Arte mesopotâmica – Arquitetura, Escultura e Características

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Enquanto os povos da Europa só conheciam a pedra polida, no Oriente Próximo desenvolviam-se importantes civilizações. A história da Mesopotâmia  é a de um conflito permanente entre populações que se alternaram no domínio sobre a região. A Arte Mesopotâmica é em sua quase totalidade de cunho religioso.

A religião, a magia e sua prática arraigavam-se na vida cotidiana com força de lei: qualquer transgressão às normas acarretaria o castigo divino.

Cada construção e cada objeto da Arte mesopotâmica têm características próprias, que as diferenciam da arte de outros povos igualmente religiosos. São essas característica que revelam o espírito da antiga Mesopotâmia.

Arquitetura na Arte Mesopotâmica

Uma das primeiras manifestações da arquitetura suméria foi o Templo Branco, construído em Uruk, erguido sobre uma montanha artificial de 12 m de altura.

Seu objetivo era aproximar o céu e a terra, ligando os homens à divindade. No império acadiano essa plataforma artificial desapareceu.

Entretanto, algumas criações sumérias influenciaram os vários períodos da arquitetura da Arte mesopotâmica: o emprego da abóbada, o uso do tijolo cru como único material para as edificações è o zigurate – torre de sete andares decrescentes, coroados no topo por uma capela.

O zigérate mais famoso é a torre da Babilônia, a “torre de Babel” mencionada na Bíblia. De modo geral, os palácios formavam um conjunto maciço, sem janelas para o exterior; os aposentos dispunham-se em torno de um pátio interno, prática mantida durante milênios no Oriente Médio.

As paredes internas eram revestidas de pintura, como, por exemplo, o palácio de Mari, construído na época dos novos remos sumérios. Suas paredes ilustram episódios marcantes da vida do rei.

Construções

Primeiro, foram as muralhas erguidas ao redor da Babilônia, capital do seu reino; depois, os palácios construídos com um luxo sem precedentes.

Ao portentoso palácio real, na margem esquerda do Eufrates, achavam-se ligados os jardins suspensos, que os antigos consideravam uma das sete maravilhas do mundo.

Nabucodonosor os construíra, diziam, para que sua esposa não sentisse saudades das montanhas da Média, sua pátria (a noroeste do Irã atual).

As muralhas eram tão largas que, sobre elas, realizavam-se corridas de canos. Mais famosas ainda eram as portas, cada uma dedicada a uma divindade e ornamentadas com grandes figuras em relevo.

O Casinho das Procissões e a porta azul de Ishtar eram decorados com figuras em cerâmica esmaltada. A porta encontra-se no museu de Berlim, mas suas cores desapareceram. Curiosamente, as escavações arqueológicas revelaram que os célebres jardins suspensos eram bastante modestos.

Características

Muitas obras de escultura da Arte mesopotâmica se perderam por terem sido executadas em argila. Estátuas de pedra ou outros materiais mais resistentes são raras, e representam sempre a realeza ou altos dignitários.

Nas esculturas mais antigas, os padrões de elaboração eram rígidos: nariz em forma de bico, globo ocular indicado por uma concha, pupila em lápis-lazúli, cílios marcados com um risco preto.

Os trajes convencionais distinguiam as figuras femininas das masculinas: na época dos sumérios, o homem cobria-se até a cintura, enquanto a mulher deixava nus apenas o braço e o ombro direitos.

De modo geral, as esculturas destinavam-se a substituir a presença da pessoa representada, no templo. Por essa razão, as figuras, na maior parte das vezes, encontram-se em posição de adoração.

Esse rigor formal pode ser observado nas placas fúnebres que acompanhavam o mono ao túmulo, narrando em pedra ou argila os acontecimentos mais importantes da sua vida.

Como era preciso colocar figuras de três dimensões numa superfície de apenas duas, a imagem sofria um rígido processo de distorção: cabeça, pernas e pés eram representados de perfil; o busto, de frente. Essa dissociação recebeu o nome de “lei da frontalidade” e marca todas as épocas da arte mesopotâmica.

Convenção de Liberdade

Um dos raros testemunhos da pintura da Arte mesopotâmica foi encontrado no palácio de Mari, descoberto entre 1933 e 1955; Embora as tintas utilizadas fossem extremamente vulneráveis ao tempo, nos poucos fragmentos que restaram é possível perceber o seu brilho e vivacidade.

Essa descoberta foi notável porque Mari aparentemente desenvolveu, uma coisa diferente de outras Arte mesopotâmica.

Apesar de conservarem algumas convenções – como a “lei da frontalidade”, seus artistas executaram algumas figuras sugerindo movimento, o que prova que os artistas possuíam uma técnica talvez superior à que lhes era permitido demonstrar.

Artistas

Não se conhece o nome de nenhum artista mesopotâmico. As obras eram executadas em grandes ateliês anexos aos palácios por uma coletividade de pessoas que, na escala social, se encontravam no mesmo nível dos artesãos.

No Código de Hamurabi, arquitetos e es- cultores são mencionados ao lado de ferreiros e sapateiros, ou seja, constituíam a terceira classe da sociedade mesopotâmica.

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Imagem- seguindopassoshistoria.blogspot.com.br

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