Arte Abstrata (Abstracionismo): No Brasil, Artistas e Características

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Embora revolucionários, os movimentos da arte moderna européia ocorridos até então levavam sempre em conta a realidade que nos cerca (seres vivos e natureza-morta), o Abstracionismo (Arte Abstrata) estaria para mudar toda essa concepção.

Abstracionismo

Os artistas cubistas e futuristas, apesar de havê-los quase destruído e reconstruído à sua maneira, sempre trabalharam a partir de objetos reais, conservando as várias categorias: paisagem, figura, natureza-morta.

A arte figurativa ocidental, tendo por muitos séculos escolhido e mantido a referência a objetos visíveis, consolidou a ideia bastante difundida de que uma pintura ou uma escultura deve ser interpretação ou cópia de um modelo externo, de uni objeto existente.

Com o abstracionismo (Arte Abstrata) desaparece qualquer referência aos objetos concretos, somem as especializações artísticas (pintor de retratos, de marinhas, de flores etc.) e as formas, por meio de linhas, cores e volumes, libertam-se, em unia “escrita” mais universal.

Escrita cujos sinais ainda derivam de tinia experiência viva da realidade, mas são uma resposta sensível e completamente autônoma do artista. A forma artística que antes precisava conviver com a identificação do objeto, agora é de todo independente.

Kandinsky foi um dos primeiros a compreender que a criação nas artes figurativas pode, abandonando o objeto identificável, aspirar à liberdade expressiva da música.

Principais Artistas

Kandinsky e o Abstracionismo

As primeiras composições abstratas de Kandinsky são explosões de sinais e cores. Formas e cores perfazem, sobre a superfície da tela, um espaço “dramático” atravessado por forças em contraposição.

Mais do que um espaço sobre a Terra, parece um espaço cósmico. Também os fogos de artifício dão vida ao espaço (suas trajetórias executam retas e curvas parabólicas regulares).

As pinturas desse tipo. denominadas improvisos por Kandinsky (no jazz. o improviso é fundamental), possuem formas irregulares que parecem produzidas ao acaso.

Características e Obras

Em sequência. Kandinsky executou quadros mais organizados, nos quais predominam os elementos geométricos: estes são projetados com rigor, através de desenhos esmerados.

Esses quadros em especial os de grandes dimensões são chamados de composições (denominação claramente musical). Predominam as cores puras, mas não faltam o branco e o preto, ausência e negação da cor.

A orientação do quadro depende de uma escolha estética pessoal. Deveríamos olhar os quadros abstratos da mesma maneira que olhamos o voo livre das andorinhas. E eles poderiam ser colocados no teto além de nas paredes.

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Mondrian e o geometrismo

A sede de absoluto levou Mondrian à recusa das emoções sensoriais e à única e real emoção que existe (de acordo com ele): a racional, fruto do intelecto.

A partir daquele momento, a exatidão matemática tornou-se a regra de todos os seus quadros: linhas negras dividem áreas geometricamente delimitadas, cobertas de modo uniforme com vermelho, amarelo ou azul.

O branco do fundo (mas é errôneo chamá-lo de fundo) não é o mesmo branco da tela, e sim um cinza claríssimo, pintado com esmero.

O traçado das linhas negras, sempre diferente em número e localização, segue imutavelmente as direções vertical e horizontal. Mondrian chama seus quadros de “composições”; mostramos aqui uma das muitas queele pintou, nenhuma das quais repetitiva.

Essas pinturas essenciais não são, em absoluto, uma arte fácil, como sustentaram com superficialidade alguns críticos da época.

Arte Abstrata no Brasil

No Brasil o abstracionismo (Arte Abstrata) foi ganhando adeptos através de informações que chegavam do estrangeiro e depois com a abertura de museus e com a realização das primeiras bienais (1951 e 1953) e pela influência de artistas e críticos de arte, como Max Bill, Maldonado e Romero Brest.

Em 1950,0 pintor Samson Flexor criou o atelier Abstração,em São Paulo,destinado ao ensino e difusão das artes plásticas dentro da linha do abstracionismo.

Os artistas abstratos brasileiros filiaram-se a diferentes facções dessa escola. Entre os “expressionistas abstratos” é preciso citar Yolanda Mohaly, Tomás lanelli. Manabu Mabe.

Entre os neoconcretistas, destacam-se Ligia Clark, Aluísio Carvão e Ligia Pape. Antônio Bandeira, abstrato com recordações da realidade visível, foi grande destaque no exterior.

Arquitetura

Já mencionamos o interesse do abstracionismo (Arte Abstrata) holandês pela arquitetura. Além de Theo Van Doesburg, que exercia a profissão, outros arquitetos aderiram ao movimento neoplástico, destacando-se Gerrit Thomas Rietveld (1888-1964).

Tornou-se famosa a casa por ele projetada em 1924. da qual mostramos a maqueta. A perpendicularidade dos elementos é absoluta.

Além do branco e do preto, notam-se zonas cinza de diferentes tonalidades; poucos e sutis são os elementos vermelhos, azuis e amarelos. Nessa obra, em lugar da exaltação do volume, existe a da superfície; a identificação com os quadros de Mondrian é perfeita.

A arte abstrata holandesa, por mérito principalmente de Mondrian, teve uma influência determinante na arquitetura “racional” e ‘funcional” moderna (a arquitetura “racional”, desprovida de qualquer tipo de decoração, deve corresponder à utilidade ou finalidade da obra).

A influência de Mondrian estendeu-se também às artes gráficas e ao desenho industrial. O aspecto visual dos folhetos, revistas e livros de hoje seria muito diferente se Mondrian não tivesse existido.

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Expressionismo: Características, Contexto Histórico e O que é

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O expressionismo alemão entrou na história da arte moderna com a obra dos quatro fundadores do grupo da “Ponte” e a de alguns outros pintores que se juntaram a eles.

Contexto Histórico

Origem

De modo diferente dos fauves franceses, os pintores do Die Brucke possuíam um programa definido. Sua coerência e solidariedade de propósitos no trabalho artístico e organizacional, que durou sete anos (de 1906a 19l3).

Terminaram impondo sua mensagem artística. Animado pela fé no progresso e decidido a expulsara velha cultura, o grupo Die Bruke, em seu programa, apelava aos jovens “que reproduzam com rapidez e sinceridade aquilo que os impele a criar”.

Além de acolherem outros artistas no grupo (Max Peehstein e, mais tarde, Oito Mülter), seus membros estenderam a inscrição a amigos e conhecidos, que, pagando uma modesta taxa anual, tornavam-se sócios colaboradores.

A cada ano, esses “sécios passivos” recebiam, além da carteirinha e de um boletim, alguns originais de obras gráficas (desenhos, gravuras) dos “membros ativos”.

Antes como homens do que como artistas, os integrantes do grupo posicionavam-se contra a falsidade da vida e da cultura burguesas: sua ânsia pela “rapidez e sinceridade” os impelia à escolha de uma linguagem pictórica “primitiva”.

Segundo eles, para se enxergar o mundo verdadeiro é necessário jogar fora todas as “memórias visuais” que nos foram ensinadas.

Acreditavam que saber pintar em estilo acadêmico não tinha nenhuma utilidade e que o pintor não deveria extrair as aparências dos objetos (impressão), mas colocar na tela, com força, a emoção absolutamente espontânea que esses objetos suscitam (expressão).

Características do Expressionismo

Com o expressionismo, a pintura”sensitiva” dos impressionistas se transformarem”volitiva”(vontade de mudar o mundo). E por isso que, com frequência encontramos nos quadros expressionistas deformações nas figuras.

As exposições de Emil Nolde e de Van Gogh de 1906 e a de Edvard Munch de 1908— revolucionários independentes e mais velhos, ocorridas em Dresden, foram determinantes para a orientação estética do Die Brucke.

Após a realização de numerosas exposições em várias cidades alemãs e a transferência do grupo para Berlim. em 1910.

Artistas

O norueguês Edvard Munch (1863-1944), o holandês Vincent Vim Gogh e o belga James Ensor são considerados os “pais” do expressionismo alemão.

Se a pintura de Van Gogh, faminto de justiça e de amor, é desesperada e a de Ensor, com suas máscaras e esqueletos, apresenta uma ironia feroz, a obra de Munch, dominado por uma melancolia mortal, é trágica.

O artista representa a vida como uma inevitável condenação. Sua pintura, violenta mas não selvagem, recupera o simbolismo de Gauguin.

Os quadros parecem carregados da angústia, da dor e da dificuldade de viver. Em Dança da Vida, tela concluída em 1900, estamos nos antípodas da “alegria de viver?’ de Matisse.

O amor expresso no casal ao centro, como conseqüência da promessa de vida (representada pela donzela-primavera, de branco, à esquerda), leva à morte (a mulher de preto, à direita); também a chama vermelha, que sai da mulher e queima o homem, pode ser interpretada como a força destruidora.

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Impressionismo: Artistas, Pintura, Contexto Histórico e Arte

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No Brasil, a arte moderna, que rompeu com as tradições acadêmicas, teve como marco a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, no ano de 1922. Ali o Impressionismo seria apresentado ao Brasil.

Contexto Histórico

Nessa época, pintores, escritores e músicos foram vaiados pelo público, que não entendeu sua proposta inovadora e contrária às normas estabelecido.

Com o passar dos anos, porém, esses novos padrões artísticos acabaram aceitos, e a nossa arte ganhou outros rumos.

No mundo, a arte moderna começou, quase cinquenta anos antes, em 1874, na cidade de Paris, e causou tanto escândalo como na São Paulo de 1922. Na época da exposição de 1874.

Paris ditava as normas da arte e da cultura para o resto do mundo ocidental. A pintura deveria ser acadêmica, feita na maioria das vezes no interior de estúdios e tratando de temas já consagrados.

Um grupo de jovens artistas, porém, era contra essas normas. Eram eles Claude Monet, Camille Pissarro, Alfred Sisley. Pierre Augoste Renoir e Paul Cézanne, entre ouque as sombras não são pretas ou cinzas, mas têm tons de várias cores.

E foi por lerem seus quadros recusados em exposições oficiais que resolveram montar a exposição de 1874 no estúdio de um fotógrafo.

O quadro Impressão: o Nascer do Sol, que foi xingado de “impressionista”, era de Claude Monet, hoje considerado o maior artista desse movimento. Apesar do desprezo do público, o Impressionismo logo foi adotado por outros pintores. como Edouard Manet.

Impressionismo

o Impressionismo tinha rompido com a tradição acadêmica e inaugurara uma nova visão da obra de arte, baseada não nos temas representados, mas na maneira como são representados.

Partindo do Impressionismo, surgiriam o Pontilhismo (que utiliza pontos de cor em vez de pinceladas) e outros três grandes movimentos da arte moderna:

  • O Fauvismo (que vem do francês j”aiives = “feras”, e se inspira nas artes primitivas e nos desenhos infantis)
  • Expressionismo (que deforma as figuras para expressar o mundo interior do artista)
  • Cubismo (que leva mais adiante o caráter analítico do Impressionismo, decompondo as figuras não apenas em cores, mas também em ângulos).

Artistas e o Impressionismo

Impressionismo e seus artistas foram influenciados pela fotografia (da qual procuravam os ângulos estranhos), pelos progressos da física (que afirma que a cor é um reflexo da luz nos nossos olhos, e não tem um tom permanente, pois muda conforme o ângulo e a intensidade da luz) e pelas gravuras japonesas (centradas em temas efêmeros, como flores e ondas do mar), que começavam a ser descobertas na Europa.

Apoiados pelos físicos, os impressionistas afirmavam que a linha (contorno preto) não existe na natureza, sendo mera convenção de desenho: e que as sombras não são pretas ou cinzas, mas têm tons de várias cores.

Por isso os impressionistas pintavam ao ar livre, ‘a luz do sol, para captar a “impressão” das cores, e usavam pinceladas de cores puras, que se misturavam nos olhos do espectador.

Para obter a “impressão” do verde, por exemplo, eles colocavam, lado a lado, pequenas pinceladas de amarelo e de azul – e, dependendo da distância em que se observasse o quadro, essas cores se fundiam em diferentes tons de verde.

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Neoclassicismo: Pintura, Arquitetura, Artistas e Escultura

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As qualidades essenciais desse estilo são a simplicidade e a austeridade das formas, o predomínio da linha reta, o equilíbrio entre as partes e o todo, e a simetria.

Tais características opunham-se à “desordem” do Barroco e ao gosto decorativo do Rococó, mas preenchiam as exigências de clareza e equilíbrio formuladas pelo pensamento iluminista.

Adepta do Iluminismo, boa parte da burguesia e até mesmo setores descontentes da nobreza aderiram ao novo estilo, batizado de Neoclassicismo.

Em 1789, a queda da Bastilha assinalou o inicio da Revolução Francesa, que levaria, nos anos sucessivos, à instauração do poder burguês. O Neoclassicismo tornou-se então o estilo dominante.

Características

A maior preocupação dos artistas do Neoclassicismo era fixar formas de beleza eterna que pudessem resistir ao tempo tanto quanto a produção artística greco-romana.

A Antiguidade clássica tornou-se, assim, objeto de um estudo apaixonado por parte dos novos artistas, que passaram a analisar os fundamentos da antiga arquitetura, a reproduzir estátuas gregas e romanas e a copiar os frisos decorativos e os motivos ornamentais das casas de Herculano e Pompéia.

Eles supunham ser esta a via mais direta de acesso ao seu ideal artístico.

Esculturas do Neoclassicismo

Enquanto o principal personagem da pintura do Neoclassicismo é um francês, o protagonista inconteste da escultura é um italiano: Antonio Canova, criador de um gosto e de um estilo que depois se difundiriam pelos países da Europa.

Nascido na região do Vêneto, em 1757, Canova já era um escultor famoso quando em 1781 partiu para Roma a fim de realizar algumas obras para o papado. A beleza universal, numa concepção rigorosamente clássica, foi a tônica da sua obra.

Não importava que os modelos fossem feios, demasiado magros ou gordos, ou que tivessem nariz arrebitado ou adunco: Canova sempre os retratava como atletas invencíveis com elegantes narizes gregos.

Entre suas obras destacamse: Hebe, Vênus e a célebre Pàulina Borghese, representação da irmã de Bonaparte, concebida pelo artista como uma encantadora Vênus reclinada.

Arquitetura

Todos os elementos da linguagem arquitetônica grega e romana estão presentes nas construções do Neoclassicismo.

De modo geral, os edifícios possuem um corpo principal com alas laterais e um salão no centro da planta, voltado para uma área externa um parque ou jardim. A disposição interna também é uniforme.

Na área central encontra-se, quase sempre, um saguão onde uma escadaria se destaca como o elemento ornamental mais importante.

A iluminação desses saguões é, freqüentemente, obtida através de urna claraboia central. Os telhados ficam ocultos por trás de balaustradas que encimam as fachadas.

Outro elemento muito utilizado são as colunas externas, obrigatórias nos grandes palácios e edifícios públicos. Erguidas numa linha paralela às edificações, elas formam extensas galerias.

Um exemplo dessa composição arquitetônica é a Igreja de Madeleine, em Paris, construída entre 1764 e 1842.

A expansão do estilo

Após a queda de Napoleão, o estilo neoclássico em arquitetura continuou a expandir-se por toda a Europa, chegando a atingir a América.

Na Itália, seus mais notáveis representantes foram: Pietro Bianchi (Igreja de São Francisco de Paula, em Nápoles) e Carlo Barabino (Teatro Carlo Felice, em Gênova).

Na Alemanha destacam-se: Cari Gotthard Langhans (Porta de Brandemburgo, em Beruni), Leo von Klenze (Gliptoteca de Munique) e Karl Friedrich voa Schinkel (Palácio do Corpo da Guarda, Berlim).

Na Inglaterra salientam-se Robert Smirke (Museu Britânico, em Londres) e John Nash (Cumberland Terrace, em Londres). Em sua versão inglesa, o Neoclassicismo passou aos EUA marcando sobretudo as construções de Washington.

Jacques Louis David no Neoclassicismo

Jacques Louis David foi um dos artistas que, em 1775, partiram para a Itália dispostos a desbravar a arte clássica.

Copiou baixos-relevos e estátuas para aperfeiçoar sua técnica, descobriu o desenho linear, as formas simples e diretas e aprendeu a ver os modelos contemporâneos sob o ponto de vista da obra antiga.

Finalmente, em 1785, pintou O Juramento dos Horácios, que provocou um verdadeiro choque nos meios artísticos da época. O contraste entre a severidade dessa obra e a pintura galante e rebuscada dos artistas rococós era notável.

Em O Juramento dos Horácios, David proclamava a superioridade do desenho sobre a cor e reabilitava o estudo da anatomia do corpo humano.

A musculatura dos personagens é descrita com rigor e sobriedade, revelando uma observação fiel à realidade. A tela, contudo, não é reprodução fotográfica de uma cena real.

Ela exalta o patriotismo, um dos fundamentos morais da República Romana. Por isso foi entusiasticamente recebida pelos que se opunham ao absolutismo da monarquia francesa.

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Arte Barroca: No Brasil, Características, Pintura e Origem

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Para reconquistar os que haviam sido desviados da fé romana pela Reforma protestante e esclarecer os que ainda se sentiam confusos quanto às doutrinas católicas, o Concilio de Trento (1545-63) resolveu transformar os cultos religiosos num espetáculo suntuoso e envolvente.

Essa meta tomou a Arte Barroca a arte da Contra-Reforma, um movimento católico que se propunha reconquistar os fiéis e recuperar o terreno perdido para os protestantes.

Artistas

O sopro renovador que atingiu a arquitetura e a escultura logo se fez sentir na pintura, que nesse período se caracteriza pelo emprego de cores vistosas e composição exuberante.

Um dos grandes artistas da época foi o pintor-arquiteto Pietro da Cortona, responsável pelos afrescos executados no teto do Palácio Barberini, conhecidos como As Glórias da Família: ali predominam os motivos arquitetônicos, brasões heráldicos, guirlandas de flores, personagens míticos e históricos.

Esses afrescos são marcados pela representação de falsa arquitetura: palácios ou igrejas pintados de modo a prolongar o espaço interno.

Os anjos em revoada, seres alados e guirlandas de flores, recursos intensamente utilizados por Pietro da Cortona, também aparecem na obra de outros pintores da época.

Os sucessores de Cortona foram o genovês Giovanni Battista Gaulli, chamado Baciccia, e o jesuíta Andrea Pozzo.

Outra modalidade de pintura barroca foi iniciada, ainda em Roma, pelo holandês Pieter van Laer, cujos alunos Viviano Codazzi, Pier Leone Ghezzi e Michelangelo Cerquozzi a exemplo do mestre, dedicaram-se aos chamados quadros de gênero, inspirados em cenas simples da vida cotidiana.

As artes menores

O luxo, a suntuosidade, a extravagância caracterizam móveis, cerâmicas, vitrais e jóias do período da arte barroca. O interior dos palácios era decorado com móveis entalhados, dourados e, frequentemente, sem nenhuma utilidade prática a não ser a de servir de apoio a. outro objeto.

E o caso do console, tão em voga no século XVII. Leitos e armários também eram sobrecarregados de ornamentos, muitas vezes imitando obras arquitetônicas. A tapeçaria e a cerâmica entraram em declínio, enquanto a arte barroca da porcelana cresceu, popularizando os bibelôs afetados e vistosos.

Arte Barroca na Europa

Dominados pelo catolicismo, a Áustria e o sul da Alemanha foram também um terreno fértil para a expansão do Barroco, ao contrário da região setentrional dos Países Baixos, que se libertou do domínio espanhol durante o século XVI, formando uma nação independente.

Com o nome de Províncias Unidas ou Holanda, o novo país desenvolveu características próprias, basicamente burguesas e protestantes.

Essa situação possibilitou o florescimento de uma pintura bastante original, que retrata a vida cotidiana da burguesia e cujos grandes mestres foram Rembrandt van Rijn, Frans Hals e Jan Vermeer.

Arte Barroca no Brasil

Responsável por algumas das mais valiosas obras da arte colonial, a Arte Barroca no Brasil desenvolveu-se a partir do século XVII em alguns centros importantes, como Salvador, Recife e Olinda.

Mas foi no decorrer do século XVIII, em Minas Gerais, que alcançou seu apogeu, florescendo na arquitetura, na pintura e na escultura de Ouro Preto, São João dei Rei, Congonhas do Campo, Mariana.

Essas cidades surgiram quase por encanto, como resultado do enriquecimento da região provocado pela descoberta de grandes jazidas de ouro. Suas igrejas, em geral simples por fora, são internamente ricas em pinturas, esculturas e talhas douradas.

Nesse sentido, um dos melhores exemplos é a pequena Igreja de Nossa Senhora do O, em Sabará, onde uma ornamentação exuberante se esconde atrás de singelas paredes brancas, emolduradas por uma estrutura quase tosca.

Segundo alguns estudiosos, isto se deve ao fato de os escultores, entalhadores, marceneiros, estofadores, pintores e douradores terem maior liberdade de expressão do que os arquitetos, muitas vezes limitados pelas normas da ordem religiosa que os contratava.

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Arte do Renascimento: Características, Pintura e Arquitetura

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A arte do Renascimento foi um movimento, literário e filosófico dos séculos XV e XVI, originado na Itália e em seguida ampliado para outras regiões da Europa.

A civilização do Renascimento é vista como “mãe” da que a sucedeu no Ocidente. A consagração desse conceito deve-se sobretudo a dois historiadores que viveram no século XIX, o francês Jules Michelet e o suíço Jacob Burckhardt. Especialmente nas obras de Michelet, o Renascimento aparece como antítese absoluta da Idade Média.

Nesta, a ciência e a própria natureza teriam sido banidas da experiência humana, e o homem teria abdicado de sua liberdade; Arte do Renascimento, com a retomada da sabedoria da Antiguidade clássica, marcaria a “descoberta do mundo e do homem”.

Arte do Renascimento

No início do século XV, a belíssima catedral da rica cidade de Florença apresentava um problema: faltava-lhe a cúpula. A construção do templo, iniciada em 1294, chegara até o “tambor” octogonal, com 40 m de diâmetro, destinado a sustentar a cúpula, mas depois disso os trabalhos haviam sido interrompidos.

Ao serem retomados, já no século XV, o espírito da Arte do Renascimento, inclusive a arquitetura. O problema, portanto, era duplo.

Em primeiro lugar, tratava-se de construir, dentro do novo estilo, uma cúpula que se assentaria sobre um edifício medieval (gótico toscano), sem provocar grande contraste visual.

Em segundo lugar, devido às enormes dimensões da cúpula, era praticamente impossível erigi-la recorrendo-se às tradicionais estruturas de sustentação feitas de madeira.

Filippo Brunelleschi, natural da própria Florença, foi quem conseguiu solucionar satisfatoriamente os dois aspectos da questão. Escultor e ourives notável, além de arquiteto, Brunelleschi estudara as construções antigas de Roma e dominava as técnicas greco-romanas.

O projeto que apresentou era de uma cúpula composta de duas calotas, uma externa e outra interna, separadas por um interstício; isso permitiria distribuir melhor o peso da enorme construção de alvenaria.

Por outro lado, essas calotas seriam formadas de tijolos dispostos segundo o esquema “espinha de peixe”, entre uma armação de vigas de pedra. Isso possibilitaria erguer as paredes da cúpula sem necessidade de sustentação externa. A proposta de Bruneileschi foi aceita em 1420, e a construção da cúpula foi em concluída em 1436.

Pintura

A pintura tem apenas duas dimensões (largura e altura); a técnica da perspectiva, porém, possibilita representar também a terceira dimensão – a profundidade.

Essa técnica foi estudada e aplicada por todos os artistas renascentistas, a partir de Bninelleschi e do genovês-florentino Leon Battista Alberti.

As obras de Paolo Ucceilo são fundamentais para o estabelecimento da perspectiva como cânone estético. Na sua Batalha de São Romano (1456-60).

Arquitetura

Em 1414, foi encontrado no Mosteiro de Monte Cassino um manuscrito de Marco Vitrilvio, arquiteto e engenheiro que viveu em Roma no século 1 a. C.

Tratava-se de um compêndio de arquitetura onde se explicavam, entre outras coisas, as diversas maneiras de construir uma cidade. Graças à invenção da imprensa, o manuscrito foi transformado em livro e difundiu-se por toda a Europa.

Assim, iniciou-se o debate sobre o tema “cidade ideal”, do qual participaram alguns dos artistas mais importantes da Renascença.

Surgiram projetos grandiosos (muitos dos quais ficaram no papel), como o de Antonio Averulino, arquiteto também conhecido pelo nome de Filarete, que projetou para Francesco Sforza, o senhor de Milão.

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Arte Gótica – Arquitetura, Origem, Características e Pintura

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A universidade de Sorbonne, fundada em 1257, tornou-se o posto avançado das novas idéias religiosas. Foi nesse novo mundo – as cidades -, e sob o patrocínio da igreja, que surgiram as primeiras manifestações da arte gótica: as catedrais.

Corporações de artesãos eram contratadas pelos bispados para erguer esses imponentes edifícios de pedra, que se constituíram no próprio símbolo da cidade. A Igreja foi, de fato, o maior cliente dos artistas e artesãos da época.

Arquitetura, escultura, pintura e demais manifestações de Arte Gótica (séculos XII a XIV) são obras anônimas, fruto das corporações de profissionais. Mesmo quando uma obra é atribuída a um mestre, em geral ele não a fez sozinho.

Características

O estilo da Arte Gótica  não se limitou à França nem se manteve inalterado ao longo dos dois séculos de existência. Foi adotado por outros países, como a Alemanha, a Inglaterra e a Espanha, onde sofreu algumas variações.

Nenhuma, porém, alterou sua característica principal: a verticalidade, presente nas catedrais e nas figuras alongadas dos vitrais, tapeçarias, estatuária e pintura.

Arquitetura

De modo geral, pode-se dizer que quase todas as manifestações da arte gótica são complementares à arquitetura. A escultura tinha uma função decorativa, dentro e fora das construções.

Sobre os pórticos e ao seu redor, nas arquivoltas, em todos os cantos das paredes laterais, desfilam Cristos e Virgens, santos e profetas, narrando episódios da história sacra. São figuras esguias, um pouco rígidas em sua postura, mas a fisionomia tenta exprimir emoções.

A medida que se avança no período da Arte Gótica, observa-se que as figuras ganham cada vez mais movimento e que existe uma preocupação em aproximá-las de modelos da realidade.

Pinturas

Uma das mais importantes manifestações pictóricas do período da Arte Gótica são as iluminuras, pinturas de dimensões reduzidas, feitas em aquarela ou têmpera, destinadas a ilustrar manuscritos. As cenas são religiosas ou representam aspectos da vida cotidiana.

Já os temas dos afrescos (assim chamados porque eram pintados na parede enquanto a argamassa estava fresca) e a pintura em madeira reproduzem, sobretudo, cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria.

O fundo dourado é uma constante é há uma preocupação com .a profundidade, ou seja, esboça-se a perspectiva, que representa a grande conquista dos pintores italianos do século XIV. Os vitrais tinham uma função arquitetônica.

Deviam preencher os espaços vazios deixados pela estrutura de pedra e permitiam a iluminação do edifício, filtrando a luz em manchas coloridas.

Eram constituídos de pedaços de vidro ordenados de modo a formar uma imagem e ligados por nervuras metálicas. A tapeçaria foi a única arte gótica em que os temas profanos superaram os religiosos.

Caçadas, cenas míticas e cortesãs, tecidas com fios de lã, seda, ou mesmo ouro e prata, decoravam as paredes internas dos edifícios.

Arte Gótica nas Igrejas

Nas igrejas românicas, que precederam as góticas, usava-se o arco de meia circunferência, que fazia com que o peso da construção repousasse sobre as paredes.

Isso obrigava a um apoio lateral resistente: pilares maciços e paredes muito espessas com poucas aberturas para o exterior.

Até o século XII, não se descobrira como utilizar a abóbada para cobrir o cruzeiro do transepto (galeria transversal que forma os braços da cruz nas igrejas medievais).

Os arquitetos no período da Arte Gótica resolveram o problema criando o arco quebrado, ou ogiva, formado por duas curvas que se encontram num ângulo agudo.

Para construir uma abóbada em ogiva, erguiam-se quatro arcos quebrados em torno de um quadrilátero; depois, a partir dos vértices, mais duas ogivas que se cruzavam no centro.

A tensão e o peso da abóbada criavam duas linhas de força: uma vertical, suportada pelas colunas, e outra horizontal, suportada pelos arcobotantes, pilares laterais externos que, por sua vez, transmitiam parte do peso aos contrafortes.

Com o peso assim distribuído, as paredes deixavam de ser apenas elementos de suporte, podendo tornar-se mais leves e comportar maior número de janelas. Os vitrais assumiram essa função.

O emprego de ogivas, um dos fundamentos da arquitetura gótica, criou uma nova estética: os edifícios se alongaram, e a verticalidade se impôs a todas as artes complementares à arquitetura.

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Arte Românica: Características, Pintura e Escultura

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Os exemplos mais interessantes de pintura da arte românica provém da Espanha. em particular das regiões de Castela e da Catalunha.

Um retábulo do século XIII. Os Arcanjos Rafael e Gabriel Transportam uma Alma Piedosa ao Céu (Museu de Arte Catalã, Barcelona), exemplifica os traços mais marcantes da pintura românica espanhola: contornos definidos, cores vivas, dramaticidade.

Para esse resultado, contribuiu a tradição dos árabes, estabelecidos a sudoeste da península Ibérica até o século XV, cuja influência se manifesta em todos os campos da arte espanhola.

Escultura da Arte Românica

No período da Arte Românica a escultura cumpre apenas a função de preencher os espaços vazios dos elementos arquitetônicos e atenuar a sensação de opressão criada pelo peso” do edifício.

Pode-se dizer, portanto, que a escultura é um complemento natural da arquitetura, adaptando-se a ela e servindo para decorar e “contar histórias”, Figuras humanas, monstros fantásticos, motivos geométricos e vegetais, cenas da vida de Cristo e dos santos estão presentes interna e externamente nas construções religiosas desse período.

Nas fachadas são comuns as representações do Apocalipse com anjos, bestas e demônios, compondo cenas que lembravam aos fiéis os perigos da tentação.

Os relevos, mais frequentes que as estátuas individuais. preenchem espaços ao redor dos pórticos (entradas), aninham-se por sobre as pilastras, jorram das pias de água benta, adornam arcos, formam colunas, transfiguram-se em capitéis (parte superior das colunas), sempre se adaptando às linhas da escultura.

O românico francês, por exemplo, leva às últimas consequências essa integração; se a cena esculpida se desenrola num capitel, adquire as dimensões dele; se é representada numa coluna, assume sua verticalidade; se cobre um trecho de teto, ou o alto de uma porta, observa-se um grande cuidado no sentido de que as figuras não caiam no vazio.

A tendência é não deixar nenhum espaço sem imagem. E as imagens cumprem rigorosamente suas funções decorativa e informativa: na escultura, os fiéis encontram o patrimônio iconográfico e episódios familiares de todo bom cristão.

Os relevos são tratados com extrema vivacidade, expressa ora no sentido rude e viso- roso da forma, ora através do frescor ou da ingenuidade do tema. Trata-se, quase sempre, de obras anônimas, pois na época o artista ainda não havia se destacado do artesão.

A Pintura da Arte Românica

A pintura da arte românica, por sua vez, não chega a participar, como a arquitetura e a escultura, do efervescente clima de inovações, no período românico.

Sobretudo na hália, ela continua na penumbra das naves ou sob a luz ténue das cúpulas, evocando místicas presenças de tradição oriental (principalmente bizantina).

A pintura bizantina, porém, tinha certas características que acabaram limitando o pintor românico: a cor era padronizada; as figuras, estáticas e solenes, eram quase sempre representadas de frente ou de perfil.

Na Arte Românica não havia movimento e as imagens, sem profundidade, pareciam condenadas aos limites das duas dimensões. Como não trabalhava observando a natureza, o artista românico não tinha uni ponto de partida que lhe pudesse sugerir como tratar a cor, o movimento ou a profundidade.

Talvez isso explique por que o românico valoriza tanto a escultura: as dimensões espaciais dadas pela pedra facilitam a representação de um acontecimento em três dimensões, permitindo que os corpos se exprimam pelo movimento.

Assim, salvo raras tentativas, a pintura românica está mais bem representada pelas iluminuras – pequenos desenhos coloridos que complementam um texto escrito, quase sempre de caráter religioso.

Na pintura românica, além da iluminura, empregavam-se praticamente duas técnicas: ou se pintava sobre a parede recoberta de uma camada de argamassa fresca — o afresco —, ou sobre uma superfície de madeira.

Neste caso, as tábuas ficavam quase sempre atrás do altar, sendo por isso chamadas de retábulos.

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Arte Bizantina: Arquitetura, Mosaico e Características

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O apogeu de Bizâncio corresponde à época de afirmação da Igreja cristã. Constantino tornara o cristianismo a religião oficial do Império Romano, e essa passagem da clandestinidade à oficialização iria refletir-se intensamente na arte. Assim estaria para nascer a Arte Bizantina que conhecemos hoje.

Características da Arte Bizantina

A mudança mais significativa foi a perda de seu caráter popular: as catacumbas, que ocultavam modestas criações, fruto da humildade pregada pela nova religião, cederam lugar a uma arquitetura monumental, decorada com fausto.

A noção de pobreza foi substituída pela concepção imperial de ostentação. A arquitetura procurou uma síntese entre as formas clássicas e os princípios cristãos.

Nas paredes. profusamente decoradas, o mosaico passou a ter unia função básica como elemento ornamental. Essa orientação iria converter-se num estilo novo, a partir do século IV.

Verdadeiras fortunas foram despendidas pelos cofres reais na construção de igrejas de grandes dimensões e luxuosa decoração.

A Igreja de Santa Sofia, projetada e executada pelos arquitetos Antêmio de Traias e Isidoro de Mileto entre 532 e 537 constitui a realização máxima da arquitetura de Bizâncio. Por muito tempo ela serviu de modelo para outras construções religiosas.

Santa Sofia Arquitetura

Sophia em grego significa “sabedoria”, e a igreja foi dedicada, por Justiniano, à sabedoria divina. A planta tem a forma de cruz grega, ou seja, quatro braços iguais.

A enorme cúpula, constituída por quatro grandes arcos que se apoiam sobre altos pilares, é circundada por quatro semicúpulas.

Segundo um antigo historiador, a nave central parece estar “suspensa no céu por um cordão de ouro”. Seu exterior despojado é o invólucro de um interior profusamente decorado por mármores e mosaicos.

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Arte Romana – Anfiteatro, Arquitetura e Características

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Em suas origens, a Arte Romana foi um “item” da pauta de importações, ou seja. uma espécie de artigo de luxo que vinha de fora.

Foi, de fato, após a conquista da Grécia, no ano 146 a.C., que se verificou, no campo das artes, uma verdadeira injeção de vitalidade e beleza.

O Anfiteatro na Arte Romana

O anfiteatro é unia construção típica da arquitetura da arte romana, onde se realizavam sobretudo lutas de gladiadores.

Essa construção, é constituída por unia arena central, geralmente elíptica, destinada aos espetáculos e às lutas e circundada por um muro (podiam), a partir do qual se estendem as arquibancadas reservadas aos espectadores (cavea).

O acesso às arquibancadas se fazia através de escadas internas e corredores que desembocavam em túneis (vomitoria).

Em torno da arena e sob ela ficavam as áreas reservadas aos gladiadores, às feras e à pane de serviço da grande construção.

Uma imensa tela (velarium), fixada em pilastras colocadas no alto do anfiteatro, protegia os espectadores da chuva e do sol. O anfiteatro mais antigo de que se tem noticia é o de Pompéia (ano 80 a.C.), construído sobre uma vala natural.

Pouco a pouco essas construções começaram a assumir características monumentais, com escadarias sustentadas por arcadas duplas (como o anfiteatro de Nimes. na França), ou triplas (como o anfiteatro de Verona), até chegar a ter quatro andares sobrepostos.

Arquitetura e Características

Catão, do mesmo modo que muitos outros austeros cidadãos romanos, teria preferido que seus conterrâneos continuassem simples e despojados como nos primeiros tempos.

Mas os romanos, nesse campo como em outros, deram provas do seu decantado realismo: da arte grega tomaram e assimilaram os elementos que mais bem se adaptavam ao seu temperamento e às suas necessidades, a exemplo do que tinham feito antes com a arte etrusca e do que fariam posteriormente com a arte romana.

E fizeram-no com bom senso e com bom gosto. Naturalmente, em suas produções artísticas, os aspectos predominantes são essencialmente técnicos e práticos.

Nesse sentido, a arquitetura da arte romana, onde o elemento estético – o belo – mais bem se concilia e se funde com os aspectos utilitário e funcional, foi a forma de arte preferida pelos romanos, que criaram edifícios característicos e originais, destinados a permanecer.

Entre eles destacam-se as pontes e aquedutos (alguns dos quais estão ainda em Funcionamento). termas e basílicas (que se eternizaram na arquitetura cristã).

Enfim, pode-se afirmar que os romanos, ainda que conquistadores no plano militar, foram conquistados no plano artístico, mas conseguiram ir além da mera cópia: ao contrário, desenvolveram suas formas próprias e legaram-nas às civilizações que os sucederam.

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