Colonização inglesa na América do Norte


Colonização inglesa na América do Norte

O primeiro navegador a percorrer a costa leste da América do Norte foi João Caboto, que ali esteve em 1498 a serviço da Inglaterra. Por causa dessa primazia, a Coma inglesa sentiu-se no direito de reclamar para si a posse da região, negando-se a aceitar o Tratado de Tordesilhas que, em 1494, dividira o Novo Mundo entre Portugal e Espanha.

Se as conquistas espanholas tiveram por móvel uma insaciável sede de riquezas, a colonização inglesa na América do Norte não se fez por razões mercantis. Ao contrário, os colonos que ali se instalaram não buscavam enriquecimento fácil, mas um território onde pudessem começar uma nova vida.



Eram na maioria pessoas pertencentes a grupos políticos ou religiosos que vinham sofrendo perseguições em seu país. Por outro lado, como a região não oferecia atrativos de ordem econômica (metais preciosos, por exemplo), esses colonos não foram submetidos a uma fiscalização rígida e monopolista por parte da metrópole, o que lhes permitiu um desenvolvimento relativamente autônomo.

Os ingleses chegaram à América do Norte em 1584, tomando posse da região costeira do atual Estado de Virgínia. A ocupação efetiva do território, porém, só ocorreu em 1607, quando foi fundada Jamestown, na região que hoje constitui a Carolina do Norte: tratava-se de uma paliçada de madeira atrás da qual viviam alguns colonos audazes, permanentemente ameaçados pelos índios.

Aos poucos, estabeleceu-se um fluxo modesto, mas constante, de colonos entre a Grã-Bretanha e o continente norte-americano.