História do Teatro: O que é? Gêneros, Origem e Como Surgiu


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Na História do teatro ele foi o principal meio de satisfação de algumas necessidades humanas, tais como identificação, fantasia e catarse (purificação experimentada pelo espectador de certos sentimentos e emoções).

História do Teatro – O que é?

Isso quer dizer que o público paga para assistir a uma peça cuja história sabe ser fruto da imaginação de um autor; o espetáculo é realizado por atores remunerados para se transformar nos personagens da obra.



A trama e a interpretação despertam no público reações de identificação com um personagem e/ou com a situação.

Altamente emotivo, esse processo suscita nos espectadores alguns sentimentos (piedade, terror, solidariedade), de tal modo que ao fim do espetáculo eles estejam purgados, ou seja, aliviados dessas emoções.

Origem do Teatro

Nascido na Grécia, por volta do século VI a.C., a História do Teatro ocidental deve ainda a um grego – Aristóteles (século IV a.C.) – a primeira reflexão teórica sobre a natureza e os princípios que regem a arte dramática.



Com efeito, em sua obra intitulada Poética, Aristóteles definiu os principais elementos de uma peça teatral: o pensamento, a fábula, o caráter, a linguagem, a melodia e a encenação.

Embora com algumas variações, essa concepção prevalece ainda hoje, especialmente nas formas de teatro mais tradicionais.

O pensamento da peça é o ponto de vista do autor, sua maneira de encarar o mundo; está, por isso, condicionado à época, ao tipo de público a que se destina a obra e ao objetivo da mensagem.

Teatro na Grécia

Na Grécia do século V a.C., Eurípides escrevia tragédias nas quais criticava os deuses, afirmando suas teorias sobre a liberdade individual.

A atualidade de sua crítica faz com que suas obras continuem sendo montadas até hoje. A fábula corresponde à estrutura dos incidentes, ou seja, à trama, por meio da qual o dramaturgo expõe uma história. Caráter é o elemento do texto relativo às características psicológicas dos personagens.

E ele que vai configurar o que é próprio da essência do teatro: o conflito. Os gregos inventaram dois termos para designar caracteres opostos: protagonista (herói) e antagonista (vilão), algo que mudaria a História do Teatro.

O primeiro é frequentemente indicado no próprio título da peça (Medéia, Hamlet etc.). Os dois caracteres estiveram presentes na dramaturgia universal durante muito tempo.

Roteiro

Em fins do século XIX, contudo, os personagens tomaram-se psicologicamente mais complexos, nem inteiramente bons nem exclusivamente maus; apenas humanos, com qualidades e defeitos.



Assim, em muitas peças modernas o conflito trava-se na mente de um único personagem. Quinto elemento do teatro aristotélico, a música assumiu grande importância no século XIX, quando muitos dramas passaram a ser precedidos de aberturas musicais feitas com essa finalidade.

A mais famosa dessas aberturas é a que Beethoven compôs em 1810 para Egmont, de Goethe. Já no século XX, Bertolt Brecht, Peter Weiss e outros autores utilizaram melodias, ora na forma de canções, para comentar acontecimentos (Brecht), ora na forma de música instrumental, para acentuar instantes dramáticos da peça (Tennessee Williams).

Conceitos artísticos

Dos conceitos emitidos por Aristóteles, a linguagem e a encenação são, contudo, os que definem melhor a essência para a História do Teatro.

A primeira permitiu que a História do Teatro superasse o improviso do ator e se constituísse também como literatura. Isso possibilitou, por exemplo, que os grandes momentos da história da arte dramática pudessem ser conhecidos e continuamente recriados.

Enquanto literatura, o texto teatral tem exigências bem específicas: toda a exposição da história, a caracterização dos personagens e a comunicação dos estados emocionais são transmitidas unicamente através do diálogo.

Quanto à encenação, diz respeito aos aspectos visuais da montagem: cenário, luzes, roupas, objetos de cena, que ajudam o público a localizar a obra no tempo e no espaço.

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Principais Gêneros Teatrais:

Comédia: Situações do dia a dia c explorados os exageros do comportamento humano.

Tragédia: As tragédias inspiram “terror e piedade” no público, apresentando heróis valentes desafiando a morte.

Farsa: gênero dramático cômico. Situações de forma burlesca, visando apenas o humor.

Outros Gêneros Teatrais:

  • Tragicomédia
  • Drama
  • Melodrama
  • Auto
  • Pantomima
  • Teatro do Absurdo
  • Ópera
  • Musical
  • Teatro de Bonecos
  • Teatro de Revista
  • Teatro de Rua
  • Teatro de Sombras
  • Noh
  • Kabuki
  • Butô
  • Stand-up Comedy
  • Clown

Principais elementos de um teatro

Diretor

Sob diferentes designações, a figura do diretor sempre existiu na História do Teatro. No século V a. C., eram os próprios autores trágicos gregos que cumpriam a função, preparando o coro e os intérpretes.

Nos séculos seguintes, essa tarefa passou para o ator principal, o empresário (dono da companhia) ou continuou nas mãos do próprio autor; mas foi somente a partir do final do século XIX que o diretor submeteu à sua concepção a obra e a interpretação dos atores.

Pode-se dizer que a liderança da encenação cabe, desde 1890, ao diretor, sendo o francês André Antoine considerado o primeiro diretor no sentido moderno, seguido pelo russo Stanislavski.

Com a visão aguda de um artista plástico, o ouvido de um músico e a consciência espacial de um dançarino, o diretor promove a síntese de todos os elementos artísticos que contribuem para o fenômeno teatral.

Ator

A arte do dramaturgo e do diretor só adquire vida cênica ao ser animada pelo ator – o executante que usa seu próprio corpo como instrumento, conjugando voz, expressão e presença cênica para comunicar seu personagem ao público.

A tradição atribui ao grego Téspis a invenção do ofício de ator: durante uma cerimônia religiosa em honra a Dioniso, ele teria assumido a figura do deus, passando depois a representar (primeiro Dioniso, depois outros personagens) por várias regiões da Grécia.

Sólon, que governava Atenas, acusou-o de impostor, mas o público já se tinha entregue ao fascínio daquela “impostura”.

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Importância do Teatro

Ao longo da sua história, a História do Teatro viveu momentos particularmente gloriosos: na Grécia (século V a. C.); durante a Idade Média, em toda a Europa; na Espanha (século XVII); na Inglaterra (séculos XVI e XVII); na França (séculos XVII e XVIII); na Itália (séculos XVI a XVIII); na Inglaterra, Noruega, França e Alemanha (século XIX); nos Estados Unidos (século XX).

Foram épocas em que surgiram textos de grande valor e espetáculos que arrebatavam multidões.

Além de representar um desses grandes momentos, a comédia de arte promoveu a sistematização da atividade teatral nos termos que prevalecem até hoje na maioria dos países do mundo: os atores são profissionais e o espetáculo só é acessível ao público pagante.

Mas, independentemente do modo (comercial ou não) pelo qual uma encenação chega ao público, o fenômeno teatro só acontece quando o ator encontra uma audiência e com ela vive uma experiência em que ambos estão interessados e envolvidos.

O mais fascinante desse fenômeno é o auto-engano consciente a que todos se submetem: a partir do momento em que o palco se ilumina e a platéia mergulha na escuridão, atores e público são cúmplices da mesma fantasia.

Segundo a tradição, tudo começou com Téspis, no século VI a.C., na Grécia: foi ele quem deu início à arte de representar, essa maravilhosa aventura que atravessaria séculos mesclando risos e lágrimas, sonho e realidade.

A arte do Teatro

A sociedade moderna vive um processo de contínuas e rápidas transformações, do qual os meios de comunicação de massa (rádio, cinema, televisão, jornais etc.) são ao mesmo tempo causa e conseqüência.

Se, por um lado, estes influem na transformação dos gostos, hábitos e opiniões, por outro, tais mudanças contribuem para modificar as próprias formas de comunicação.

Mas, justamente porque atingem amplos setores da população, esses veículos acabam sob o controle de grupos interessados em criar artificialmente uma opinião pública receptiva às suas mensagens.

Menos dócil a tais manipulações, a História do Teatro atua intensamente como instrumento de persuasão, contribuindo para a formação, no público, de uma consciência crítica.

Denunciando as injustiças sociais e os horrores da guerra e do totalitarismo, as peças do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e do filósofo francês Jean-Paul Sartre, por exemplo, divulgaram com vigor alguns princípios fundamentais, como o direito à liberdade e ao trabalho e o respeito à dignidade humana.

E o caso de As Moscas (Sartre) e de Galileu Galilei (Brecht), que suscitam a reflexão do público, levando-o a assumir posições não conformistas em relação às mazelas da sociedade.

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