Cavaleiros Medievais Templários: Investidura

Cavaleiros medievais templários

 

Nesse artigo você saberá tudo sobre os Cavaleiros medievais templários. Seguindo uma tradição que ao longo do tempo se transformou em lei, o senhor feudal deixava suas terras, como herança, exclusivamente ao primeiro filho varão – o morgado. Isso evitava a fragmentação do feudo, mas afastava os demais filhos da base econômica de sua posição social. As filhas restava fazer um bom casamento, ou entrar para um convento.

Os filhos homens mais novos – os cadetes – recebiam uma soma em dinheiro que lhes permitiria viver de acordo com sua condição por alguns anos, além de uma armadura, um cavalo adestrado para o combate, armas e alguns ajudantes ou escudeiros. Recebiam também um conselho: que andassem pelo mundo e que, prestando serviços a um senhor, procurassem garantir um feudo para si mesmos. Esses filhos sem herança foram os primeiros cavaleiros.

Uma ordem (quase) religiosa

Levados da Asia central para a Europa por volta de 750, os estribos revolucionaram o combate sobre montaria, permitindo que o cavaleiro armado de lança investisse a todo galope sobre o adversário, sem que fosse derrubado da sela pelo impacto do golpe. Aquela época, a quantidade de cavalos na Europa era pequena, mas há registros que indicam um aumento significativo a partir de meados do século X. Os combatentes montados passaram a decidir as guerras.

O prestígio dos cavaleiros era grande por esse motivo e também porque seu número era reduzido, seu equipamento, caro, e seu treinamento, prolongado. O código de conduta da Cavalaria combinava ideais cristãos e militares: bravura, piedade, honra, lealdade e auto-sacrifício.

Os cavaleiros deviam também defender as damas e combater pela fé cristã contra os sarracenos. Muitos formavam no exército de um senhor poderoso; outros (especialmente os normandos) tinham obrigação de combater em ocasiões determinadas; muitos cavaleiros, porém, sem terem um senhor permanente, eram mercenários e vendiam seus serviços a quem pagasse mais.

A educação dos Cavaleiros medievais templários

Normalmente, o preparo do cavaleiro começava por volta dos 7 ou 8 anos, idade em que o menino era afastado dos cuidados matemos e colocado a serviço de um senhor, tomando-se, assim, um pajem. Cabia-lhe a obrigação de ser um devotado servo de alta categoria. Por volta dos 14 anos, tomava-se escudeiro, ou seja, ajudante militar e servidor particular de seu senhor.

Com seu amo e senhor, ao qual jurava devoção e fidelidade absolutas, o aspirante a cavaleiro aprendia o manejo das diferentes armas: arco, espada, dava e lança. Era treinado para cavalgar a rédeas soltas, segurando com uma das mãos o escudo e com a outra a longa e pesada lança, e apertando a sela fortemente com os joelhos, de modo a resistir ao choque da lança do adversário que tentava derrubá-lo.

Habituava-se a desviar-se dos golpes adversários praticando com o “sarraceno”, um manequim de madeira, mais ou menos vestido como um cavaleiro muçulmano, montado sobre um eixo. Galopando, lançava-se contra o escudo que o “sarraceno” segurava numa das mãos, tentando atingi-lo com sua espada; mas, imediatamente, tinha que se defender do golpe que o manequim, girando sobre o eixo, lhe desfechava com a dava que trazia presa à outra mão. O treinamento de um escudeiro durava cerca de sete anos. Ao fim desse tempo, ele era investido cavaleiro.

 

A cerimônia de investidura

Normalmente, a cerimônia de investidura acontecia durante os feriados da Ascensão, festejada no quarto dia após a Páscoa. Os Cavaleiros medievais templários recebia então, do senhor ao qual servira durante catorze anos e que aceitava ser seu padrinho, um caro e completo equipamento.

Na véspera, o jovem guardava jejum, confessava-se e tomava um banho, atos que traduziam seu desejo de purificação. Em seguida vestia uma camisa branca e uma túnica vermelha, esta representando o sangue que estava disposto a verter em defesa da fé cristã e da justiça. Ao escurecer, começava a “vigília das armas — na capela do castelo, em cujo altar tinham sido postos sua espada, suas esporas de ouro (privilégio exclusivo dos cavaleiros) e seu elmo.

Ao amanhecer, o som de trompas convocava os convidados para a cerimônia. O jovem, após ter passado a noite rezando, assistia à missa, comungava e ouvia um sermão sobre os deveres do cavaleiro. O próprio cavalo de batalha, recoberto por um baixeiro de tecido bordado, era levado para dentro da capela. Ajoelhado diante do padrinho, o futuro cavaleiro ouvia as palavras rituais: “Por que pretendeis entrar para a Cavalaria? Se for para enriquecerdes ou conseguirdes vãs honrarias, não sois digno!”.

E então, com a mão espalmada sobre o Evangelho, o jovem jurava solenemente respeitar as regras da Cavalaria. Em seguida, os pajens ajudavam-no a vestir a armadura: cota de malha, couraça, braçais e perneiras de ferro. Aí ele podia afivelar à cintura sua espada, da qual não deveria mais separar-se. Então, o padrinho ajoelhava-se diante dele, para amarrar-lhe as esporas.

Enfim, cavaleiro…

Ao levantar-se, o padrinho tocava-lhe os ombros e a cabeça com a parte chata da lâmina de sua própria espada (simbolizando as últimas ofensas que o Cavaleiros da Idade Media poderia admitir sem ser obrigado a lavar a honra), dizendo, segundo o ritual: “Em nome de Deus, de São Miguel e de São Jorge, eu vos armo cavaleiro. Sede valente, leal e generoso”.

O novo cavaleiro respondia: “Juro servir fielmente durante toda a minha vida a Deus e a meu senhor”. Em meio ao entusiasmo dos presentes, o cavaleiro colocava o elmo, segurava a lança, montava seu cavalo e saía da capela a galope. Cavalgava por um bom tempo. Simbolicamente, começava a errar pelo mundo na defesa dos fracos e oprimidos, a serviço de Deus e da justiça. E, assim, o novo cavaleiro, além de contrair a obrigação de lealdade com relação a quem o investia, associava-se a uma ordem internacional que tinha o mesmo ideal e a mesma disciplina.

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