História da Dança – Contexto, Importância, Origem e Evolução


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Pés batendo no chão, braços erguidos, mãos espalmadas. movimentos dos quadris e dos ombros… Na praça de uma aldeia, no palco de um teatro ou sobre a areia do deserto…

Em todos os lugares e em todos os tempos, homens e mulheres dançam: ouvem o ritmo, marcam o tempo e, então, seu corpo inteiro descreve e expressa a alegria, a beleza, a vida. Assim começa a História da Dança!



Origem

A História da Dança é uma das mais antigas formas de expressão da humanidade, encontrada em rituais mágico-religiosos, nas festas e celebrações de uma comunidade ou, ainda, quando o aspecto estético adquire predominância, como uma manifestação artística.

As crianças, logo que conseguem ficar em pé, ensaiam pulinhos ritmados: temos a impressão de que sabem dançar antes mesmo de haver aprendido a andar.

História da Dança – O que é Dança?

A dança pode ser definida como a organização rítmica do movimento, e, assim, sua prática c também sua história são ligadas à música embora ambas atividades possam existir de modo separado. Como imaginar o nascimento de uma dança?



Na História da Dança, a procura de um gesto, a imitação de um animal (como no teatro ou na pantomima) podem ocorrer em silêncio, mas, ao se compor urna sequência de movimentos do corpo, criam-se simultaneamente uma dança com um ritmo.

O bater dos pés da solo e a repetição do gesto podem ser acompanhados com a voz ou com palmas; ainda hoje, na África negra, o principal acompanhamento da dança é o tambor.

Contexto

No ritmo da vida. Nas sociedades primitivas de ontem e de hoje, a dança ocupa um lugar de grande destaque. Dança-se para cada evento importante da vida: nascimento, matrimônio, funeral.

Atividade de um só indivíduo ou de todo o grupo, a dança estabelece e renova o vínculo entre os membros da comunidade; acompanha o trabalho na lavoura, da semeadura à colheita, ou em cerimônias especiais .

Há danças reservadas às mulheres, algumas apenas às jovens; outras são exclusivas dos homens (danças de guerra).

Há também na História da Dança algumas executadas no meio de um círculo de espectadores, por apenas um membro da comunidade, em solo: pode ser um dançarino exímio ou alguém que exerce funções religiosas.

Na História da Dança, em determinados cultos animistas , o xamã dança com movimentos, convulsivos ou suaves, característicos de cada espírito ou divindade com que se comunica.

Um contexto que diz muito sobre a História da Dança.



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Danças Sagradas

A História da Dança começa de cunho religioso é encontrada no islamismo entre os mede,’, confraria que se desenvolveu na Turquia. Acompanhados por música própria, executada por flautas, instrumentos de cordas e tambores, os dervixes rodopiam cada vez mais rápido, em êxtase.

Na índia, há mais de três mil anos, a dança é praticada tanto em cerimônias religiosas quanto em espetáculos. Representa as histórias dos deuses, heróis e reis dos grandes ciclos de lendas, como o Ramayana.

Com guizos nos tornozelos, pulsos e quadris, as bailarinas marcam o ritmo com batidas de pé, enquanto descrevem, com movimentos muito expressivos, personagens e situações como “a donzela”, “a gazela”, “a floresta” etc.

Na Europa

Na Europa, as danças sagradas, por serem provenientes de outras religiões que não a católica, foram, durante a Idade Média, proibidas pela Igreja. No repertório folclórico no entanto, sobreviveram algumas danças tradicionais ligadas as rituais “pagãos”. uma triste verdade da História da Dança.

O costume de se dançar ao redor da ‘árvore de maio”, por exemplo, evoca ritos de fertilidade; as danças em volta do fogo procedem de tradições anteriores ao cristianismo e têm significados de purificação e iniciação. A dança típica dos cossacos, a dança das espadas, sem dúvida apresenta um caráter guerreiro.

A Evolução da Dança: Balé Clássico

Surgimento do balé

Na Idade Média, os bailarinos e trovadores que iam de castelo em castelo divertir os senhores se exibiam sobretudo em jogos de destreza e acrobacias.

No século XIV, nas principais cortes italianas e francesas, os espetáculos, incluindo os figurinos e os temas abordados, tornaram-se mais elaborados e os nobres, inclusive reis, passaram a participar de festivais e bailes animados.

Luís XIV (1643-1715), rei da França, adorava dançar e com freqüência participava dos bailes da corte fantasiado de Sol. Ele deu ao italiano, naturalizado francês, Jean-Baptiste LuIli o encargo de compor a música para esses espetáculos e, ao seu professor de dança, o de estudar os passos e as mesuras, ou seja, estabelecer uma coreografia.

Nas comédias de Molière, foram introduzidos entreatos de dança, e, em 1661, Luís XIV criou a Academia Real de Dança.

Os coreógrafos codificaram as figuras de dança, as diversas sequências de passos, os saltos, e assim foram elaboradas as normas que originaram algo importantíssimo na História da Dança a dança clássica.

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Importância da Dança

Em 1713, é inaugurada a escola de dança da Academia: já se trata de um grupo de profissionais que executa balés para a platéia real.

A técnica tornara-se muito difícil para as pessoas da corte. No século XIX, graças à influência do coreógrafo Jean-Jaques Noverre, os bailarinos superaram a simetria mecânica dos movimentos para expressar os sentimentos.

E em pleno período romântico, em 1865, a frágil bailarina italiana Maria Taglioni cria a dança na ponta dos dedos No final do século XVIII, haviam sido criadas escolas de dança e academias de balé em toda a Europa,  mas foram os russos que, a partir de 1850, conquistaram a supremacia na área.

No Teatro Imperial de São Petersburgo foram criados os balés Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, com músicas de Tchaikovski.

No início do século XX, um sopro de novidade percorreu o mundo da dança clássica quando o coreógrafo russo Michail Fokine relançou a dança característica e valorizou o papel do bailarino.

Ele criou. com Sergei Diaghilev, um balé que uniu a produção artística russa com os movimentos de renovação modernistas do ocidente.

Para Diaghilev, a dança devia aliar-se à pintura e à música contemporânea, e, com este propósito, valeu-se das obras dos melhores artistas de seu tempo.

História da Dança clássica no Brasil

No Brasil, o primeiro balé, dirigido por Lacombe, foi apresentado no Real Teatro de São João (Rio de Janeiro) em 1813.

Um século depois, a atuação da Companhia de Diaghilev (com Nijinski, Massine, Karsavina e Lidia Lepokova) no Teatro Municipal da mesma cidade, seguida da visita da Companhia de Ana Pavlova, deu início a um permanente interesse pelo balé.

A Escola de Dança do Teatro Municipal foi fundada em 1927 por Maria Oleneva, e ali se formaram Madeleine Rosay, Leda Yuqui, Berta Rosanova, Carlos Leite, Manilha Gremo.

Outros corpos de baile foram criados por Vaslav Veltchek, Aurélio Milloss, Carlos Leite e Sansão Castelo Branco, Tatiana Leskova, Nina Verchinina, Dalal Achcar.

Entre os bailarinos da nova geração cumpre citar Davi Dupré, Aldo Lotufo, Marcia Haydée, Beatriz Consuelo, Sandra Dicken, Dennis Gray, Alice Colino, Ana Botafogo, Noêmia Wainer.

Compositores que contribuíram com partituras: Vila-Lobos, Lorenzo Fernandes, Luís Cosme, Alberto Nepomuceno, Heckel Tavares, Cláudio Santoro.

Na cenografia, deixaram sua marca: Di Cavalcanti, Burle Marx, Nilson Pena, Belá Pais Leme, Darci Penteado e Fernando Pamplona. Poetas como Manoel Bandeira e Vinícius de Morais contribuíram com libretos.

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