Arte Egípcia: Pirâmides, Escultura, Arquitetura e Pintura

arte-egipcia

É a partir da compreensão da importância que a religião assumia no Egito Antigo que se pode entender a arte do povo egípcio.

Toda a produção de Arte Egípcia estava subordinada à pessoa do faraó, e tudo que lhe dizia respeito era sagrado. A arte egípcia é, portanto, uma arte sacra, regulada por normas religiosas que foram obedecidas durante milênios, para evitar, segundo a crença desse povo, a ira dos deuses.

Pirâmides significado

A primeira dessas grandes construções foi a pirâmide de Zoser, faraó que iniciou o Antigo Império (2686-2181 a.C.). Sua estrutura baseou-se na forma mastaba – túmulo em forma de trapézio repousado numa base retangular onde costumavam ser enterrados os governantes.

Sobre essa mastaba-base, ergueram-se outras, em tamanho decrescente, sugerindo uma edificação em degraus. Seu autor – o arquiteto Imhotep – foi divinizado após a morte.

A pirâmide de Zoser foi a primeira construção egípcia de grandes proporções em que se empregou a pedra como elemento estrutural predominante; e foi também a origem das outras que se tomaram a marca registrada do Egito: as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, edificadas na IV dinastia, em Gizé.

A pirâmide simboliza o encontro do deus com o homem: seu vértice representa o ponto em que os deuses descem para se unir aos homens e o lugar ao qual os homens ascendem para chegar aos deuses.

Arte Egípcia e suas Características

A Arte Egípcia era anônima, intervindo na sua elaboração vários artistas e artesãos. A ênfase era dada ao conhecimento perfeito dos cânones (regras) e das técnicas, e não ao estilo pessoal ou à engenhosidade individual do artista.

As convenções que norteavam a pintura e a escultura eram rígidas. Entre os preceitos a obedecer estavam o da frontalidade (as imagens deviam ser contempladas apenas de frente) e o do uso das cores.

A água, por exemplo, tinha de ser sempre representada em azul ou com linhas negras em ziguezague; o corpo dos homens em marrom e o das mulheres em amarelo. A estátua destinava-se a perpetuar a presença de um deus ou de um homem.

Devia ser tão real quanto o modelo, mas retendo sobretudo a imagem estática desse presente efêmero. As esculturas dos mortos serviam para que o ka, essência espiritual, reconhecesse o local da sepultura do seu corpo, para apoderar-se dele e continuar a viver no outro mundo.

No faraó, além dos traços individuais, estão expressas a imponência e a majestade inerentes à sua posição. A pintura teve que se haver com o problema de reproduzir as três dimensões sobre uma superfície que tem apenas duas.

Estátuas

O corpo humano é separado em partes e cada uma (cabeça, tronco e membros) é representada da maneira que parecia mais expressiva ao artista.

Cabeça, pernas e pés são colocados de perfil e o corpo, de frente; uma verdadeira torção do pescoço é feita para tentar conciliar as partes do corpo em posição pouco natural. A profundidade de campo e a perspectiva eram desprezadas.

As figuras eram postas no mesmo plano ou superpostas; os personagens importantes apareciam em tamanho maior. A “lei da frontalidade”, nome que os estudiosos deram a esta constante representação das figuras, conservou-se durante praticamente toda a civilização egípcia.

O argumento de que o artista retratava a figura desse modo por dificuldade técnica é infundado. Os animais e a vegetação são mostrados de forma naturalista, com todos os recursos da descrição em três dimensões: são pássaros em plena rei voada e plantas em exuberante desordem.

Gostou do nosso artigo sobre Arte Egípcia? Compartilhe!

Imagem- sempreaprendendo08.blogspot.com.br

Add a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *