Hereditariedade e Genética – Significado e O que é


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O mecanismo de hereditariedade e genética, pelo qual alguns caracteres passam de uma geração para a outra, reside em unidades invisíveis chamadas genes, contidas em formações filamentosas os cromossomos, que por sua vez se localizam no interior do núcleo das células.

Os genes são responsáveis pelas informações hereditárias da espécie; são eles que fazem com que animais e vegetais apresentem características que lhes são próprias, como o tamanho, a forma, a cor etc.



O que é Genética?

O estudo da hereditariedade chama-se genética. Enquanto a evolução se ocupa sobretudo em explicar e registrar as contínuas transformações sofridas pelas espécies, a genética, ciência da hereditariedade, incumbe-se dos mecanismos que vão regular a transmissão dessas características.

Hereditariedade

O patrimônio da hereditariedade que cada indivíduo recebe de seus genitores pode ser comparado a uma rica biblioteca na qual estão contidas todas as instruções necessárias à construção de um organismo.

A singularidade é que essa biblioteca está totalmente inserida na única célula da qual se origina cada indivíduo; os “livros” de que essa biblioteca se compõe correspondem aos cromossomos encerrados nessa célula.



Cada capírulodesses “manuais de instrução” são os genes, e as letras com que se escrevem as instruções são fragmentos de grandes moléculas as moléculas do ADN, ácido desoxirribonucleico.

A maior parte desses termos parece, à primeira vista, obscura e misteriosa. No entanto, com o material contido nestas páginas eles vão se tomar bastante compreensíveis e até familiares.

Cromossomos

todas as células humanas contêm 46 cromossomos. Essa regra, no entanto, tem uma exceção: a do espermatozoide (no homem) e da célula-ovo (na mulher), que possuem apenas 23.

Isso ocorre porque no curso da formação dessas células intervém um tipo especial de divisão celular, chamado meiose ou miose, na qual o número total de cromossomos é dividido ao meio.

Contudo, quando a célula-ovo e o espermatozoide se unem, somam os seus cromossomos, razão pela qual o zigoto possui 46, resultado da soma de 23 do pai mais os 23 da mãe.

Zigoto

Todo ser humano foi originado a partir de uma única e minúscula célula – o zigoto. Este é resultante da união de duas células especializadas denominadas gametas: uma delas, o espermatozoide, produzida pelo pai; a outra, o óvulo ou célula ovo, formada pela mãe.

O zigoto é, portanto, uma espécie de célula filha, que contém genes provenientes do pai e da mãe. E a combinação desses genes que vai definir como será o filho quanto aos caracteres da hereditariedade.

Formado, o zigoto sofre milhões de divisões celulares (pelo processo denominado mitose), que originarão o novo indivíduo, semelhante a qualquer outro ser humano, mas com características próprias herdadas.



Por exemplo: olhos azuis como os da mãe, cabelos crespos como os do pai, nariz parecido com o do avô etc.

dna

Genes e Genética

Durante séculos, o mecanismo de trans- missão de caracteres constituiu um mistério. Foi a partir do fim do século XIX que o estudo da hereditariedade tornou-se uma ciência autônoma.

O trabalho do abade austríaco Gregor Mendel (18221884), que por longos anos passou despercebido, representa o marco inicial da genética.

Foi Mendel quem lançou a hipótese de que as características de cada indivíduo seriam determinadas por pares de genes e que de cada uma dessas parelhas um gene seria de origem materna e o outro de origem paterna.

Os próprios genes, para Mendel, eram entidades misteriosas, mas com o tempo a ciência descobriu que eles são traços daqueles delicados filamentos os cromossomos.

A designação gene (do grego genos = raça) foi, porém, conservada, e dela derivou-se o nome da ciência que se ocupa da hereditariedade.

ADN: O CÓDIGO DA GENÉTICA

Depois que foram descobertas as leis que regulam a transmissão dos caracteres e de ter sido revelado que a chave do mistério se encontra nos genes, restava definir um aspecto muito importante.

A substância química que os compõe, e compreender de que forma um aglomerado microscópico de substâncias, localizadas no interior do núcleo celular, pode transmitir de uma geração para a outra informações tão precisas a ponto de reproduzirem no filho uma enorme quantidade de traços dos pais.

Tudo isso, descobriu-se, é possível graças às características particulares da substância que constitui os filamentos dos cromossomos.

Trata-se de uma substância orgânica que forma moléculas gigantes – o ácido desoxirribonucleico, conhecido pela sigla ADN.

A descoberta da estrutura do ADN foi fruto das pesquisas efetuadas por Maurice Wilkins e Francis Crick, biofísicos ingleses, e James Watson, bioquímico norte-americano, a partir da década de 1940.

Uma escada em caracol

Uma reconstrução de uma pequena porção de molécula de ADN (impossível porém de ser vista em qualquer microscópio) mostra que ela se assemelha a uma escada em caracol.

Os bordos dessa escada – os “corrimões” – são constituídos por moléculas de um açúcar (a desoxirribose) e moléculas contendo fósforo, que se alternam em sequência contínua.

Cada degrau da escada, por sua vez, é formado por um par de substâncias particulares denominadas bases nitrogenadas.

As bases nitrogenadas são de quatro espécies diferentes: adenina, timina, guanina e citosina. Estas combinam-se sempre da mesma maneira, como se fossem peças de encaixar: a adenina com a timina e a guanina com a citosina.

Um gene de um cromossomo pode conter 2 000 degraus desse tipo, ‘e os 46 cromossomos que existem em cada célula do ser humano contêm de 4 a 6 bilhões.

Quando os cromossomos se duplicam, as duas metades da escada separam-se, e sobre as bases nitrogenadas que ficaram livres encaixam-se as bases correspondente cada uma delas transporta um grupo fosfórico e unia molécula de desoxirribose.

Quando o processo termina, no lugar da cadeia originária encontram-se duas iguais entre si e, portanto, também iguais ao modelo inicial.

Assim, as células, mesmo se dividindo, conservam intato seu patrimônio da genética. O número de cromossomos e, em conseqüência, o comprimento dessas escadas variam conforme a espécie. Porém entre indivíduos da mesma espécie o comprimento das escadas é sempre igual; varia a posição dos nucleotídeos.

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Imagem- pixabay.com      inovacaotecnologica.com.br