Expressionismo: Características, Contexto Histórico e O que é

expressionismo

O expressionismo alemão entrou na história da arte moderna com a obra dos quatro fundadores do grupo da “Ponte” e a de alguns outros pintores que se juntaram a eles.

Contexto Histórico

Origem

De modo diferente dos fauves franceses, os pintores do Die Brucke possuíam um programa definido. Sua coerência e solidariedade de propósitos no trabalho artístico e organizacional, que durou sete anos (de 1906a 19l3).

Terminaram impondo sua mensagem artística. Animado pela fé no progresso e decidido a expulsara velha cultura, o grupo Die Bruke, em seu programa, apelava aos jovens “que reproduzam com rapidez e sinceridade aquilo que os impele a criar”.

Além de acolherem outros artistas no grupo (Max Peehstein e, mais tarde, Oito Mülter), seus membros estenderam a inscrição a amigos e conhecidos, que, pagando uma modesta taxa anual, tornavam-se sócios colaboradores.

A cada ano, esses “sécios passivos” recebiam, além da carteirinha e de um boletim, alguns originais de obras gráficas (desenhos, gravuras) dos “membros ativos”.

Antes como homens do que como artistas, os integrantes do grupo posicionavam-se contra a falsidade da vida e da cultura burguesas: sua ânsia pela “rapidez e sinceridade” os impelia à escolha de uma linguagem pictórica “primitiva”.

Segundo eles, para se enxergar o mundo verdadeiro é necessário jogar fora todas as “memórias visuais” que nos foram ensinadas.

Acreditavam que saber pintar em estilo acadêmico não tinha nenhuma utilidade e que o pintor não deveria extrair as aparências dos objetos (impressão), mas colocar na tela, com força, a emoção absolutamente espontânea que esses objetos suscitam (expressão).

Características do Expressionismo

Com o expressionismo, a pintura”sensitiva” dos impressionistas se transformarem”volitiva”(vontade de mudar o mundo). E por isso que, com frequência encontramos nos quadros expressionistas deformações nas figuras.

As exposições de Emil Nolde e de Van Gogh de 1906 e a de Edvard Munch de 1908— revolucionários independentes e mais velhos, ocorridas em Dresden, foram determinantes para a orientação estética do Die Brucke.

Após a realização de numerosas exposições em várias cidades alemãs e a transferência do grupo para Berlim. em 1910.

Artistas

O norueguês Edvard Munch (1863-1944), o holandês Vincent Vim Gogh e o belga James Ensor são considerados os “pais” do expressionismo alemão.

Se a pintura de Van Gogh, faminto de justiça e de amor, é desesperada e a de Ensor, com suas máscaras e esqueletos, apresenta uma ironia feroz, a obra de Munch, dominado por uma melancolia mortal, é trágica.

O artista representa a vida como uma inevitável condenação. Sua pintura, violenta mas não selvagem, recupera o simbolismo de Gauguin.

Os quadros parecem carregados da angústia, da dor e da dificuldade de viver. Em Dança da Vida, tela concluída em 1900, estamos nos antípodas da “alegria de viver?’ de Matisse.

O amor expresso no casal ao centro, como conseqüência da promessa de vida (representada pela donzela-primavera, de branco, à esquerda), leva à morte (a mulher de preto, à direita); também a chama vermelha, que sai da mulher e queima o homem, pode ser interpretada como a força destruidora.

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Imagem- arteehistoriaepci.blogspot.com.br

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