Pop-Art: Características, Obras, O que é? E Contexto Histórico


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Pop-art, redução das palavras inglesas popular art (arte popular). É o nome dado à segunda manifestação artística original norte-americana.

Origem da Pop-Art

Divulgada na Europa com a Bienal de Veneza de 1964(a mais importante mostra internacional de arte), a pop-art. bem mais que sua antecessora, a odiou painting, provocou um alvoroço que se transformou rapidamente em popularidade.



O que é?

Praticada por artistas que estão muito longe de pertencer à classe popular, ela se reporta aos meios de comunicação e aos produtos da indústria para as massas. As massas que vivem nos aglomerados urbanos, as massas que vivem em metrópoles como Nova York.

Surgida na sociedade que foi a primeira a assumir, como modelo de vida, o universo tecnológico, a civilização das imagens e a cultura do consumismo, a pop-art subverte as estratégias do expressionismo abstrato.

Não procura evadir-se da realidade, mergulha nela em vez, de recusar os objetos, incorpora-os em nova proposta, com uma evidência nunca vista antes. O mesmo produto que o mercado e a publicidade impõem torna-se sujeito e objeto da atividade artística.



Em suas obras, os artistas introduzem objetos comuns, de uso, verdadeiros ou falsos, novos ou para se jogar fora. Algumas vezes os objetos são ampliados, multiplicados e deformados com evidente ironia, mas nem sempre é fácil perceber a atitude de crítica ou de condenação por parte do artista.

As obras da pop-art que já não podem ser classificadas como esculturas ou pinturas (por vezes são aglomerados de elementos heterogêneos e incômodos), parecem brotar de um sentimento que podemos definir como amor-ódio.

Contexto Histórico

Embora tenha sido chamada de popular, esta manifestação artística não foi compreendida pelo povo, que a tratou com a mesma intolerância reservada a outros movimentos da arte contemporânea.

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Característica das Obras

A primeira vista, a pop-art não parece diferente da publicidade: tanto uma quanto a outra nos impõem os produtos comerciais e industriais, em disputa no mercado com alarde e obsessivamente.

Os visitantes do estande norte-americano da Bienal de Veneza de 1964 não sabiam como reagir diante de obras que, em vez de produzidas por artistas que estudaram desenho e pintura, pareciam ter sido executadas por operários com prática em esmaltes, solventes, colas especiais, resinas plásticas, chapas metálicas: operários hábeis em serlar, soldar, colar, montar, amarrar.

Para o público parecia difícil compreender a recusa radical dos meios expressivos que por tradição deveriam configurara pintura (óleo, têmpera, aquarela etc.) e a escultura (bronze, mármore, madeira etc.).

Até mesmo muitos críticos, lembrados da precedente arte informal, completamente abstrata e intimista, manifestaram sua perplexidade. Só com a distância do tempo compreende-se que as duas correntes artísticas norte americanas provêm de uma mesma exigência.



A arte informal e a pop-art têm em comum a recusa da inspiração e o anseio pela liberação. O desabafo libertador é e conseguido por meio de sinais. gestos emblemas em oposição à realidade ou então apropriando-se dessa mesma realidade.

A pop-art. sem negara civilização do consumo. vira do avesso o sentido da mensagem publicitária. Enquanto a publicidade, com sua estratégia de persuasão, anestesia nossa mente e nossa vontade, as obras da pop-art.

irônicas e divertidas. despertam a mente, sugerindo novas possibilidades estáticas. Para entender a pop-art torna-se necessário entender psicologia da forma e da cor, conhecer os mecanismos da percepção e possuir uni sadio senso de humor. Em geral, a arte moderna é contrária à seriedade.

Pop-Art no Brasil

No Brasil. a pop-art chegou em 1966, com a exposição Proposta que mostrou os primeiros trabalhos pop: Rubens Gershman, Cláudio Tozzi e Antônio Bandeira apresentaram misses, momentos da Guerra do Vietnam e vísceras.

Em seguida, Hélio Hoiticica apresentou seus Parangolés. Com Flávio Império, Tomoshigue Kusuno, Maurício Nogueira Lima e Nelson Leiner a pop art fincou definitivamente soas raízes no Brasil.

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Imagem- www.tes.com      1verso.tv