Evolução e Origem Humana – Homem Primitivo


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Saara, a península Arábica e toda a área que se estende desde o planalto iraniano até a índia.

E bastante provável que tenha sido justamente nessas regiões que o ramo que daria Evolução e Origem humana, destacou-se do antigo tronco original dos primatas.



A vida livre e perigosa nos grandes espaços abertos, fora do ambiente protetor das florestas, obrigou nossos antiquíssimos antepassados a tirar o máximo proveito das próprias capacidades, aperfeiçoando-as e melhorando sempre mais, “inventando” sempre novas estratégias para tentar sobreviver nesse novo mundo, cheio de promessas mas também de contínuos perigos e ciladas.

Evolução e origem do homem

O homem, portanto, descende de símios já desaparecidos. E quanto a esses símios, qual seria sua origem? A Evolução humana se daria por conta deles.

Insetívoros ou primatas?

Em tempos muito remotos, há mais de 60 milhões de anos, alguns insetívoros adaptaram-se à vida sobre as árvores. Foi dessa forma que surgiram na face da Terra os primeiros representantes da ordem dos Primatas, à qual pertencem tanto os homens como os símios.



Quanto à aparência dessas espécies primitivas, acredita-se que fossem semelhantes aos tupaias, animaizinhos parecidos com pequenos esquilos e que vivem ainda hoje no sudeste da Ásia.

Durante muito tempo os zoólogos ficaram incertos, sem saber se os classificavam entre os insetívoros ou, como muitos preferem atualmente, entre os primaras.

Prossímios e símios, antes da Evolução do Humana

Os primaras primitivos deram origem a dois diferentes grupos de animais: o primeiro, compreendendo sobretudo espécies de hábitos noturnos, abrigava os antepassados dos prossímios, hoje encontrados apenas em Madagascar e em algumas outras regiões tropicais da África e da Ásia; o segundo reunia espécies de hábitos principalmente diurnos.

Este último grupo encontra-se na origem tanto dos símios sul-americanos quanto daqueles do Velho Mundo, o que inclui os antepassados do homem.

Homens e os símios

Se hoje ainda existisse nosso longínquo progenitor, o ramapiteco, todos o considerariam simplesmente um macaco. Os nossos antepassados mais distantes, portanto, eram símios, mas diferentes de qualquer espécie atual de macaco.

No entanto, qual o último “progenitor comum”, que teria dado origem ao homem, bem como a alguns dos símios atuais?

Para encontrá-lo, é preciso recuar no tempo quase 20 milhões de anos: foi nesse período que viveu o procônsul, um símio africano do qual derivam, conforme creem os cientistas, tanto o driopiteco (provável progenitor do chimpanzé e do gorila) como o ramapiteco, nosso mais que provável antepassado.

Dentre as espécies atuais, a que provavelmente mais se assemelha ao procônsul é o chimpanzé, que, portanto, em certo sentido, atualmente é o nosso parente mais próximo.



Não se trata, de qualquer forma, de um parentesco estreito: as diferenças entre homem e chimpanzé são certamente profundas.

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Os Australopitecos

Na história da evolução humana posterior dos hominídeos há um lugar muito importante ocupado pelos australopitecos (do latim e grego, “símios meridionais”).

Trata-se de seres não muito grandes mediam cerca de 1 ,5 m de altura caminhavam em posição quase ereta e , que eram capazes de utilizar ferramentas primitivas.

Infelizmente, ainda não se conseguiu encontrar fósseis dos australopitecos mais antigos (faltam justamente da- dos sobre hominídeos que viveram entre 10 e 14 milhões de anos atrás), embora se conheça bem a história dos australopitecos mais recentes.

Entre estes, distinguem-se dois agrupamentos de espécies, diferentes pela forma do crânio e dos dentes. Ao primeiro grupo, no qual provavelmente se encontra o progenitor dos homens, pertencem espécies com o crânio “leve” e com os dentes bastante pequenos.

Ao segundo grupo, que para alguns cientistas forma um gênero próprio (Paranthropus), pertencem espécies com o crânio maciço e a dentadura robusta, cujo regime alimentar era quase exclusivamente vegetariano.

Este segundo grupo sobrevivia ainda na África quando já existiam os homens propriamente ditos (gênero Homo), extinguindo-se sem deixar descendentes.

Os “homens” do vale do Orno

Até alguns anos atrás, quase todos os cientistas reconheciam como último progenitor do gênero Homo a mais comum espécie de australopiteco, o Australopithecus africanus, cujos primeiros fósseis foram descobertos em Taung, na África meridional.

No entanto, essa opinião teve de ser reformulada quando foram encontrados alguns importantes testemunhos na região de Atar e no vale do rio Orno, na Etiópia.

Tratava-se de restos fósseis contemporâneos dos australopitecos comuns, mas definitivamente mais adiantados na linha evolutiva que teria levado ao homem.

Os primeiros, mais antigos (quase 3 milhões de anos atrás), foram atribuídos a um australopiteco particularmente “desenvolvido”, batizado Australopithecus africanus.

Os segundos (com cerca de 2,5 milhões de anos) pertenciam, no entanto, a uma espécie já descoberta alguns anos antes em Olduwai, na Tanzânia, e denominada Homo habilis, pois junto aos fósseis foram encontrados utensílios e instrumentos grosseiramente trabalhados.

Ambas as espécies, de qualquer forma, eram intermediárias entre os homens e os australopitecos. Seus antepassados diretos são desconhecidos, mas é provável que se assemelhem ao Australopithecus africanus, que, apesar de não ser mais antigo, certamente é mais primitivo.

 

O “resultado final”

Os primeiros restos fósseis que podem ser atribuídos com relativa segurança à nossa espécie, forno sapiens, têm mais de 300 000 anos.

Não eram seres iguais ao homem atual, mas homens muito primitivos, pertencentes a subespécies já extintas.

Entre estas, a mais célebre é o homem de Neanderthal (forno sapiens neandertalenses), uma subespécie que prosperou durante as grandes glaciações e que, provavelmente, não é antepassada direta do homem atual.

Quase certamente, ambos derivam de uma subespécie mais primitiva, comumente chamada homem de Steinheim (forno sapiens steinheimensis).

De qualquer forma, após o desaparecimento do homem de Neanderthal, o gênero humano passou a ser representado exclusivamente pela subespécie atual, forno sapiens sapiens, à qual pertencem também os famosos homens pré-históricos, como o homem de Cro-Magnon.

Nesse ponto, a evolução física do ser humano, como o conhecemos hoje, completou-se; os grandes progressos seguintes dependeram, única e exclusivamente, da evolução humana cultural da espécie, daquilo que foi criado e transmitido socialmente.

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