Arte Pré-Histórica: Pintura Rupestre e Características

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Existem milhares de exemplos de pinturas na Arte pré-históricas, encontradas em Centenas de cavernas. Dessas, as mais importantes são as de Niaux, Font-de-Gaume e Lascaux, na França; e as de Altamira, na Espanha.

Elas pertencem à cultura do homem do Paleolítico Superior (cerca de 50 000 a 10 000 anos atrás). Não fossem os terremotos e deslocamentos menores de terra, que acabaram fechando a abertura das grutas – e salvando, com isso, as pinturas da ação destrutiva das intempéries , todos esses trabalhos teriam se perdido.

Pintura Rupestre

As tintas, de base orgânica, não resistem à ação dos microrganismos que se desenvolvem em determinadas condições de umidade.

Os pigmentos usados nessas pinturas foram extraídos de óxidos minerais, ossos carbonizados, carvão vegetal e, possivelmente, sangue dos animais abatidos.

O primeiro pincel foi o dedo; mas há indícios posteriores da utilização de pincéis feitos de penas e pelos de animais: são os primeiros recursos técnicos do ”artista” pré-histórico.

Porém o que mais intrigou os estudiosos foi a verdadeira função da Arte Pré-Histórica rupestre (arte pré-histórica das cavernas).

Várias teorias surgiram: a que atribuía a essas pinturas um caráter ornamental; a que via nelas apenas uma necessidade de expressão artística e, finalmente, a que lhe atribuía uma intenção mágica.

Considerando-se que as pinturas foram executadas nas paredes mais inacessíveis das galerias, as duas primeiras hipóteses estavam descartadas.

Restou a última, que, ainda hoje, é a mais aceita: essa pintura serviria como técnica mágica para a obtenção de alimentos.

Como as culturas que produziram esse tipo de Arte Pré-Histórica viviam predominantemente da caça e da coleta, deduz-se que o caçador, ao pintar um bisão, acreditasse estar facilitando a sua captura, ou seja: a arte-magia significava para os povos caçadores a garantia de êxito na próxima caçada, condição necessária para a sua própria sobrevivência.

Características

O tema tratado nas pinturas das cavernas são os animais: cavalos, vacas, bisões, muitos em tamanho natural e todos de corpo inteiro. As representações humanas e de plantas são raras.

O desenho, de modo geral, é firme, e o artista era hábil em realçar a força, a tensão e o movimento, dramatizando-os num notável trabalho de observação.

A escultura também ocupou o tempo dos homens das cavernas: figuras femininas, de pedra ou marfim, foram encontradas às centenas entre os trabalhos do homem do Paleolítico Superior, sobretudo do chamado período aurignaciano (Lascaux).

As estatuetas, de modo geral, mostram mulheres de grandes seios, ventre saltado e nádegas enormes. Esse ternário constante e limitado – mulheres e animais para alguns estudiosos é perfeitamente lógico, pois tanto um quanto o outro eram indispensáveis ao homem primitivo.

Os animais garantiam a sua subsistência; as mulheres representavam a continuidade da sua descendência. Os arqueólogos denominaram as estatue- tas femininas de vénus, acreditando que elas correspondiam a um ideal de beleza do homem pré-histórico.

Na realidade, como na pintura mágica, o artista talvez quisesse apenas ressaltar as características da fertilidade feminina: por isso acentuava-lhes os volumes.

Documentando a vida nas paredes

Durante cerca de 8 000 anos – de 10 000 a 1 700 a.C. – desenrolou-se outro capítulo da aventura humana: o período Neolítico.

O homem tomou-se sedentário: domesticou algumas espécies animais, substituiu a caça pelo pastoreio e passou da coleta à agricultura.

A cerâmica, característica comum das comunidades neolíticas, tem uma estreita relação com a agricultura, pois destinava-se ao armazenamento de alimentos. A princípio, a função, o tipo de argila e de cozimento determinavam a cor e o modelo do recipiente.

Mas, progressivamente, o ceramista descobriu que o fogo, alimentado por troncos e gravetos secos, podia dar aos objetos tonalidades amareladas, róseas ou esverdeadas; aos poucos. o “artista” aprendeu a controlar esses efeitos, utilizando-os para embelezar a obra.

Na pintura, a grande inovação foi o aparecimento da figura humana. A Arte Pré-Histórica perdeu o caráter mágico: as pinturas não mais se abrigavam no fundo das cavernas.

Mas em plena luz, logo na entrada das grutas, feitas para serem vistas. O desenho rápido e esquemático substituiu a perfeita representação da realidade (naturalismo) do Paleolítico.

O pastoreio, a agricultura e a guerra – cenas da vida cotidiana – foram os temas da pintura neolítica. Os poucos exemplos da escultura desse período são ídolos de pedra ou terracota, representando a mulher como a deusa-terra ou deusa-fecundidade.

Tal como na pintura, o naturalismo está ausente. A Arte Pré-Histórica, para o artista, não era mais uma cópia, mas um meio de interpretar a realidade.

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Imagem-  arqueologiamericana.blogspot.com.br

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