O que é prosa? Tipos, Significado e Origem

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Para saber  o que é prosa? temos que entender que ração teríamos ao ouvir na escola, entre dois jovens, um diálogo como este: “Estudou o teorema? Não, fui ao cinema. Enfiar o nariz no caderno, só se for no inverno”. No mínimo, cairíamos na risada, nos perguntaríamos se aqueles dois jovens estão brincando ou se fizeram alguma aposta: criar uma poesia de repente, só por diversão.

Mas também pensaríamos que aquele diálogo certamente não é poesia, mas um ajuntamento de rimas mal-engendradas. Sabemos que poesia é bem mais do que isso, é a mais elevada expressão dos sentimentos.

Com a poesia convém não brincar nem usá-la sem propósito. Para a comunicação diária, para falarmos, usamos a prosa. De uma pessoa que se expressa com emprego apropriado da linguagem e de forma fluente, se diz: “Sua prosa é clara”.

De um escritor que usa palavras difíceis, períodos confusos, se diz: “Sua prosa é obscura”. Afinal, O que é prosa?

No dicionário, lemos que é “a maneira natural de falar ou de escrever, sem forma retórica ou métrica, característica da linguagem habitual de comunicação e de informação, por oposição à poesia”.

Com a prosa, fala-se e escreve-se. Com a prosa, os escritores enveredam pelos mais diversos gêneros literários: novela, conto, romance…

E a prosa de cada gênero possui características específicas. Há a prosa poética, a jornalística, a popular. E se poderia continuar relacionando um grande número de variedades.

Mas vejamos alguns exemplos práticos entre os gêneros literários mais conhecidos, nos quais muitos prosadores provaram ser verdadeiramente “grandes”.

O que é prosa e Poesia? Diferenças

Prosa

O que é prosa? É um texto comum. Sendo um gênero que se preocupa mais nas questões racionais e lógicas, tem como objetivo tratar de assuntos envolvidos em questões sociais, emoções do ser humano e retratar os objetos do cotidiano.

O uso da narrativa e a linguagem descritiva é algo constante nas prosas. As palavras possuem sentido literal, dando importância as coisas do nosso mundo.

O texto em prosa pode aparecer de várias formas. Apesar de se enquadrar melhor como um texto comum, em versos e sem continuidade, pode aparecer se estiver relacionado a alguma questão lógica, externa e não ao interno do ser.

Poesia

A poesia se utiliza de rimas e versos, apresentando sua principal diferença a questão principal e expressão.

Focada em tratar nos pontos emocionais, internos; o locutor entra em questões próprias onde são mencionados temas como as paixões, aflições, conflitos internos, perda, depressão etc.

Sem ser narrativa nem descritiva, ela se fixa em aspectos intagíveis, tendo assim várias interpretações.

A poesia tem ênfase nas palavras em seu sentido figurado.Tendo como foco a importância de se expressar.

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O que é Poesia? Conceito, Definição Significado e Tipos

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“É uma obra muito poética…” Com essa frase, hoje, define-se um filme, um quadro, uma música, uma escultura, urna peça de teatro. Veremos aqui, a O que é Poesia? .

Considera-se poético um pôr-do-sol, o canto de um pássaro; enfim, fala-se em o que é poesia? É dizer que aquilo que vemos ou ouvimos nos suscita emoções, intensos estados de alma.

E, assim, a palavra se amplia, assume conceitos diferentes do que lhe é básico; isso, porém, aconteceu bem recentemente: do início do século XIX em diante, com o romantismo.

O que é Poesia? Definição

A palavra “poesia” vem do grego poièsis e não é apenas a expressão de sentimentos e de imagens, de ocorrências e de conceitos; é também uma linguagem específica, com seus ritmos e suas leis.

Dante Alighieri, em uma de suas obras, o Convívio, afirma que a poesia é feita de palavras per megalesíaco armenizante, isto é, organizadas de acordo com um critério bem preciso, como o são as peças de um mosaico, assim repondendo a questão o que é poesia?.

Para saber o que é poesia a épica (do grego epos, poesia heroica) é um gênero bastante antigo e comum a muitos povos e civilizações: tem como tema façanhas extraordinárias realizadas por heróis ou por personagens sobrenaturais, com freqüentes alusões a figuras mitológicas.

Do mundo grego nos chegaram dois dos mais famosos poemas épicos, a Odisseia, atribuídos a Homero; e do mundo romano, a Eneida, de Virgílio

Tipos de Poesia

  • Dramática: Sentimentos e emoções dos narradores são apresentadas através dos versos.
  • Romântica: o Autor cita suas dores e aflições em relação a como ele próprio se sente.
  • Realista: poemas que abordam fatores importantes como a sociedade e a política.

Épica e Medieval

Com um salto através dos séculos, estamos na Idade Média, riquíssima em poemas épicos. A tradição heroica germânica, dotada de espiritualidade notável, encontrou a sua exaltação no ciclo dos Nibelungos, poema épico de 10 mil versos.

A obra é datada de cerca do ano 1200 e se inspira em várias sagas (lendas nórdicas). Heróis invencíveis, lindas princesas, criaturas mágicas, tesouros ocultos, amores e vinganças se entrelaçam nesse poema alemão.

Da Islândia e da Escandinávia chegaram até nós as Ex/as, breve coletânea de versos sobre a mitologia nórdica, bastante sugestivos: escrita entre os séculos IX e XIII, narra os combates e os conflitos entre divindades gigantes e heróis, sempre em luta por nobres ideais.

Espanha e a Poesia

Também a Espanha possui seu herói inspirador da poesia épica, El Cid. ou Ruy Diaz de Bivar, que viveu no século XI. Cavaleiro andante, ora a serviço de príncipes cristãos ora de personagens pagãs. o grande guerreiro foi protagonista de façanhas lendárias. Na França, mais que uma poesia propriamente épica, floresceu a poesia cavalheiresca.

Entre os séculos XI e XII, difundiu-se a Canção de Gesto, obra dos trovadores errantes que, de cidade em cidade, de castelo em castelo, cantavam as façanhas heroicas dos cavaleiros andantes, acompanhando-se com uma viola.

O título mais famoso é A Canção de Rolando, atribuída a Turoldo, trovador do século XII.

Rolando, o protagonista, era conde da Bretanha; o evento histórico no qual o poema se inspira é a expedição de Carlos Magno na Espanha, no fim do século VIII, que se concluirá com a derrota de Roncisvalle, onde encontrarão morte heroica muitos cavaleiros andantes franceses, incluindo-se Rolando.

Em Portugal, assistia-se, no século XII, às primeiras manifestações literárias, influenciadas pela cultura leiga, em língua vulgar e já com características próprias.

Era transmitida a princípio por via oral, em jograis. Surgiu uma poesia épica, da qual se encontram vestígios nas Quatro Crônicas Breves de Santa Cruz de Coimbra.

Poesia na Grécia

Na Grécia antiga os poetas declamavam seus versos marcando o ritmo com batidas de pé e fazendo o acompanhamento de um instrumento musical, a lira. Daí nasceu o termo “poesia lírica”.

Na península Ibérica, esse gênero da poesia, que canta os estados de espírito, os sentimentos, as sensações mais profundas, deu seus primeiros passos nos séculos XII e XIII.

Esses versos foram coletados nos Cancioneiros: distinguiam-se as Cantigas de Amor, com voz masculina, de influência provençal; as Cantigas de Amigo, com voz feminina, de inspiração popular, tradicional e autóctone; e as cantigas satíricas, ditas de Escárnio e Maldizer.

A revolução do poema

No século XIV a Itália viu surgir uma obra poética universalmente considerada uma obra-prima de todos os tempos. Trata-se da Divina Comédia, de Dante Alighieri (12651325), na qual o autor expressou, com suas idéias político-sociais, seu profundo sentimento religioso.

A Divina Comédia foi escrita em língua “vulgar” (não em latim, como escreviam os sábios daquele tempo), e Dante é considerado o “pai da língua italiana”.

Na Itália, o século XIV também foi marcado pela grande poesia de Francesco Petrarca (1304-1374), homem de extraordinária cultura, sensibilidade e religiosidade, que fez da lírica o espelho da alma.

Num linguajar muito semelhante à que se fala hoje na Itália, ele descreve as paixões humanas em toda a sua profundidade, anuviadas às vezes pela melancolia, pela angústia diante do tempo que foge.

A poesia espelhava a alegria de viver, o desejo de se deleitar com a beleza em todas as suas formas. E Lourenço não se limitou a proteger c a encorajar os artistas, mas se arvorava ele mesmo um poeta.

No famosíssimo Triunfo de floco, aconselha a desfrutar plenamente cada momento do presente, a viver o dia-a-dia sem pensar no amanhã.

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Quais as Funções da Literatura? Tudo Sobre e O que é

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Quais as Funções da Literatura? é “o conjunto das obras escritas em determinada língua, que possuem relevância cultural”.

Se recuarmos o conceito de “Quais as Funções da Literatura?” como a entendemos nos dias de hoje e deslocarmos seu nascimento até quando os homens, por intermédio da escrita, começaram a difundir seus pensamentos, a análise dos sentimentos e da vida, a própria imaginação.., então nos encontraremos diante de uma ,imensa quantidade de obras.

Quais as Funções da Literatura?

Assim como existe o vinho “de origem controlada” (DOC), reservado para grandes ocasiões, e o vinho comum de mesa, para todos os dias, às vezes não muito puro, existe também uma literatura mais refinada e outra de maior consumo.

Há o grande romance de autor famoso, que se difundiu pelo mundo todo, e aquele de escasso valor literário, mas que conquista uma grande faixa de público justamente porque é acessível a qualquer um, explora os sentimentos mais comuns e os expressa de forma usual, não artística.

Quando falamos sobre quais as funções da literatura? Os próprios canais de distribuição desses dois tipos de literatura são diferentes.

Aquela “imortal”, com L maiúsculo, é encontrada nas livrarias, nas grandes bibliotecas; a denominada “popular” engrossa as vendas de bancas de jornais e supermercados.

História da Literatura

Quando falamos sobre Quais as Funções da Literatura? não podemos esquecer da popular tem origens muito antigas. Era oral e não escrita, sendo difundida por trovadores e jograis. Contavam-se as  façanhas dos antigos cavaleiros andantes, histórias das cortes, episódios sangrentos.

Depois, os trovadores foram substituídos pelos contadores ambulantes de histórias, que, com frequência, paralelamente ao texto usavam grandes cartazes divididos em quadros, cada um dos quais ilustrando um momento importante da história que estava sendo contada.

Quando ler e escrever deixou de ser um privilégio de poucos e o papel impresso se multiplicou, a literatura popular abandonou a tradição oral e invadiu as edições econômicas e os jornais.

Literatura popular

No século XIX nasce o “folhetim”, que tem esse nome porque é publicado nos jornais, juntamente com o noticiário e a crônica, e tem por objetivo aumentar o número de leitores com histórias impressionantes; dividi-las em capítulos, então, aumenta o suspense.

A literatura popular daquele século ostenta nomes consagrados como Alexandre Dumas, Emilio Salgari, Carolina Invernizio, Eça de Queirós e Machado de Assis.

Quase todos os escritores que se dedicaram a esse gênero literário têm uma produção muito elevada, pois seu produto é de consumo imediato.

Dizem que Alexandre Dumas, para fazer frente às exigências do mercado, contratava vários ghost-writers, isto é, escritores anônimos que, por dinheiro, concordavam em entregar aquilo que produziam a quem anônimo já não o era fazia tempo, e assinava como autor.

Hoje escrevem-se livros com o computador: o sofisticado instrumento já se tomou indispensável para boa parte dos escritores que têm de produzir em pouco tempo textos que serão transformados em livro em prazos ainda mais curtos.

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Realismo: Características, Contexto Histórico e O que é

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Na metade do século XIX, afirmou-se na França uma nova estética que, repudiando os princípios do romantismo, dedicava-se apenas à realidade objetiva. Não foi a primeira vez, na arte ocidental, que se abordou a expressão do Realismo.

Contexto Histórico

Podemos encontrar exemplos próximos e distantes nos retratos esculpidos na Roma antiga (período republicano) e nos pintores holandeses do século XVII. Mas essas expressões artísticas orientavam-se basicamente pela prática, sem qualquer indício de formulação teórica.

A novidade do realismo consiste, além do repúdio aos padrões estéticos e técnicas dos estilos anteriores, na recusa de seus valores, com a anteposição da realidade à beleza.

As primeiras manifestações realistas apareceram na literatura, com Stendhal (O Veríndio e o Negro. 1831). Balzac (A Comédia Humana, 1842), Flaubert (Madinne Bovarv, 1857) e outros.

Impelidos pelo novo espírito humanitário que se seguiu à revolução de fevereiro de 1848. na França, os realistas afirmavam que não é justo aprisionar o homem em categorias sociais a que corresponderiam dignidades diferentes.

E concebiam sua arte como inseparável dessa noção de justiça social. A portada igualdade de direitos, entreaberta pelo impulso romântico, foi escancarada com o realismo.

Nessa época começava a surgir, por trás da burguesia, uma nova classe social: o proletariado. a massa de trabalhadores braçais, operários e camponeses – o “quarto Estado”, que também inspirou outro importante escritor francês do realismo.

Emile Zola. Com o realismo, os artistas fizeram-se paladinos dos direitos do homem, de todos os homens. tornando-se, pela primeira vez, porta-vozes do povo.

Os Percursores do Realismo na Arte

Um importante precursor do realismo nas artes plásticas foi Francisco Goya (1746-1828), o grande artista espanhol que, embora por longo tempo o pintor da realeza, nunca esqueceu de sua origem popular.

Em sua obra da maturidade, sobretudo nas águas fortes, as figuras impressionantes sempre demonstram uma viva e inquietante realidade.

Em seu instigante óleo Três- de Maio de 1818 Cioya procura documentar com objetividade uni dos episódios mais trágicos da história da Espanha: o fuzilamento noturno de populares que participaram de uma insurreição.

Nesse quadro não há ênfase, acento discursivo: o artista não procurou fazer uma pintura “bonita”: as formas e cores são resolvidas com simplicidade, procurando representar a realidade brutal. Realidade que, quanto mais crua, resulta mais eloquente.

Ouço precursor da pintura realista, porém menos polêmico, foi o paisagista inglês John Constable (1776-1837). Sem preocupar-se com a História.

Constable preferia inspira-se no grande livro da natureza, da qual Procurava traduzir todos os aspectos de forma amável.

A natureza vista por Constable nunca é apresentada de maneira selvagem; a presença da figura humana é sempre discreta e respeitosa.

Os Realistas

Gustave Courbct (1819-1877) é o pintor realista por excelência, que sempre lutou de forma polêmica contra a pintura subjetiva do romantismo. Afirmava que “um objeto abstrato, não visível, não tem espaço no zampo da pintura”, e que a expressividade la matéria ,é a única coisa que conta.

Em seus quadros, a densidade da mistura de A Lavadeira, de Honoré Daumier. 1863 (Musée d’Orsav. Paris)
cores procura traduzir a concretude dos objetos representados. Mais do que uma mera contemplação, a pintura de Courbet constitui uma apropriação voraz da realidade.

Sua obra causou escândalo e, no início, era considerada vulgar e de pouco valor artístico. Os Quebradores de Pedras mostra trabalhadores braçais em uma atividade hoje desaparecida, cujo aspecto não é pitoresco e muito menos agradável.

Honoré Daumier (1808-1879), filho de um vidraceiro e poeta, começou muito jovem a desenhar para revistas satíricas.

Suas gravuras (litografias) lembram a pintura de Goya. denunciando, de modo bastante agressivo, a repressão política sob os reinados de Luís Filipe e Napoleão III. Suas sátiras mordazes foram publicadas em A caricatura, revista dirigida pelo republicano Charles Philipon.

Espírito profundamente democrático, Daumier é um cidadão que procura compreenderas dificuldades dos trabalhadores oprimidos e humilhados.

Sua solidariedade inspirou-lhe uma série de quadros em que a gente do povo leva uma vida miserável e injusta, mas sempre tem forças para não desistir: os oprimidos de Daumier transmitem uma heróica força moral.

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Imagem- noticias.universia.com.br