antigo. Por volta de 1450 a.C., porém, os aqueus, que se haviam estabelecido na região de Micenas, na Grécia continental, desembarcaram na ilha e dominaram grande parte do reino de Cnossos.

Apesar da dominação grega, algumas localidades conservaram relativa independência e Creta manteve posição de destaque até 1400 a.C., quando ocorreu outra catástrofe. Ignora-se se foi uma malograda rebelião contra os invasores, outra invasão ou um terremoto. Mas o resultado foi a destruição de Cnossos e de outras cidades.

O fim dos Cretenses

A partir de 1450 a.C. os aqueus dominaram Creta, mas não chegaram a exercer influência profunda sobre a civilização cretense, mais antiga e evoluída.

Ao contrário: foram influenciados por ela. Seus traços estão presentes de tal modo na arte “cênica (de Micenas, terra dos aqueus) que é comum a referência à civilização creto-micênica, resultante da fusão de ambas.

Entre 1200 e 1100 a.C., porém, os dórios, que já haviam submetido a maior parte da Grécia continental, inclusive Micenas, dominaram Creta, arrasando o que restava de sua civilização.

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Imagem- historiazine.com

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