Arte pré-colombiana: Arquitetura, Pintura e Estátuas


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O termo de arte pré-colombiana é aplicado a tudo o que, no continente americano, é anterior à chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, e à influência européia que a partir de então começou a ser exercida pelos colonizadores.

As manifestações artísticas de maior expressão daquele período encontram-se no México (culturas zapoteca, misteca, tolteca, asteca etc.), na península de Yucatán (cultura maia) e no Peru (culturas nazca, chimu e inca).



Arte Pré-Colombiana Contexto Histórico

A descoberta da arte pré-colombiana é relativamente recente; até o início do século XIX era ignorada pelos estudiosos.

Foi após a viagem do cientista alemão Alexander von Humboldt à Venezuela, ao Equador, ao Peru, à Colômbia e à foz do Amazonas (179911804) que a Europa começou a interessar-se pelas extintas civilizações e a arte pré-colombiana, enviando equipes de arqueólogos e efetuando escavações.

Descobriu-se então que alguns povos das Américas do Sul e Central, embora desconhecessem o transporte sobre rodas e em geral tivessem escrita rudimentar, haviam feito notáveis progressos no campo da matemática e da astronomia, eram ótimos agricultores, excelentes arquitetos, urbanistas, escultores e ceramistas.



Quando os espanhóis chegaram ao planalto Central do México, no século XVI, à região era dominada pelos astecas.

Esse povo, cuja civilização era extremamente marcada pela religião, esperava a volta do deus branco Quetzalcoatl, que viria do mar.

Um dia, em 1519, os astecas efetivamente deparam-se com um personagem cuja aparência coincidia com a profecia. Ele e seus companheiros vinham montados em seres desconhecidos para os astecas: cavalos.

O pretenso deus, porém, era Hernán Cortês, o conquistador espanhol que em apenas dois anos exterminaria a civilização asteca, arrasando Tenochtitlán, a grandiosa capital, que chegara a ter 300 000 habitantes, ricos palácios e templos.

O que mais assombrou os espanhóis, porém, foi a abundância de ouro, prata e outros metais possuída pelos astecas.

Yucatán

Naturalmente, nas sociedades de caráter predominantemente agrícola como as da América na época da arte pré-colombiana, os deuses mais venerados eram os que protegiam e favoreciam as colheitas.

Os estudiosos acreditam que entre as divindades mais adoradas estavam exatamente a do milho (que constituía a base da alimentação dos maias) e a da chuva e da fecundação da terra, chamada Chac Mool.

Vindos da região central do México, os toltecas penetraram na península de Yucatán por volta do ano 1000. A sobreposição da cultura desse povo à dos maias resultou na civilização conhecida como maia-tolteca.



A ela pertence o Trono do Jaguar Vermelho, reproduzido abaixo, encontrado em Chichén-Itzá (um dos principais centros maias, já abandonado, porém, em meados do século XV).

A escultura representa uma onça em tamanho natural, com olhos de jade e dentes de pedra branca, o corpo inteiramente pintado de vermelho e decorado com discos de jade verde imitando as manchas características do pêlo do animal.

México

Da cidade de Teotihuacán, de influência cultural olmeca, procede a máscara funerária revestida de mosaicos P mostrada ao lado, na parte central.

A mesma técnica foi usada na Serpente em Mosaico, à esquerda, provavelmente pertencente à cultura misteca, cujo centro era o atual Estado de Oaxaca, no México meridional.

A incrustação de mosaicos foi também empregada pelos astecas, que, do século XIV ao XVI, dominaram um vasto território, que ia das margens do Atlântico às do Pacífico e, ao sul, até a Guatemala.

Tanto a arquitetura como a escultura astecas são imponentes, mas muitas das obras que decoravam templos, palácios e pirâmides foram completamente destruídas pelos conquistadores espanhóis.

Da mesma forma, perdeu-se grande parte da produção pictórica dos astecas, quando foram queimados milhares de manuscritos ornados com iluminuras.

Peru

Como ocorreu no México, também nos planaltos dos Andes, na América do Sul, sucederam-se diversas civilizações. Do século V a.C. ao século X d.C. desenvolveu-se, nas costas meridionais do Peru, a cultura nazca, produtora de vasos de cerâmica perfeitamente polidos.

O fato é notável sobretudo porque os artesãos da arte pré-colombiana não conheciam o tomo de oleiro, que é uma aplicação da roda. A cultura nazca pertence o vaso em forma de pássaro, abaixo.

O tumi faca de ouro para sacrifícios cerimoniais -, à direita, pertence cultura chimu, que floresceu nos séculos Xffl e XIV entre os atuais territórios do Peru e da Bolívia.

Ainda como os astecas fizeram no México, os incas unificaram sob seu domínio as diversas populações peruanas (século XV) antes de serem, por sua vez, dominados pelos invasores espanhóis comandados por Diego de Almagro e Francisco Pizarro, no século XVI. E da cultura inca o vaso de madeira policromada em forma de cabeça de onça.

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Imagem- unicap.br