Origem da Vida na Terra: Como Surgiu? Primeiros Seres Vivos

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A 3 bilhões de anos algo importantíssimo acontece: A Origem da Vida na Terra. Trata-se no momento de seres microscópicos e de organização extremamente simples, mas que já apresentam as duas características fundamentais da “matéria viva”: capacidade de nutrir-se e de reproduzir-se.

Origem da Vida na Terra – Primeiros seres vivos

Como Surgiu?

As condições para a formação desses primeiros organismos vivos surgiram lentamente nos oceanos, através de uma série de reações químicas favorecidas pela composição da atmosfera vapor de água, hidrogênio, metano e amoníaco e pelas condições de calor, luz e descargas elétricas.

Segundo pesquisas que não têm mais de 30 anos, os primeiros sinais desse acontecimento remontam a 3,7-3,8 bilhões de anos.

A origem da vida na terra, aconteceu num período muito precoce da história do nosso planeta, mas sua evolução deu-se de forma muito lenta.

De 3 a 1 bilhão de anos atrás

Durante este período, a origem da vida na terra é exclusivamente aquática e vegetal. Inicialmente as águas são habitadas apenas por organismos microscópicos, constituídos de uma única célula.

Em seguida começam a desenvolver-se seres mais complexos, as algas de maior dimensão, formadas pela união de muitas células. São os primeiros organismos pluricelulares.

Outra importantíssima “conquista” desse período é a fotossíntese: capacidade que os organismos têm de fabricar seu próprio alimento a partir do gás carbônico, água e luz. As algas asseguram assim sua sobrevivência, bem como a de todas as formas vivas que delas se alimentam.

De 1 bilhão a 570 milhões de anos atrás

Nesse período registra-se um fenômeno de grande importância: o aparecimento dos primeiros animais. Das formas mais primitivas evoluem organismos cada vez mais complexos, num processo bastante rápido.

Tanto que, no final do período, já existem os principais filos inferiores de invertebrados: protozoários, poríferos (esponjas), celenterados, moluscos, equinodermários e diversas espécies de vermes.

Nesse meio tempo, as algas continuam a proliferar. São elas que, dotando a atmosfera de oxigênio livre, sustentam a população de invertebrados marinhos. Surgem também os artrópodes.

De 570 a 500 milhões de anos atrás

Nesse período aparecem animais ainda mais complexos, com aparelho digestivo e sistema nervoso bem desenvolvidos, freqüentemente protegidos por um esqueleto rígido.

A fauna se enriquece: já existem cerca de 1 500 espécies. A evolução dos artrópodes prossegue com o surgimento do trilobita (ilustração abaixo), antepassado distante dos camarões e das lagostas.

Alguns trilobitas são dotados de um órgão que lhes assegura grande vantagem sobre os outros animais: os olhos. Todos os seres habitam exclusivamente a água: as terras emersas são ainda áridas e sem qualquer traço de origem de vida na terra.

De 500 a 395 milhões de anos atrás

Nas águas dos lagos e dos rios aparecem os primeiros vertebrados, peixes de esqueleto interno cartilaginoso. Alguns deles vivem principalmente nos fundos e apresentam uma couraça que os protege dos gigantescos escorpiões aquáticos e de diversos predadores; outros, menos couraçados, nadam livremente.

No final desse período, plantas e animais começam a “sair” da água: primeiro as algas revestidas de uma carapaça que lhes permite manter a umidade; depois as primeiras plantas propriamente de terra firme, os musgos. Os primeiros animais que puderam sair da água foram os escorpiões, também protegidos por couraças.

De 395 a 345 milhões de anos atrás

Nesses 50 milhões de anos verificam-se acontecimentos fundamentais para o desenvolvimento da origem da vida na Terra. Samambaias gigantes e os antepassados das atuais coníferas formam as primeiras florestas, que se propagarão intensamente no período seguinte. Nos bosques vivem aranhas, centopeias e escorpiões.

Surgem os primeiros insetos e entre eles alguns semelhantes às baratas atuais. Proliferam várias espécies de peixes ainda fortemente couraçados, e que em alguns casos alcançam 9 m de comprimento.

Essas espécies, porém, estão condenadas a desaparecer brevemente. Formas rudimentares de pulmões desenvolvem-se em alguns peixes, permitindo-lhes distanciarem-se da água por certos períodos.

Desses peixes derivam os primeiros anfíbios, seres de “vida dupla”, que se adaptam às regiões de contato entre água e ar seco; suas quatro patas-nadadeiras permitem-lhes deslocar- se no solo.

Surgem também os vertebrados terrestres. No mar, vivem ainda enormes espécies de escorpião e os trilobitas, dominantes na época precedente, estão próximos da extinção.

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De 345 a 280 milhões de anos atrás

Florestas exuberantes, como a que vemos na ilustração abaixo, com árvores de até 30 m, recobrem boa parte da terra emersa. No bosque vivem artrópodes enormes; centopeias com meio metro de comprimento e libélulas ainda maiores.

Numerosas espécies de anfíbio habitam as profundezas de lagos e pântanos, de onde não se distanciam, uma vez que seus ovos só podem desenvolver-se na água.

Os primeiros répteis, ao contrário, põem seus ovos – que são protegidos por uma resistente casca calcária – em lugares secos. Com o surgimento dos répteis, os vertebrados completam a “conquista” da terra firme.

De 280 a 230 milhões de anos atrás

No início desse período, a maior parte das terras emersas encontrava-se coberta pelo gelo. Devido a essa drástica transformação climática, as florestas úmidas desapareceram e, com elas, muitos dos anfíbios de grande porte que as povoavam.

Com o retrocesso do gelo, os terrenos secos tornam-se dominantes. Ao novo ambiente adaptaram-se os répteis, entre os quais algumas espécies gigantes, dotadas, no dorso, de enorme crista. Extinguem-se os gigantescos escorpiões marinhos e também os peixes couraçados.

Os Répteis, de 230 a 140 milhões de anos atrás

Os répteis, especialmente os dinossauros, dominam incontestavelmente nosso planeta. Espécies de formas e dimensões o mais variadas possível vivem em terra firme, no mar e no ar.

Nesse período aparece o Diplodocus, dinossauro reproduzido na página seguinte, no alto. Animal tipicamente lacustre, com imenso corpo, pernas curtas e fortes, ultrapassava os 20 m de comprimento.

Os Mamíferos, de 26 a 1,8 milhões de anos atrás

É o grande momento dos mamíferos; povoam a Terra muitas das espécies atuais, ao lado de várias já extintas, como o mastodonte e o tigre-dente-de-sabre (ilustração à direita).

Nos mares vivem mamíferos de enormes dimensões: baleias – maiores seres vivos que apareceram no planeta – e cachalotes. No início deste período destaca-se um grupo de primatas, os driopitecos.

Deles derivam os chimpanzés, gorilas, orangotangos e ramapitecos – estes últimos importantíssimos porque constituem a ponte entre o macaco e o homem.

Os ramapitecos são um dos três gêneros da família do homem, e o mais primitivo deles. Os outros são os australopitecos e o Homo.

De 1,8 milhão de anos atrás

Nesse período grandes ondas de frio invadem a Terra; as calotas polares chegam muitas vezes a cobrir um terço do planeta, para depois se retraírem lentamente.

Os mamíferos, no momento em grande expansão, multiplicando-se e adaptando-se a todos os ambientes – tal como o haviam feito noutro período seus antecessores répteis – são duramente atingidos.

Algumas espécies conseguem resistir, revestindo-se de longos pelos: apareceram rinocerontes, ursos, bois e elefantes lanudos. Muitas, porém, foram vítimas de sucessivos extermínios.

Nesse período, o homem completa a sua evolução. Cerca de 1,2 milhão de anos atrás surge o Homo habilis: em seguida o Homo erectus e, finalmente, o Homo sapiens, espécie à qual pertence, com outras subespécies extintas, o homem atual.

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Imagem-  jovenscientistas7.blogspot.com.br          vix.com

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