Colonização do Brasil, Formação do País


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A primeira expedição da colonização do Brasil foi confiada a Martim Afonso de Sousa, um português de trinta anos, com fama de ser bom soldado, administrador eficiente e leal ao rei.

COLONIZAÇÃO DO BRASIL

Pode-se dizer que a expedição deveria levantar todas as potencialidades da terra brasileira, em termos de defesa, exploração agrícola e extrativismo.



A partir desse balanço, Dom João Ul (o sucessor de Dom Manuel) determinaria o ritmo e o modelo de colonização do Brasil.

Caso permanecesse a dependência ao pau-brasil – isto é, se os metais preciosos não fossem descobertos – o monarca certamente se inclinaria por um modelo colonizador que não comprometesse em demasia os cofres da Coroa.

O modelo, utilizado com êxito nas ilhas portuguesas do Atlântico e já sugerido para o Brasil por intelectuais ligados ao trono, era o das capitanias hereditárias.



A EXPEDIÇÃO

A 3 de dezembro de 1530, a esquadra de Martim Afonso afastou-se de Lisboa. Eram dois galeões, duas caravelas e uma nau, que transportavam quatrocentas pessoas. Ao atingir o litoral pernambucano, Martim Afonso defrontou-se com três navios franceses; afundou um e apreendeu os outros dois.

Dali, duas embarcações foram destacadas para explorar o litoral do Maranhão, enquanto as restantes seguiam rumo ao sul. Na Bahia ficaram dois homens e muitas sementes.

No Rio de Janeiro foi construída uma “casa forte”, enquanto um grupo ia explorar, o interior, voltando com histórias mirabolantes sobre minas de ouro e prata. Em Cananeia foi organizada. outra expedição para procurar ouro: oitenta homens embrenharam-se nas matas e nunca mais’retomaram.

A frota prosseguiu rumo ao rio da Prata mas, a meio caminho, sobreveio uma tempestade e a viagem foi interrompida.

Pero Lopes de Sousa, irmão de Marfim Afonso, conduziu um barco até o sul do continente, penetrando pelo estuário platino.

Seu retorno foi uma nova desilusão: nenhum sinal das sonhadas riquezas na região meridional. Nesse ponto encerrava-se a fase exclusivamente exploratória da missão.

A frota tomou o rumo norte, chegando ao litoral paulista a 20 de janeiro de 1532. Ali começaria uma Colonização.

A FUNDAÇÃO DE SÃO VICENTE

O local onde a frota ancorou era a ilha de São Vicente. Não havia aldeias indígenas nas proximidades, mas a região era tradicionalmente visitada pelas tribos do planalto, que ali passavam os meses de verão coletando mariscos.



Martim Afonso, porém, estava pouco interessado em pescarias, ou nas belezas naturais do lugar. Pretendia, isto sim, ocupar um trecho estratégico da costa brasileira, a meio caminho entre a Bahia e o sul do continente.

Tratava-se de ameaçar as comunicações espanholas com a região do Prata, que os portugueses consideravam sua, aumentando a elasticidade da linha de Tordesilhas. Com esse objetivo foi erguido um forte em São Vicente, lançando as bases da primeira vila do país, construída devida a Colonização do Brasil.

Depois construiu-se a igreja, a cadeia e a Casa do Conselho, sede administrativa. João Ramalho, um náufrago português há muito tempo no Brasil, prestou grande ajuda a seu compatriota. Ramalho habitava “serra acima”, em meio aos índios guaianás, sendo casado com a filha do cacique Tibiriçá.

Em outubro, levou Martim Afonso ao planalto, onde foi criada a vila de Piratininga, origem de Santo André da Borda do Campo.

A “VIDA CONVERSÁVEL”

A Colonização do Brasil foi dividida entre as duas vilas, obtendo terras para cultivar. Antes de partir, Martim Afonso deixou uma estrutura básica de administração, nomeando capitães, oficiais de justiça e tabeliães, os nossos primeiros burocratas.

Devida a Colonização do Brasil o nosso país assim nasceria, já submetido às leis portuguesas, como se um pedaço do reino fosse transplantado para a América. As pessoas que aqui ficaram podiam, no dizer de Pero Lopes de Sousa, “ter todos os bens da vida segura e conversável”.

“Vida conversável” significava, na verdade, delimitar um espaço para cultura urbana, em meio à vastidão da terra selvagem, reafirmando a presença da Coroa por meio de algumas dezenas de colonizadores sujeitos a sua autoridade.

Sem esse espaço físico, a atitude “natural” seria imitar João Ramalho: misturar-se aos índios, assimilar seus costumes e perder a identidade cultural.

Além das duas vilas deve-se a Martim Afonso a construção do primeiro engenho d’água do Brasil, início da produção açucareira. Com ele São Vicente progrediu rapidamente, originando outros povoados, como Santos, fundado em 1536 por Brás Cubas e Pascoal Fernandes.

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Imagem-  pt.slideshare.net