Colonização da América Latina

colonização da América Latina
Meirelles, Victor (1832 – 1903) – Primeira Missa no Brasil , 1860

Nesse artigo você saberá tudo sobre a colonização da América Latina.

Em 1512, quando Bartolomeu de Las Casas pisou pela primeira vez o solo americano, na ilha de Cuba, a presença espanhola limitava-se praticamente às principais Antilhas; em 1547, quando regressou à Espanha, a ocupação estendera-se ao México, à América Central e boa parte da América do Sul. Algumas décadas de expansão ininterrupta, conduzida por aventureiros de todas as origens ávidos de riqueza, valeram à Espanha o maior império do mundo.

A expansão iniciou-se em 1519, com a conquista do fabuloso México dos astecas por Hernán Cortês, à frente de apenas quinhentos homens, dez canhões e dezesseis cavalos. Seguiu-se, em 1531, a conquista do Império Inca, no altiplano andino, pelos cem homens de Francisco Pizarro. Do México central e do Peru os espanhóis impulsionaram seu domínio da Califórnia ao norte do Chile, enquanto, na costa Atlântica, fundavam Buenos Aires.

Em 1535, o México, a América Central e algumas das Antilhas passaram a compor o Vice-Reino da Nova Espanha; em 1542, Lima tornou-se o núcleo do Vice-Reino do Peru.

 

AS DUAS AMÉRICAS

Os tesouros da América espanhola estavam longe de se limitar à prata de Potosí. Dos portos do Pacífico e do Atlântico zarpavam barcos carregados com ouro, pedras preciosas, especiarias e, mais tarde, madeiras e cobre.

Desnecessário dizer que essa riqueza em nada melhorou as condições de vida dos índios, principais responsáveis por seu acúmulo; excetuando-se uma pequena parcela reservada às elites locais, integradas por espanhóis e seus descendentes, todo o restante seguia para a Espanha, fazendo inveja aos outros remos europeus – especialmente a Portugal.

E que, apesar dos esforços dos portugueses, na colonização da América Latina – o Brasil – parecia decidida a esconder suas reservas minerais. Organizadas pelo Governo, as entradas lançavam-se para o interior, regressando de mãos vazias, ou desaparecendo. A riqueza viria com o açúcar, a partir das últimas décadas do século XVI; mas faltava uma Potosí que incendiasse a imaginação dos portugueses, importantes na colonização da América Latina.

 

A partilha do mundo

E interessante notar que o Brasil – ou melhor, boa parte de seu trecho litorâneo – tomara-se português seis anos antes de ser descoberto pela frota de Pedro Alvares Cabral. A partilha de terras desconhecidas entre Portugal e Espanha fora estabelecida em 1494, na cidade espanhola de Tordesilhas.

Uma de suas preocupações era evitar que os remos ibéricos se digladiassem. O confronto entre os dois países pela posse de novos territórios iniciara-se em 1475, ligado ao controle das ilhas Canárias. As pretensões portuguesas baseavam-se nas bulas pontifícias de 1454 e 1456, que reservavam a Portugal a evangelização da África. Pelo Tratado de Alcáçovas de 1479, as Canárias permaneceram espanholas, mas foi reafirmada a posse portuguesa das ilhas do Atlântico que viessem a ser descobertas.

Em 1493, depois que Colombo atingiu o que pensava serem as índias, a Espanha obteve do papa (o espanhol Alexandre VI) a posse das terras a oeste do meridiano, que passava a 100 léguas da mais ocidental das ilhas de Cabo Verde. Portugal protestou, em nome de seus direitos na África e do êxito iminente de seu projeto de atingir as índias, e conseguiu “empurrar” a fronteira para 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Foi o que estabeleceu o Tratado de Tordesilhas, firmado em junho de 1494.

Em 1580, Filipe II da Espanha tornou-se também rei de Portugal, anulando na prática a linha de Tordesilhas. Os luso-brasileiros aproveitaram-se para avançar até os contrafortes dos Andes. Em 1640, ao se romper a União Ibérica, a América portuguesa assumira proporções continentais, transmitidas em 1822 ao Brasil independente.

Extermínio na colonização da América Latina

Dez anos após a conquista espanhola, população indígena do México havia diminuído drasticamente, de 11 milhões para 1 milhão de habitantes. No Brasil, o processo foi mais lento, mas igualmente exterminador. Calcula-se que em 1500 vivessem no Brasil entre / milhão e 5 milhões de índios; atualmente, esse número restringe-se a 200.000.

Esse vertiginoso declínio populacional não decorreu unicamente dos massacres.

A altíssima mortalidade entre os indígenas resultou também de outras causas: as pesadas condições de trabalho forçado, a inferioridade cultural (na verdade, de armamento) em relação ao homem branco, e, sobretudo, o efeito de- vastador das doenças transmitidas pelos europeus.

E não se tratava apenas de doenças graves, como a tuberculose; o sarampo e a gripe também dizimaram os índios, sem defesas para enfrentá-las.

A exploração colonial na colonização da América Latina

Ao longo do século XVII, a exploração das terras da América espanhola prosseguiu com os métodos já de todos conhecidos. No século seguinte, em 1717, criou-se um terceiro vice-reino, de Nova Granada (Colômbia); em 1776 surgiu o do Rio da Prata, reunindo terras da Argentina, Uruguai e Paraguai.

Por essa época, a organização colonial já estava aperfeiçoada. Da Espanha, o Conselho das índias cuidava das questões referentes às colônias americanas, e a Casa de Contratações regulava as exportações e importações dó Novo Mundo.

Na América, após os vice-reis, vinham os governadores das províncias, seguidos pelos corregedores (administradores de áreas menores) e os governadores dos cabildos (equivalentes aos prefeitos dos municípios brasileiros). Essas autoridades dispunham das ‘forças armadas das índias-, compostas por soldados indígenas sob o comando de oficiais espanhóis ou hispano-americanos.

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Veja também: Colonização Espanhola

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