Classificação dos animais – Filo, Taxonomia, O que é e Como é

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Para a taxonomia, ramo da ciência que trata da classificação dos seres vivos, a unidade básica é a espécie. Por espécie se entende o conjunto de indivíduos semelhantes entre si e aos ancestrais em detalhes de sua estrutura, sendo tanto o macho como a fêmea capazes de gerar indivíduos também aptos, por sua vez, à reprodução.

Um mulo ou uma mula são híbridos, resultam do cruzamento de jumento e égua ou de cavalo e jumenta. Com pai., de espécies diferentes, o mulo e a mula são estéreis, incapazes de se reproduzir.

Sistema Binominal

Os taxonomistas dão a cada animal dois nomes latinos: o que vem em primeiro lugar, escrito com inicial maiúscula, indica o gênero: o que vem em segundo, em minúscula, designa a espécie.

Essa nomenclatura dupla indica o agrupamento e a subdivisão dos seres vivos em diferentes categorias, de acordo com a sua afinidade.

Assim, enquanto lupus (que é um adjetivo) pode ser considerado o nome próprio do lobo (escrito com inicial minúscula), Canis (um substantivo) corresponderia ao seu “sobrenome”, ou seja, um nome dado não apenas ao lobo mas também às outras espécies que lhe são afins.

É o caso, por exemplo, do cachorro doméstico (Canis familiaris); do dingo australiano (Canis dingo) e do próprio coiote (Canis latrans).

Quando populações de uma mesma espécie separadas no espaço são diferentes, os taxonomistas classificam-nas em categorias inferiores diferentes: as subespécies que aparecem indicadas com outro adjetivo em latim, com inicial minúscula, logo após a espécie.

Um exemplo de subespécie é a nossa própria. O homem atual é chamado em linguagem científica Noma sapiens sapiens; o homem de Neanderthal recebeu o nome de Noma sapiens neandertalenses. Tanto um quanto o outro pertencem, entretanto, ao mesmo gênero e espécie.

A espécie

Os indivíduos que pertencem a uma de terminada espécie são similares entre si e distinguem-se das outras espécies por algumas características.

O lobo distingue-se das espécies afins por: 2 m de comprimento, incluindo a cauda (30 a 50 cm), e pesa entre 40 e 55 kg. O seu “primo” coiote não excede 1,50 m, incluindo a cauda, e seu peso máximo é 23 kg;

O gênero

No gênero estão reunidas, geralmente, as espécies com afinidades entre si. O gênero Canis, por exemplo, ao qual pertence o lobo, inclui oito espécies: o cão ico, quatro tipos de chacal, o coiote, o dingo e o lobo.

A família

Gêneros afins são reunidos em categorias denominadas famílias. Os nomes pelos quais as famílias são indicadas derivam do nome do gênero mais representativo da mesma família e terminam com a desinência (deos. A família do lobo, por exemplo, é a dos Canídeos.

A ordem

É constituída de famílias aparentadas entre si. Como todos os representantes dos Canídeos são conhecidos comedores de carne, a taxonomia agrupa-os na ordem dos Carnívoros.

Na mesma ordem, porém, estão incluídas as focas e outros mamíferos marinhos que muitos estudiosos preferem incluir numa ordem mais específica: a dos Pinípedes.

A classe

De modo geral a classe é uma categoria sistemática muito precisa pois abarca grupos de animais que, embora diferentes no aspecto, possuem características exclusivas.

Os Canídeos pertencem à classe dos Mamíferos, grupo de animais que se caracterizam, sobretudo, pela presença de glândulas mamárias.

O filo

Compreende classes cujas espécies frequentemente divergem muito em termos de aspecto mas se assemelham na organização interna.

Os lobos pertencem ao filo dos Cordados, que apresentam coluna vertebral ou que, pelo menos numa fase da vida, em notocórdio (corda dorsal fibrosa precursora da coluna).

O reino

Tradicionalmente, os organismos vivos são subdivididos em dois remos: o Vegetal e o Animal. Algumas correntes da taxonomia, no entanto, consideram como independentes mais dois: Protista (protozoários, fungos e algas) e Monera (bactérias e algas azuis).

Por que classificar

Dispondo-se da classificação de um determinado ser vivo, é relativamente fácil compreender seu processo evolutivo e saber quais outros seres são seus parentes.

Há outros usos mais práticos da taxonomia, também. A identificação detalhada que ela permite auxilia, por exemplo, no combate às espécies nocivas ao homem, aos animais e às plantas e na preservação das que são úteis.

As armadilhas da aparência

Para estabelecer o grau real de parentesco entre as numerosas espécies de animais não basta levar em conta apenas uma característica.

Seria impossível, naturalmente, dividir em um único grupo todos os animais alados. Para compreender o motivo, basta observar o esquema à esquerda, que demonstra que, em termos de características estruturais, um pássaro, na realidade, tem mais afinidades com um peixe do que com outro animal com asas: a borboleta.

Esse exemplo simples esclarece também por que os taxonomistas reuniram em um único filo os pássaros e os peixes e num outro filo as borboletas.

Como classificar

Os caracteres usados pelos taxonomistas como base de reconhecimento têm variado desde Lineu. Antes da obra revolucionária de Charles Darwin A Origem das Espécies (1859), onde ele apresentou suas teorias de evolução e adaptação, levavam-se em conta sobretudo as características morfológicas, anatômicas, e fatores relacionados à distribuição geográfica.

Após as descobertas de Darwin, procurou-se apoiar as classificações numa base genética. A taxonomia moderna apóia-se não apenas nos caracteres hereditários transmitidos pelos cromossomos, mas também nas peculiaridades bioquímicas, fisiológicas, anatômicas, embriológicas, de comportamento e de distribuição geográfica.

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Imagem- descomplica.com.br

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