Linguagem Musical: Comunicação, Elementos e Arte

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A linguagem musical, mais do que qualquer outra, tem o poder de elevar o espírito, estimular a fé, estabelecer uma comunicação misteriosa com a divindade.

Contexto Histórica da Linguagem Musical

Os achados arqueológicos, os grandes monumentos de épocas distantes, oferecem testemunhos de cerimônias grandiosas celebradas com a participação de centenas de músicos, cantores e dançarmos nas civilizações da Mesopotâmia e do antigo Egito.

A Bíblia está repleta de referências aos cânticos, às danças e à sua importância na vida espiritual do povo hebreu. O cristianismo manteve e ampliou o papel da música na adoração ao Senhor e, por algum tempo, a Igreja Católica normatizou e regulamentou a prática musical na Europa.

Encontramos, na música cristã, um grande número de obras-primas, ao lado de belos e comoventes cantos populares.

Hoje, os mais variados gêneros, do erudito ao folclórico, do gregoriano ao rock, estão pre- sentes nas diversas igrejas cristãs e não é raro ouvir-se o som severo do órgão junto com os acordes ritmados das guitarras e com coros.

Linguagem Musical

Em comparação com a poesia e com a literatura, a música está acima da barreira da língua. Um poema em francês ou um romance em alemão não nos dizem nada se não compreendermos essas línguas, mas podemos apreciar sem dificuldade a música francesa, alemã, americana etc.

Uma bonita música pode nos suscitar imagens, emoções e pensamentos ainda que não compreendamos sua letra.

Mesmo a música de civilizações e culturas muito diferentes da nossa que pode até nos chocar, pela diversidade dos padrões melódicos, rítmicos e harmônicos (além dos instrumentos e do uso da voz humana) pode ser intensamente usufruída.

Música dentro da Arte

Enquanto a linguagem das artes plásticas é constituída de elementos mais ou menos estáticos, a linguagem musical usa elementos que não podem ser imobilizados: melodia, harmonia e ritmo se desenvolvem no tempo.

Por isso, aquelas são consideradas artes espaciais, ligadas ao espaço, e a música, uma arte temporal, ligada a sucessão de elementos no tempo. Uma pintura ou uma escultura podem representar um objeto mais ou menos real, de algum modo reconhecível uma imagem “objetiva”, enfim.

A Linguagem Musical, ao contrário, prescinde da imitação de objetos ou elementos naturais. Pode representar algo que é sugerido pela imaginação do sujeito que a ouve.

Qualquer imagem, ideia ou sentimento é em boa parte subjetivo; o que existe de objetivo na música são apenas os sons e a maneira como são combinados entre si.

Um poema, um romance, um quadro, uma escultura, uma vez concluídos, existem como tais para sempre. Já a composição musical necessita sempre de quem a execute e, assim, a figura do intérprete tem um papel fundamental.

Ele é o artista capaz de transmitir as intenções, as idéias que o autor quis expressar, ou então de reinterpretar a obra, acrescentando-lhe novos valores. Pode-se dizer que uma obra musical renasce toda vez que é executada, sempre a mesma e sempre nova, como se tivesse acabado de ser

Papel da Música

Em qualquer tipo de espetáculo, a Linguagem Musical tem um papel insubstituível. Nas representações teatrais, acompanha os gestos, a coreografia, a declamação, para acrescentar algo mais à trama, para tornar o espetáculo mais fascinante e completo.

Certamente não há nada melhor do que a música para criar aquilo que se denomina “atmosfera”.

Ela pode indicar o sobrevir de um perigo em uma situação de aparente tranquilidade, contribuir para a caracterização de um personagem ou situação, predispor nosso ânimo ao espírito de um drama ou de uma comédia.

Quase sem exceções, o cinema e a televisão acompanham as imagens com a Linguagem Musical, que parece torná-las mais vívidas, mais emocionantes.

Quer o percebamos conscientemente ou não, a Linguagem Musical tem grande importância na maneira como apreendemos aquilo que estamos assistindo: é a linguagem musical que estimula a imaginação, acrescentando mais elementos ao que a encenação está transmitindo.

Em certos casos, como na ópera lírica, na opereta, no musical e no balé, a linguagem musical intervém como um dos protagonistas; aliás, pode-se dizer que se torna uma coisa só com a poesia, a ação, as artes cônicas, as danças.

O resultado é um espetáculo grandioso, capaz de proporcionar grande deleite aos olhos e aos ouvidos.

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