Respiração: Tipos, Regras, Exceções, Brânquias e Cutânea

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Em todos os animais, sem exceção, as células absorvem oxigênio e liberam gás carbônico. As formas pelas quais o oxigênio do ambiente externo penetra no organismo, porém, são diferentes. Isso é respiração.

Diferenças

A primeira diferença, fundamental, diz respeito precisamente à natureza do oxigênio a ser absorvido: todos os animais que vivem em terra firme utilizam o oxigênio presente na atmosfera, enquanto os animais aquáticos geralmente usam o oxigênio dissolvido na água.

Mas essa regra comporta algumas exceções. O ditiscídeo, como se viu, respira oxigênio do ar, embora viva constantemente na água; o mesmo se verifica com outros animais, como as baleias e os golfinhos, que vivem na água, mas respiram oxigênio atmosférico.

Respiração na água

Assim, embora as águas abriguem alguns animais que respiram oxigênio atmosférico, a maior parte dos seres aquáticos utiliza para a respiração o oxigênio que está dissolvido na água.

Neste último caso, a respiração é mais fácil e requer um aparelho respiratório menos complexo que o dos animais terrestres.

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Respirando com a pele

Muitas espécies de animais cuja constituição orgânica é mais simples não dispõem de órgãos respiratórios propriamente ditos, mas absorvem o oxigênio através da superfície do corpo. E o caso, por exemplo, dos protozoários, das esponjas e dos celenterados.

As brânquias

A denominação brânquias indica os órgãos respiratórios dos animais aquáticos de uma maneira geral, mesmo que na realidade esses órgãos assumam aspectos muito diferentes nos diversos grupos.

Em alguns casos, a função respiratória é realizada por órgãos completamente diferentes, insólitos mesmo – como ocorre com os tubificídeos (vermes do grupo dos Anelídeos), cuja respiração se dá através da mucosa intestinal.

Respirar fora da água

Após mais de 500 000 anos transcorridos exclusivamente na água, os animais conseguiram conquistar a terra firme. Os primeiros traços fósseis desse evento remontam a 300 milhões de anos e indicam que os primeiros conquistadores pertenciam ao grupo dos Artrópodes. Como respiram esses pioneiros?

A traqueia

O órgão respiratório predominante entre os artrópodes é a traqueia, típica dos insetos e dos miriápodes. A traqueia consiste em tubos ramificados nas extremidades, com paredes reforçadas por anéis – característica que lembra a traqueia dos vertebrados.

A abertura desse órgão respiratório para o exterior faz-se através de orifícios existentes nos lados dos segmentos do corpo (os estigmas); para o interior, ramificam-se à maneira de vasos capilares, distribuindo oxigênio para todos os tecidos.

Nos grupos de insetos que compreendem os melhores voadores (como os dípteros e himenópteros), a traqeéia conduz também a câmaras aéreas particularmente amplas e desenvolvidas; assim, “inchado” de ar, o corpo desses insetos torna-se muito mais leve.

 

Os peixes: respiração por brânquias

Os peixes respiram pelas brânquias. Neste caso, trata-se de lâminas percorridas por numerosos vasos sanguíneos, existentes em ambos os lados da cabeça e abrindo-se, no interior, para o fundo da boca.

A água entra pela boca e sai pelos lados da cabeça, passando pelas brânquias e fornecendo-lhes oxigênio. Nos peixes cartilaginosos (tubarões e raias), as fendas branquiais abrem-se diretamente nos lados do corpo. O

equipamento respiratório do tubarão, mais primitivo que o dos peixes ósseos, obriga-o a mover-se sempre com certa velocidade, de modo a formar uma corrente de água ininterrupta passando pelas brânquias: é a única maneira de oxigená-las suficientemente.

Os peixes ósseos, ao contrário do tubarão, conseguem respirar mesmo mantendo-se imóveis na água; ocorre que suas brânquias são recobertas externamente por uma espécie de escudo, o opérculo, que se movimenta continuamente e bombeia água da boca para as brânquias.

Anfíbios e respiração cutânea

O termo “anfíbio— deriva do pego e significa “seres de vida dupla”. Trata-se de uma denominação adequada: os ovos e estágios jovens desses animais, com raríssimas exceções, são aquáticos, enquanto os indivíduos adultos vivem a maior pane do tempo em terra firme.

Essa diferença de adaptação reflete-se também em seu aparelho respiratório: uma es rã recém-nascida, ou seja, um girino, de possui brânquias e respira oxigênio dissolvido na água, como os peixes.

enquanto uma rã adulta respira ar atmosférico com pulmões rudimentares. Além disso, uma porcentagem notável do oxigênio necessário ao organismo dos anfíbios é absorvida pela superfície da pele a respiração cutânea.

Os estranhos pulmões dos répteis

De acordo com o grupo a que pertençam, os pulmões dos répteis podem assumir formas e tamanhos muito variados.

No camaleão, como se pode ver na figura à direita, os pulmões apresentam a extremidade subdividida em numerosos apêndices, enquanto nas serpentes devido à forma do corpo um dos pulmões é bastante reduzido e o outro excepcionalmente alongado.

Em algumas tartarugas aquáticas, por sua vez, os pulmões são protegidos’por câmaras ósseas; essa proteção permite que as tartarugas mergulhem a grandes profundidades, sem que os pulmões sejam excessivamente comprimidos pela enorme pressão da água.

Os sacos aéreos das aves

No grupo dos Vertebrados, o mais eficiente aparelho respiratório é privilégio das aves. Isso se deve ao fato de que os pulmões propriamente ditos são ligados a sacos aéreos na verdade dilatações dos brônquios que se insinuam entre os músculos e os ossos grandes.

Dessa forma, o movimento muscular exigido para o voo comprime e dilata esses sacos, o que acarreta uma excepcional ventilação dos pulmões aliás, bem mais intensa do que a observada nos mamíferos, cujos pulmões são bastante eficientes e atingem o maior grau de complexidade no reino Animal.

Os grandes pulmões dos mamíferos

A superfície interna dos pulmões dos mamíferos tem uma extensão incrível. Os pulmões do ser humano, por exemplo, possuem uma superfície correspondente à área de um apartamento pequeno ou médio.

Nos pulmões humanos, os brônquios formam uma espécie de ”árvore” cujos ”galhos” se subdividem em bronquíolos.

A extremidade do bronquíolo é formada por uma vesícula semelhante a um cacho de uvas com os bagos soldados: são os alvéolos pulmonares, cujas paredes constituem a vasta superfície que absorve o oxigênio do ar.

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