Arte Românica: Características, Pintura e Escultura

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Os exemplos mais interessantes de pintura da arte românica provém da Espanha. em particular das regiões de Castela e da Catalunha.

Um retábulo do século XIII. Os Arcanjos Rafael e Gabriel Transportam uma Alma Piedosa ao Céu (Museu de Arte Catalã, Barcelona), exemplifica os traços mais marcantes da pintura românica espanhola: contornos definidos, cores vivas, dramaticidade.

Para esse resultado, contribuiu a tradição dos árabes, estabelecidos a sudoeste da península Ibérica até o século XV, cuja influência se manifesta em todos os campos da arte espanhola.

Escultura da Arte Românica

No período da Arte Românica a escultura cumpre apenas a função de preencher os espaços vazios dos elementos arquitetônicos e atenuar a sensação de opressão criada pelo peso” do edifício.

Pode-se dizer, portanto, que a escultura é um complemento natural da arquitetura, adaptando-se a ela e servindo para decorar e “contar histórias”, Figuras humanas, monstros fantásticos, motivos geométricos e vegetais, cenas da vida de Cristo e dos santos estão presentes interna e externamente nas construções religiosas desse período.

Nas fachadas são comuns as representações do Apocalipse com anjos, bestas e demônios, compondo cenas que lembravam aos fiéis os perigos da tentação.

Os relevos, mais frequentes que as estátuas individuais. preenchem espaços ao redor dos pórticos (entradas), aninham-se por sobre as pilastras, jorram das pias de água benta, adornam arcos, formam colunas, transfiguram-se em capitéis (parte superior das colunas), sempre se adaptando às linhas da escultura.

O românico francês, por exemplo, leva às últimas consequências essa integração; se a cena esculpida se desenrola num capitel, adquire as dimensões dele; se é representada numa coluna, assume sua verticalidade; se cobre um trecho de teto, ou o alto de uma porta, observa-se um grande cuidado no sentido de que as figuras não caiam no vazio.

A tendência é não deixar nenhum espaço sem imagem. E as imagens cumprem rigorosamente suas funções decorativa e informativa: na escultura, os fiéis encontram o patrimônio iconográfico e episódios familiares de todo bom cristão.

Os relevos são tratados com extrema vivacidade, expressa ora no sentido rude e viso- roso da forma, ora através do frescor ou da ingenuidade do tema. Trata-se, quase sempre, de obras anônimas, pois na época o artista ainda não havia se destacado do artesão.

A Pintura da Arte Românica

A pintura da arte românica, por sua vez, não chega a participar, como a arquitetura e a escultura, do efervescente clima de inovações, no período românico.

Sobretudo na hália, ela continua na penumbra das naves ou sob a luz ténue das cúpulas, evocando místicas presenças de tradição oriental (principalmente bizantina).

A pintura bizantina, porém, tinha certas características que acabaram limitando o pintor românico: a cor era padronizada; as figuras, estáticas e solenes, eram quase sempre representadas de frente ou de perfil.

Na Arte Românica não havia movimento e as imagens, sem profundidade, pareciam condenadas aos limites das duas dimensões. Como não trabalhava observando a natureza, o artista românico não tinha uni ponto de partida que lhe pudesse sugerir como tratar a cor, o movimento ou a profundidade.

Talvez isso explique por que o românico valoriza tanto a escultura: as dimensões espaciais dadas pela pedra facilitam a representação de um acontecimento em três dimensões, permitindo que os corpos se exprimam pelo movimento.

Assim, salvo raras tentativas, a pintura românica está mais bem representada pelas iluminuras – pequenos desenhos coloridos que complementam um texto escrito, quase sempre de caráter religioso.

Na pintura românica, além da iluminura, empregavam-se praticamente duas técnicas: ou se pintava sobre a parede recoberta de uma camada de argamassa fresca — o afresco —, ou sobre uma superfície de madeira.

Neste caso, as tábuas ficavam quase sempre atrás do altar, sendo por isso chamadas de retábulos.

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Imagem- umbrasileironaespanha.wordpress.com

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