Colonização Espanhola na América


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Nesse artigo você saberá tudo sobre Colonização Espanhola na América. Eram incontáveis as histórias que corriam a Espanha sobre as fabulosas riquezas das Américas. Uma das mais conhecidas fazia alusão ao El Dorado, país imaginário da América do Sul, onde abundavam ouro e metais preciosos, avidamente procurados pelos aventureiros espanhóis dos séculos XVI e XVII.

Essa terra, que se acreditava estar situada entre os rios Orenoco e Amazonas, próxima ao lago Parima, motivou numerosas expedições.



Embora nem sempre tenham encontrado as riquezas que buscavam, tais expedições aceleraram notavelmente a conquista do continente sul-americano. Alguns exploradores, contudo, foram bem-sucedidos, conquistando tesouros que nada ficavam a dever ao mítico El Dorado.

México e Peru: Hernán Cortês e Francisco Pizarro

Foi o caso de Hernán Cortês e Francisco Pizarro, cujas campanhas – no México e no Peru, respectivamente – foram facilitadas pelas divisões entre os indígenas e pela superioridade militar espanhola. Embora pouco numerosos, os conquistadores contavam com cavalos, armas de fogo e armaduras metálicas, recursos desconhecidos na América, e que os transformavam, aos olhos dos nativos, em seres quase divinos.

Desembarcando no México em abril de 1519, Cortês foi recebido como libertador pelas tribos dominadas pelos astecas. Uma dessas tribos era a dos toltecas, que acreditavam na vinda de um deus louro, de pele clara, chamado Quetzalcoatl.



Segundo a lenda, esse deus chegaria por mar, montado num animal estranho. Confundido com Quetzalcoatl, Cortés aliou-se aos toltecas, enquanto os astecas procuravam ganhar-lhe a simpatia, oferecendo-lhe presentes em ouro e jóias. Essa atitude, porém, só fez aguçar a cobiça dos espanhóis, que arrasaram a capital asteca – Tenochtitlán – e completaram a conquista do território mexicano em agosto de 1521.

Colonização Espanhola na América

Colonização Espanhola na América: Nasce a América Latina

Em menos de meio século, a partir das bases estabelecidas no México e no Peru, os espanhóis passaram a dominar a maior parte do território hoje conhecido como América Latina. A consolidação da conquista foi uma empresa fácil: bastou eliminar a aristocracia indígena e ocupar seu lugar. As populações locais, acostumadas a obedecer, submeteram-se facilmente aos novos senhores.

Esse processo contou com a colaboração da Igreja católica, cujos missionários promoviam a catequese e a conversão dos indígenas ao cristianismo. Enquanto no Brasil os portugueses faziam da Bahia a sede do governo colonial, a América espanhola contava com dois grandes centros econômicos e políticos: a cidade do México, no Vice-Reino da Nova Espanha, e a de Lima, no Vice-Reino do Peru. A Nova Espanha compreendia as colônias situadas no arquipélago das Antilhas, o território do Novo México, a Flórida, bem como uma parte da atual Venezuela.

O Vice-Reino do Peru era formado por possessões que se estendiam por áreas hoje pertencentes ao Peru, Bolívia, Equador e Chile. Desde o início da colonização, o principal objetivo da Coroa espanhola em explorar ao máximo, com o mínimo de despesas, os recursos naturais do Novo Mundo, sobretudo os metais preciosos.

UMA NOVA SOCIEDADE

A partir do México, os espanhóis exploraram as regiões situadas ao norte, mas, com exceção da Flórida (no oceano Atlântico) e da Califórnia (no Pacífico), não revelaram interesse em ocupar as terras para além do rio Grande, que hoje separa o território mexicano do dos EUA. Pobres e inabitadas, essas terras não lhes ofereciam os mesmos atrativos que as cidades incas e astecas, reluzentes de ouro e prata. Nesse ínterim, porém, outras grandes potências europeias haviam iniciado a sua própria expansão colonial, cabendo aos ingleses, franceses e holandeses colonizar a América do Norte.

 

 



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