Ciência e Cultura Medieval


ciencia-medieval

Neste artigo falaremos sobre a ciência e a cultura da Idade Média. Normalmente a Idade Média é vista como um período negro da cultura européia, uma fase em que o saber das civilizações antigas permaneceu esquecido. Não foi bem assim. No início da Idade Média, a Europa realmente mergulhou nas trevas, mas nos séculos seguintes houve uma retomada cultural.

O ensino foi sendo reativado, surgiram as primeiras universidades, e a medicina alcançou progressos. Ao mesmo tempo, com o desenvolvimento do comércio, a própria cultura oral também se ampliava.



Através dos mercadores que viajavam por toda a Europa, mesmo o povo das pequenas aldeias tomava conhecimento do que ocorria em terras distantes, das conquistas da ciência, do avanço na literatura e nas artes

O analfabetismo era regra, mas a Igreja era cultura

Em um mundo dominado pela Ignorância as Igrejas surgiam como Instituições cultas. Sendo os únicos que tinham conhecimentos suficientes para ler e fazer discursos assim como os reis. Nas Igrejas e conventos conservam-se sobre as antigas conquistas do gênero humano, como: A língua, a literatura, a ciência, a arquitetura, a escultura, a pintura, as artes e técnicas mais preciosas, ou aquelas que dão ao homem pão, roupa e casa.

Por ordens de São Benedito, Mosteiros e Igrejas haviam Bibliotecas o que contribuíam para o ensinamento e aprendizado da escrita e da leitura.



UNIVERSIDADE E CIÊNCIA

A escola anexa à catedral inglesa de Winchester acolhia seus alunos com o seguinte aviso em latim: Aia disce, aia discede; manet sors terna caedi. Isto é: “Aprenda ou vá embora; fica uma terceira possibilidade, a de apanhar”.

Realmente, o chicote era considerado um instrumento pedagógico não menos importante que a língua latina, na qual eram ensinadas todas as matérias. Apesar disso, o ensino progrediu consideravelmente a partir da época de Carlos Magno, dando origem a uma instituição que adquiriu enorme importância no mundo moderno: a universidade.

As primeiras universidades

Discute-se qual a universidade mais antiga, mas acredita-se que tenha sido a de Salerno, fundada no século X. Muito antigas também são outras universidades italianas, como as de Bolonha, Roma e Nápoles; a Sorbonne (de Paris) e a de Montpellier, ambas na França; as de Oxford e Cambridge, na Inglaterra; e as de Salamanca e Sevilha, na Espanha.

Todas foram criadas entre os séculos Xl e XIII. Mas as universidades medievais eram muito diferentes das que existem atualmente, constituindo-se, em geral, a partir de corporações de estudantes.

Os próprios alunos contratavam pessoas de notável capacidade intelectual, os doutores da época, e se cotizavam para pagar o salário desses professores. Evidentemente, esse sistema envolvia certos riscos. Quando o curso não satisfazia, o mestre era multado, destituído, e, em casos mais extremos, podia até levar uma boa surra.

Já a Sorbonne organizou-se em moldes diferentes. Não era uma corporação de estudantes, mas de professores, dirigidos por um deão eleito. O norte da Europa copiou esse modelo, que sobrevive até hoje em Oxford e Cambridge.

Apesar de todo esse progresso no sistema educacional, a maioria da população européia continuava ignorante e supersticiosa. Acreditava em magia, bruxas, mau-olhado e mantinha, um profundo sentimento de religiosidade, beirando o fanatismo.

Em meio a esse clima de misticismo, as comunidades universitárias representavam uma categoria social à parte, espécie de refúgio contra a ignorância. Nessas circunstâncias, estudantes e professores nem semprc eram vistos com bons olhos.



O pouco interesse pela ciência

Em geral os currículos das universidades medievais incluíam pouquíssimas aulas de ciências naturais. Isso refletia a situação da época, uma das mais pobres em termos de realizações científicas de toda a história da Humanidade,
Uma grande exceção foi a medicina, fazendo estudos e progressos por conta própria.

Gostou deste artigo sobre Ciência e Cultura Medieval, Então  Compartilhe!

Imagem:  gloriadaidademedia.blogspot.com.br