Arte Gótica – Arquitetura, Origem, Características e Pintura

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A universidade de Sorbonne, fundada em 1257, tornou-se o posto avançado das novas idéias religiosas. Foi nesse novo mundo – as cidades -, e sob o patrocínio da igreja, que surgiram as primeiras manifestações da arte gótica: as catedrais.

Corporações de artesãos eram contratadas pelos bispados para erguer esses imponentes edifícios de pedra, que se constituíram no próprio símbolo da cidade. A Igreja foi, de fato, o maior cliente dos artistas e artesãos da época.

Arquitetura, escultura, pintura e demais manifestações de Arte Gótica (séculos XII a XIV) são obras anônimas, fruto das corporações de profissionais. Mesmo quando uma obra é atribuída a um mestre, em geral ele não a fez sozinho.

Características

O estilo da Arte Gótica  não se limitou à França nem se manteve inalterado ao longo dos dois séculos de existência. Foi adotado por outros países, como a Alemanha, a Inglaterra e a Espanha, onde sofreu algumas variações.

Nenhuma, porém, alterou sua característica principal: a verticalidade, presente nas catedrais e nas figuras alongadas dos vitrais, tapeçarias, estatuária e pintura.

Arquitetura

De modo geral, pode-se dizer que quase todas as manifestações da arte gótica são complementares à arquitetura. A escultura tinha uma função decorativa, dentro e fora das construções.

Sobre os pórticos e ao seu redor, nas arquivoltas, em todos os cantos das paredes laterais, desfilam Cristos e Virgens, santos e profetas, narrando episódios da história sacra. São figuras esguias, um pouco rígidas em sua postura, mas a fisionomia tenta exprimir emoções.

A medida que se avança no período da Arte Gótica, observa-se que as figuras ganham cada vez mais movimento e que existe uma preocupação em aproximá-las de modelos da realidade.

Pinturas

Uma das mais importantes manifestações pictóricas do período da Arte Gótica são as iluminuras, pinturas de dimensões reduzidas, feitas em aquarela ou têmpera, destinadas a ilustrar manuscritos. As cenas são religiosas ou representam aspectos da vida cotidiana.

Já os temas dos afrescos (assim chamados porque eram pintados na parede enquanto a argamassa estava fresca) e a pintura em madeira reproduzem, sobretudo, cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria.

O fundo dourado é uma constante é há uma preocupação com .a profundidade, ou seja, esboça-se a perspectiva, que representa a grande conquista dos pintores italianos do século XIV. Os vitrais tinham uma função arquitetônica.

Deviam preencher os espaços vazios deixados pela estrutura de pedra e permitiam a iluminação do edifício, filtrando a luz em manchas coloridas.

Eram constituídos de pedaços de vidro ordenados de modo a formar uma imagem e ligados por nervuras metálicas. A tapeçaria foi a única arte gótica em que os temas profanos superaram os religiosos.

Caçadas, cenas míticas e cortesãs, tecidas com fios de lã, seda, ou mesmo ouro e prata, decoravam as paredes internas dos edifícios.

Arte Gótica nas Igrejas

Nas igrejas românicas, que precederam as góticas, usava-se o arco de meia circunferência, que fazia com que o peso da construção repousasse sobre as paredes.

Isso obrigava a um apoio lateral resistente: pilares maciços e paredes muito espessas com poucas aberturas para o exterior.

Até o século XII, não se descobrira como utilizar a abóbada para cobrir o cruzeiro do transepto (galeria transversal que forma os braços da cruz nas igrejas medievais).

Os arquitetos no período da Arte Gótica resolveram o problema criando o arco quebrado, ou ogiva, formado por duas curvas que se encontram num ângulo agudo.

Para construir uma abóbada em ogiva, erguiam-se quatro arcos quebrados em torno de um quadrilátero; depois, a partir dos vértices, mais duas ogivas que se cruzavam no centro.

A tensão e o peso da abóbada criavam duas linhas de força: uma vertical, suportada pelas colunas, e outra horizontal, suportada pelos arcobotantes, pilares laterais externos que, por sua vez, transmitiam parte do peso aos contrafortes.

Com o peso assim distribuído, as paredes deixavam de ser apenas elementos de suporte, podendo tornar-se mais leves e comportar maior número de janelas. Os vitrais assumiram essa função.

O emprego de ogivas, um dos fundamentos da arquitetura gótica, criou uma nova estética: os edifícios se alongaram, e a verticalidade se impôs a todas as artes complementares à arquitetura.

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Imagem- arteeducacaodf.blogspot.com.br

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