História do Cinema: Origem, Como Surgiu e Quem criou

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28 de dezembro de 1895, Paris. Em frente à entrada do Grand Café, no n°14 do Boulevard des Capucines, está exposto um vistoso cartaz a cores no qual está escrito em letras imensas: “Cinématographe Lumière”.

Alguns transeuntes são atraídos por aquela extraordinária palavra, “cinematógrafo “, e entram no local, onde estão arrumadas algumas fileiras de cadeiras diante de uma grande tela branca.

Que é que a gente vai ver naquela tela? – alguém pergunta. – Dizem que fotografias em movimento… Na sala, as luzes se apagam. O público, emocionado, prende a respiração.

Um barulho de engrenagens que começam a funcionar, uma nuvem de fumaça branca que se espalha pelo local… A grande tela se ilumina, e aparece unia locomotiva a vapor que corre em direção aos espectadores.

Fascinados, estes observam aquelas imagens trêmulas, e se dão conta de estar assistindo a alguma coisa memorável. E era exatamente isso: aquelas pessoas estavam assistindo aos primeiros passos da História do Cinema.

Veremos aqui Tudo sobre a História do Cinema!

História do Cinema: Origem e como surgiu

pois da invenção da fotografia – uma imagem fixa da realidade -, no fim do século XIX procurou-se conseguir imagens em movimento.

O problema, de caráter exclusivamente técnico, seria resolvido com um aparelho que projetasse as imagens à mesma velocidade em que eram tomadas.

Com efeito, o princípio em que se baseiam as imagens em movimento já era conhecido havia dois mil anos e, no século XIX, fora aplicado em brinquedos como o zootrópio.

Esse princípio, o da persistência da imagem, baseia-se no fato de que uma imagem persiste ou permanece impressa na retina por uma fração de segundo após o término da visão.

Se, por exemplo, girarmos rapidamente um cigarro no escuro, nós veremos um círculo luminoso e contínuo, Analogamente, se Lima sdrie de fetos 6 projetada h velocidade de 24 fotogramas por segundo (a velocidade padrão dos filmes de hoje), as imagens se fundem na retina dando a impressão de movimento.

Quem criou o Cinema?

Quem criou o Cinema? Bom, não se pode atribuir a invenção do cinema a uma única pessoa. Ela foi o resultado do trabalho de muitos pioneiros, sendo que três deles deram uma contribuição decisiva: o americano George Eastman que, em 1889, inventou o filme fotográfico de celuloide.

William Dickson sócio do inventor Thomas Alva Edison, que construiu um aparelho capaz de registrar no filme de celuloide 46 imagens por segundo; e, por fim, o próprio Edison, que criou o cinetoscópio, aparelho que reproduz o efeito de movimento pela projeção de fotografias fixas sucessivas.

A partir desse invento, em 1895, na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière construíram o cinematógrafo propriamente dito. Um aparelho de projeção de fotografias animadas.

Primeiros espetáculos

O primeiro espetáculo público da história da história do cinema consistia de dez curtíssimos documentários, entre os quais: a saída dos operários da fábrica Lumiêre; o jogo de cartas; a demolição de um muro; o desfile militar; ondas do mar e a chegada de um trem.

O jornal parisiense La Poste comentou assim esses filmes: “E a vida pela vida. O movimento da existência cotidiana”.

Primeiros Filmes do Cinema

O francês George Méliês, ilusionista e inventor de brinquedos, foi o primeiro a contar histórias com argumento, trama e atores.

O “mago de Montreuil”, como era chamado, realizou filmes fantásticos como Viagem à Lua e A Conquista do Pólo, utilizando diversas novas técnicas de filmagem. Algo que mudaria a História do Cinema.

Uma fusão, exposição múltipla, uso de maquetes, truques ópticos, precursores do que hoje chamamos de “efeitos especiais”. Foi uma explosão de fantasia graças à qual o cinema nasceu.

Quando perguntamos “Quem criou o Cinema?” Não podemos esquecer dos maiores contribuidores para arte.

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Cinema Mudo: A marca de uma História

A História do Cinema mudo é imortal também devido aos filmes cômicos. A comédia tornou-se um gênero clássico graças à contribuição de atores magistrais, e alcançou altíssimos níveis poéticos e interpretativos por obra de Charlie Chaplin e BusterKeaton, entre outros.

Charlie Chaplin, ator e diretor inglês radicado em Hollywood, criou, em 1924,0 imortal personagem Carlitos, o homenzinho símbolo da liberdade e dignidade do homem contra todas as formas de violência social.

Keaton, apelidado de “cara de pedra”, levou para a tela um personagem sempre sério c imperturbável diante de quaisquer adversidades.

Unia máscara trágica que, paradoxante, resulta numa irresistível comicidade, símbolo tragicômico da solidão humana e do absurdo da vida.

O filme mudo foi uma forma de arte em si. Era uma meio de comunicação universal, que podia ser entendido por qualquer pessoa em qualquer lugar.

Naturalmente, os filmes mudos não eram desprovidos de som. A maioria era projetada com um acompanhamento musical executado, de acordo com a importância do filme e da sala cinematográfica, por um pianista ou por uma orquestra.

A evolução do Cinema

Graças ao sistema Vita phone, que permitia a reprodução simultânea de imagens e sons em 6 de outubro de 1927 morreu o cinema mudo e nasceu o cinema falado.

Naquele dia, os espectadores presentes à estréia do filme O Cantor de Jazz, dirigido por Alan Crosland e produzido pela Warner Bros.

Quase não acreditaram em seus ouvidos quando ouviram AI Jolson cantar, quase em perfeita sincronia com as imagens. Nascia ali o cinema com som. Outra coisa que mudaria a História do Cinema.

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O Cinema de hoje

Nos últimos trinta anos na História do Cinema teve muitos grandes momentos: a preocupação social do free cinema (cinema independente) inglês; a metamorfose do cinema americano nos anos 70 o glorioso crepúsculo do western.

A valorização das cinematografias emergentes na  América Latina e Ásia; a descoberta das novas fronteiras da ficção científica de 2001 Uma Odisséia no Espaço, Guerra nas Estrelas e Blade Runner.

Hoje, o cinema enfrenta numerosos problemas: o superpoder da televisão e a progressiva disseminação do videocassete, a diminuição do número de espectadores.

O progressivo fechamento de salas, as insistentes notícias a respeito de uma crise irreversível- Apesar disso o “velho” cinema se encaminha para completar um século de vida em boa saúde.

Qual é o seu segredo? A capacidade de ainda ser uma inexaurível fonte de emoções, entretenimento, maravilha e ternura.

Existe uma bela imagem de um filme recente: uma enorme lua cheia brilhando na tela, atravessada pela bicicleta de um menino que consegue salvar um pequeno alienígena, náufrago na Terra, da maldade dos homens, levando-o consigo num voo surrealista e poético.

E uma viagem extraordinária, inesquecível e comovente de E.T., filme dirigido por Steven Spielberg, que prega a amizade e a solidariedade como valores universais.

Um conto de fadas moderno com final feliz, aparentemente fruto de mirabolantes e sofisticados efeitos especiais, mas na verdade inspirado na vontade de maravilhar e de se maravilhar própria do cinema dos primórdios e de sua eterna magia.

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Fonte:
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Imagem- maxiverso.com.br      blog.365filmes.com.br     coxinhanerd.com.br

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