Cadeia Alimentar- Carnívoros, Herbívoros e Decompositores

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Para viver e crescer consome-se necessariamente energia. E para conseguir energia é preciso comer. De fato, todos os animais comem; mas as plantas vivem e crescem, embora não comam. Assim todos da natureza fazendo parte do ciclo da cadeia alimentar.

Cadeia Alimentar

Ocorre que, de modo diverso dos animais, elas conseguem obter energia diretamente dos raios solares, por meio da fotossíntese, função clorofiliana.

Utilizando essa energia, gás carbônico e substâncias inorgânicas contidas no solo (e absorvidas pelas raízes), as plantas produzem matéria viva. São por isso conhecidas como produtores.

Herbívoros

Os animais são incapazes de captar energia diretamente do Sol. Podem, no entanto, alimentar-se dos seres que apreenderam dessa forma a energia que utilizam – ou seja, as plantas.

Quem obtém por esse meio a energia indispensável à vida é chamado de herbívoro ou, ainda, de consumidor de primeira ordem.

Carnívoros

O animal que consegue energia comendo outro animal é denominado carnívoro. Os ecologistas, porém, fazem ainda uma outra distinção: se a presa do carnívoro for um herbívoro, chamam ao predador de consumidor de segunda ordem; definem como consumidor de terceira ordem o carnívoro cuja presa é outro carnívoro.

Esta série de organismos plantas ou produtores, herbívoros ou consumidores de primeira ordem e carnívoros ou consumidores de segunda e terceira ordens -, que, conforme o caso, comem ou são comidos, constituem o que a ecologia chama de cadeia alimentar.

Decompositores

A cadeia alimentar que descrevemos é aberta: tem início nas plantas – que, pode-se dizer, constituem a base da pirâmide alimentar – e termina com os carnívoros “superpredadores”.

Todos esses organismos, porém, acabam morrendo, e seus restos não se perdem definitivamente, mas vão alimentar uma multidão de organismos, os decompositores.

Com estes, o ciclo se fecha, pois restituem ao solo as substâncias inorgânicas que estão contidas nos restos dos organismos mortos substâncias que, mais tarde, serão absorvidas pelas plantas.

Para poder funcionar, esse ciclo necessita de um suprimento de energia contínuo, proveniente do exterior. O que não constitui problema, pois ela é fornecida, em grande quantidade, por uma fonte praticamente inesgotável: o Sol.

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Evolução e Origem Humana – Homem Primitivo

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Saara, a península Arábica e toda a área que se estende desde o planalto iraniano até a índia.

E bastante provável que tenha sido justamente nessas regiões que o ramo que daria Evolução e Origem humana, destacou-se do antigo tronco original dos primatas.

A vida livre e perigosa nos grandes espaços abertos, fora do ambiente protetor das florestas, obrigou nossos antiquíssimos antepassados a tirar o máximo proveito das próprias capacidades, aperfeiçoando-as e melhorando sempre mais, “inventando” sempre novas estratégias para tentar sobreviver nesse novo mundo, cheio de promessas mas também de contínuos perigos e ciladas.

Evolução e origem do homem

O homem, portanto, descende de símios já desaparecidos. E quanto a esses símios, qual seria sua origem? A Evolução humana se daria por conta deles.

Insetívoros ou primatas?

Em tempos muito remotos, há mais de 60 milhões de anos, alguns insetívoros adaptaram-se à vida sobre as árvores. Foi dessa forma que surgiram na face da Terra os primeiros representantes da ordem dos Primatas, à qual pertencem tanto os homens como os símios.

Quanto à aparência dessas espécies primitivas, acredita-se que fossem semelhantes aos tupaias, animaizinhos parecidos com pequenos esquilos e que vivem ainda hoje no sudeste da Ásia.

Durante muito tempo os zoólogos ficaram incertos, sem saber se os classificavam entre os insetívoros ou, como muitos preferem atualmente, entre os primaras.

Prossímios e símios, antes da Evolução do Humana

Os primaras primitivos deram origem a dois diferentes grupos de animais: o primeiro, compreendendo sobretudo espécies de hábitos noturnos, abrigava os antepassados dos prossímios, hoje encontrados apenas em Madagascar e em algumas outras regiões tropicais da África e da Ásia; o segundo reunia espécies de hábitos principalmente diurnos.

Este último grupo encontra-se na origem tanto dos símios sul-americanos quanto daqueles do Velho Mundo, o que inclui os antepassados do homem.

Homens e os símios

Se hoje ainda existisse nosso longínquo progenitor, o ramapiteco, todos o considerariam simplesmente um macaco. Os nossos antepassados mais distantes, portanto, eram símios, mas diferentes de qualquer espécie atual de macaco.

No entanto, qual o último “progenitor comum”, que teria dado origem ao homem, bem como a alguns dos símios atuais?

Para encontrá-lo, é preciso recuar no tempo quase 20 milhões de anos: foi nesse período que viveu o procônsul, um símio africano do qual derivam, conforme creem os cientistas, tanto o driopiteco (provável progenitor do chimpanzé e do gorila) como o ramapiteco, nosso mais que provável antepassado.

Dentre as espécies atuais, a que provavelmente mais se assemelha ao procônsul é o chimpanzé, que, portanto, em certo sentido, atualmente é o nosso parente mais próximo.

Não se trata, de qualquer forma, de um parentesco estreito: as diferenças entre homem e chimpanzé são certamente profundas.

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Os Australopitecos

Na história da evolução humana posterior dos hominídeos há um lugar muito importante ocupado pelos australopitecos (do latim e grego, “símios meridionais”).

Trata-se de seres não muito grandes mediam cerca de 1 ,5 m de altura caminhavam em posição quase ereta e , que eram capazes de utilizar ferramentas primitivas.

Infelizmente, ainda não se conseguiu encontrar fósseis dos australopitecos mais antigos (faltam justamente da- dos sobre hominídeos que viveram entre 10 e 14 milhões de anos atrás), embora se conheça bem a história dos australopitecos mais recentes.

Entre estes, distinguem-se dois agrupamentos de espécies, diferentes pela forma do crânio e dos dentes. Ao primeiro grupo, no qual provavelmente se encontra o progenitor dos homens, pertencem espécies com o crânio “leve” e com os dentes bastante pequenos.

Ao segundo grupo, que para alguns cientistas forma um gênero próprio (Paranthropus), pertencem espécies com o crânio maciço e a dentadura robusta, cujo regime alimentar era quase exclusivamente vegetariano.

Este segundo grupo sobrevivia ainda na África quando já existiam os homens propriamente ditos (gênero Homo), extinguindo-se sem deixar descendentes.

Os “homens” do vale do Orno

Até alguns anos atrás, quase todos os cientistas reconheciam como último progenitor do gênero Homo a mais comum espécie de australopiteco, o Australopithecus africanus, cujos primeiros fósseis foram descobertos em Taung, na África meridional.

No entanto, essa opinião teve de ser reformulada quando foram encontrados alguns importantes testemunhos na região de Atar e no vale do rio Orno, na Etiópia.

Tratava-se de restos fósseis contemporâneos dos australopitecos comuns, mas definitivamente mais adiantados na linha evolutiva que teria levado ao homem.

Os primeiros, mais antigos (quase 3 milhões de anos atrás), foram atribuídos a um australopiteco particularmente “desenvolvido”, batizado Australopithecus africanus.

Os segundos (com cerca de 2,5 milhões de anos) pertenciam, no entanto, a uma espécie já descoberta alguns anos antes em Olduwai, na Tanzânia, e denominada Homo habilis, pois junto aos fósseis foram encontrados utensílios e instrumentos grosseiramente trabalhados.

Ambas as espécies, de qualquer forma, eram intermediárias entre os homens e os australopitecos. Seus antepassados diretos são desconhecidos, mas é provável que se assemelhem ao Australopithecus africanus, que, apesar de não ser mais antigo, certamente é mais primitivo.

 

O “resultado final”

Os primeiros restos fósseis que podem ser atribuídos com relativa segurança à nossa espécie, forno sapiens, têm mais de 300 000 anos.

Não eram seres iguais ao homem atual, mas homens muito primitivos, pertencentes a subespécies já extintas.

Entre estas, a mais célebre é o homem de Neanderthal (forno sapiens neandertalenses), uma subespécie que prosperou durante as grandes glaciações e que, provavelmente, não é antepassada direta do homem atual.

Quase certamente, ambos derivam de uma subespécie mais primitiva, comumente chamada homem de Steinheim (forno sapiens steinheimensis).

De qualquer forma, após o desaparecimento do homem de Neanderthal, o gênero humano passou a ser representado exclusivamente pela subespécie atual, forno sapiens sapiens, à qual pertencem também os famosos homens pré-históricos, como o homem de Cro-Magnon.

Nesse ponto, a evolução física do ser humano, como o conhecemos hoje, completou-se; os grandes progressos seguintes dependeram, única e exclusivamente, da evolução humana cultural da espécie, daquilo que foi criado e transmitido socialmente.

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O que é Célula? Partes e Estrutura Celular

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O que é Célula? Para responder isso devemos pensar que muitas são as diferenças entre planta, animal e pedra. Diferenças de estrutura e aparência, forma e cor, tamanho e peso.

Mas, sobretudo, existe entre eles uma diferença fundamental: presença ou ausência de vida. A pedra é um ser inanimado, desprovido de movimento próprio.

Sua massa e sua forma só se modificam se houver um agente exterior responsável pela mudança, enquanto a planta e o animal estão sujeitos a ciclos biológicos, isto é, a contínuas transformações e a um constante refazer interior.

O que é Célula?

A planta e o animal têm vida, nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem, e são constituídos, além disso, de elementos capazes de se desincumbir por si mesmos das funções vitais.

O que é Célula? Esse elemento é, a menor unidade morfológica e funcional com existência autônoma.

Essa autonomia significa que cada célula age como um indivíduo: alimenta-se por si, elimina o que não lhe é útil e, na maioria dos casos, pode reproduzir-se em células idênticas a si mesma.

A multiplicação do número de células é que determina as dimensões de qualquer ser vivo, animal ou vegetal.

Os protozoários e as bactérias são dotados de uma única célula, enquanto nas baleias e em outros animais de grande porte o número de células chega a superar o quatrilhão.

Para o ser humano adulto, este número é calculado em aproximadamente 50 000 bilhões.

Estrutura Celular

Para entender o que é Célula? Devemos aprender que apresentam-se sob as mais variadas formas: esferas, cubos, espirais, estrelas, globos gelatinosos etc., intimamente relacionadas com as funções que elas desempenham.

Os glóbulos sanguíneos, por exemplo, são achatados e esféricos, o que facilita o transporte rápido de oxigênio e dióxido de carbono, que as células conduzem por todo o organismo.

Já as células nervosas têm prolongamentos delgados, através dos quais transmitem e recebem, mensagens.

Toda célula compõe-se de três elementos básicos:

  • Núcleo
  • Citoplasma
  • Membrana envolvente.

O que é Célula? Composição da Célula

Para entender o que é Célula, devemos entender que ela é formada pelo citoplasma que é formado por uma substância gelatinosa e viscosa, da consistência da clara de ovo. Nele existem estruturas diminutas, as organelas, que desenvolvem as várias atividades celulares.

As principais organelas são as mitocôndrias e os lisossomos. As mitocôndrias são as “centrais energéticas” da célula.

Nestes corpúsculos ocorre a oxidação da glicose com desprendimento da energia que a célula necessita para sua atividade metabólica, seu crescimento, reprodução e desenvolvimento.

Os lisossomos são arredondados e têm como função digerir as substâncias que entram na célula e cujos resíduos são depois eliminados.

Entre as organelas do citoplasma destacam-se ainda o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi e os ribossomos.

O retículo endoplasmático é um conjunto de canais comunicantes que serve para o transporte de diversas substância para o interior da célula.

Ao complexo de Golgi, formado por vesículas achatadas, cabe a função de recolher substâncias químicas produzidas pela célula e remetê-las para o exterior, sob a forma de grãos de secreção, através da membrana celular.

Os ribossomos são minúsculas organelas arredondadas (as menores entre as conhecidas até hoje), que exercem uma função importantíssima: a construção das proteínas.

Os cloroplastos são um tipo de organelaque só existe nas plantas: portam a clorofila, pigmento necessário à realização da fotossíntese.

Núcleo e Cromossomos

O núcleo é o centro que dirige o funcionamento da célula. É no interior do núcleo que se encontram os cromossomos, filamentos finíssimos responsáveis pela transmissão das características hereditárias, pelo armazenamento das instruções necessárias tanto ao funcionamento de cada célula como de todo o organismo.

Uma célula humana tem 46 cromossomos, dispostos em 23 pares. A maior proeza do núcleo ocorre no momento da divisão celular.

Ele se divide e surgem dois novos núcleos, que vão para duas novas células – é o fenômeno da reprodução celular.

O terceiro elemento básico é a membrana celular ou membrana envolvente, que se dispõe ao redor do núcleo e do citoplasma, servindo-lhes de parede externa protetora. E através dela que os alimentos penetram na célula, sendo rejeitados os inúteis ou prejudiciais.

Desse modo, a célula permanece em continuo intercâmbio com o ambiente externo, mantendo-se, porém, sempre protegida. A espessura média da membrana envolvente é de 1 centésimo de milésimo de milímetro.

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Os Tecidos

Quando um organismo é formado por um conjunto de células diferenciadas, ocorre uma divisão de tarefas bem definida, e os vários tipos de célula especializam-se em funções especificas.

Células do mesmo tipo, agrupadas, constituem um tecido. Estes reúnem-se para formar os órgãos – as raízes e folhas das plantas, o coração e os pulmões dos animais, que devem funcionar conjuntamente para a manutenção da vida.

Tecido epitelial

As células epiteliais asseguram o revestimento e a proteção do organismo, seja na parte externa, onde formam a pele, ou na interna, onde forram as cavidades dos diversos órgãos com um revestimento protetor que se denomina mucosa.

Tecido conectivo

Este tecido tem, principalmente, a tarefa de fornecer sustentação ao nosso corpo e estabelecer a conexão entre as várias partes que compõem o organismo.

Os dois subtipos mais importantes do conectivo são o tecido ósseo e o tecido cartilaginoso.

Tecido muscular

Os músculos são formados por células alongadas, dispostas em feixes (fibras musculares), capazes de se contrair e de produzir assim os movimentos do corpo. O tecido muscular divide-se em dois tipos de fibras lisas e de fibras estriadas.

As fibras lisas realizam movimentos involuntários, como as batidas do coração, as contrações dos órgãos digestivos etc.

As fibras estriadas constituem os músculos propriamente ditos, como os dos braços, da barriga e dos pés, que se movimentam segundo a nossa vontade.

Tecido nervoso

E formado por células munidas de longas ramificações, com a tarefa de transmitir os estímulos nervosos, irradiados à distância pelo cérebro.

Tecido sanguíneo

É constituído pelas células do sangue. Suas tarefas principais consistem no transporte de oxigênio, efetuado pelos glóbulos vermelhos, e na defesa do organismo contra agentes externos prejudiciais, a cargo dos glóbulos brancos.

Estruturas Complexas

No decorrer da evolução da vida na Terra, desenvolveram-se estruturas cada vez mais complexas: átomos, moléculas e células.

No início, as células procarióticas; depois, as células eucarióticas, mais desenvolvidas e complexas, que abriram caminho à evolução dos grandes organismos pluricelulares.

Uma mosca, uma urtiga, um cavalo, um álamo, são, cada um deles, um conjunto organizado de células. Viver significa exercer muitas funções coordenadas entre si: alimentar-se, respirar, produzir energia, mover-se, reconstruir o material gasto, expelir os resíduos, reagir às mudanças ambientais e reproduzir-se…

Portanto, é necessário que no organismo existam órgãos capazes de exercer todas essas funções. É preciso, além disso, que trabalhem em perfeita sintonia.

Esses órgãos também são constituídos de células: células que se especializaram em executar uma tarefa específica, tanto que, para executá-la melhor, assumiram uma forma particular: por exemplo, as células dos músculos motores são delgadas e alongadas.

As células dos tecidos nervosos possuem prolongamentos nas extremidades que se entrelaçam com aqueles da célula nervosa vizinha, formando um “fio” continuo; as células da superfície de uma folha são achatadas como ladrilhos etc.

Organismo e Célula

Portanto, numa planta ou num animal pluricelular, grupos de células especializadas trabalham em conjunto para cumprir tarefas específicas: tais grupos se chamam tecidos.

Em geral, todas as células de um tecido são mais ou menos semelhantes. São tecidos animais, por exemplo, o nervoso, o conectivo (ossos e cartilagens), o muscular (dos músculos), e outros.

São tecidos vegetais o parênquima, onde se realizam os mais importantes processos vitais da planta adulta (preparação, transporte e armazenamento das substâncias nutritivas, respiração, armazenamento da água); o esclerênquima, que é um tecido de sustentação; o meristema, tecido responsável pelo crescimento das plantas.

A madeira é um composto de vários tecidos. Outros tecidos funcionam em conjunto com estruturas especializadas chamadas órgãos (do grego órganon = instrumento).

São órgãos animais, por exemplo, o coração, o cérebro, os pulmões, o olho, a pele. São órgãos vegetais, a flor, o fruto, a folha, as raízes, a semente.

Os grupos de órgãos são reunidos em aparelhos (ou sistemas; não existe diferença entre os dois termos, embora haja quem defina sistema como aquele constituído de tecidos do mesmo tipo: sistema nervoso, sistema ósseo, aparelho digestivo, aparelho respiratório).

A união de todos os aparelhos, que funcionam coordenadamente, constitui o organismo, o indivíduo completo. Resumindo: em um organismo pluricelular, os aparelhos são constituídos de órgãos, os órgãos de tecidos, os tecidos de células, as células de estruturas celulares, as estruturas celulares de moléculas e as moléculas de átomos.

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Origem da Vida na Terra: Como Surgiu? Primeiros Seres Vivos

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A 3 bilhões de anos algo importantíssimo acontece: A Origem da Vida na Terra. Trata-se no momento de seres microscópicos e de organização extremamente simples, mas que já apresentam as duas características fundamentais da “matéria viva”: capacidade de nutrir-se e de reproduzir-se.

Origem da Vida na Terra – Primeiros seres vivos

Como Surgiu?

As condições para a formação desses primeiros organismos vivos surgiram lentamente nos oceanos, através de uma série de reações químicas favorecidas pela composição da atmosfera vapor de água, hidrogênio, metano e amoníaco e pelas condições de calor, luz e descargas elétricas.

Segundo pesquisas que não têm mais de 30 anos, os primeiros sinais desse acontecimento remontam a 3,7-3,8 bilhões de anos.

A origem da vida na terra, aconteceu num período muito precoce da história do nosso planeta, mas sua evolução deu-se de forma muito lenta.

De 3 a 1 bilhão de anos atrás

Durante este período, a origem da vida na terra é exclusivamente aquática e vegetal. Inicialmente as águas são habitadas apenas por organismos microscópicos, constituídos de uma única célula.

Em seguida começam a desenvolver-se seres mais complexos, as algas de maior dimensão, formadas pela união de muitas células. São os primeiros organismos pluricelulares.

Outra importantíssima “conquista” desse período é a fotossíntese: capacidade que os organismos têm de fabricar seu próprio alimento a partir do gás carbônico, água e luz. As algas asseguram assim sua sobrevivência, bem como a de todas as formas vivas que delas se alimentam.

De 1 bilhão a 570 milhões de anos atrás

Nesse período registra-se um fenômeno de grande importância: o aparecimento dos primeiros animais. Das formas mais primitivas evoluem organismos cada vez mais complexos, num processo bastante rápido.

Tanto que, no final do período, já existem os principais filos inferiores de invertebrados: protozoários, poríferos (esponjas), celenterados, moluscos, equinodermários e diversas espécies de vermes.

Nesse meio tempo, as algas continuam a proliferar. São elas que, dotando a atmosfera de oxigênio livre, sustentam a população de invertebrados marinhos. Surgem também os artrópodes.

De 570 a 500 milhões de anos atrás

Nesse período aparecem animais ainda mais complexos, com aparelho digestivo e sistema nervoso bem desenvolvidos, freqüentemente protegidos por um esqueleto rígido.

A fauna se enriquece: já existem cerca de 1 500 espécies. A evolução dos artrópodes prossegue com o surgimento do trilobita (ilustração abaixo), antepassado distante dos camarões e das lagostas.

Alguns trilobitas são dotados de um órgão que lhes assegura grande vantagem sobre os outros animais: os olhos. Todos os seres habitam exclusivamente a água: as terras emersas são ainda áridas e sem qualquer traço de origem de vida na terra.

De 500 a 395 milhões de anos atrás

Nas águas dos lagos e dos rios aparecem os primeiros vertebrados, peixes de esqueleto interno cartilaginoso. Alguns deles vivem principalmente nos fundos e apresentam uma couraça que os protege dos gigantescos escorpiões aquáticos e de diversos predadores; outros, menos couraçados, nadam livremente.

No final desse período, plantas e animais começam a “sair” da água: primeiro as algas revestidas de uma carapaça que lhes permite manter a umidade; depois as primeiras plantas propriamente de terra firme, os musgos. Os primeiros animais que puderam sair da água foram os escorpiões, também protegidos por couraças.

De 395 a 345 milhões de anos atrás

Nesses 50 milhões de anos verificam-se acontecimentos fundamentais para o desenvolvimento da origem da vida na Terra. Samambaias gigantes e os antepassados das atuais coníferas formam as primeiras florestas, que se propagarão intensamente no período seguinte. Nos bosques vivem aranhas, centopeias e escorpiões.

Surgem os primeiros insetos e entre eles alguns semelhantes às baratas atuais. Proliferam várias espécies de peixes ainda fortemente couraçados, e que em alguns casos alcançam 9 m de comprimento.

Essas espécies, porém, estão condenadas a desaparecer brevemente. Formas rudimentares de pulmões desenvolvem-se em alguns peixes, permitindo-lhes distanciarem-se da água por certos períodos.

Desses peixes derivam os primeiros anfíbios, seres de “vida dupla”, que se adaptam às regiões de contato entre água e ar seco; suas quatro patas-nadadeiras permitem-lhes deslocar- se no solo.

Surgem também os vertebrados terrestres. No mar, vivem ainda enormes espécies de escorpião e os trilobitas, dominantes na época precedente, estão próximos da extinção.

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De 345 a 280 milhões de anos atrás

Florestas exuberantes, como a que vemos na ilustração abaixo, com árvores de até 30 m, recobrem boa parte da terra emersa. No bosque vivem artrópodes enormes; centopeias com meio metro de comprimento e libélulas ainda maiores.

Numerosas espécies de anfíbio habitam as profundezas de lagos e pântanos, de onde não se distanciam, uma vez que seus ovos só podem desenvolver-se na água.

Os primeiros répteis, ao contrário, põem seus ovos – que são protegidos por uma resistente casca calcária – em lugares secos. Com o surgimento dos répteis, os vertebrados completam a “conquista” da terra firme.

De 280 a 230 milhões de anos atrás

No início desse período, a maior parte das terras emersas encontrava-se coberta pelo gelo. Devido a essa drástica transformação climática, as florestas úmidas desapareceram e, com elas, muitos dos anfíbios de grande porte que as povoavam.

Com o retrocesso do gelo, os terrenos secos tornam-se dominantes. Ao novo ambiente adaptaram-se os répteis, entre os quais algumas espécies gigantes, dotadas, no dorso, de enorme crista. Extinguem-se os gigantescos escorpiões marinhos e também os peixes couraçados.

Os Répteis, de 230 a 140 milhões de anos atrás

Os répteis, especialmente os dinossauros, dominam incontestavelmente nosso planeta. Espécies de formas e dimensões o mais variadas possível vivem em terra firme, no mar e no ar.

Nesse período aparece o Diplodocus, dinossauro reproduzido na página seguinte, no alto. Animal tipicamente lacustre, com imenso corpo, pernas curtas e fortes, ultrapassava os 20 m de comprimento.

Os Mamíferos, de 26 a 1,8 milhões de anos atrás

É o grande momento dos mamíferos; povoam a Terra muitas das espécies atuais, ao lado de várias já extintas, como o mastodonte e o tigre-dente-de-sabre (ilustração à direita).

Nos mares vivem mamíferos de enormes dimensões: baleias – maiores seres vivos que apareceram no planeta – e cachalotes. No início deste período destaca-se um grupo de primatas, os driopitecos.

Deles derivam os chimpanzés, gorilas, orangotangos e ramapitecos – estes últimos importantíssimos porque constituem a ponte entre o macaco e o homem.

Os ramapitecos são um dos três gêneros da família do homem, e o mais primitivo deles. Os outros são os australopitecos e o Homo.

De 1,8 milhão de anos atrás

Nesse período grandes ondas de frio invadem a Terra; as calotas polares chegam muitas vezes a cobrir um terço do planeta, para depois se retraírem lentamente.

Os mamíferos, no momento em grande expansão, multiplicando-se e adaptando-se a todos os ambientes – tal como o haviam feito noutro período seus antecessores répteis – são duramente atingidos.

Algumas espécies conseguem resistir, revestindo-se de longos pelos: apareceram rinocerontes, ursos, bois e elefantes lanudos. Muitas, porém, foram vítimas de sucessivos extermínios.

Nesse período, o homem completa a sua evolução. Cerca de 1,2 milhão de anos atrás surge o Homo habilis: em seguida o Homo erectus e, finalmente, o Homo sapiens, espécie à qual pertence, com outras subespécies extintas, o homem atual.

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Imagem-  jovenscientistas7.blogspot.com.br          vix.com