Ser Vivo: O que é? Conceito, Biologia e Reprodução


ser-vivo

Considerando-se organismos complexos como os coelhos, ou mesmo os protozoários e outros animais inferiores, ou ainda as plantas de qualquer tipo, não existe nenhuma dificuldade real em diferenciá-los de objetos inanimados: suas propriedades de ser vivo são inumeráveis e não permitem qualquer possibilidade de dúvida.

Reprodução

o único atributo que sempre permite diferenciar um ser vivo de um ser inanimado é a reprodução, ou seja, a capacidade que os seres vivos possuem de autoduplicar-se.



Os vírus não se alimentam no sentido exato do termo, não reagem a estímulos, não respiram e podem até ser cristalizados; no entanto, caso encontrem condições apropriadas, reproduzem-se.

Nos organismos mais evoluídos, melhor estruturados, a reprodução acontece de modo aparentemente bastante complexo. Seja qual for o ser vivo, porém, o que ocorre é, no fundamental, um fenômeno muito simples, observado em todos, sem exceção: a duplicação de substâncias denominadas ácidos nucleicos.

Base da vida

E quase certo que a vida sobre a Terra teve origem com a formação dos ácidos nucleicos, grandes moléculas nas quais, de maneira bem precisa e muito complexa, estão ligados entre si átomos de carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e fósforo.



Atualmente existem nos seres vivos apenas duas variedades básicas de ácidos nucleicos: o ácido desoxirribonucleico (conhecido principalmente por sua sigla, ADN) e o ácido ribonucleico (ARN).

Em condições favoráveis, essas moléculas apresentam uma propriedade simplesmente notável: a de autoduplicar-se, “recolhendo” os elementos necessários no ambiente circundante.

Quase todos os seres vivos possuem os dois ácidos nucleicos e os utilizam para a própria reprodução – num processo comandado pelo ADN e instrumentalizado pelo ARN.

A única exceção é constituída por alguns vírus, de estrutura muito simples, que só têm o ARN e reproduzem-se apenas através desse ácido.

Em nosso organismo (bem como no de quase todos os seres vivos) o ADN se acha localizado nos cromossomos, isto é, em organelas existentes no núcleo das células.

Características do ser vivo

Excitabilidade

Tanto um cachorro como um gerânio reagirão sempre, de alguma forma, a uma picada; naturalmente, no caso do gerânio á reação será muito menos ostensiva (e mais demorada), mas sem dúvida existirá.

Crescimento

Quase todos os seres vivos aumentam em massa e volume durante sua existência, ainda que a modalidade e intensidade do crescimento possam variar bastante.

Variabilidade

Entre exemplares da mesma espécie, vegetal ou animal, encontram-se sempre uma ou mais características que variam: coloração, dimensões, forma de determinadas partes, robustez etc.



Essas diferenças são determinadas pelas mutações, “desvios” que frequentemente acontecem na transmissão de caracteres hereditários.

Aproveitamento do ambiente externo

Todos os organismos, para viver, devem aproveitar de algum modo os recursos oferecidos pelo ambiente externo. Esse aproveitamento pode assumir formas extremamente variadas, mas consistem de dois processos fundamentais: a alimentação e a respiração.

A alimentação pode ocorrer pela incorporação de substâncias inorgânicas, ou pela ingestão de substâncias orgânicas de outros organismos.

O primeiro caso é o das plantas dotadas de clorofila, que executam a fotossíntese e fabricam seus próprios compostos orgânicos. O segundo processo é característico de todos os animais (inclusive o homem).

Já o fenômeno da respiração, que se desenvolve tanto nas plantas quanto nos animais, consiste na incorporação e utilização de oxigênio (fundamental para o desencadeamento das reações energéticas que se verificam nas células).

Ambiente e o ser vivo

Os organismos vivos não se limitam a aproveitar o ambiente, mas também o modificam sensivelmente. Um exemplo bastante claro desse fenômeno são as madréporas, corais construtores de recifes.

Esses organismos vivem nos mares quentes, onde crescem continuamente, formando colônias mais ou menos compactas e ramificadas. A principal substância que constitui seu esqueleto é o carbonato de cálcio, ou seja, a matéria-prima da rocha calcária.

Uma colônia pode crescer num ritmo superior a lo cm por ano. Desse modo, com o passar do tempo formam-se os grandes rochedos coralinos ou barreiras de coral, compostas de massas calcárias com dezenas de metros de espessura e vários quilômetros de comprimento.

Gostou do nosso artigo sobre O Ser vivo? Compartilhe!

Imagem- intellectuallearning.wordpress.com