Neoclassicismo: Pintura, Arquitetura, Artistas e Escultura


neoclassicismo

As qualidades essenciais desse estilo são a simplicidade e a austeridade das formas, o predomínio da linha reta, o equilíbrio entre as partes e o todo, e a simetria.

Tais características opunham-se à “desordem” do Barroco e ao gosto decorativo do Rococó, mas preenchiam as exigências de clareza e equilíbrio formuladas pelo pensamento iluminista.



Adepta do Iluminismo, boa parte da burguesia e até mesmo setores descontentes da nobreza aderiram ao novo estilo, batizado de Neoclassicismo.

Em 1789, a queda da Bastilha assinalou o inicio da Revolução Francesa, que levaria, nos anos sucessivos, à instauração do poder burguês. O Neoclassicismo tornou-se então o estilo dominante.

Características

A maior preocupação dos artistas do Neoclassicismo era fixar formas de beleza eterna que pudessem resistir ao tempo tanto quanto a produção artística greco-romana.



A Antiguidade clássica tornou-se, assim, objeto de um estudo apaixonado por parte dos novos artistas, que passaram a analisar os fundamentos da antiga arquitetura, a reproduzir estátuas gregas e romanas e a copiar os frisos decorativos e os motivos ornamentais das casas de Herculano e Pompéia.

Eles supunham ser esta a via mais direta de acesso ao seu ideal artístico.

Esculturas do Neoclassicismo

Enquanto o principal personagem da pintura do Neoclassicismo é um francês, o protagonista inconteste da escultura é um italiano: Antonio Canova, criador de um gosto e de um estilo que depois se difundiriam pelos países da Europa.

Nascido na região do Vêneto, em 1757, Canova já era um escultor famoso quando em 1781 partiu para Roma a fim de realizar algumas obras para o papado. A beleza universal, numa concepção rigorosamente clássica, foi a tônica da sua obra.

Não importava que os modelos fossem feios, demasiado magros ou gordos, ou que tivessem nariz arrebitado ou adunco: Canova sempre os retratava como atletas invencíveis com elegantes narizes gregos.

Entre suas obras destacamse: Hebe, Vênus e a célebre Pàulina Borghese, representação da irmã de Bonaparte, concebida pelo artista como uma encantadora Vênus reclinada.

Arquitetura

Todos os elementos da linguagem arquitetônica grega e romana estão presentes nas construções do Neoclassicismo.

De modo geral, os edifícios possuem um corpo principal com alas laterais e um salão no centro da planta, voltado para uma área externa um parque ou jardim. A disposição interna também é uniforme.



Na área central encontra-se, quase sempre, um saguão onde uma escadaria se destaca como o elemento ornamental mais importante.

A iluminação desses saguões é, freqüentemente, obtida através de urna claraboia central. Os telhados ficam ocultos por trás de balaustradas que encimam as fachadas.

Outro elemento muito utilizado são as colunas externas, obrigatórias nos grandes palácios e edifícios públicos. Erguidas numa linha paralela às edificações, elas formam extensas galerias.

Um exemplo dessa composição arquitetônica é a Igreja de Madeleine, em Paris, construída entre 1764 e 1842.

A expansão do estilo

Após a queda de Napoleão, o estilo neoclássico em arquitetura continuou a expandir-se por toda a Europa, chegando a atingir a América.

Na Itália, seus mais notáveis representantes foram: Pietro Bianchi (Igreja de São Francisco de Paula, em Nápoles) e Carlo Barabino (Teatro Carlo Felice, em Gênova).

Na Alemanha destacam-se: Cari Gotthard Langhans (Porta de Brandemburgo, em Beruni), Leo von Klenze (Gliptoteca de Munique) e Karl Friedrich voa Schinkel (Palácio do Corpo da Guarda, Berlim).

Na Inglaterra salientam-se Robert Smirke (Museu Britânico, em Londres) e John Nash (Cumberland Terrace, em Londres). Em sua versão inglesa, o Neoclassicismo passou aos EUA marcando sobretudo as construções de Washington.

Jacques Louis David no Neoclassicismo

Jacques Louis David foi um dos artistas que, em 1775, partiram para a Itália dispostos a desbravar a arte clássica.

Copiou baixos-relevos e estátuas para aperfeiçoar sua técnica, descobriu o desenho linear, as formas simples e diretas e aprendeu a ver os modelos contemporâneos sob o ponto de vista da obra antiga.

Finalmente, em 1785, pintou O Juramento dos Horácios, que provocou um verdadeiro choque nos meios artísticos da época. O contraste entre a severidade dessa obra e a pintura galante e rebuscada dos artistas rococós era notável.

Em O Juramento dos Horácios, David proclamava a superioridade do desenho sobre a cor e reabilitava o estudo da anatomia do corpo humano.

A musculatura dos personagens é descrita com rigor e sobriedade, revelando uma observação fiel à realidade. A tela, contudo, não é reprodução fotográfica de uma cena real.

Ela exalta o patriotismo, um dos fundamentos morais da República Romana. Por isso foi entusiasticamente recebida pelos que se opunham ao absolutismo da monarquia francesa.

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Imagem-pt.wikipedia.org